Perguntas do paciente (1022)

  • Fiz histerectomia ha 12 anos posso tomar tizerpatida?

    Fiz histerectomia ha 12 anos posso tomar tizerpatida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante, e é muito comum que pessoas que passaram por uma cirurgia como a histerectomia fiquem em dúvida se isso muda a possibilidade de usar determinados medicamentos.

    De forma geral, ter feito uma histerectomia há 12 anos não impede automaticamente o uso da tirzepatida (Mounjaro®). A histerectomia é uma cirurgia em que o útero é retirado, e a possibilidade de usar a medicação depende principalmente do motivo da cirurgia, do tipo de procedimento realizado e da sua condição de saúde atual.

    A tirzepatida atua nos receptores de hormônios intestinais chamados GLP-1 e GIP, ajudando no controle da glicose, aumentando a saciedade, reduzindo a fome e melhorando a sensibilidade à insulina. A sua ação não está diretamente relacionada ao útero.

    O que precisa ser avaliado antes de iniciar o tratamento são outros fatores, como:

    histórico pessoal ou familiar de alguns tipos específicos de câncer de tireoide;
    histórico de pancreatite;
    doenças da vesícula biliar;
    funcionamento dos rins;
    uso de outros medicamentos;
    objetivo do tratamento (diabetes, pré-diabetes, obesidade ou controle de peso).

    Também é importante entender por que foi feita a histerectomia. Por exemplo, uma cirurgia por miomas, sangramento uterino, endometriose ou outras causas benignas geralmente não representa um problema para o uso da tirzepatida. Já situações específicas envolvendo determinados tipos de câncer precisam de uma avaliação mais cuidadosa.

    Você fez muito bem em perguntar antes de começar. Muitas vezes a insegurança vem justamente de não saber se uma condição do passado ainda interfere no tratamento atual. Ter essa informação clara traz mais tranquilidade e segurança.

    Se você puder informar:

    sua idade;
    o motivo da histerectomia;
    se retirou apenas o útero ou também os ovários;
    seu peso, altura e exames recentes (glicose, hemoglobina glicada, colesterol);

    é possível avaliar melhor o contexto.

    Uma avaliação individualizada permite escolher o tratamento mais adequado para o seu organismo, com segurança e acompanhamento, respeitando sua história e seus objetivos de saúde.


  • Estou tomando tapazol dois comprimidos de 10 mg , há quatro semanas. Meu corpo fica formigando, muit

    Estou tomando tapazol dois comprimidos de 10 mg , há quatro semanas. Meu corpo fica formigando, muito enjôo, as vezes vomito, perdi peso porque não tenho apetite, se forço faço vômito, os sintomas são piores na parte da manhã do dia... Porque estou com esses sintomas, se já estou tomando há quatro semanas o tapazol? Me falaram que a dose é fraca... Ainda não consegui retorno com endocrinologista.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Náuseas, perda importante do apetite e vômitos após quatro semanas de metimazol podem estar relacionados ao medicamento, mas também podem decorrer do próprio hipertireoidismo ou de outra condição. A dose de 40 mg ao dia não deve ser considerada “fraca” sem conhecer os níveis de T4 livre, T3 e a intensidade do hipertireoidismo. Além disso, vômitos persistentes podem causar desidratação e alterações eletrolíticas, que também podem provocar formigamentos. É importante procurar avaliação médica antes de simplesmente aumentar ou reduzir o Tapazol. Se não consegue manter líquidos, apresenta vômitos repetidos, fraqueza intensa ou piora clínica, procure atendimento de urgência.


  • Bom dia Estimados tomo vitamina B12(Metilcobalamina) e o medico receitou Rivitrol 2mg . será que pos

    Bom dia Estimados tomo vitamina B12(Metilcobalamina) e o medico receitou Rivitrol 2mg . será que posso tomar os dois juntos. me esqueci de perguntar ao medico. Alguém para ajudar por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Bom dia! Essa é uma pergunta muito importante, e fez muito bem em perguntar antes de associar os medicamentos. Muitas pessoas têm a ideia de que vitaminas e remédios não interagem, mas o ideal é sempre avaliar com cuidado.

    De forma geral, a vitamina B12 (metilcobalamina) não costuma apresentar interação relevante com a maioria dos medicamentos, e, na maioria dos casos, pode ser utilizada junto com outros tratamentos. Porém, quando falamos em combinar substâncias, é importante saber exatamente qual é o medicamento, porque o nome comercial pode variar conforme o país e a composição.

    O Rivitrol 2 mg precisa ser confirmado pela composição do produto, pois existem medicamentos com nomes semelhantes em diferentes locais. Com o princípio ativo correto, é possível avaliar com mais segurança se existe alguma interação ou algum cuidado específico.

    Uma dica importante: se possível, confira na caixa ou na bula qual é o princípio ativo do Rivitrol e informe ao seu médico ou farmacêutico. Essa pequena informação faz toda a diferença para uma orientação precisa.

    Também vale lembrar que, muitas vezes, o maior risco não está em uma interação direta entre os medicamentos, mas em situações como dose inadequada, uso desnecessário ou combinação de tratamentos sem acompanhamento.

