Perguntas do paciente (1039)

  • Posso consumir gelatina normal? Pq a gelatina diet é um pouco cara. Posso colocar iogurte natural e

    Posso consumir gelatina normal? Pq a gelatina diet é um pouco cara. Posso colocar iogurte natural e chia nela? Preciso emagrecer pq tô com obesidade grau 1.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua dúvida, principalmente porque quando estamos tentando emagrecer é comum surgir a sensação de que precisamos eliminar todos os alimentos que gostamos. Mas um processo de emagrecimento saudável não precisa ser baseado em restrições extremas; ele precisa ser baseado em escolhas equilibradas que você consiga manter ao longo do tempo.

    Sim, você pode consumir gelatina normal mesmo tendo obesidade grau 1, desde que ela esteja dentro do seu planejamento alimentar. A gelatina tradicional possui açúcar e mais calorias do que a versão diet, mas isso não significa que ela seja proibida ou que vá impedir o emagrecimento.

    O que realmente determina a perda de peso é o conjunto da alimentação ao longo dos dias e semanas: o total de calorias consumidas, a qualidade dos alimentos, o nível de atividade física, o sono e outros fatores metabólicos.

    A ideia que você teve de acrescentar iogurte natural e chia é muito interessante, pois pode deixar a sobremesa mais nutritiva e aumentar a saciedade.

    Essa combinação pode trazer benefícios:

    Iogurte natural: fornece proteínas, cálcio e ajuda a tornar o lanche mais completo. Se possível, prefira versões sem açúcar adicionado.
    Chia: é rica em fibras e gorduras boas, podendo ajudar na saciedade e no funcionamento intestinal.

    Uma sugestão seria preparar a gelatina e, depois de pronta, misturar com iogurte natural e uma pequena quantidade de chia. Isso transforma uma sobremesa simples em uma opção com mais proteína e fibras.

    Como você relatou obesidade grau 1, o objetivo não deve ser apenas “comer menos”, mas melhorar a composição corporal e a saúde. Algumas estratégias que costumam ajudar bastante:

    incluir uma fonte de proteína nas principais refeições;
    aumentar o consumo de verduras, legumes e alimentos ricos em fibras;
    reduzir excesso de bebidas açucaradas e ultraprocessados;
    praticar atividade física regularmente, principalmente exercícios de força para preservar massa muscular;
    manter uma rotina alimentar que seja possível de seguir a longo prazo.

    Também é importante lembrar que nenhum alimento isolado causa obesidade ou impede o emagrecimento. Muitas vezes, tentar fazer uma dieta muito rígida aumenta a vontade de desistir. Uma alimentação sustentável permite pequenos prazeres dentro de um contexto saudável.

    Então, resumindo: sim, você pode comer gelatina normal e pode acrescentar iogurte natural e chia. Essa pode ser uma boa alternativa para matar a vontade de doce sem comprometer seu objetivo de emagrecer.

    Se puder informar sua idade, peso, altura, se tem diabetes ou pré-diabetes e como é sua rotina de alimentação e exercícios, consigo ajudar a pensar em estratégias mais adequadas para perder peso com saúde e preservar seus músculos.


  • Boa tarde. Mês passado no início de outubro fiz teste de glicemia capilar (ponta do dedo) com jejum

    Boa tarde. Mês passado no início de outubro fiz teste de glicemia capilar (ponta do dedo) com jejum de 13 horas e deu 99. Só fazia 4 refeições por dia. Comia 6:30 da manhã depois só almoçava 1 hora da tarde. Depois desse resultado passei a comer de 3 em 3 horas sendo a terceira refeição uma fruta.

    No início desee mês em novembro, fiz exame de hemoglobina glicada e deu 5,4 e a glicemia média estimada 108.
    3 dias depois eu fiz novamente exame de glicemia capilar 2 horas após refeição e deu 78. 2 horas antes eu tinha tomado café com 1 colher de sopa de açúcar e 2 fatias de pão de forma. 1 colher de sopa de açúcar tem entre 12 a 15 gramas de carboidratos. E 2 fatias de pão tem 30 gramas de carboidratos.

    Dias depois eu fiz glicemia em jejum com 11 horas e 30 minutos e deu 84. E sai de casa para fazer o exame e levei 1 hora e 30 minutos dentro do carro até chegar no laboratório para fazer o exame. Na hora de fazer o exame já tinha dado 11 horas e 30 minutos de jejum. Esse tempo que fiquei sentado dentro do carro sem fazer esforço pode ter afetado a glicemia ou não?

