Perguntas do paciente (1039)

  • Eu li um artigo q diz q a metiformmina em pessoas não diabeticas pode prevenir o aparecimento a doen

    Eu li um artigo q diz q a metiformmina em pessoas não diabeticas pode prevenir o aparecimento a doença e prolongar a vida do indivíduo, é verdade? Minha mãe tem diabetes tipo 2 , corro risco genético de desenvolver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma pergunta muito importante, e é muito positivo ver você buscando informação e tentando entender como cuidar da sua saúde antes que algum problema apareça.

    Sobre a metformina: realmente existem estudos avaliando o uso dela em pessoas que ainda não têm diabetes, principalmente em indivíduos com maior risco, como aqueles com pré-diabetes, resistência à insulina, histórico familiar importante, excesso de peso ou outros fatores metabólicos. Nesses grupos, a metformina pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a chance de evolução para diabetes tipo 2 em algumas pessoas.

    Porém, é importante esclarecer que, atualmente, a metformina não é recomendada de forma geral para todas as pessoas sem diabetes com o objetivo de "prevenir a doença" ou simplesmente "aumentar a longevidade". As evidências mais fortes são para pessoas que já apresentam maior risco metabólico. A prevenção do diabetes envolve principalmente um conjunto de medidas: manter um peso saudável, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação equilibrada, dormir bem e acompanhar exames como glicemia e hemoglobina glicada.

    Sobre sua mãe ter diabetes tipo 2: sim, existe uma influência genética. Ter um familiar de primeiro grau (como mãe ou pai) com diabetes aumenta o seu risco em comparação com alguém sem esse histórico. Mas isso não significa que você obrigatoriamente terá diabetes. A genética aumenta a predisposição, mas os hábitos de vida e o controle dos fatores de risco têm um papel muito importante.

    Pense como se a genética fosse uma "tendência", mas não uma sentença. Muitas pessoas com histórico familiar conseguem nunca desenvolver diabetes mantendo bons hábitos ao longo da vida.

    O ideal é acompanhar periodicamente:

    glicemia de jejum;
    hemoglobina glicada;
    perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos);
    pressão arterial;
    peso e circunferência abdominal.

    Também vale observar sinais de resistência à insulina, como ganho de gordura abdominal, dificuldade para perder peso, aumento de triglicerídeos ou alterações de glicose.

    O fato de você estar preocupado e buscando prevenção já é uma atitude muito positiva. O melhor momento para cuidar do metabolismo é antes de surgir a doença, e pequenas mudanças mantidas ao longo dos anos podem reduzir bastante esse risco.


  • Estou usando sibutramina 15mg e vou fazer toxicológico pra tirar CNH, pode ter alteração por isso? S

    Estou usando sibutramina 15mg e vou fazer toxicológico pra tirar CNH, pode ter alteração por isso? Se sim quanto tempo devo ficar sem tomar antes de fazer o exame ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A sibutramina não é um medicamento que normalmente faça parte dos principais grupos de substâncias pesquisados nos exames toxicológicos exigidos para habilitação profissional. Entretanto, o painel analisado depende do tipo de exame e dos métodos utilizados pelo laboratório. Não é recomendado interromper a sibutramina apenas por conta própria para tentar modificar o resultado, especialmente porque a suspensão abrupta sem orientação pode comprometer o tratamento da obesidade. O mais adequado é verificar diretamente com o laboratório responsável pelo exame quais substâncias são pesquisadas e informar todos os medicamentos de uso regular quando solicitado. Se houver necessidade de suspensão, ela deve ser definida pelo médico que acompanha o tratamento.


  • Estou tomando glifage xr 500 mg. Porém sinto ligeira dor de cabeça e visão embaçada. Quando deixo de

    Estou tomando glifage xr 500 mg. Porém sinto ligeira dor de cabeça e visão embaçada. Quando deixo de tomar a visão embaçada para. É normal esse efeito colateral do glifage xr?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A visão embaçada e a dor de cabeça não são os efeitos colaterais mais comuns do Glifage XR 500 mg (metformina), mas podem ocorrer em algumas situações. Uma possibilidade é que, ao iniciar ou ajustar a medicação, haja uma mudança nos níveis de glicose no sangue, e essa variação pode causar alterações temporárias na visão, especialmente em pessoas com pré-diabetes, resistência à insulina ou diabetes.

    Também é importante considerar outras causas, como alterações oftalmológicas, pressão arterial, enxaqueca ou mudanças na hidratação. Se a visão melhora claramente quando você suspende a medicação, é importante relatar essa relação ao médico, mas não interromper o tratamento sem orientação, pois a metformina pode estar sendo utilizada para controle metabólico.