    Você fez muito bem em buscar informação antes de tomar. Esse cuidado demonstra responsabilidade com a sua saúde e ajuda a tornar o tratamento mais seguro.

    Se você me disser qual é o princípio ativo do Rivitrol 2 mg, sua idade e o motivo pelo qual ele foi prescrito, consigo ajudar a esclarecer melhor essa combinação.


  • Tenho 24 anos e tomo puran de 50 mg quero saber se dá sono?

    Tenho 24 anos e tomo puran de 50 mg quero saber se dá sono?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A levotiroxina (Puran T4) não costuma causar sonolência quando utilizada na dose adequada. Pelo contrário, o objetivo do tratamento do hipotireoidismo é corrigir a deficiência hormonal e melhorar sintomas como cansaço, indisposição e sonolência. Se você apresenta sono excessivo mesmo utilizando levotiroxina, pode ser necessário verificar se a dose está adequada por meio de TSH e T4 livre, além de investigar outras causas, como anemia, deficiência de vitamina B12, alterações do sono, depressão, sedentarismo ou outras condições clínicas. A levotiroxina deve ser utilizada corretamente, geralmente em jejum, com água, mantendo intervalo adequado de alimentos e medicamentos que prejudiquem sua absorção.


  • Estou tomando glifage Xr após o jantar e neutrofer antes do almoço por prescrição do endocrinologist

    Estou tomando glifage Xr após o jantar e neutrofer antes do almoço por prescrição do endocrinologista porém estou com muita diarreia e eu não possuo vesícula é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A diarreia é um efeito adverso relativamente frequente da metformina, especialmente no início do tratamento ou após aumento da dose. O Glifage XR costuma apresentar melhor tolerabilidade gastrointestinal que algumas formulações convencionais, mas ainda pode causar diarreia. A ausência da vesícula biliar pode contribuir para alterações digestivas em algumas pessoas, porém não significa que a diarreia seja necessariamente causada por essa condição. É importante avaliar intensidade, duração, hidratação e relação com os medicamentos. Se houver sangue nas fezes, febre, dor abdominal intensa, sinais de desidratação ou diarreia persistente, procure avaliação médica. O endocrinologista poderá ajustar o tratamento do diabetes e investigar outras causas.


  • Exite alguma correlação entre obesidade e níveis elevados de homa ir e homa beta ? Faço dieta equil

    Exite alguma correlação entre obesidade e níveis elevados de homa ir e homa beta ?
    Faço dieta equilibrada, musculação e não consigo perder peso.
    Atualmente meus níveis de homa ir é de 5.3 e homa beta 259 e tenho obesidade grau II

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma pergunta muito importante, principalmente porque muitas pessoas passam por uma situação frustrante: fazem dieta, treinam regularmente, se esforçam bastante, mas o peso parece não responder como esperavam. Essa sensação de “estou fazendo tudo certo e mesmo assim não consigo emagrecer” merece uma investigação cuidadosa, e não simplesmente um julgamento sobre força de vontade.

    Sim, existe uma relação entre obesidade, resistência à insulina e alterações nos índices HOMA-IR e HOMA-beta.

    O HOMA-IR é um marcador usado para estimar a resistência à insulina. Um resultado de 5,3 sugere que o seu organismo pode estar precisando produzir uma quantidade maior de insulina para conseguir manter a glicose sob controle. Em outras palavras: a insulina está presente, mas os tecidos do corpo (como músculo, fígado e tecido adiposo) podem estar respondendo menos a ela.

    O HOMA-beta avalia de forma indireta a atividade das células beta do pâncreas, que são as responsáveis por produzir insulina. Um valor elevado, como 259, pode indicar que o pâncreas está trabalhando “mais forte” para compensar essa resistência à insulina.

    Isso é algo relativamente comum na obesidade, especialmente quando existe aumento de gordura visceral (a gordura localizada ao redor dos órgãos). O tecido adiposo não é apenas um “depósito de energia”; ele funciona como um órgão metabolicamente ativo, liberando substâncias inflamatórias que podem piorar a resistência à insulina.

    Um ponto importante: a resistência à insulina pode dificultar a perda de peso, porque níveis elevados de insulina favorecem o armazenamento de energia e podem estar associados a maior dificuldade de mobilizar gordura como fonte de combustível. Mas ela não é o único fator envolvido. Também precisamos avaliar:

    qualidade do sono;
    estresse crônico e cortisol;
    quantidade de proteína na dieta;
    gasto energético real;
    composição corporal (massa muscular x gordura);
    função da tireoide;
    medicamentos em uso;
    fatores genéticos.

    O fato de você fazer musculação e manter uma alimentação equilibrada é extremamente positivo. Inclusive, o treino de força é uma das melhores ferramentas para melhorar a sensibilidade à insulina, porque o músculo é um dos principais tecidos responsáveis por captar glicose do sangue.

    Mas em alguns casos de obesidade grau II, apenas mudanças de estilo de vida podem não ser suficientes para atingir o resultado desejado, principalmente quando existe uma forte influência metabólica. Isso não significa fracasso; significa que o tratamento precisa ser individualizado.

