Perguntas do paciente (9401)

  • Acho que tenho TOC de pensamento relacionado a pornografia. Foram 16 anos de consumo desde a infânci

    Acho que tenho TOC de pensamento relacionado a pornografia. Foram 16 anos de consumo desde a infância marcados por um abuso leve aos 5 anos. Decidi parar faz duas semanas, mas conteúdos sexuais do passado que me envergonho de ter consumido me atormentam. Sinto que está ficando pior a cada dia. Também já tive compulsões no passado após sofrer assaltos (não cheguei a tratar).
    Às questões principais são: a TCC que tanto falam pode me ajudar sem que eu tenha que ver diretamente as imagens de cunho erótico?Como posso me tratar sem que isso me incomode ou cause alguma resposta groinal? Existe outra forma de tratar?
    Agradeço qualquer resposta.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    No tratamento do TOC com temas de cunho erótico, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) através da Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) não exige que você se exponha diretamente a imagens eróticas ou pornografia real. A exposição é focada na aceitação do pensamento intrusivo e da dúvida sem realizar compulsões (como checar sensações físicas, buscar reasseguramento ou tentar "limpar" a mente).

    Quanto à preocupação com a resposta groinal (uma sensação involuntária na região genital causada pela hipervigilância do próprio cérebro), a TCC atua ensinando você a reinterpretar essa reação física como um mero reflexo do sistema nervoso hipervigilante, e não como um sinal de desejo ou intenção real. Além da TCC, abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e o acompanhamento psiquiátrico são altamente eficazes para reduzir a ansiedade subjacente sem gerar desconforto excessivo.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar

    Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar? (psicólog, sexólogo, etc?).

    Motivo da pergunta: Tenho feito psicoterapia, mas acabei falando sobre um momento ruim que estou vivendo no meu relaciomaneto e tem me trazido muita frustração. Estou tendo dificuldades de me relacionar sexualmente e quando falei sobre isso na terapia minha psicóloga ficou um pouco sem graça e vi que desviou um pouco o assunto. Não sei se ela se sentiu constrangida, com vergonha ou com receio de tratar sobre o assunto por eu ser homem, mas acabei sentindo que havia um tabu sobre conversar sobre isso na consulta e não voltei mais no assunto. Mas apesar de não ter falado mais sobre isso, é um assunto que tenho precisado conversar com alguém mas não sei com quem ou com qual tipo de profissional. Vale destacar que minha psicóloga é excelente, mas não senti abertura para falar sobre isso e também não sei se devo perguntá-la se ela se sentiu incomodada sobre tratar o assunto

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Para a investigação e tratamento de disfunções sexuais, os profissionais indicados são o Psicólogo Especialista em Sexologia/Terapia Sexual, o Médico Urologista (para investigar fatores hormonais, vasculares e orgânicos) e o Psiquiatra.

    Sobre o seu receio com a psicóloga atual: é perfeitamente válido perguntar a ela de forma direta se ela se sente confortável em trabalhar com questões de sexualidade masculina. Nem todos os terapeutas possuem especialização nessa área e, caso ela identifique limitações técnicas ou desconforto, é dever ético do profissional fazer o encaminhamento para um sexólogo ou terapeuta sexual qualificado, garantindo que você tenha um espaço seguro e sem tabus.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Olá,no transporte ao trabalho todos sentam em seus próprios lugares é como se estivesse o nome em ca

    Olá,no transporte ao trabalho todos sentam em seus próprios lugares é como se estivesse o nome em cada poltrona, pois bem não sei se por um sinal divino caiu meu celular do bolso no vão dá poltrona quando coloquei a mão para pegar encontrei um relógio escondido lá,na hora travei não tive emocional e fiquei receoso em falar a alguém sobre o ocorrido e passar por culpado disso mesmo sendo injusto, não sei se alguém colocou lá para me incriminar ou se alguém colocou lá estrategicamente para pegar depois só que esse bendito relógio ficou lá quando sai do ônibus nem fiz menção de pegar, agora estou com medo que as pessoas procurem e digam que fui eu...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O medo que você está sentindo é fruto de uma interpretação catastrofista e de um pico de ansiedade. Achar um objeto no transporte público não torna você responsável por ele, e o fato de não ter mexido no relógio foi a atitude correta para preservar sua tranquilidade.