    O ideal é avaliar com o endocrinologista seus exames, incluindo glicemia, hemoglobina glicada, função renal e perfil metabólico, além de considerar uma avaliação oftalmológica se o sintoma persistir. O especialista poderá verificar se o Glifage XR é a melhor opção, se a dose está adequada ou se existe outra causa para os sintomas, garantindo um tratamento seguro para resistência à insulina, pré-diabetes, diabetes tipo 2 e saúde metabólica.


  • Olá, gostaria de saber se sintomas como baixa da libido, falta de disposição e vontade excessiva de

    Olá, gostaria de saber se sintomas como baixa da libido, falta de disposição e vontade excessiva de comer doces podem ser investigados e tratados por um endocrinologista. Esses sinais estão relacionados a desequilíbrios hormonais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar esses sintomas. Entendo que alterações como baixa da libido, falta de disposição e uma vontade aumentada de comer doces podem ser bastante incômodas e até gerar dúvidas e preocupação sobre o que está acontecendo com o seu corpo.

    Sim, esses sinais podem ser investigados por um endocrinologista, pois o sistema hormonal participa de diversas funções do organismo, incluindo energia, metabolismo, composição corporal, humor, sono, fome, saciedade e função sexual.

    A diminuição da libido e a falta de disposição, por exemplo, podem estar relacionadas a alterações hormonais como redução dos níveis de testosterona, alterações da tireoide, resistência à insulina, mudanças no metabolismo ou até deficiências nutricionais. Além disso, fatores como estresse intenso, ansiedade, qualidade do sono, excesso de peso, sedentarismo e alguns medicamentos também podem influenciar diretamente esses sintomas.

    A vontade excessiva de comer doces também merece atenção, pois pode estar relacionada a alterações no controle da fome e saciedade, oscilações de glicose, resistência à insulina, privação de sono ou alterações no comportamento alimentar. Muitas vezes, o organismo está tentando compensar algum desequilíbrio, e uma avaliação completa ajuda a entender a causa, em vez de apenas tratar o sintoma.

    Na consulta, fazemos uma investigação cuidadosa, avaliando sua história clínica, rotina, alimentação, sono, composição corporal e, quando indicado, solicitamos exames para entender como estão funcionando seus hormônios e seu metabolismo.

    Quero reforçar que esses sintomas não devem ser vistos como algo "normal" ou simplesmente como falta de força de vontade. O corpo dá sinais, e entender esses sinais é o primeiro passo para recuperar energia, qualidade de vida e bem-estar.

    Será um prazer acolher você em uma avaliação individualizada, com escuta atenta, cuidado e uma abordagem personalizada para compreender sua situação e construir juntos um caminho de melhora. Muitas vezes, uma investigação adequada traz clareza, tranquilidade e a possibilidade de retomar disposição, autoestima, equilíbrio e uma relação mais saudável com o próprio corpo.


  • Como os especialistas realizam as consultas por met?

    Como os especialistas realizam as consultas por met?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A consulta por telemedicina é realizada de forma semelhante a uma consulta presencial, porém por meio de uma plataforma de vídeo, permitindo que médico e paciente conversem em tempo real.

    Durante o atendimento, o médico normalmente:

    • realiza uma anamnese detalhada, perguntando sobre os sintomas, histórico de saúde, doenças anteriores, medicamentos em uso, alergias, hábitos e outros aspectos relevantes;

    • avalia os exames laboratoriais e de imagem que o paciente apresentar, podendo analisar os arquivos anexados antes ou durante a consulta;

    • esclarece dúvidas, explica as possíveis causas dos sintomas e estabelece as hipóteses diagnósticas;

    • quando apropriado, orienta exames complementares, tratamentos, mudanças de hábitos e acompanhamento;

    • registra as informações relevantes no prontuário e define um plano de acompanhamento.

    A principal diferença é que, na consulta remota, o médico não consegue realizar diretamente algumas partes do exame físico, como ausculta cardíaca e pulmonar, palpação abdominal ou determinados exames neurológicos e musculoesqueléticos. Por isso, dependendo da queixa, dos sintomas e dos achados durante a consulta, o médico pode recomendar uma avaliação presencial.

    Para aproveitar melhor a consulta, é interessante deixar previamente separados os exames recentes, receitas, lista de medicamentos utilizados, doses e horários, além de anotar os principais sintomas e dúvidas que deseja discutir.

    A telemedicina pode ser muito útil para avaliação clínica, acompanhamento de doenças crônicas, revisão de exames e seguimento de tratamentos, mas o médico sempre deve avaliar individualmente se o atendimento remoto é adequado para aquela situação.

    Fique tranquilo(a): durante a consulta, você poderá explicar suas queixas com calma, fazer perguntas e esclarecer todas as suas dúvidas. O objetivo é justamente proporcionar uma avaliação médica cuidadosa, individualizada e segura.


  • Qual a melhor opção de medicamentos: Genérico ou Similar?