    O próximo passo geralmente é avaliar o quadro completo: glicemia de jejum, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função da tireoide, composição corporal, circunferência abdominal e histórico familiar.

    Uma coisa que gosto de reforçar: seu corpo não está “contra você”. Existem mecanismos biológicos reais que podem dificultar o emagrecimento, e entender esses mecanismos é justamente o primeiro passo para construir uma estratégia mais eficiente.

    Uma avaliação personalizada permite identificar os fatores que estão mantendo essa dificuldade de perda de peso e montar um plano que una ciência, comportamento e saúde metabólica, respeitando sua rotina e seus objetivos.


  • Tomei deposteron e dps tomei cerveja corta o efeito???

    Tomei deposteron e dps tomei cerveja corta o efeito???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O consumo de cerveja não costuma “cortar” diretamente o efeito do Deposteron (cipionato de testosterona). Entretanto, isso não significa que a associação seja recomendável de forma indiscriminada. O álcool pode interferir no metabolismo hepático, pressão arterial, sono, composição corporal e comportamento, enquanto a testosterona exige acompanhamento de hematócrito, perfil lipídico, função hepática e outros parâmetros conforme a indicação. Também é fundamental utilizar testosterona somente quando houver indicação médica e diagnóstico adequado de deficiência hormonal. Se o tratamento estiver sendo realizado para reposição hormonal, o endocrinologista deve acompanhar níveis de testosterona e possíveis efeitos adversos ao longo do tratamento.


  • Qual é a referência do exame de curva de insulina?

    Qual é a referência do exame de curva de insulina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma ótima pergunta, porque a curva de insulina é um exame que costuma gerar bastante dúvida. Muitas pessoas recebem uma folha com vários números e ficam sem saber exatamente o que é normal ou alterado.

    A curva de insulina geralmente é feita junto com a curva glicêmica, após a ingestão de uma quantidade padronizada de glicose (teste de tolerância à glicose). São realizadas algumas coletas de sangue em determinados momentos para observar como o organismo produz insulina ao longo do tempo.

    O ponto importante é que não existe uma única tabela de referência universal para a curva de insulina. Os valores considerados adequados podem variar conforme:

    o laboratório;
    o método utilizado para medir a insulina;
    o protocolo do exame (tempo das coletas: 0, 30, 60, 90, 120 minutos, por exemplo);
    características individuais da pessoa.

    De forma geral, o médico avalia principalmente o padrão da resposta da insulina, e não apenas um número isolado. Alguns achados que podem chamar atenção são:

    insulina de jejum elevada, sugerindo que o corpo precisa produzir mais insulina para manter a glicose controlada;
    picos muito elevados de insulina após a glicose, podendo sugerir hiperinsulinemia compensatória;
    resposta inadequada de insulina em determinados contextos, principalmente quando associada a alterações da glicemia.

    A interpretação também depende de outros dados, como:

    glicemia de jejum;
    hemoglobina glicada;
    índice HOMA-IR;
    triglicerídeos e HDL;
    peso e composição corporal;
    histórico familiar de diabetes.

    Uma coisa importante: um exame alterado não significa automaticamente que existe uma doença instalada. Muitas vezes ele funciona como um sinal de alerta, permitindo agir mais cedo com mudanças de estilo de vida e acompanhamento adequado.

    Gosto de explicar aos pacientes que exames são como peças de um quebra-cabeça: uma peça sozinha raramente conta toda a história. O mais importante é juntar os resultados com seus sintomas, rotina e fatores de risco.

    Se você tiver o resultado completo da sua curva de insulina (valores em jejum, 30, 60, 90 e 120 minutos, por exemplo), além da glicemia nesses mesmos pontos, posso ajudar a interpretar o padrão encontrado.

    Uma avaliação individualizada permite entender como o seu metabolismo está funcionando e construir uma estratégia personalizada para melhorar sua saúde metabólica com segurança e tranquilidade.


  • Qual referência para a curva de insulina?

    Qual referência para a curva de insulina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum, principalmente porque a curva de insulina costuma trazer vários valores diferentes e nem sempre fica claro o que realmente é considerado normal.

    A curva de insulina não possui um único valor de referência que sirva para todas as pessoas. Diferente de exames como glicemia de jejum, em que existem faixas bem estabelecidas, a interpretação da insulina depende do método utilizado pelo laboratório, do protocolo da coleta e do contexto clínico de cada paciente.

    Nesse exame, normalmente avaliamos como o organismo responde a uma sobrecarga de glicose. Mais importante do que olhar apenas um número isolado é entender o comportamento da curva:

    Se o corpo precisa liberar uma quantidade muito elevada de insulina para manter a glicose normal, isso pode sugerir resistência à insulina com uma produção aumentada de insulina pelo pâncreas.
    Se a resposta de insulina for baixa em determinados contextos, pode ser necessário investigar se existe alguma dificuldade na produção adequada desse hormônio.
    A relação entre glicose e insulina ao longo do tempo é o que ajuda a formar uma interpretação mais completa.

    Por isso, o médico geralmente analisa junto outros dados, como:

    glicemia de jejum;
    hemoglobina glicada;
    HOMA-IR;
    colesterol, HDL e triglicerídeos;
    peso, circunferência abdominal e composição corporal;
    histórico familiar de diabetes.

