Perguntas do paciente (9291)

  • As pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) conseguem entender a linguagem não verbal?

    As pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) conseguem entender a linguagem não verbal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, mas essa compreensão muitas vezes ocorre por meio do aprendizado racional e intelectualizado, e não de forma intuitiva. Muitas pessoas autistas aprendem a "ler" expressões e gestos estudando padrões, embora isso continue exigindo atenção e energia consciente.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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    Abraços


  • . O que é rigidez cognitiva e como ela afeta a comunicação não verbal no Transtorno do Espectro Auti

    . O que é rigidez cognitiva e como ela afeta a comunicação não verbal no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A rigidez cognitiva é a resistência em mudar esquemas mentais. Na comunicação não verbal, isso faz com que a pessoa autista interprete expressões ou gestos de maneira absoluta, tendo dificuldade para flexibilizar a leitura quando o contexto ou a intenção do interlocutor mudam ligeiramente.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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    Abraços


  • O que é uma "amizade de baixa manutenção" e por que pode ser preferida por autistas?

    O que é uma "amizade de baixa manutenção" e por que pode ser preferida por autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Uma amizade de baixa manutenção é aquela em que o vínculo e o afeto permanecem intactos mesmo sem contato frequente, cobranças sociais ou conversas diárias. Autistas costumam preferir esse tipo de relação porque ela não gera pressão social constante nem exige gasto diário de energia comunicativa.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que minha amiga autista pode ter dificuldade em terminar uma conversa?

    Por que minha amiga autista pode ter dificuldade em terminar uma conversa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Finalizar uma interação exige monitorar pistas não verbais sutis de encerramento (como olhar para o relógio ou mudar o tom de voz) e escolher a frase de transição social aceita no momento. Para a pessoa autista, identificar esse instante sem parecer abrupta ou mal-educada exige alto processamento cognitivo, o que pode fazer com que ela prolongue a conversa ou não saiba como fechar a interação.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • A comunicação direta da mulher autista pode ser mal interpretada por um amigo neurotípico ?

    A comunicação direta da mulher autista pode ser mal interpretada por um amigo neurotípico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim. A preferência por mensagens objetivas e literais pode ser interpretada por pessoas neurotípicas como frieza, ruidosa insensibilidade ou grosseria. Como a comunicação neurotípica costuma depender de rodeios polidos e subtextos, a transparência direta da mulher autista por vezes quebra expectativas sociais implícitas.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que algumas mulheres autistas acham a amizade com homens mais fácil do que com outras mulheres?

    Por que algumas mulheres autistas acham a amizade com homens mais fácil do que com outras mulheres?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Muitas mulheres autistas relatam que interações com homens tendem a ser mais baseadas em atividades práticas, conversas diretas e regras mais simples, com menor exigência de leitura de entrelinhas interpessoais, jogos sociais ou dinâmicas emocionais complexas.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Quais são as diferenças nos padrões de amizade entre mulheres autistas e neurotípicas?

    Quais são as diferenças nos padrões de amizade entre mulheres autistas e neurotípicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Mulheres neurotípicas tendem a construir laços baseados em forte reciprocidade emocional diária, trocas sutis de intimidade e comunicação indireta. Já as mulheres autistas valorizam a amizade pautada pela honestidade explícita, pela aceitação de períodos de afastamento sem perda de vínculo e pelo compartilhamento de interesses em comum.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • As mulheres autistas podem se sentir mais à vontade para serem elas mesmas perto de homens?

    As mulheres autistas podem se sentir mais à vontade para serem elas mesmas perto de homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Mulheres neurotípicas tendem a construir laços baseados em forte reciprocidade emocional diária, trocas sutis de intimidade e comunicação indireta. Já as mulheres autistas valorizam a amizade pautada pela honestidade explícita, pela aceitação de períodos de afastamento sem perda de vínculo e pelo compartilhamento de interesses em comum.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que algumas mulheres autistas podem se dar melhor em amizades com homens do que com mulheres?

    Por que algumas mulheres autistas podem se dar melhor em amizades com homens do que com mulheres?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, em muitos casos. Pela percepção de que a convivência com homens exige menos esforço de camuflagem social (masking) e interpretação de regras não escritas da socialização feminina, a mulher autista pode sentir mais liberdade para expressar seu funcionamento autêntico.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Como as normas sociais de gênero afetam as amizades de mulheres autistas?

    Como as normas sociais de gênero afetam as amizades de mulheres autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Isso ocorre porque o estilo comunicativo masculino padrão costuma focar em objetivos pragmáticos e temas concretos. Para o cérebro autista, que prefere a literalidade e a lógica explícita, esse formato de troca reduz a incerteza e a ansiedade geradas por convenções sociais implícitas.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • O que a "agressão relacional" significa para mulheres autistas?

    O que a "agressão relacional" significa para mulheres autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Expectativas sociais impõem às mulheres papéis de alta empatia intuitiva, polidez constante, expressividade facial e facilidade para tecer redes interpessoais. Para a mulher autista, corresponder a esses padrões de gênero exige uma carga intensa de masking, gerando fadiga e sensação contínua de inadequação.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • É verdade que mulheres autistas ficam mais satisfeitas com as amizades na vida adulta?