    Qual a melhor opção de medicamentos: Genérico ou Similar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum e muito importante, porque muitas pessoas ficam inseguras no momento de escolher um medicamento e querem ter certeza de que estão fazendo a melhor opção para a própria saúde.

    De forma geral, tanto os medicamentos genéricos quanto os similares aprovados pelos órgãos reguladores passam por avaliações de qualidade, segurança e eficácia. No Brasil, para serem comercializados, eles precisam comprovar que possuem o mesmo princípio ativo, na mesma dose e com efeito terapêutico equivalente ao medicamento de referência.

    O medicamento genérico costuma ser uma alternativa muito utilizada por apresentar o mesmo componente ativo do medicamento de referência e, geralmente, ter um custo mais acessível. Já o medicamento similar também precisa demonstrar qualidade e equivalência terapêutica, mas pode apresentar algumas diferenças em características como cor, formato, excipientes (substâncias que ajudam na composição do comprimido) e nome comercial.

    Na prática, a melhor escolha depende de vários fatores: qual medicamento está sendo utilizado, qual doença está sendo tratada, como seu organismo responde, histórico de tratamentos anteriores, possíveis efeitos colaterais e a orientação do seu médico.

    Algumas pessoas apresentam boa resposta com uma determinada marca e preferem mantê-la, enquanto outras utilizam genéricos ou similares sem qualquer problema. O mais importante é evitar trocas frequentes sem orientação, principalmente em medicamentos que precisam de controle mais rigoroso, pois mudanças podem dificultar a avaliação da resposta ao tratamento.

    Uma consulta médica individualizada permite avaliar não apenas o nome do medicamento, mas todo o contexto: seus sintomas, seus objetivos, seus exames, seu estilo de vida e a melhor estratégia para alcançar resultados com segurança.

    Se você tem dúvidas sobre qual opção utilizar, quais marcas são confiáveis ou se o seu tratamento atual está realmente adequado, será um prazer acolher você em uma avaliação cuidadosa, com escuta, atenção aos detalhes e uma abordagem personalizada.

    Cuidar da saúde também é ter tranquilidade, confiança e segurança nas escolhas que fazemos. Meu objetivo é ajudar você a compreender melhor o seu tratamento, fortalecer sua autonomia e construir junto um caminho de mais equilíbrio, qualidade de vida e bem-estar.


  • Olá tudo bem? Estou com muita dúvida e gostaria de uma ajuda, eu sou diabética tipo 2, e faço a 2 an

    Olá tudo bem? Estou com muita dúvida e gostaria de uma ajuda, eu sou diabética tipo 2, e faço a 2 anos o uso diário do gligage 500 mg, 01 vez ao dia, minha diabete está controlada, em jejum geralmente 95/98.
    Iniciei ontem o uso de Lipoless para emagrecimento, 15mg 2,5mg uma vez na semana e pretendo usar por 2 meses, sendo 8 aplicações 1x na semana, e estou com dúvida se devo suspender o uso do glifage durante o uso da injeção ou não, porque tenho medo de usar os dois e a glicemia abaixar muito, mais também não sei se devo parar de tomar o glifage.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Não suspenda o Glifage (metformina) por conta própria ao iniciar um medicamento injetável para emagrecimento. Dependendo do princípio ativo do Lipoless e da sua indicação, a associação com metformina pode ser utilizada e, em muitos casos, faz parte do tratamento do diabetes tipo 2. A metformina isoladamente apresenta baixo risco de causar hipoglicemia, embora esse risco possa mudar conforme os demais medicamentos utilizados e a alimentação. O ponto fundamental é confirmar qual é exatamente o princípio ativo, pois nomes comerciais podem variar. Como sua glicemia está controlada, o endocrinologista deve avaliar a combinação, acompanhar glicemias e hemoglobina glicada e decidir se há necessidade de ajuste. Não interrompa o tratamento antidiabético sem orientação.


  • Olá, estou tomando o sibrutamina 15mg a um mês e 11 dias, tenho ainda 19 comprimidos onde comecei a

    Olá, estou tomando o sibrutamina 15mg a um mês e 11 dias, tenho ainda 19 comprimidos onde comecei a fazer o desmame por conta própria, estou tomando um dia sim e outro não. Até então já tive uma boa perca de peso, não estou tendo problemas com o remédio, estou fazendo dieta e atividade físicas, porém estou com medo de quando parar de tomar ficar com muita fome e não consegui me controlar. Como funciona essa volta de apetite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A sibutramina atua reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade, por isso é possível perceber aumento da fome após sua suspensão. Isso não significa necessariamente dependência, mas representa a retirada do efeito farmacológico que ajudava no controle do apetite. Não existe uma regra de que seja necessário fazer “desmame” da sibutramina, e modificar o esquema para dias alternados por conta própria não é recomendado. O tratamento da obesidade deve ser planejado considerando a possibilidade de manutenção dos resultados após a retirada do medicamento. Alimentação estruturada, atividade física, sono adequado e estratégias comportamentais são importantes para reduzir o risco de recuperação do peso. Converse com seu endocrinologista antes de alterar o tratamento.