    É importante lembrar que um resultado fora do padrão do laboratório não significa automaticamente que você tem uma doença. Muitas vezes ele representa uma oportunidade de prevenção, permitindo identificar alterações metabólicas antes que elas evoluam.

    Eu costumo explicar aos pacientes que o exame é como uma fotografia do funcionamento do metabolismo naquele momento. O mais importante é entender a história completa por trás daquele resultado, e não apenas se prender a um número.

    Se você tiver os valores da sua curva de insulina (por exemplo: jejum, 30, 60, 90 e 120 minutos) junto com a curva de glicose, é possível fazer uma interpretação muito mais precisa.

    Uma avaliação individualizada ajuda a transformar esses resultados em um plano de cuidado personalizado, com mais segurança, tranquilidade e clareza para você cuidar da sua saúde metabólica.


  • natifa causa cancer ,da trombose ?ouvi dizer que causa diversos sintomas , procede ?

    natifa causa cancer ,da trombose ?ouvi dizer que causa diversos sintomas , procede ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O Natifa contém estradiol e faz parte das terapias hormonais utilizadas em determinadas situações, especialmente no contexto da menopausa. A terapia hormonal não pode ser classificada simplesmente como “causadora de câncer” ou “causadora de trombose”, pois os riscos dependem da idade, via de administração, dose, duração do tratamento, presença de útero, histórico pessoal e familiar e outros fatores. A via transdérmica de estradiol pode apresentar perfil diferente em relação ao risco tromboembólico quando comparada ao estrogênio oral. A indicação deve ser individualizada após avaliação ginecológica ou endocrinológica, considerando sintomas da menopausa, saúde cardiovascular, risco de câncer de mama e saúde óssea.


  • Tenho 36 anos, pratico atividades físicas diariamente , não consumo açúcar já faz 15 anos, exceto em

    Tenho 36 anos, pratico atividades físicas diariamente , não consumo açúcar já faz 15 anos, exceto em eventos especiais como festas, aniversários, pizzaria, mais ou menos 1 vez por mês. Nem adoçantes consumo mais com frequência, vez em nunca stevia pra tomar com chá. Mesmo assim quando meço minha glicose em jejum , seja em casa ou no laboratório ela sem está em 95 , acima de 90. Isso é algo a se preocupar? Consumir carboidratos complexos no dia anterior pode alterar a glicemia no dia seguinte? Ultimamente tenho visto conteudos sobre indice glicêmico, a unica coisa com alto indice glicemico que ainda consumo é a farinha de aveia, uma vez por dia. Tirei leite, farinha de trigo e outros processados da dieta. Tenho um pouco de receio por não comer açúcar de ter picos quando faço, realmente não me sinto tão bem se como um pouco a mais, quando vou comer algo fora da minha dieta habitual com açúcar tenho q pegar bem leve pra não passar mal, meu corpo parece que se habituou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Primeiro, gostaria de parabenizá-lo pelo cuidado que você tem com a sua saúde. Pela sua descrição, você já construiu vários hábitos muito positivos: prática regular de atividade física, redução de ultraprocessados e uma alimentação bastante consciente. Esse nível de atenção ao próprio corpo é algo muito valioso.

    Sobre a sua glicemia de jejum em torno de 95 mg/dL, é importante entender que esse valor não é considerado diabetes nem pré-diabetes. A faixa considerada normal geralmente vai até 99 mg/dL. Portanto, uma glicemia de 90–95 mg/dL pode estar perfeitamente dentro da normalidade.

    A glicose de jejum, porém, não depende apenas do açúcar que você come. Durante a madrugada, o organismo realiza diversos ajustes hormonais. Hormônios como cortisol, glucagon e hormônio do crescimento participam do chamado fenômeno do amanhecer, que pode fazer a glicose subir naturalmente nas primeiras horas da manhã, mesmo em pessoas saudáveis.

    Sobre consumir carboidratos complexos no dia anterior: sim, a alimentação do dia anterior pode influenciar a glicemia, mas não de uma forma tão simples como “comi carboidrato = minha glicose vai subir no dia seguinte”. A resposta depende de vários fatores:

    quantidade total de carboidratos consumidos;
    quantidade de fibras e proteínas da refeição;
    qualidade do sono;
    nível de atividade física;
    sensibilidade à insulina;
    estresse e outros fatores hormonais.

    A farinha de aveia, apesar de ser um carboidrato, geralmente possui uma característica interessante: ela é rica em fibras, especialmente beta-glucanas, que podem ajudar a reduzir a velocidade de absorção da glicose e melhorar a resposta glicêmica.

    Sobre a sensação de mal-estar ao consumir alimentos com açúcar após muitos anos evitando: isso pode acontecer. Quando uma pessoa reduz bastante o consumo de açúcar e ultraprocessados, ela pode perceber mais intensamente uma grande carga de açúcar ou gordura em determinados alimentos. Isso pode ocorrer por mudanças na resposta gastrointestinal, na saciedade e até na percepção do sabor. Mas isso não significa necessariamente que seu corpo “perdeu a capacidade” de lidar com açúcar.

