Perguntas do paciente (4)

  • Oi, eu tenho 19 anos e sou um homem, e recentemente eu desenvolvi uma espécie de paranóia, recenteme

    Oi, eu tenho 19 anos e sou um homem, e recentemente eu desenvolvi uma espécie de paranóia, recentemente eu vi muitos casos de mulheres que estão deixando os homens e estão se relacionando com mulheres, e isso me gerou uma paranoia de que um dia não vai mais existir mulheres heterossexuais, e isso seria ruim porque eu sou um garoto hétero e só consigo me relacionar com gerotas, estou paranoico com isso, eu sou uma pessoa com transtorno do espectro autista, acredito que essas finais estranhas que tenho seja causado por isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Jose Alves

    Parece que você está passando por um momento de ansiedade e preocupação, e é compreensível se sentir assim quando somos expostos a muitas informações de uma só vez, especialmente sobre mudanças sociais. Primeiramente, pode ajudar lembrar que a orientação sexual das pessoas é variada e sempre foi assim ao longo da história. Mulheres heterossexuais sempre existiram e continuarão a existir.

    O fato de algumas mulheres estarem se relacionando com outras mulheres não significa que todas vão fazer isso. As relações humanas são diversas, e a heterossexualidade não está "acabando". Isso pode ser um pensamento exagerado causado pela ansiedade e pela forma como seu cérebro processa padrões e informações (algo que pode estar relacionado ao TEA, como você mencionou).

    Se essa paranoia está te causando sofrimento significativo, pode ser muito útil conversar com um psicólogo ou psicoterapeuta. Eles podem te ajudar a lidar com essas preocupações de uma forma mais tranquila e equilibrada. Cuidar da saúde mental é importante, e você não está sozinho nisso!


  • Oi, sou separada, mãe de uma garota de 9 anos, vai fazer 10 em maio, a coisa de um ano, minha filha

    Oi, sou separada, mãe de uma garota de 9 anos, vai fazer 10 em maio, a coisa de um ano, minha filha se escondeu no meu quarto e eu não percebi. Acabei indo pra lá com meu namorado e tivemos relação. Só depois de terminar é q vi ela escondida atraz da cortina. Eu conversei com ela, ela estava um pouco assustada, eu disse que aquilo era namoro de adultos, que não tinha nada de errado, mas ela não deveria ter visto. Depois disso outras perguntas aconteceram, mas tudo bem. Só que depois disso, qdo levo algum namorado em casa, ela me pergunta se vou namorar com ele na cama. No começo achei q era pq ela tinha visto recente, mas ja faz mais de um ano e ela ainda pergunta. Nas férias agora percebi q ela se masturba, não sei se tem haver com isso. Alguem pode me orientar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Jose Alves

    Essa é uma situação delicada, e é compreensível que você esteja preocupada com o impacto que esse episódio pode ter tido na sua filha. Algumas crianças podem reagir de formas diferentes ao ter contato com algo que não compreendem totalmente, especialmente em relação à sexualidade.

    O fato de sua filha continuar trazendo o assunto e a descoberta da masturbação indicam que essa experiência pode ter despertado curiosidade ou até confusão para ela. Não significa, necessariamente, que foi algo traumático, mas pode ser um sinal de que ela precisa de mais orientação para entender melhor o que viu.

    Aqui estão algumas sugestões do que você pode fazer:

    1. Converse com ela de maneira tranquila e adequada à idade
    - Se ela ainda pergunta sobre o que acontece quando você leva alguém para casa, pode ser um sinal de que ela precisa de mais esclarecimento. Tente explicar de forma simples e reafirme que esses momentos são privados, sem gerar culpa ou vergonha.

    2. Fale sobre privacidade e limites
    - Ensinar sobre privacidade desde cedo é essencial. Explique que existem momentos e espaços privados para adultos e que, da mesma forma, ela também tem o direito à sua privacidade.

    3. Oriente sobre a masturbação
    - A masturbação infantil pode ser algo natural, pois as crianças exploram seus corpos. O mais importante é ensinar que isso deve ser feito de forma privada, sem associar culpa ou punição. Se isso estiver acontecendo de maneira excessiva, pode ser um sinal de ansiedade ou de que ela está processando emoções que não compreende.

    4. Busque ajuda profissional se necessário
    - Se você sentir que ela está muito confusa ou que esse episódio afetou seu comportamento de forma significativa, um psicólogo infantil pode ajudar a trabalhar essas questões de maneira saudável.

    O mais importante é manter o diálogo aberto e um ambiente seguro para que ela possa expressar suas dúvidas e emoções sem medo. Você fez certo ao conversar com ela inicialmente, e continuar essa conversa com carinho e paciência pode ajudá-la a entender melhor as coisas.