  • Comei a tomar sibutramina posso um dia da semana não ingerir e beber bebida alcoólica

    Comei a tomar sibutramina posso um dia da semana não ingerir e beber bebida alcoólica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Em geral, não é recomendado interromper a sibutramina apenas para consumir bebida alcoólica. A sibutramina tem uma meia-vida relativamente longa, e seus metabólitos permanecem ativos por vários dias. Portanto, deixar de tomar o medicamento por um dia não elimina seus efeitos nem garante que a combinação com álcool seja segura.

    Além disso, tanto a sibutramina quanto o álcool podem influenciar o sistema nervoso e o sistema cardiovascular. A associação pode aumentar o risco de palpitações, elevação da pressão arterial, tontura, sonolência, redução dos reflexos e piora de efeitos adversos em algumas pessoas.

    Se optar por consumir álcool, o ideal é que seja em pequena quantidade, sempre após discutir essa possibilidade com o médico que prescreveu a sibutramina, especialmente se você tem hipertensão, arritmias, ansiedade ou outras doenças cardiovasculares.

    O endocrinologista poderá avaliar se a sibutramina é a melhor opção para o seu caso, acompanhar a pressão arterial e a frequência cardíaca e orientar um tratamento seguro para obesidade, emagrecimento, sobrepeso, resistência à insulina e síndrome metabólica, minimizando riscos durante o uso da medicação.


  • Café atrapalha a absorção do T4 em comprimido? Tem que esperar meia hora ou não há necessidade?

    Café atrapalha a absorção do T4 em comprimido? Tem que esperar meia hora ou não há necessidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Sim. O café pode reduzir a absorção da levotiroxina (T4) quando ingerido junto ou logo após o comprimido. Por isso, a recomendação é tomar o medicamento em jejum, apenas com água, e aguardar pelo menos 30 a 60 minutos antes de consumir café, leite ou alimentos. Esse intervalo ajuda a garantir uma absorção mais adequada e um melhor controle do hipotireoidismo.

    Além do café, suplementos de cálcio, ferro, magnésio, antiácidos e alguns alimentos ricos em fibras também podem interferir na absorção do T4 e, idealmente, devem ser ingeridos com um intervalo de pelo menos 4 horas da levotiroxina.

    Se houver dificuldade em manter essa rotina, converse com o endocrinologista. Em alguns casos, é possível orientar o uso da levotiroxina ao deitar, desde que tenham se passado pelo menos 2 a 3 horas após a última refeição. O acompanhamento com exames de TSH e T4 livre é fundamental para confirmar que a dose está proporcionando o controle adequado do hipotireoidismo e da função da tireoide.


  • Tomei por 20 dias e tem 4 dias sem tomar e ainda estou sem paladar e normal ?

    Tomei por 20 dias e tem 4 dias sem tomar e ainda estou sem paladar e normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Alteração ou perda do paladar pode ocorrer por diferentes motivos, e a relação com um medicamento depende de qual substância foi utilizada, dose e duração do tratamento. Mesmo após a suspensão, alguns efeitos adversos podem persistir por algum tempo, mas quatro dias sem o medicamento ainda é um período curto para concluir a causa. Infecções virais, alterações nasais, refluxo, boca seca, problemas odontológicos e outros medicamentos também podem modificar o paladar. Se o sintoma estiver melhorando progressivamente, pode ser acompanhado; porém, se persistir, piorar ou vier acompanhado de perda do olfato, dificuldade para engolir, fraqueza ou outros sintomas neurológicos, é importante procurar avaliação médica para investigação.


  • Tenho 1,74 m de altura, peso 50 kg ,me acho muito magra e gostaria de ganhar massas, tenho dois filh

    Tenho 1,74 m de altura, peso 50 kg ,me acho muito magra e gostaria de ganhar massas, tenho dois filhos e mesmo assim após a gravidez não consegui engordar. Algum especialista poderia estar me ajudando a engordar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar sua situação. Entendo que não conseguir ganhar peso, principalmente após passar por uma gestação e perceber que o corpo não mudou como você esperava, pode gerar preocupação, insegurança e até uma sensação de frustração. Mas quero tranquilizar você: existem caminhos para investigar e tratar isso de forma individualizada.

    Pela sua altura de 1,74 m e peso de 50 kg, seu IMC está em torno de 16,5, o que indica baixo peso. Nesse cenário, é importante não olhar apenas para a balança, mas entender por que seu corpo está tendo dificuldade para ganhar massa e qual é a melhor estratégia para aumentar peso com saúde, principalmente priorizando ganho de massa muscular e não apenas gordura.