    O seu cérebro, sob estresse, está criando cenários de acusação que não possuem respaldo na realidade. Lembre-se de que a responsabilidade sobre o objeto pertencia a quem o deixou lá. Tente redirecionar o seu foco para a sua rotina diária e racionalizar que esse evento foi apenas um imprevisto neutro do trajeto, sem consequências contra você.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Tive um relacionamento a distancia a muitos anos atrás que durou de 2016 a 2019, ela foi uma das nam

    Tive um relacionamento a distancia a muitos anos atrás que durou de 2016 a 2019, ela foi uma das namoradas que mais marcou na minha vida e quem mais amei em outros relacionamentos nao consigui amar outras como a primeira os anos passaram e até hoje as vezes sinto saudade dela as chego a querer a chorar hoje ela vive uma vida tem uma filha mas nunca a esqueci o passado vive em mim e nao sei como lidar com ele é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui for tirar suas dúvidas.

    É comum e compreensível guardar carinho e nostalgia por um primeiro amor ou por um relacionamento marcante, mas quando o passado impede você de se conectar com o presente e gera sofrimento contínuo, isso indica um luto relacional não concluído.

    Muitas vezes, a mente tende a "idealizar" a pessoa do passado, lembrando apenas dos momentos bons e esquecendo os desafios da época, além de projetar nessa memória a saudade de quem você era naquele momento. Processar esse vínculo em psicoterapia ajudará você a ressignificar essa história, aceitar a realidade atual dela e reabrir sua capacidade afetiva para construir novos laços no presente.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O bloqueio e o choro sob pressão ocorrem porque a sensação de estar sendo cobrada ativa uma resposta de congelamento e sobrecarga emocional no seu sistema nervoso, paralisando temporariamente o acesso à fala organizada.

    Para superar essa dificuldade:

    Comunique o Bloqueio Antes da Crise: Em um momento calmo, explique ao seu parceiro que quando você é pressionada, sua mente paralisa involuntariamente e o choro surge como uma reação física de estresse, e não como uma tentativa de ignorá-lo.

    Utilize a Comunicação Escrita: Quando a pressão surgir na conversa, peça alguns minutos para organizar seus pensamentos e escreva os pontos principais em um papel ou mensagem antes de falar.

    Pausas Programadas: Estabeleça a regra de pausar a conversa assim que a emoção atingir um nível insustentável, combinando um horário específico no mesmo dia para retomar com calma.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Sou autônomo e minha renda depende do quanto eu trabalho. Mas ultimamente tenho tido muita ansiedade

    Sou autônomo e minha renda depende do quanto eu trabalho. Mas ultimamente tenho tido muita ansiedade antes e durante o trabalho. O que eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A sensação persistente de "mundo em preto e branco", aliada à anedonia (perda de brilho nas atividades) e ao vazio constante, sugere a presença de um quadro depressivo subjacente (como a Distimia ou Transtorno Depressivo Maior), que pode se instalar de forma silenciosa mesmo mantendo a funcionalidade diária.

    O profissional mais indicado para iniciar a avaliação é o Psicólogo e/ou o Psiquiatra. A combinação de psicoterapia para explorar e validar suas emoções com a avaliação psiquiátrica para regulação neuroquímica é o caminho mais seguro para restaurar a vitalidade e prevenir o agravamento do quadro.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,

    Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    No trabalho autônomo, a incerteza financeira atua como um gatilho constante de estresse, gerando uma pressão interna que associa diretamente cada momento de pausa a um risco financeiro.

    Para gerenciar essa ansiedade:

    Estruturação de Rotina e Limites: Defina horários fixos de início e término do trabalho, evitando a sensação de que você "deveria estar produzindo o tempo todo".

    Técnicas de Ancoragem Durante o Trabalho: Ao perceber a elevação da ansiedade, faça pausas curtas de 3 minutos para regulação respiratória e desativação do estado de alarme corporal.