    Eu todo dia faço caminha de 30 minutos e quando chego em casa malho por 40 minutos. 20 minutos os braços e 20 minutos as pernas. Eu tenho 29 anos e sempre fui magro.

    Alguns sites fala que a glicemia com o glicosímetro pode dar resultado diferente porque o sangue não está isolado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Pelos valores apresentados, não há evidência laboratorial de diabetes. A glicemia de jejum de 99 mg/dL está dentro do limite considerado normal, embora próxima da faixa de alteração, enquanto a glicemia de 84 mg/dL é normal. A hemoglobina glicada de 5,4% também está na faixa de normalidade. Uma glicemia capilar de 78 mg/dL duas horas após a refeição não sugere diabetes e pode ocorrer normalmente, dependendo da resposta individual à alimentação e da atividade física. O tempo sentado no carro, por si só, provavelmente não explica uma alteração clinicamente relevante. Para diagnóstico, exames laboratoriais padronizados são mais confiáveis que medidas isoladas de glicosímetro.


  • boa tarde tenho hipertieoidismo e vou fazer capusula de iodo.so que as minhas pelaquetas estão 88 de

    boa tarde tenho hipertieoidismo e vou fazer capusula de iodo.so que as minhas pelaquetas estão 88 devo fazer o iodo não tem problama?obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Plaquetas em torno de 88.000/mm³ representam trombocitopenia e merecem investigação antes de um procedimento eletivo, inclusive radioiodoterapia. O radioiodo não deve ser considerado automaticamente contraindicado apenas por esse número, mas é fundamental esclarecer a causa da plaquetopenia e avaliar o hemograma completo antes do tratamento. Também é importante revisar os medicamentos utilizados para o hipertireoidismo, pois algumas doenças e medicamentos podem alterar as células do sangue. Como a decisão depende do quadro completo, recomendo comunicar o endocrinologista responsável e, se necessário, realizar avaliação hematológica antes de proceder com o radioiodo.


  • Bom dia! Meu marido fez uso de durateston com receita médica pois está com o nivel de testosterona b

    Bom dia! Meu marido fez uso de durateston com receita médica pois está com o nivel de testosterona baixa. Após 1 semana começou a sentir dores musculares intensas nas costas. Passou no ortopedista e ele falou que é muscular, mas ele não fez nada diferente da rotina. E mesmo tomando relaxante muscular, anti-inflamatório e tramal a dor não cessa.
    Pode ser efeito colateral da durateston? Se for demora a passar? Ele fez agora a segunda aplicação (21 dias) e está com receio de continuar sentindo dor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Dor muscular intensa após iniciar Durateston merece investigação, principalmente quando é persistente, importante e não melhora com analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios. Embora dores musculares possam ocorrer durante tratamentos com testosterona, não é possível afirmar à distância que a Durateston seja a causa. Como houve recorrência após a segunda aplicação, é prudente não realizar novas aplicações antes de discutir o quadro com o médico que prescreveu o tratamento. Dependendo da avaliação, podem ser necessários exame físico e exames laboratoriais. Dor intensa associada a fraqueza, urina escura, febre, falta de ar ou dor no peito exige avaliação imediata.


  • Estou com 11ng/ml de vitamina D e minha hemoglobina glicada deu 5.8, esse valor já se enquadra como

    Estou com 11ng/ml de vitamina D e minha hemoglobina glicada deu 5.8, esse valor já se enquadra como pré diabetes? Gostaria de saber se esse aumento da glicada pode ter relação com a falta de vitamina D.
    (Minha glicemia em jejum deu 76)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua preocupação, principalmente porque quando vemos uma alteração em um exame como a hemoglobina glicada é muito comum surgir a dúvida: “Será que já estou com pré-diabetes?” ou “Será que existe alguma causa por trás disso?”. Vamos analisar seus resultados com calma.

    O seu exame mostrou:

    Vitamina D: 11 ng/mL
    Hemoglobina glicada (HbA1c): 5,8%
    Glicemia de jejum: 76 mg/dL

    Primeiramente, sobre a hemoglobina glicada: sim, o valor de 5,8% está dentro da faixa considerada de pré-diabetes pelos critérios mais utilizados.

    A interpretação geralmente é:

    Abaixo de 5,7%: normal;
    Entre 5,7% e 6,4%: faixa de pré-diabetes;
    6,5% ou mais: compatível com diabetes (quando confirmado adequadamente).