  • Olá! Me chamo Aline.E todas as manhãs eu esculto o toque do meu despertador antes dele t

    Olá! Bom dia.
    E todas as manhãs eu esculto o toque do meu despertador antes dele tocar, tipo uma horas antes e depois que toca eu desativo e ele fica tocando bastante tempo(na minha cabeça). É horrível! O que devo fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Jose Alves

    O que você descreve pode estar relacionado a uma combinação de ansiedade e persistência auditiva (quando um som parece continuar tocando na mente mesmo após parar).
    Isso pode acontecer quando o cérebro está muito focado em um estímulo repetitivo e previsível, como o toque do despertador.

    A seguir algumas estratégias que podem te ajudar:

    1. Troque o som do despertador:
    - Seu cérebro pode ter condicionado esse som à ansiedade do despertar. Experimente um tom mais suave, como música calma ou sons naturais.

    2. Use um despertador gradual:
    - Alguns aplicativos e dispositivos oferecem alarmes que aumentam o volume gradualmente, evitando o choque sonoro brusco.

    3. Experimente acordar com luz:
    - Relógios que simulam o nascer do sol ou abrir a janela um pouco antes de acordar podem ajudar seu corpo a despertar de forma mais natural.

    4. Desconecte-se antes de dormir:
    - Para reduzir a ansiedade relacionada ao horário de despertar, práticas como meditação, respiração profunda ou evitar telas antes de dormir podem ajudar.

    5. Higiene do sono:
    - Durma e acorde sempre no mesmo horário.
    - Evite cafeína ou estimulantes à noite.
    - Certifique-se de que o ambiente está confortável e silencioso.

    Se essa situação estiver afetando muito sua rotina ou saúde mental, um médico ou psicólogo pode te ajudar a entender melhor as causas e sugerir estratégias personalizadas.


  • Alguém pode me explicar o que é esquizofrenia e o que não é esquizofrenia? Muito obrigada

    Alguém pode me explicar o que é esquizofrenia e o que não é esquizofrenia? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Francisco Jose Alves

    Na visão da psicopatologia fenomenológica (que é uma abordagem que analisa as experiências subjetivas de pessoas com transtornos mentais, considerando o contexto e a forma como as pessoas vivenciam suas experiências) a esquizofrenia é entendida não apenas como um problema nos pensamentos ou no cérebro, mas como uma mudança profunda na forma como a pessoa percebe e sente o mundo ao seu redor.
    Enquanto a maioria das pessoas vive o dia a dia de maneira natural, sem questionar a realidade, quem tem esquizofrenia pode sentir que o mundo ficou estranho, distante ou até ameaçador. As coisas que antes faziam sentido podem parecer desconectadas, como se a pessoa estivesse em um sonho ou em uma realidade paralela. Isso pode fazer com que ela tenha dificuldade em se comunicar, entender os outros e até mesmo organizar seus próprios pensamentos. Os delírios e as alucinações não são simplesmente "erros" ou "mentiras" do cérebro, mas uma tentativa da mente de reconstruir um mundo que parece ter perdido o sentido. É como se a pessoa estivesse tentando encontrar explicações para algo que se tornou confuso e incerto. Dessa forma, a esquizofrenia não é só um conjunto de sintomas, mas uma forma diferente e muito difícil de existir no mundo.
    O que NÃO é esquizofrenia?
    Personalidade múltipla – A esquizofrenia não envolve a presença de várias personalidades em uma mesma pessoa.


    Depressão ou ansiedade severa – Embora algumas pessoas com esquizofrenia possam ter sintomas depressivos ou ansiosos, esses transtornos são distintos e não fazem parte do quadro central da esquizofrenia.


    Ser apenas "excêntrico" ou "diferente" – Ter um comportamento ou pensamento fora do padrão não significa esquizofrenia. O diagnóstico exige a presença de sintomas psicóticos persistentes.


    Uso de drogas – Drogas como maconha, LSD e anfetaminas podem causar sintomas semelhantes à esquizofrenia, mas não significam que a pessoa tenha a doença. No entanto, o uso dessas substâncias pode desencadear ou piorar a esquizofrenia em pessoas predispostas.


    Agressividade ou violência gratuita – O estigma faz com que algumas pessoas acreditem que indivíduos com esquizofrenia são perigosos, mas a maioria das pessoas com esse transtorno não é violenta. Na verdade, elas têm mais probabilidade de serem vítimas de violência do que de cometê-la.


    Falta de inteligência – A esquizofrenia não está relacionada à inteligência. Pessoas com esse transtorno podem ter dificuldades cognitivas, mas isso não significa que sejam menos inteligentes.


Perguntas frequentes

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