    O especialista mais indicado para ajudar nesse processo é o endocrinologista, pois ele pode investigar se existe algum fator metabólico ou hormonal dificultando o ganho de peso, como alterações da tireoide, excesso de gasto energético, alterações no metabolismo, dificuldades de absorção de nutrientes, resistência a ganhar massa muscular ou outras condições que precisam ser avaliadas.

    Além disso, muitas vezes o tratamento envolve uma abordagem conjunta com um nutricionista, que poderá montar uma estratégia alimentar adequada para aumentar calorias e proteínas de forma equilibrada, respeitando sua rotina, preferências alimentares e necessidades do seu organismo.

    Durante a avaliação, podemos investigar pontos importantes como:

    como era seu peso antes e depois das gestações;
    seu padrão alimentar e quantidade de calorias consumidas;
    qualidade do sono e nível de estresse;
    funcionamento intestinal e possíveis dificuldades de absorção;
    exames hormonais e metabólicos quando indicados;
    composição corporal, avaliando se há perda de massa muscular.

    É importante lembrar que ter dificuldade para ganhar peso não significa simplesmente "comer mais". Algumas pessoas possuem um metabolismo mais acelerado, alterações hormonais ou necessidades específicas que fazem com que o ganho de massa seja mais desafiador. Com uma estratégia correta, é possível trabalhar para recuperar força, disposição e uma composição corporal mais saudável.

    Quero acolher você nesse processo, porque o objetivo não é apenas aumentar um número na balança, mas ajudar você a se sentir melhor com seu corpo, recuperar energia, autoestima e qualidade de vida.

    Será um prazer realizar uma avaliação cuidadosa, com escuta, compreensão e um plano personalizado para a sua realidade. Muitas vezes, quando entendemos o que o corpo está tentando comunicar, conseguimos transformar uma dificuldade em um caminho de equilíbrio, confiança, segurança, autocuidado e bem-estar. Você merece um acompanhamento que respeite sua história e ajude você a alcançar seus objetivos de forma saudável e sustentável.


  • Boa tarde, tenho 28 anos estou pré diabético glicada de 5.69 me alimentava até o mês passado com mas

    Boa tarde, tenho 28 anos estou pré diabético glicada de 5.69 me alimentava até o mês passado com massas e doces, voltei aos exercícios e tomando metformina de 500 mg após jantar, no exame que vou repetir a metformina vai alterar ? Para menos o valor, e assim depois devo ficar sem tomar por algum tempo para repetir o exame para resultado correto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Boa tarde! Obrigado por compartilhar sua situação. Antes de tudo, quero parabenizar você pela iniciativa de cuidar da sua saúde. Aos 28 anos, perceber uma alteração como uma hemoglobina glicada de 5,69% e já começar a mudar hábitos é uma atitude muito importante e que pode fazer uma grande diferença no seu futuro.

    A hemoglobina glicada mostra uma média aproximada da sua glicose dos últimos 2 a 3 meses, então ela não reflete apenas o que você fez nas últimas semanas. Como você relatou que até o mês passado tinha uma alimentação com bastante massas e doces e depois voltou aos exercícios e iniciou a metformina, é possível que essas mudanças comecem a melhorar seus resultados, mas o organismo precisa de um tempo para demonstrar essa resposta no exame.

    Sobre a metformina: sim, ela pode contribuir para uma redução da glicemia e da hemoglobina glicada, porque ela melhora a sensibilidade do corpo à insulina e ajuda o organismo a controlar melhor a produção de glicose pelo fígado. Portanto, se você repetir o exame enquanto estiver usando a medicação, o resultado vai refletir o seu controle glicêmico com o auxílio do tratamento, e não necessariamente como seria sem a medicação.

    Mas é importante um ponto: não é recomendado suspender a metformina por conta própria apenas para "ver o valor real". A retirada do medicamento pode fazer a glicose subir novamente e, além disso, o objetivo do tratamento não é apenas medir como seria sem remédio, mas sim manter você saudável e reduzir o risco de evolução para diabetes.

    Em muitos casos de pré-diabetes, principalmente quando a pessoa consegue mudanças importantes no estilo de vida — como perda de peso quando necessário, atividade física regular, melhora da alimentação, aumento de fibras, redução de açúcar e ultraprocessados — existe a possibilidade de reavaliar futuramente a necessidade da medicação. Essa decisão deve ser feita individualmente, acompanhando seus exames e sua evolução.

    Também é importante lembrar que uma hemoglobina glicada de 5,69% está muito próxima do limite de pré-diabetes, e isso representa uma excelente oportunidade de prevenção. Você está em uma fase em que pequenas mudanças podem ter um impacto muito positivo na sua saúde metabólica.