    Porém, é importante entender que estar nessa faixa não significa que você já tenha diabetes ou que obrigatoriamente irá desenvolver a doença. A pré-diabetes é um sinal de alerta e uma oportunidade de agir precocemente, muitas vezes conseguindo normalizar os exames com mudanças de estilo de vida.

    Um ponto interessante no seu caso é que a sua glicemia de jejum está em 76 mg/dL, um valor normal. Isso mostra que o seu organismo ainda consegue manter a glicose em jejum bem controlada.

    Sobre a relação entre vitamina D baixa e hemoglobina glicada aumentada, existe uma associação estudada pela ciência. A deficiência de vitamina D tem sido relacionada, em alguns estudos, a alterações no metabolismo da glicose, possivelmente por influenciar:

    a sensibilidade à insulina;
    processos inflamatórios do organismo;
    funcionamento das células beta do pâncreas (responsáveis pela produção de insulina).

    Entretanto, é importante destacar: a deficiência de vitamina D isoladamente geralmente não é considerada uma causa direta de pré-diabetes. Ela pode ser um fator associado, mas o aumento da glicada costuma estar mais relacionado a fatores como:

    excesso de peso, principalmente gordura abdominal;
    histórico familiar de diabetes;
    alimentação rica em carboidratos refinados e ultraprocessados;
    sedentarismo;
    alterações de sono e estresse.

    Além disso, uma vitamina D de 11 ng/mL realmente está baixa e merece tratamento adequado conforme orientação médica. A reposição pode trazer benefícios para a saúde óssea, muscular e geral, mas não deve ser vista como um tratamento único para a glicada.

    Neste momento, algumas medidas têm excelente evidência para reduzir o risco de evolução para diabetes:

    praticar atividade física regularmente, combinando exercícios aeróbicos e musculação;
    reduzir excesso de açúcar e alimentos ultraprocessados;
    aumentar consumo de fibras (verduras, legumes, feijões, sementes);
    manter uma boa ingestão de proteínas;
    buscar um peso saudável, quando houver excesso de peso.

    Também pode ser interessante conversar com seu médico sobre repetir a hemoglobina glicada em alguns meses, especialmente após mudanças de hábitos e correção da vitamina D, para avaliar a evolução.

    Se puder informar sua idade, peso, altura, se tem casos de diabetes na família, se possui gordura abdominal e como é sua alimentação e rotina de exercícios, consigo contextualizar melhor o seu risco de progressão para diabetes.

    Pelos seus exames, existe um sinal de atenção (HbA1c 5,8%), mas também há um ponto positivo: sua glicemia de jejum está normal e você está identificando isso em uma fase em que mudanças podem ter um impacto muito grande na prevenção.


  • Tenho 45a, pratico atividade física regularmente, posso um corpo legal mas, mesmo que eu pratique ex

    Tenho 45a, pratico atividade física regularmente, posso um corpo legal mas, mesmo que eu pratique exercícios regularmente, a barriga é grande e isso me incomoda. Também sinto um pouco de compulsão alimentar. O endócrino é o melhor profissional para avaliação e conduta terapêutica nesse sentido ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Sim, o endocrinologista pode ser um dos profissionais adequados para essa avaliação, especialmente quando existe aumento de gordura abdominal associado a dificuldade de controle do peso ou compulsão alimentar. Entretanto, a distribuição de gordura corporal não depende apenas da quantidade de exercícios: alimentação, genética, sono, estresse, álcool, idade e alterações metabólicas também podem influenciar. A presença de episódios de compulsão merece atenção específica, pois não é simplesmente uma questão de “falta de força de vontade”. Uma avaliação clínica pode investigar causas metabólicas, avaliar risco cardiovascular e, quando necessário, integrar tratamento nutricional e psicológico/psiquiátrico ao plano de emagrecimento.


  • Faço uso de glifage, porém, sinto dores no corpo, parece doer a carne, minha glicemia nunca ultrapas

    Faço uso de glifage, porém, sinto dores no corpo, parece doer a carne, minha glicemia nunca ultrapassou 160, pq sinto fires com o glifage?Já fiquei sem tomar o glifage e a sensação das dores melhorou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    (metformina) é uma medicação muito utilizada no tratamento de diabetes tipo 2, resistência à insulina e síndrome dos ovários policísticos, e a maioria das pessoas tolera bem. Porém, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos, e a relação que você percebeu entre o uso do medicamento e a melhora das dores após suspendê-lo merece ser investigada.