    Planejamento Financeiro de Margem: Estabeleça metas mínimas realistas em vez de focar apenas no teto máximo de produção, reduzindo a sensação de urgência diária. Acompanhamento psicoterapêutico é essencial para tratar a ansiedade de desempenho.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pes

    Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pessoas principalmente as mulheres porque elas nem entendem o motivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    As reações de antipatia interpessoal inconsciente costumam ser processadas por meio de pistas não verbais imperceptíveis (como microexpressões faciais, tom de voz, postura corporal e linguagem não verbal) que o cérebro da outra pessoa interpreta como incompatíveis ou ameaçadoras.

    Além disso, fatores como a projeção (quando a pessoa identifica em você algo que rejeita em si mesma) e heurísticas automáticas de atratividade e segurança moldam essa percepção em milissegundos. Como esse julgamento ocorre em estruturas subcorticais antes de chegar à consciência, a pessoa frequentemente não sabe explicar racionalmente o motivo da rejeição, dizendo apenas que "o santo não bateu".

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Comecei a me alimentar logo depois que usei o captopril que faço?

    Comecei a me alimentar logo depois que usei o captopril que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Oi, é um prazer te ter por aqui.

    Se você começou a se alimentar logo após tomar o captopril, não há motivo para preocupação. O medicamento pode ser tomado 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições para melhor absorção. Se você se alimentou logo após tomar o captopril, o medicamento pode ter sua eficácia um pouco diminuída nessa dose específica, mas não costuma causar efeitos graves ou reações imediatas. O ideal é seguir a orientação médica e não repetir a dose. Se você estiver tomando o captopril sob prescrição médica e notar tontura, queda de pressão, dor de cabeça ou algum desconforto diferente, converse com seu médico.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
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    Abraços


  • Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só

    Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só que quando entrei no transporte 90% das pessoas eram de favelas com o linguajar agressivo e eu estou acoado pisando em ovos,minha saúde mental cada dia que passa está indo ao espaço tamanho medo e angústia que eu passo todo dia,eles começam a fazer burburinho eu já entro em parafuso pensando que querem me matar ou estão planejando algo contra mim,minha mente fica em alerta a viajem inteira,chego em casa exausto mentalmente...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A reação que você está vivenciando no trajeto para o trabalho é um estado agudo de hipervigilância e ideação paranoide induzida por ansiedade severa. Quando você é inserido em um ambiente percebido como desconhecido ou hostil, seu cérebro interpreta os ruídos e a linguagem do local como uma ameaça iminente à sua integridade física.

    Para manejar esse exaustão mental:

    Dessensibilização Sensorial: Utilize fones de ouvido com cancelamento de ruído, músicas relaxantes ou podcasts durante a viagem para isolar os estímulos sonoros que engrenam o estado de alarme.

    Reavaliação Cognitiva: Lembre-se conscientemente de que burburinhos e conversas informais em transporte público são comportamentos de rotina das pessoas, e não planos direcionados contra você.

    Avaliação Profissional: O nível de desgaste de 4 horas diárias sob estresse extremo exige suporte psicológico e psiquiátrico urgente para avaliar a viabilidade dessa rotina e tratar a ansiedade fóbica.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Quais são os desafios específicos que as mulheres autistas com mutismo seletivo enfrentam ?

    Quais são os desafios específicos que as mulheres autistas com mutismo seletivo enfrentam ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O principal desafio é o duplo custo social: gerenciar o esgotamento proveniente do masking e, ao mesmo tempo, enfrentar a paralisia involuntária da fala diante de sobrecargas sensoriais ou ansiedade interpessoal. Isso frequentemente leva a interpretações equivocadas de timidez, recusa proposital ou timidez extrema.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Como diagnosticar mutismo seletivo em alguém com autismo?