    O ponto principal é: não existe necessidade de buscar uma glicose cada vez mais baixa se ela já está em uma faixa saudável. Às vezes, a preocupação excessiva com números pode gerar mais ansiedade do que benefício. O objetivo da medicina metabólica é encontrar equilíbrio: cuidar da saúde sem transformar a alimentação em uma fonte constante de medo ou vigilância.

    Pelo seu perfil, seria interessante avaliar o contexto completo, e não apenas a glicemia de jejum. Alguns marcadores que ajudam bastante são:

    hemoglobina glicada (HbA1c);
    perfil lipídico;
    triglicerídeos e HDL;
    pressão arterial;
    composição corporal;
    histórico familiar de diabetes.

    Pelo que você relatou, seus hábitos parecem ser muito protetores para a saúde metabólica. Uma avaliação individualizada permite olhar todos esses fatores em conjunto e trazer mais segurança, evitando preocupações desnecessárias e ajudando você a manter uma relação saudável com a alimentação e com o próprio corpo.


  • Estou tomando Orlistat faz 3 dias e não estou conseguindo evacuar, nada aconteceu ainda, é normal?

    Estou tomando Orlistat faz 3 dias e não estou conseguindo evacuar, nada aconteceu ainda, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    O orlistat atua principalmente reduzindo a absorção intestinal de parte da gordura ingerida e não é um medicamento com efeito laxativo. Portanto, não necessariamente provoca evacuação logo após o início do tratamento. Em algumas pessoas, alterações do hábito intestinal podem ocorrer, mas ficar três dias sem evacuar merece atenção, principalmente se houver dor abdominal, distensão importante, vômitos ou incapacidade de eliminar gases. A alimentação também influencia diretamente o funcionamento intestinal, e uma dieta com pouca fibra e baixa ingestão de líquidos pode favorecer a constipação. No acompanhamento com endocrinologista, é importante avaliar alimentação, hidratação, funcionamento intestinal e a indicação do orlistat dentro do tratamento da obesidade e do emagrecimento. Não aumente a dose para tentar provocar evacuação. Se a constipação persistir ou surgirem sintomas intensos, procure avaliação médica.


  • Estou a tomar excitalopran 20mg Sinto-me um pouco inchada no abdomem é normal?

    Estou a tomar excitalopran 20mg
    Sinto-me um pouco inchada no abdomem é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua dúvida, e é muito comum que, ao iniciar ou ajustar uma medicação, a pessoa fique mais atenta às mudanças no próprio corpo. Essa percepção é importante e merece ser avaliada com calma.

    O escitalopram 20 mg é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Ele atua aumentando a disponibilidade de serotonina no sistema nervoso, ajudando no tratamento de quadros como ansiedade e depressão.

    A sensação de inchaço abdominal, estufamento ou aumento de gases pode acontecer em algumas pessoas durante o uso do escitalopram. Isso ocorre porque a serotonina também participa do funcionamento do sistema gastrointestinal, influenciando os movimentos do intestino, a sensibilidade abdominal e a digestão.

    Esse desconforto costuma ser mais frequente nas primeiras semanas de tratamento e, em muitos casos, tende a melhorar conforme o organismo se adapta à medicação. Porém, é importante observar alguns pontos:

    se o inchaço começou logo após iniciar o remédio ou aumentar a dose;
    se existe prisão de ventre, alteração do hábito intestinal ou excesso de gases;
    se houve mudança na alimentação, rotina, sono ou nível de estresse.

    Também é importante lembrar que ansiedade e estresse podem influenciar bastante o intestino. Existe uma comunicação muito forte entre cérebro e aparelho digestivo, conhecida como eixo cérebro-intestino, e muitas pessoas percebem alterações abdominais justamente em períodos de maior tensão emocional.

    Não é recomendado suspender o escitalopram por conta própria, pois a interrupção abrupta pode causar sintomas desagradáveis e prejudicar o tratamento. O ideal é conversar com o médico que acompanha você caso o desconforto esteja persistente ou incomodando muito.

    Uma avaliação individualizada permite entender se esse inchaço está relacionado ao medicamento, à alimentação, ao funcionamento intestinal ou a outros fatores, para que seja possível ajustar o tratamento sem perder os benefícios da medicação.

    O mais importante é que você se sinta segura durante o processo. O tratamento deve trazer melhora na qualidade de vida, e suas percepções sobre o próprio corpo são informações muito importantes para construirmos a melhor estratégia para você.


  • Meu exame de glicemia 149 e hemog glicada 6,6. Isso significa que estou diabética. Há 3 meses atrás

    Meu exame de glicemia 149 e hemog glicada 6,6. Isso significa que estou diabética. Há 3 meses atrás estava 117 a glicemia. Faço uso de progesterona e tive uma perda significativa na vida. Ainda tenho chance de reverter,caso seja diabetes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Entendo a sua preocupação, principalmente porque ver uma glicemia subir de 117 para 149 mg/dL em poucos meses pode causar medo e muitas dúvidas. Além disso, você trouxe dois fatores importantes: o uso de progesterona e uma perda significativa na vida, que podem influenciar o organismo de diferentes formas.