    Dores no corpo, sensação de dor muscular ou mal-estar não são os efeitos mais comuns da metformina, mas podem ocorrer em algumas situações. Uma possibilidade é a redução dos níveis de vitamina B12 pelo uso prolongado da metformina, o que pode causar sintomas como dores, formigamentos, cansaço e alterações neurológicas. Também é importante avaliar outras causas, como alterações da tireoide, deficiência de vitaminas, doenças musculares ou inflamatórias.

    O fato de sua glicemia raramente passar de 160 mg/dL não exclui a necessidade ou não do uso da medicação, pois a indicação depende do diagnóstico completo (hemoglobina glicada, resistência à insulina, histórico metabólico, peso e outros fatores).

    Converse com seu endocrinologista antes de interromper definitivamente o Glifage. Pode ser necessário avaliar exames como vitamina B12, função renal, TSH, vitamina D, hemoglobina glicada e perfil metabólico, além de verificar se existe outra estratégia para controle da glicemia, resistência à insulina e metabolismo com melhor tolerância.


  • Estou tomando brupropriona de manhã ,posso tomar metiformina no almoço

    Estou tomando brupropriona de manhã ,posso tomar metiformina no almoço

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar sua dúvida. É muito importante ter esse cuidado ao combinar medicamentos, pois entender como cada tratamento funciona ajuda a usar as medicações de forma mais segura e eficaz.

    De maneira geral, a bupropiona e a metformina não apresentam uma interação medicamentosa importante que impeça o uso conjunto na maioria das pessoas. A bupropiona atua principalmente em neurotransmissores do cérebro, sendo utilizada em algumas situações como depressão, ansiedade relacionada a determinados quadros e também no auxílio à cessação do tabagismo. Já a metformina atua principalmente no metabolismo da glicose, ajudando o organismo a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a produção de glicose pelo fígado.

    Tomar a metformina no almoço pode ser uma estratégia utilizada por muitas pessoas, principalmente porque esse medicamento costuma ser melhor tolerado quando tomado junto com uma refeição, reduzindo a chance de desconfortos gastrointestinais, como:

    náuseas;
    gases;
    cólicas;
    sensação de estômago pesado;
    diarreia.

    Entretanto, a melhor forma de organizar os horários depende do motivo pelo qual você usa cada medicamento, da dose prescrita, da sua rotina, da função dos rins, dos seus exames e de como seu organismo responde ao tratamento.

    É importante também não fazer ajustes de dose ou mudanças no esquema sem conversar com o médico que acompanha você. Mesmo quando dois medicamentos podem ser usados juntos, o acompanhamento permite avaliar se o tratamento está realmente atingindo o objetivo esperado e se existem efeitos que precisam ser observados.

    Se você utiliza metformina por resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes, também é importante acompanhar exames como glicemia, hemoglobina glicada, função renal e outros marcadores metabólicos para avaliar a evolução do tratamento.

    Quero parabenizar você por estar atento(a) ao seu tratamento e buscando informação antes de tomar decisões. Esse cuidado é uma parte fundamental de uma boa relação com a própria saúde.

    Será um prazer acolher você em uma avaliação individualizada, com uma abordagem completa e humanizada, analisando não apenas os medicamentos, mas todo o contexto do seu organismo e dos seus objetivos. O propósito é trazer segurança, clareza e tranquilidade, fortalecendo sua autonomia, confiança e autocuidado, para que você possa seguir seu tratamento com mais equilíbrio e qualidade de vida.


  • Estou tomando nesina pio e estou engordando será por conta do remédio?

    Estou tomando nesina pio e estou engordando será por conta do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Sim, o ganho de peso pode estar relacionado ao Nesina Pio, dependendo principalmente da composição do medicamento. A pioglitazona, presente nessa associação, pode favorecer aumento de peso e retenção de líquidos em algumas pessoas. Esse efeito precisa ser diferenciado de aumento de gordura corporal, pois o medicamento também pode provocar edema. Se houve ganho de peso significativo, inchaço nas pernas ou falta de ar, é importante comunicar o médico, pois pode ser necessário revisar o tratamento. O ideal é avaliar glicemia, hemoglobina glicada, peso, pressão arterial e presença de edema antes de decidir qualquer mudança.