    Na avaliação, podemos analisar não apenas a glicada, mas todo o contexto: peso, circunferência abdominal, histórico familiar, exames de colesterol e triglicerídeos, função do pâncreas, resistência à insulina, rotina de exercícios e alimentação.

    Quero reforçar: esse diagnóstico não deve ser visto como uma sentença, mas como um sinal de que seu corpo está pedindo atenção. O fato de você ter percebido cedo e já estar tomando atitudes mostra cuidado, responsabilidade e vontade de melhorar.

    Será um prazer acolher você em uma consulta individualizada, com uma avaliação completa e um plano construído junto com você. O objetivo é trazer clareza, segurança, tranquilidade e confiança, ajudando você a recuperar o equilíbrio metabólico, fortalecer sua saúde e construir hábitos sustentáveis para uma vida com mais energia e qualidade.


  • Tomo sibultramina 15mg e gostaria de associar monjaro posso?

    Tomo sibultramina 15mg e gostaria de associar monjaro posso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua dúvida, porque muitas pessoas que estão em tratamento para emagrecimento acabam se perguntando se é possível associar medicamentos diferentes para potencializar a perda de peso. É uma pergunta muito importante, pois o fato de dois medicamentos terem o mesmo objetivo não significa que a combinação seja sempre segura.

    A sibutramina 15 mg e a tirzepatida (Mounjaro®) atuam por mecanismos diferentes:

    A sibutramina age principalmente no sistema nervoso central, aumentando a disponibilidade de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, ajudando a reduzir o apetite e aumentar a sensação de saciedade. Porém, ela pode aumentar frequência cardíaca e pressão arterial em algumas pessoas, exigindo acompanhamento.
    A tirzepatida atua nos receptores hormonais GIP e GLP-1, que participam do controle da fome, saciedade e metabolismo da glicose. Ela costuma reduzir bastante o apetite e pode promover perda de peso significativa.

    A associação dos dois medicamentos não é uma combinação considerada de rotina para todos os pacientes. Em alguns casos específicos, um médico especialista pode avaliar estratégias combinadas, mas isso depende de uma análise cuidadosa dos riscos e benefícios.

    Alguns pontos precisam ser avaliados antes de pensar nessa associação:

    Pressão arterial: a sibutramina pode elevar a pressão em algumas pessoas.
    Frequência cardíaca: pode aumentar os batimentos cardíacos, sendo necessário cuidado em pessoas com arritmias ou doenças cardiovasculares.
    Efeitos gastrointestinais: a tirzepatida pode causar náuseas, vômitos, constipação ou desconforto abdominal.
    Estado nutricional: como ambas podem reduzir o apetite, existe risco de a pessoa comer pouco demais e não atingir a quantidade adequada de proteínas, vitaminas e minerais, favorecendo perda de massa muscular.

    Em muitos pacientes, a tirzepatida isoladamente já produz uma redução importante da fome e do peso, então o médico pode preferir avaliar primeiro a resposta a ela antes de acrescentar outro medicamento.

    A decisão depende muito do seu perfil:

    seu peso e altura;
    IMC;
    presença de diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina;
    pressão arterial;
    histórico cardíaco;
    uso de outros medicamentos;
    resposta que você já teve com a sibutramina.

    Minha orientação é: não associe sibutramina e Mounjaro por conta própria. Converse com um endocrinologista para avaliar se existe indicação, se a sibutramina deve ser mantida, substituída ou retirada, e qual estratégia oferece mais segurança para você.

    Se puder informar sua idade, peso, altura, se tem hipertensão, diabetes ou problemas cardíacos, há quanto tempo usa sibutramina e quanto peso perdeu com ela, consigo contextualizar melhor essa possibilidade.


  • Qual médico devo procurar pra tratar deficiência de vitamina D? A minha tá 6 ng/mL

    Qual médico devo procurar pra tratar deficiência de vitamina D? A minha tá
    6 ng/mL

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar seu resultado. Entendo que receber uma vitamina D tão baixa, como 6 ng/mL, pode gerar preocupação e muitas dúvidas, mas saiba que essa é uma situação que pode ser investigada e tratada de forma adequada com acompanhamento médico.

    O profissional mais indicado para avaliar e tratar alterações relacionadas à vitamina D é o endocrinologista, pois a vitamina D está diretamente ligada ao metabolismo dos ossos, músculos, cálcio, fósforo e também possui relação com diversos processos do organismo. O endocrinologista poderá investigar por que seus níveis estão baixos e definir a melhor estratégia de reposição.

    Entretanto, dependendo da situação clínica, outros especialistas também podem participar do cuidado. Por exemplo, um clínico geral pode iniciar a investigação, e em casos específicos outros profissionais podem ser envolvidos conforme os sintomas e as causas encontradas.