    Como diagnosticar mutismo seletivo em alguém com autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O diagnóstico exige uma avaliação neuropsicológica e clínica detalhada para distinguir o travamento da fala desencadeado pela ansiedade social (mutismo) da perda de capacidade expressiva em momentos de colapso autista (shutdown). Avalia-se se a incapacidade de falar ocorre sistematicamente em cenários específicos onde há expectativa social de fala.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Como o mutismo seletivo pode estar relacionado ao autismo?

    Como o mutismo seletivo pode estar relacionado ao autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O mutismo seletivo pode coexistir com o TEA como um transtorno de ansiedade comórbido ou surgir como uma resposta defensiva do sistema nervoso autista. Diante do excesso de estresse sensorial, demandas sociais imprevisíveis ou esgotamento cognitivo, o corpo reage interrompendo temporariamente a fala verbal.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • O que considerar no diagnóstico diferencial entre autismo e mutismo seletivo?

    O que considerar no diagnóstico diferencial entre autismo e mutismo seletivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    No mutismo seletivo isolado, a comunicação não verbal (gestos, escrita, expressões faciais) costuma ser preservada nos ambientes em que a pessoa se sente segura. Já no autismo, existem prejuízos qualitativos contínuos na comunicação socioemocional, na reciprocidade e na flexibilidade comportamental, independentemente da fala verbal.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Como posso ajudar uma mulher autista com mutismo seletivo a se comunicar?

    Como posso ajudar uma mulher autista com mutismo seletivo a se comunicar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Ofereça formas alternativas e não verbais de comunicação (como mensagens de texto, cartões visuais ou escrita), evite pressionar por respostas verbais imediatas e reduza as cobranças no ambiente. Respeitar o tempo da pessoa para recuperar a autorregulação é essencial para reestabelecer o fluxo comunicativo.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Como os familiares podem apoiar uma familiar autista com mutismo seletivo?

    Como os familiares podem apoiar uma familiar autista com mutismo seletivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A família pode validar os momentos de silêncio sem constrangimento, criar estratégias de comunicação combinadas previamente e adequar a rotina para evitar sobrecargas sensoriais e sociais. Evitar cobrar reações em público e assegurar um ambiente acolhedor ajudam a diminuir a ansiedade de fala.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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  • Como o autismo feminino se manifesta de forma diferente e pode se assemelhar ao mutismo seletivo?

    Como o autismo feminino se manifesta de forma diferente e pode se assemelhar ao mutismo seletivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Pelo fato de muitas mulheres autistas utilizarem bastante a camuflagem social, elas podem manifestar momentos de bloqueio comunicativo apenas em cenários de alta pressão, o que é frequentemente confundido com o mutismo seletivo tradicional. A recusa ou o travamento verbal, nesses casos, costuma decorrer de uma sobrecarga sensorial ou cognitiva (shutdown).

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • Quais são as características adicionais e contexto do diagnóstico do autismo feminino ?

    Quais são as características adicionais e contexto do diagnóstico do autismo feminino ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O autismo feminino costuma apresentar maior esforço consciente de camuflagem social, interesses intensos voltados a temas interpessoais ou criativos e internalização do sofrimento psicossocial (gerando quadros secundários de ansiedade, depressão e transtornos alimentares). Isso frequentemente atrasa a identificação e o diagnóstico até a vida adulta.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • A desregulação emocional é mais comum em autistas com ou sem deficiência intelectual?

    A desregulação emocional é mais comum em autistas com ou sem deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A desregulação emocional está presente em autistas de todos os níveis de suporte, com ou sem deficiência intelectual. O que varia são as formas de manifestação: autistas com deficiência intelectual podem expressar o estresse por meio de condutas motoras ou comportamentais, enquanto autistas sem deficiência intelectual frequentemente internalizam a ansiedade ou vivenciam paralisias cognitivas.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • A desregulação emocional é um sintoma do autismo ou uma comorbidade?

    A desregulação emocional é um sintoma do autismo ou uma comorbidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A desregulação emocional não é um critério diagnóstico central do autismo, mas sim uma característica associada e muito frequente. Ela decorre de dificuldades nas funções executivas, de alterações no processamento sensorial e da alexitimia, agravando-se na presença de condições comórbidas como ansiedade ou TDAH.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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