    É verdade que mulheres autistas ficam mais satisfeitas com as amizades na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Trata-se de comportamentos como exclusão sutil de grupos, fofocas, sarcasmo e manipulação de alianças interpessoais. Por ter dificuldades em captar essas dinâmicas indiretas em tempo real, a mulher autista costuma ser desproporcionalmente impactada por esse tipo de agressão social sem entender o motivo de sua rejeição.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Como uma mulher autista pode estabelecer limites claros com amigos homens?

    Como uma mulher autista pode estabelecer limites claros com amigos homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Muitas vezes sim. Na vida adulta, a possibilidade de selecionar círculos de amizade baseados na afinidade real, na autoadvocacia e na tolerância às diferenças permite criar laços mais saudáveis e menos pautados pela obrigação de adequação social observada na infância ou juventude.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que a comunicação de homens neurotípicos pode parecer mais fácil para mulheres autistas?

    Por que a comunicação de homens neurotípicos pode parecer mais fácil para mulheres autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Usando uma comunicação explícita e direta, sem contar com suposições de que o outro "irá entender a dica". Explicar objetivamente o que é aceito ou não no relacionamento (como horários de mensagens, espaço físico ou intenções estritamente amigáveis) previne mal-entendidos e protege a amizade.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que mulheres autistas podem achar a socialização com neurotípicos mais desafiadora?

    Por que mulheres autistas podem achar a socialização com neurotípicos mais desafiadora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Porque costuma ser mais literal, com linguagem menos cheia de subtextos ou entrelinhas sutis. Essa objetividade diminui a necessidade de tradução sistemática das intenções do interlocutor, tornando o diálogo menos exaustivo para a mulher autista.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Como lidar com a sobrecarga sensorial que pode ocorrer em eventos sociais com amigos?

    Como lidar com a sobrecarga sensorial que pode ocorrer em eventos sociais com amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Porque a socialização neurotípica apoia-se em acordos implícitos, linguagem corporal rápida, pequenas conversas casuais (small talk) e estimulação sensorial constante. Navegar por essa estrutura exige da pessoa autista uma tradução racional e contínua do ambiente, o que consome grande energia cognitiva.

    Atenciosamente,

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  • Por que algumas mulheres autistas se dão melhor com homens do que com outras mulheres?

    Por que algumas mulheres autistas se dão melhor com homens do que com outras mulheres?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A estratégia envolve o uso de ferramentas de proteção sensorial (como abafadores de ruído), o planejamento prévio de saídas estratégicas para descompressão, a definição de um tempo limite para permanecer no evento e a garantia de momentos de descanso posterior.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Por que algumas mulheres autistas preferem ter amigos homens?

    Por que algumas mulheres autistas preferem ter amigos homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Isso se relaciona à busca por interações previsíveis e menos pautadas pela comunicação indireta. O estilo comunicativo mais prático e focado em interesses comuns, comum em grupos masculinos, reduz a exigência do mascaramento social.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • A insistência na mesmice em mulheres autistas está relacionada ao perfeccionismo?

    A insistência na mesmice em mulheres autistas está relacionada ao perfeccionismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A preferência muitas vezes se dá pela simplicidade das regras de convivência, pela menor incidência de agressão relacional indireta e pela possibilidade de estabelecer vínculos ancorados diretamente em atividades estruturadas ou hobbies compartilhados.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

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  • Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

    Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
    (Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Esses episódios em que você vivencia sonhos agitados e realiza movimentos motores abruptos ou agressivos logo ao acordar (como bater, chutar, gritar e se arranhar) caracterizam o que chamamos na medicina do sono de parassonia.

    Existem duas possibilidades principais para esse padrão: a primeira é o Transtorno Comportamental do Sono REM, no qual o mecanismo cerebral que deveria "desligar" o tom muscular durante os sonhos falha, fazendo a pessoa encenar o que está sonhando. A segunda é a presença de despertares confusionais ou terrores noturnos, em que o cérebro transita de forma incompleta entre o sono profundo e a vigília, disparando reações de sobressalto e defesa involuntária. A mordedura de língua também exige atenção, pois pode indicar desde episódios de bruxismo severo até disfunções elétricas durante a noite.

    Como esse comportamento é 100% involuntário e está gerando impacto na sua segurança e na do seu marido, as orientações imediatas são:

    Ajuste de Segurança no Ambiente: Como medida preventiva e imediata, afaste objetos cortantes ou duros da cabeceira da cama e considere utilizar barreiras corporais temporárias (como travesseiros adicionais) para evitar ferimentos acidentais em você ou no seu esposo enquanto o quadro é investigado.

    Avaliação Médica Especializada: É fundamental agendar uma consulta com um Médico do Sono (geralmente um Neurologista ou Psiquiatra especialista em sono). O exame indicado para fechar esse diagnóstico é a Polissonografia, que monitora a atividade cerebral, muscular e respiratória ao longo da noite.

    Investigação de Fatores de Estresse e Ansiedade: O estresse acentuado, a privação de sono e quadros de ansiedade funcionam como gatilhos diretos para a fragmentação do sono e a exacerbação de parassonias.

    Buscar o diagnóstico correto permitirá a prescrição do tratamento adequado (que pode envolver ajustes na higiene do sono, psicoterapia e, quando necessário, suporte farmacológico específico) para devolver a tranquilidade e a segurança às suas noites.

    Atenciosamente,

    Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Psicólogo e Neuropsicólogo

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