    Um valor de vitamina D de 6 ng/mL é considerado uma deficiência importante, e merece uma avaliação completa. Além de simplesmente repor a vitamina, é importante entender os fatores que podem estar contribuindo para essa alteração, como pouca exposição solar, alimentação inadequada, excesso de peso, alterações na absorção intestinal, algumas doenças, uso de determinados medicamentos ou alterações no metabolismo.

    Na consulta, podemos avaliar também exames relacionados, quando necessário, como cálcio, fósforo, hormônio da paratireoide (PTH), função renal, função hepática e outros marcadores importantes, para que o tratamento seja feito de forma segura e individualizada.

    A reposição de vitamina D costuma ser simples, mas a dose e a duração do tratamento devem ser ajustadas para cada pessoa, evitando tanto a deficiência persistente quanto o excesso de suplementação.

    Quero reforçar uma coisa importante: um exame alterado não define sua saúde e nem significa que algo grave esteja acontecendo. Ele é apenas um sinal que nos ajuda a entender melhor o funcionamento do seu corpo e cuidar de você de maneira preventiva.

    Será um prazer acolher você em uma avaliação individualizada, com escuta atenta, explicação clara e um plano de cuidado pensado para suas necessidades. Cuidar da saúde é um processo de autoconhecimento, confiança, segurança e transformação, e meu objetivo é ajudar você a recuperar seu equilíbrio, sua energia e sua qualidade de vida com um acompanhamento próximo e humanizado.


  • Interromper hormônio de crescimento por 15 dias interfere no tratamento

    Interromper hormônio de crescimento por 15 dias interfere no tratamento

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Uma interrupção de 15 dias do hormônio do crescimento (GH) pode interferir temporariamente na continuidade do tratamento, mas o impacto depende principalmente da indicação, idade, dose, duração do tratamento e objetivo terapêutico. Em crianças e adolescentes tratados por deficiência de GH, a regularidade é importante para alcançar o melhor resultado sobre crescimento e composição corporal. Em adultos, a indicação e os objetivos são diferentes. Não é recomendado compensar as doses após uma interrupção ou reiniciar o tratamento em dose diferente por conta própria. O ideal é informar o endocrinologista sobre o período sem aplicação para que ele determine se basta retomar o esquema habitual ou se é necessário algum ajuste.


  • Sou mulher e faço uso de deposteron em doses muito baixas as segundas, quartas e sextas. Quando devo

    Sou mulher e faço uso de deposteron em doses muito baixas as segundas, quartas e sextas. Quando devo dosar a testosterona ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Em mulheres que fazem uso de Deposteron (cipionato de testosterona), o momento ideal para dosar a testosterona depende do objetivo do tratamento, da dose utilizada e do intervalo entre as aplicações. Como você aplica doses baixas às segundas, quartas e sextas, há uma administração fracionada, o que tende a reduzir grandes oscilações dos níveis hormonais.

    De forma geral, a dosagem pode ser feita após atingir o estado de equilíbrio, geralmente após cerca de 6 a 8 semanas de uso regular ou após qualquer ajuste de dose. Para avaliar se a reposição está adequada, muitos médicos preferem coletar a testosterona antes da próxima aplicação (nível de vale), por exemplo, na manhã de um dia em que ainda não tenha aplicado a dose, pois ajuda a verificar se os níveis permanecem dentro da faixa desejada sem excesso.

    Além da testosterona total, é importante avaliar testosterona livre, SHBG, estradiol, perfil lipídico, função hepática, hemograma (hematócrito/hemoglobina) e acompanhar sinais clínicos como acne, aumento de pelos, queda de cabelo, alteração de voz, irregularidade menstrual, aumento do clitóris, alterações de humor e libido.

    Como a mulher é mais sensível aos efeitos androgênicos, a reposição deve ser cuidadosamente individualizada pelo endocrinologista, buscando benefício clínico sem ultrapassar níveis fisiológicos. A avaliação hormonal completa é fundamental para um tratamento seguro relacionado a hormônios, metabolismo, composição corporal e qualidade de vida.


  • Oi, boa tarde! Por favor, qual a melhor estratégia para um grau de osteopenia de -2,3 na L4 e -2,5 n

    Oi, boa tarde! Por favor, qual a melhor estratégia para um grau de osteopenia de -2,3 na L4 e -2,5 no rádio UD, com vitamina D em 30 ng/mL?
    1. consumir laticínios fortificados com cálcio e vitamina D
    2. consumir laticínios comuns (não fortificados) em uma dose diária maior que os fortificados
    3. recorrer a suplementos
    Ou uma estratégia combinada?