  • Minha insulina simplificada deu 1mU/L, abaixo dos valores de referência. Gostaria de saber o que iss

    Minha insulina simplificada deu 1mU/L, abaixo dos valores de referência. Gostaria de saber o que isso significa?
    Paralelo a isso, minha glicose está dentro, 77 mg/dl

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Uma insulina de 1 mU/L pode parecer baixa em relação ao intervalo de referência do laboratório, mas esse resultado isolado não permite diagnosticar deficiência de insulina ou alguma doença. A interpretação depende principalmente de saber se a coleta foi em jejum, do valor simultâneo da glicemia, do método utilizado e do contexto clínico. Uma glicemia de 77 mg/dL é normal. Em uma pessoa magra e metabolicamente saudável, uma insulina baixa associada a glicemia normal pode simplesmente refletir boa sensibilidade à insulina e menor necessidade de secreção pancreática. O ideal é interpretar o resultado junto com glicemia de jejum, hemoglobina glicada e histórico clínico, evitando conclusões baseadas apenas na insulina.


  • Comecei a tomar o glifage e o plenance EZE tem uma semana. Tenho passado mal o dia todo, sentindo: t

    Comecei a tomar o glifage e o plenance EZE tem uma semana. Tenho passado mal o dia todo, sentindo: tontura intensa, enjoo, dor de cabeça, sensação de peso na cabeça, visão turva. Eu n tenho glicose alta , na verdade algumas vezes ela esta bem baixa, mas o médico me passou para tratamento de resistência insulinica e colesterol. É comum passar mal desse jeito ? Tomo glifage 3 vezes ao dia e o plenance 1vez ao dia .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Os sintomas que você descreve (tontura intensa, enjoo, dor de cabeça, sensação de peso na cabeça e visão turva) podem acontecer após o início do Glifage® (metformina), principalmente nas primeiras semanas, mas a intensidade relatada merece uma avaliação. A metformina costuma causar mais frequentemente sintomas gastrointestinais, como náuseas, gases e diarreia, porém algumas pessoas apresentam mal-estar, fraqueza ou sensação de indisposição.

    Como você também iniciou o Plenance EZE® (associação para controle do colesterol), é importante considerar que os sintomas podem estar relacionados a uma das medicações ou à combinação, além de outras causas. A visão turva e a tontura também precisam ser avaliadas, principalmente se ocorrerem junto com valores baixos de glicose.

    A metformina, isoladamente, geralmente não causa hipoglicemia, mas pessoas com resistência à insulina podem ter variações de glicemia, especialmente com mudanças na alimentação. É importante medir a glicose durante os episódios de mal-estar para verificar se existe relação.

    Não suspenda ou ajuste as doses por conta própria, mas entre em contato com o médico que prescreveu para reavaliar a dose e a adaptação ao tratamento. Pode ser necessário revisar a dose do Glifage (três tomadas ao dia pode ser uma dose inicial difícil de tolerar para algumas pessoas), horário das medicações e solicitar exames como função renal, vitamina B12, hemoglobina glicada, glicemia e perfil metabólico.

    O acompanhamento com endocrinologista é fundamental para ajustar o tratamento da resistência à insulina, colesterol, metabolismo e prevenção do diabetes, buscando eficácia com melhor tolerância aos medicamentos.


  • Em janeiro/25 minha insulina estava em 14, agora em novembro/25 está 25. Indice HOMA 5,7. Todos outr

    Em janeiro/25 minha insulina estava em 14, agora em novembro/25 está 25. Indice HOMA 5,7. Todos outros exames de sangue e de imagem ok. Sinto muito cansaço, exaustão, picos de fome e acne. Exames de hemato também tudo Ok. Estou em processo de emagrecimento e perdi 15kg desde janeiro com atividade física, Wegovy e acompanhamento nutricional. Médica diz que está tudo ok mas não acredito pois como posso emagrecer 15kg e mudar todo meu estilo de vida e sentir estes sintomas e a insulina só aumentando. Quais exames posso fazer? Seria resistência a insulina? Que tratamento existe? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A elevação da insulina e um HOMA-IR de 5,7 podem ser compatíveis com resistência à insulina, mas esses exames não devem ser interpretados isoladamente. É possível perder 15 kg e ainda apresentar resistência à insulina, pois a melhora metabólica pode ocorrer de forma gradual e variar conforme genética, composição corporal, sono, alimentação e atividade física. Cansaço, fome aumentada e acne também podem ter outras causas. Vale discutir com o endocrinologista a avaliação de glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função hepática e, conforme o caso, investigação hormonal. O mais importante é avaliar a evolução global e não apenas um valor de insulina.