    Pelos valores que você informou, precisamos olhar com atenção:

    Glicemia de jejum de 149 mg/dL está acima do valor considerado diagnóstico para diabetes (geralmente ≥126 mg/dL, quando confirmado).
    Hemoglobina glicada (HbA1c) de 6,6% também está na faixa compatível com diabetes (geralmente ≥6,5%, quando confirmada).

    Mas é importante destacar: um único conjunto de exames não deve ser analisado isoladamente. Normalmente, o diagnóstico é confirmado com repetição do exame ou avaliação médica do contexto completo, principalmente se a pessoa não apresenta sintomas.

    Sobre a sua pergunta mais importante: sim, existe possibilidade de melhorar muito o controle da glicose, especialmente quando a alteração é identificada no início. Algumas pessoas conseguem reduzir a glicemia e até entrar em uma fase de remissão do diabetes tipo 2 com mudanças importantes no estilo de vida e, quando necessário, tratamento adequado.

    O diabetes tipo 2 não é simplesmente uma “sentença definitiva”. Ele envolve principalmente a relação entre resistência à insulina, produção de insulina pelo pâncreas, genética, peso corporal, sono, alimentação, atividade física e outros fatores.

    Sobre a perda significativa que você vivenciou: períodos de grande estresse emocional podem afetar o metabolismo. O organismo, diante de sofrimento intenso, pode liberar mais hormônios como cortisol e adrenalina, que podem aumentar a glicose no sangue. Isso não significa que a perda “causou” diabetes sozinha, mas pode ter contribuído para desregular um equilíbrio que já estava mais vulnerável.

    A progesterona também merece ser considerada na avaliação, pois alguns hormônios podem influenciar a sensibilidade à insulina dependendo da dose, do motivo do uso e do perfil individual.

    O ideal agora é fazer uma avaliação completa, observando:

    repetição da glicemia e/ou hemoglobina glicada;
    peso e composição corporal;
    histórico familiar de diabetes;
    alimentação e rotina de exercícios;
    perfil de colesterol e triglicerídeos;
    medicamentos em uso.

    Quero reforçar uma coisa: receber um resultado alterado pode trazer uma sensação de preocupação e até de culpa, mas esse é justamente o momento em que temos mais oportunidade de agir. O diagnóstico precoce permite montar uma estratégia e recuperar o controle da saúde.

    Uma avaliação individualizada permite entender o seu caso, identificar os fatores que estão influenciando sua glicemia e construir um plano realista para melhorar seus exames, sua energia e sua qualidade de vida, com acolhimento e sem julgamentos.


  • Boa noite,fui diagnosticada com diabetesem maio desse ano,estou fazendo dieta já perdi 18 kilos a mé

    Boa noite,fui diagnosticada com diabetesem maio desse ano,estou fazendo dieta já perdi 18 kilos a médica clínica geral da UBS me receitou metformina uma vez ao dia após o almoço. Fui ao endocrinologista hoje achando que estava no caminho certo e ele me receitou Glifage três vezes ao dia disse que uma era muito pouco. Não sei que pensar. Alguém poderia me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    A dose e a frequência da metformina devem ser individualizadas conforme o tipo de diabetes, níveis de glicemia e hemoglobina glicada, função renal, tolerabilidade gastrointestinal, alimentação e outros medicamentos utilizados. Uma dose diária pode ser suficiente em determinadas situações, enquanto alguns pacientes necessitam de doses maiores, divididas ao longo do dia, para alcançar o controle glicêmico adequado. A perda de 18 kg desde o diagnóstico é bastante significativa e merece acompanhamento, pois a necessidade de medicamentos pode mudar conforme ocorre redução de peso e melhora metabólica. Não é recomendável comparar prescrições isoladamente ou modificar a dose por conta própria. O endocrinologista deve avaliar os exames atuais e definir a dose necessária para aquele momento. O tratamento do diabetes envolve também alimentação, atividade física, controle do peso, pressão arterial e acompanhamento regular.


  • Teve várias pessoas da família por parte de mãe com diabetes geralmente homens mas a minha mãe não t

    Teve várias pessoas da família por parte de mãe com diabetes geralmente homens mas a minha mãe não teve e ninguém por
    parte de pai teve diabetes na questão histórico familiar eu tenho risco de ter diabetes por hereditariedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma pergunta muito importante, e é muito positivo você estar olhando para o seu histórico familiar, porque conhecer os fatores de risco é uma das melhores formas de fazer prevenção.

    A resposta é: sim, você pode ter um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 por causa da sua história familiar, mas isso não significa que você obrigatoriamente terá a doença.

    A genética tem um papel importante no diabetes tipo 2, principalmente quando existem vários familiares próximos afetados. O fato de haver vários casos na família materna, especialmente em parentes de primeiro grau ou em muitos homens da mesma linhagem, pode indicar uma maior predisposição genética. Porém, a herança do diabetes tipo 2 é complexa: ela depende da combinação de vários genes junto com fatores de estilo de vida e ambientais.