    Muito grato pelas respostas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Com densitometria mostrando T-score de -2,3 na coluna lombar e -2,5 no rádio, a estratégia deve ser individualizada, pois o diagnóstico e a necessidade de tratamento dependem também da idade, sexo, menopausa, histórico de fraturas, fatores de risco e local da medida. Em relação ao cálcio, a preferência geralmente é atingir a necessidade diária por meio da alimentação, utilizando suplementos apenas quando a ingestão alimentar não for suficiente ou houver indicação específica. Vitamina D em torno de 30 ng/mL deve ser interpretada conforme o contexto clínico. Exercícios resistidos e com sustentação de peso, proteína adequada, prevenção de quedas e controle de fatores de risco também são importantes. O endocrinologista pode avaliar o risco global de fratura e definir a melhor conduta.


  • Bom dia! Tomo por orientação medica Bupropriona XL 150mg 1x ao dia, sendo 30 min antes do almoço. Mi

    Bom dia! Tomo por orientação medica Bupropriona XL 150mg 1x ao dia, sendo 30 min antes do almoço. Minha endocrinologista receitou Morosil 250mg também 30 min antes do almoço. Esqueci de informar a endocrino que já faço uso do BUP. Gostaria de saber se tem alguma contraindicação tomar ambos remédios e se podem ser ingeridos juntos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Não é possível considerar automaticamente que a associação entre bupropiona e Morosil seja segura apenas porque ambos são utilizados antes do almoço. O Morosil é um suplemento derivado da laranja Moro e possui evidências clínicas mais limitadas do que medicamentos aprovados para tratamento da obesidade. A bupropiona, por sua vez, pode aumentar pressão arterial, causar insônia, ansiedade, náusea e outros efeitos adversos. Antes de associar suplementos ao tratamento, é importante informar ao endocrinologista todos os medicamentos utilizados, pois a composição e a concentração dos produtos podem variar. Evite iniciar ou modificar a combinação por conta própria. A avaliação médica é especialmente importante quando o objetivo é emagrecimento.


  • Minha glicose está 96 , com glicada 5.4 e a insulina 9.5 . Gostaria de saber se está normal? Pois mi

    Minha glicose está 96 , com glicada 5.4 e a insulina 9.5 . Gostaria de saber se está normal? Pois minha mãe é diabética, mudei diminui os carboidratos e faço esteira todos os dias .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua preocupação, principalmente porque ter um familiar de primeiro grau com diabetes, como sua mãe, realmente aumenta a atenção e faz com que a pessoa fique mais cuidadosa com a própria saúde. A boa notícia é que, pelos valores que você trouxe, os seus exames estão dentro de uma faixa considerada normal.

    Vamos analisar cada resultado:

    1. Glicose: 96 mg/dL
    Se esse exame foi realizado em jejum, esse valor está dentro do esperado.

    De forma geral:

    abaixo de 100 mg/dL: considerado normal;
    entre 100 e 125 mg/dL: glicemia de jejum alterada (pré-diabetes);
    126 mg/dL ou mais: pode sugerir diabetes, quando confirmado por critérios médicos.

    Portanto, uma glicose de 96 mg/dL não indica diabetes.

    2. Hemoglobina glicada (HbA1c): 5,4%
    A hemoglobina glicada mostra uma estimativa da média da glicose dos últimos 2 a 3 meses.

    Em geral:

    abaixo de 5,7%: normal;
    entre 5,7% e 6,4%: faixa de pré-diabetes;
    6,5% ou mais: compatível com diabetes (quando confirmado).

    O seu resultado de 5,4% está dentro da faixa normal, o que é um sinal positivo.

    3. Insulina: 9,5 µUI/mL
    Esse valor também costuma estar dentro dos valores de referência utilizados na maioria dos laboratórios. A insulina precisa sempre ser interpretada junto com a glicose, peso, composição corporal e outros fatores. Isoladamente, ela não fecha diagnóstico de resistência à insulina, mas o seu conjunto de exames não sugere uma alteração evidente.

    Além dos exames, quero destacar algo muito positivo: você tomou atitudes que realmente têm impacto na prevenção do diabetes. A prática regular de atividade física, como a esteira diária, e uma alimentação com melhor qualidade podem aumentar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de evolução para diabetes.

    Como você tem histórico familiar, vale manter esses hábitos a longo prazo:

    continuar com atividade física regular, incluindo exercícios de força quando possível;
    manter um peso adequado para sua altura;
    priorizar fibras, verduras, legumes e proteínas adequadas;
    evitar excesso de açúcar e alimentos ultraprocessados;
    acompanhar periodicamente a glicemia e a hemoglobina glicada.

    Ter uma mãe com diabetes significa que você tem um fator de risco maior, mas não significa que você obrigatoriamente terá diabetes. A genética influencia, mas os hábitos de vida têm um papel muito importante.

    Pelos dados informados (glicose 96, HbA1c 5,4% e insulina 9,5), a impressão é de um metabolismo glicêmico saudável no momento.

    Se puder informar sua idade, peso, altura, se essa glicose foi em jejum e se há histórico de diabetes em outros familiares, consigo ajudar a estimar melhor seu risco futuro e quais cuidados seriam mais importantes para você.


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