  • Tem dois dias que estou com tontura suando e dor cabeça. Não sou diabético mais resolvi medir. Medi

    Tem dois dias que estou com tontura suando e dor cabeça. Não sou diabético mais resolvi medir. Medi 4 horas após o café da manhã deu 145
    Depois lembrei de medir apos 1 hora e pouco do café da tarde deu 157
    Está dentro da normalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar o que você está sentindo. Entendo a sua preocupação, principalmente porque sintomas como tontura, suor excessivo e dor de cabeça podem causar bastante desconforto e gerar insegurança quando a pessoa tenta relacionar isso com a glicose.

    Primeiro, é importante dizer que os valores que você mediu não permitem, sozinhos, confirmar diabetes. A glicemia pode variar naturalmente ao longo do dia, principalmente após as refeições, pois depende da quantidade e do tipo de alimento consumido, do funcionamento do pâncreas, da sensibilidade à insulina, do estresse, do sono, da hidratação e até de fatores emocionais.

    Sobre os seus resultados:

    Glicemia 4 horas após o café da manhã: 145 mg/dL
    Glicemia cerca de 1 hora após o café da tarde: 157 mg/dL

    Após uma refeição, é esperado que a glicose aumente temporariamente. Um valor após 1 hora pode estar mais elevado porque representa um momento em que a glicose ainda está sendo absorvida pelo organismo. Já uma medida feita várias horas após uma refeição pode variar bastante dependendo do que foi consumido, principalmente se houve alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, doces, sucos ou grandes quantidades de arroz.

    O mais importante é que o diagnóstico de alterações da glicose não é feito apenas com medições isoladas no aparelho de ponta de dedo. Normalmente avaliamos exames padronizados, como:

    glicemia de jejum em laboratório;
    hemoglobina glicada (HbA1c), que mostra uma média aproximada da glicose dos últimos 2 a 3 meses;
    eventualmente outros exames, dependendo do caso.

    Em relação aos sintomas de tontura, suor e dor de cabeça, eles podem acontecer por várias causas além da glicose, como:

    queda de pressão;
    desidratação;
    alterações do sono;
    ansiedade ou estresse;
    infecções;
    alterações hormonais;
    uso de medicamentos;
    alimentação insuficiente ou longos períodos sem comer.

    Uma coisa importante: se durante esses episódios você sentir confusão mental, desmaio, fraqueza intensa em um lado do corpo, dor no peito, falta de ar, alteração da fala ou piora importante da dor de cabeça, é necessário procurar atendimento com urgência.

    Neste momento, vale observar alguns detalhes: anote os horários dos sintomas, o que comeu antes, os valores de glicemia medidos e, se possível, verifique também a pressão arterial durante os episódios. Essas informações ajudam muito na investigação.

    Quero parabenizar você pela atenção aos sinais do seu corpo e por procurar orientação. Muitas vezes, a preocupação inicial é transformada em tranquilidade quando conseguimos organizar as informações e investigar da forma correta.

    Será um prazer acolher você em uma avaliação individualizada, com escuta cuidadosa e uma análise completa da sua saúde. O objetivo é oferecer segurança, clareza e confiança, ajudando você a compreender o seu corpo, fortalecer o autocuidado, a autonomia e a prevenção, para construir um caminho com mais equilíbrio, tranquilidade e qualidade de vida.


  • Tomar 1ml de durateston dose unica e parar tira testoterona natural?e quanto tempo sai retenção de l

    Tomar 1ml de durateston dose unica e parar tira testoterona natural?e quanto tempo sai retenção de líquido em uma dose unica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Uma aplicação única de Durateston® (1 mL, geralmente equivalente a 250 mg de testosterona, dependendo da apresentação) pode causar alguma supressão temporária da produção natural de testosterona, pois o organismo percebe o aumento dos níveis hormonais e pode reduzir o estímulo do eixo hipotálamo–hipófise–testículos. Porém, após uma única aplicação, em pessoas com produção hormonal normal, essa supressão costuma ser transitória e a recuperação geralmente ocorre ao longo de semanas, variando conforme idade, níveis hormonais prévios e sensibilidade individual.

    Em relação à retenção de líquido, a testosterona pode aumentar retenção de sódio e água, causando sensação de inchaço, aumento de peso na balança ou edema em algumas pessoas. Após uma dose única, esse efeito costuma diminuir gradualmente conforme os níveis do hormônio caem, podendo levar aproximadamente algumas semanas para desaparecer completamente.

    Mesmo uma única aplicação pode alterar exames hormonais temporariamente, como testosterona total, LH, FSH e estradiol. Por isso, o uso de testosterona deve ter indicação e acompanhamento com endocrinologista, principalmente para avaliar se existe realmente deficiência hormonal (hipogonadismo) e evitar alterações de fertilidade, colesterol, hematócrito e metabolismo.