    Alguns pontos que também influenciam bastante esse risco são:

    ganho de peso, principalmente aumento de gordura abdominal;
    sedentarismo;
    alimentação com excesso de calorias e ultraprocessados;
    idade;
    alterações de colesterol e triglicerídeos;
    pressão alta;
    histórico de pré-diabetes.

    Um detalhe importante: o fato da sua mãe não ter tido diabetes e a família do seu pai também não ter casos reduz um pouco a probabilidade, mas não elimina totalmente o risco, porque a predisposição pode vir de diferentes combinações genéticas.

    A boa notícia é que o diabetes tipo 2 é uma das doenças em que a prevenção tem um papel muito forte. Pessoas com predisposição genética podem muitas vezes evitar ou atrasar o surgimento da doença mantendo um peso adequado, praticando atividade física regularmente, cuidando da alimentação e acompanhando exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada.

    Também é importante lembrar que genética não é destino. Ter familiares com diabetes é como ter uma “tendência”, mas os hábitos e o acompanhamento médico ajudam a modificar bastante esse caminho.

    Uma avaliação individualizada permite analisar seu histórico familiar, seus exames, seu peso, sua composição corporal e seus fatores de risco para criar uma estratégia de prevenção personalizada. O objetivo é trazer segurança e tranquilidade, para que você cuide da sua saúde antes que qualquer problema apareça.


  • O ozempic age na glicemia em geral além de tirar o apetite? seria indicado para uma pessoa que já co

    O ozempic age na glicemia em geral além de tirar o apetite? seria indicado para uma pessoa que já come muito pouco, mas tem resistência à insulina, é pré diabética,(homa 4) mas não é obesa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma pergunta muito interessante, porque muitas pessoas associam o Ozempic® apenas à redução do apetite, mas o funcionamento dele é bem mais amplo.

    O Ozempic® (semaglutida) pertence à classe dos medicamentos chamados agonistas do receptor de GLP-1. Ele realmente pode reduzir a fome e aumentar a sensação de saciedade, mas sua ação no organismo vai muito além disso.

    Ele atua no metabolismo da glicose por vários mecanismos:

    aumenta a liberação de insulina pelo pâncreas quando a glicose está elevada;
    reduz a liberação inadequada de glucagon (um hormônio que aumenta a glicose);
    melhora o controle da glicemia após as refeições;
    pode melhorar a sensibilidade à insulina em algumas pessoas;
    retarda o esvaziamento do estômago, contribuindo para uma absorção mais gradual dos alimentos.

    Sobre a sua situação específica: uma pessoa com pré-diabetes, resistência à insulina (como um HOMA-IR elevado), mas que já come pouco e não tem obesidade, precisa de uma avaliação mais cuidadosa.

    O Ozempic não é indicado simplesmente porque existe resistência à insulina. A decisão depende do contexto completo: nível da glicemia, hemoglobina glicada, histórico familiar, composição corporal, presença de gordura visceral, risco cardiovascular e evolução ao longo do tempo.

    Em pessoas sem obesidade e sem diabetes estabelecido, muitas vezes o primeiro passo costuma envolver:

    treinamento de força para aumentar massa muscular e melhorar a captação de glicose;
    atividade física regular;
    ajuste da qualidade dos carboidratos e distribuição das refeições;
    sono adequado;
    avaliação de outras causas que podem estar influenciando a resistência à insulina.

    Também é importante considerar um ponto: se a pessoa já come pouco, usar uma medicação que reduz ainda mais o apetite pode exigir cuidado para evitar ingestão insuficiente de proteínas e perda de massa muscular. O objetivo de um tratamento metabólico não é apenas diminuir o peso na balança, mas melhorar a saúde, a composição corporal e a qualidade de vida.

    Um HOMA-IR alterado pode ser um sinal de resistência à insulina, mas ele não deve ser interpretado sozinho. O diagnóstico e a conduta precisam considerar o paciente como um todo.

    O mais importante é não olhar apenas para o número do exame, mas entender a história por trás dele. Cada pessoa tem uma resposta metabólica diferente, e um plano individualizado ajuda a escolher a estratégia mais segura e eficaz.

    Uma avaliação completa permite analisar seus exames, sua composição corporal, sua alimentação e seus objetivos para definir se faz sentido utilizar uma medicação como o Ozempic ou se existem outras estratégias mais adequadas para o seu caso.


  • Bom dia! Por esquecimento e falha minha, tomei duas vzs o remedio da levotiroxina 112. Estou preocu

    Bom dia!
    Por esquecimento e falha minha, tomei duas vzs o remedio da levotiroxina 112. Estou preocupada. Tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Tomar acidentalmente duas doses de levotiroxina em uma ocasião, na maioria das pessoas, não costuma causar uma emergência, especialmente quando a dose habitual é estável. A levotiroxina possui uma meia-vida longa e seus efeitos não aparecem imediatamente. Entretanto, não é recomendado repetir doses ou compensar o erro por conta própria. Podem ocorrer, especialmente em pessoas mais sensíveis, sintomas como palpitações, tremores, ansiedade, insônia, sudorese ou aceleração dos batimentos cardíacos. Pessoas idosas ou com doença cardiovascular precisam de atenção especial. Em caso de ingestão de quantidade muito superior à prescrita ou aparecimento de sintomas importantes, é necessária avaliação médica. No acompanhamento endocrinológico, mantenha a dose habitual conforme orientação recebida e informe o profissional sobre o episódio para decidir se alguma medida adicional é necessária.