  • Tenho 55 anos e fiz um exame de rotina , de glicemia clicada que deu , 120 nunca

    Tenho 55 anos e fiz um exame de rotina , de glicemia clicada que deu , 120 nunca tinha feito esse exame , meu ginecologista que pediu , aí ele disse que já sou considerada diabética e me receitou Glifage XR 500 , 2X ao dia .Estou querendo uma opinião de um especialista, ja sou diabética ou pre diabética?
    Por favor me ajude estou sem saber o que fazer. Muito Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Obrigado por compartilhar sua situação. Entendo completamente a sua preocupação e a sua insegurança nesse momento. Receber uma informação de que “já é diabética” pode gerar medo, ansiedade e muitas dúvidas, principalmente quando esse foi o primeiro exame desse tipo realizado. Quero tranquilizar você: vamos analisar com calma, porque um diagnóstico deve ser feito com critérios bem definidos.

    Pelo que você relatou, acredito que houve uma possível confusão na forma de interpretar o resultado. A hemoglobina glicada (HbA1c) é um exame que mostra uma média aproximada dos níveis de glicose dos últimos 2 a 3 meses. Porém, é importante saber exatamente o valor apresentado no laudo, pois existe uma diferença enorme entre:

    HbA1c de 6,0% ou 6,5% (porcentagem), por exemplo;
    glicemia de 120 mg/dL (um valor de glicose no sangue).

    Muitas vezes os pacientes confundem a glicemia com a hemoglobina glicada, e essa diferença muda completamente a interpretação.

    De forma geral:

    Hemoglobina glicada abaixo de 5,7% costuma estar na faixa normal;
    Entre 5,7% e 6,4% geralmente é considerada pré-diabetes;
    6,5% ou mais, confirmada em avaliação adequada, pode indicar diabetes.

    Se o seu resultado realmente foi uma hemoglobina glicada de 12,0%, seria uma situação muito diferente e indicaria uma glicose média bastante elevada. Mas se o resultado foi uma glicemia de 120 mg/dL, isso não significa automaticamente diabetes.

    A metformina (Glifage XR®) é um medicamento muito utilizado para diabetes tipo 2 e também pode ser indicada em algumas situações de maior risco metabólico, como pré-diabetes em determinados pacientes, especialmente quando existem fatores associados como excesso de peso, resistência à insulina, histórico familiar ou outras alterações.

    O ideal agora é confirmar alguns pontos antes de tirar conclusões:

    qual foi exatamente o valor escrito no exame (HbA1c em % ou glicemia em mg/dL);
    se a glicemia foi feita em jejum;
    seu peso, altura e circunferência abdominal;
    histórico familiar de diabetes;
    colesterol, triglicerídeos e pressão arterial;
    presença de sintomas como muita sede, urinar frequentemente ou perda de peso sem explicação.

    Quero reforçar algo importante: mesmo que seja confirmado um quadro de pré-diabetes ou diabetes, isso não significa que sua saúde está perdida. Pelo contrário, descobrir cedo é uma grande oportunidade de agir, controlar a glicose e prevenir complicações futuras.

    Você fez exatamente o que deveria fazer: realizou um exame, procurou entender o resultado e buscou uma segunda orientação antes de ficar angustiada. Esse cuidado com você mesma é muito valioso.

    Será um prazer acolher você em uma avaliação completa, analisando seus exames com calma e explicando cada etapa de forma clara e individualizada. O objetivo é trazer segurança, tranquilidade e compreensão, ajudando você a transformar a dúvida em conhecimento e construir um caminho de autocuidado, confiança, autonomia e qualidade de vida. Você não precisa passar por esse processo sozinha; com acompanhamento adequado, é possível cuidar da sua saúde com equilíbrio e serenidade.