  • A bupropiona sozinha pode ser uma medicação boa para o tratamento de compulsão alimentar?

    A bupropiona sozinha pode ser uma medicação boa para o tratamento de compulsão alimentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma pergunta muito importante, principalmente porque a compulsão alimentar envolve muito mais do que apenas “falta de controle”. Ela é uma condição complexa, que envolve fatores biológicos, emocionais, comportamentais e até ambientais.

    A bupropiona, quando usada isoladamente, não é considerada atualmente uma das principais medicações com maior evidência específica para o tratamento da compulsão alimentar. Ela é um antidepressivo que atua principalmente nos sistemas de noradrenalina e dopamina no cérebro, neurotransmissores relacionados à motivação, energia, recompensa e controle de impulsos.

    Algumas pessoas podem perceber melhora da relação com a comida durante o uso da bupropiona, especialmente quando existe associação com sintomas como depressão, baixa energia, desânimo, dificuldade de concentração ou busca por recompensa alimentar. Porém, quando falamos especificamente de transtorno de compulsão alimentar, os estudos mostram que outras abordagens podem ter uma resposta mais consistente, dependendo do perfil de cada paciente.

    O tratamento ideal geralmente envolve uma combinação de estratégias:

    psicoterapia, principalmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a identificar gatilhos emocionais, pensamentos automáticos e padrões alimentares;
    mudanças comportamentais sustentáveis;
    avaliação nutricional individualizada;
    medicamentos quando indicados, considerando o quadro completo do paciente.

    Em alguns casos, o médico pode considerar medicações que atuem no controle do apetite, impulsividade ou metabolismo, mas a escolha depende de vários fatores: histórico de saúde, peso, presença de ansiedade ou depressão, padrão da compulsão, outros medicamentos em uso e objetivos do tratamento.

    Uma coisa importante: a compulsão alimentar não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade. Muitas pessoas passam anos se culpando por algo que tem mecanismos neurobiológicos e psicológicos envolvidos. Quando conseguimos entender os gatilhos e tratar a causa, o paciente costuma recuperar uma sensação maior de controle e tranquilidade com a alimentação.

    Uma avaliação individualizada permite entender se a bupropiona faz sentido no seu caso ou se existe uma estratégia mais adequada para o seu perfil. O objetivo não é apenas “comer menos”, mas construir uma relação mais saudável com a comida, melhorar a qualidade de vida e tratar o problema de forma completa.


  • qual a glicose normal durante o dia para uma pessoa do sexo feminino aos 51 anos, é normal oscilar a

    qual a glicose normal durante o dia para uma pessoa do sexo feminino aos 51 anos, é normal oscilar a glicose durnate o dia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Filipe Teles

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum, e é muito importante entender uma coisa: a glicose no sangue não fica em um número fixo durante o dia. Ela naturalmente sofre oscilações conforme a pessoa se alimenta, faz atividade física, passa por momentos de estresse, dorme ou fica em jejum.

    Em uma pessoa adulta sem diabetes, os valores esperados geralmente são:

    Em jejum (após 8 horas sem comer): geralmente entre 70 e 99 mg/dL.
    Após as refeições: a glicose pode subir naturalmente. Em pessoas sem diabetes, normalmente ela retorna gradualmente para níveis próximos do normal nas horas seguintes.
    Glicose ao acaso durante o dia: pode variar bastante dependendo do momento da medição e do que foi consumido.

    Então, sim: é absolutamente normal a glicose oscilar durante o dia. Por exemplo, uma pessoa pode acordar com uma glicose de 90 mg/dL, após uma refeição chegar a 120–140 mg/dL e depois voltar a cair. Essa variação faz parte do funcionamento normal do metabolismo.

    O que merece atenção é quando aparecem padrões persistentes, como:

    glicemia de jejum frequentemente acima de 100 mg/dL;
    valores elevados após as refeições de forma repetida;
    sintomas associados, como muita sede, aumento da frequência urinária, perda de peso sem explicação ou cansaço excessivo.

    Aos 51 anos, também é importante considerar outros fatores além de um número isolado: histórico familiar de diabetes, peso, circunferência abdominal, pressão arterial, colesterol, nível de atividade física e exames como hemoglobina glicada (HbA1c).

    Uma coisa que gosto de reforçar aos pacientes é: um exame não é uma sentença, ele é uma informação. Muitas vezes a ansiedade aumenta quando vemos uma alteração pontual, mas o que realmente importa é entender o conjunto da história e a evolução ao longo do tempo.

    Uma avaliação individualizada permite analisar seus exames, sua rotina, seus hábitos e seus fatores de risco para saber se essas oscilações são esperadas ou se existe algo que precisa de acompanhamento mais próximo.

    O objetivo é trazer clareza e segurança, para que você cuide da sua saúde sem medo e com estratégias práticas para manter um metabolismo saudável.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.