  • Estou com tireoidite de Hashimoto, diagnosticada há 8 meses. TSH inferior 0,005. T3 t4 normais. No i

    Estou com tireoidite de Hashimoto, diagnosticada há 8 meses. TSH inferior 0,005. T3 t4 normais. No início só alteração no humor. Mas atualmente estou me sentindo muito mal, tremores, taquicardia, inchaço, dor no corpo...
    Minha médica disse que não pode me tratar agora, visto essa transição do hipertiroidismo para hipotireoidismo.
    E que não há nada que possa acelerar essa transição.
    Realmente não há nada a ser feito? Quanto tempo dura essa transição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Na tireoidite de Hashimoto pode ocorrer uma fase de tireotoxicose transitória, chamada hashitoxicose, causada pela liberação de hormônios previamente armazenados pela inflamação da tireoide. Quando T3 e T4 estão normais, a conduta depende principalmente dos sintomas, da intensidade da alteração do TSH e de outros fatores clínicos. Tremores e taquicardia podem justificar avaliação médica para controle dos sintomas, inclusive considerando tratamento sintomático em situações selecionadas. Não existe medicamento que simplesmente acelere a transição para hipotireoidismo. A duração é variável, podendo ocorrer ao longo de semanas ou meses, sendo necessário acompanhamento periódico de TSH e hormônios tireoidianos.


  • Bom dia a todos. Em consultacom minha endocrino, ela me passou o medicamento Glyxambi (Empagliflo

    Bom dia a todos.

    Em consultacom minha endocrino, ela me passou o medicamento Glyxambi (Empagliflozina 25mg + Linagliptina 5mg) ITve excelentes resultados com ele no controle da minha gliecemia !!! O problema é: Preço. Gostaria de saber se existe problema que eu mandar manipular o medicamento em uma farmacia para melhorar o valor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O Glyxambi associa empagliflozina e linagliptina em um único comprimido, e a substituição por formulação manipulada não deve ser feita simplesmente para reduzir o custo. Medicamentos industrializados possuem controle específico de qualidade, estabilidade, dose e biodisponibilidade, enquanto a manipulação de determinadas combinações pode não oferecer equivalência comprovada à apresentação comercial. Além disso, a empagliflozina exige cuidados específicos, principalmente relacionados à função renal, hidratação e risco de infecções genitais e urinárias. Converse com o endocrinologista sobre alternativas de menor custo, inclusive avaliar se é possível utilizar os princípios ativos separadamente ou outro esquema terapêutico adequado ao seu caso.


  • Olá! Faço uso da Duloxetina 60 mg para ansiedade. Outro médico me receitou o Contrave para emagrecim

    Olá! Faço uso da Duloxetina 60 mg para ansiedade. Outro médico me receitou o Contrave para emagrecimento. Posso fazer uso dos 2 juntos, um de manhã e o outro a tarde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A associação de duloxetina com Contrave (naltrexona + bupropiona) exige avaliação médica antes de ser iniciada. A bupropiona pode aumentar o risco de efeitos adversos relacionados ao sistema nervoso, incluindo insônia, ansiedade, agitação e aumento da pressão arterial, enquanto a combinação com medicamentos que atuam sobre neurotransmissores exige atenção a possíveis interações. Além disso, ambos podem interferir no controle de condições psiquiátricas preexistentes. Portanto, não é recomendável simplesmente separar os medicamentos em horários diferentes por conta própria. O ideal é que psiquiatra e endocrinologista avaliem conjuntamente a indicação, os riscos e as alternativas para ansiedade, depressão e tratamento da obesidade.


  • Entrou no segundo mês que estou tomando o bup XL, uma vez ao dia. Não senti mudança em nada, continu

    Entrou no segundo mês que estou tomando o bup XL, uma vez ao dia. Não senti mudança em nada, continuo sentindo compulsão alimentar. Pq não está fazendo efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Se após quase dois meses de uso de Bup XL (bupropiona) você não percebeu melhora da compulsão alimentar, é importante reavaliar o diagnóstico, a dose utilizada, a adesão e a estratégia terapêutica. A bupropiona não é um tratamento universal para compulsão alimentar e sua resposta varia entre as pessoas. Também é importante diferenciar compulsão alimentar de aumento de apetite ou fome relacionada a outros fatores. O tratamento pode envolver psicoterapia, estratégias nutricionais e, dependendo do diagnóstico e do perfil clínico, outras medicações. Não aumente ou interrompa a dose por conta própria; converse com o médico que acompanha seu tratamento.


  • Pode tomar o bloqueador junto com hormônio no msm horário?

    Pode tomar o bloqueador junto com hormônio no msm horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Depende de qual “bloqueador” e de qual hormônio você está utilizando, pois existem diferentes medicamentos com essa denominação e as possíveis interações variam bastante. Alguns podem ser administrados no mesmo horário, enquanto outros exigem intervalo ou cuidados específicos. Para orientar corretamente, é necessário informar o nome completo dos dois medicamentos, as doses e o motivo do tratamento. Com essas informações, o médico ou farmacêutico poderá verificar possíveis interações e definir o melhor horário de administração.


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