Perguntas do paciente (3)
-
Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f
Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde.
Ao pesquisar sobre fobia e outros transtornos de ansiedade, você pode acabar mobilizando conteúdos que já estavam aflorando, entrando em contato com eles sem necessariamente saber como lidar.
A questão não é fugir desses conteúdos, mas buscar ajuda para poder compreendê-los e lidar com eles de uma maneira mais consciente.
O processo terapêutico pode auxiliar justamente nesse caminho.
-
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pelo seu momento. Vou colocar minha opinião como analista junguiano aqui, para ver se faz sentido para você. Do ponto de vista da Psicologia Analítica (abordagem de Carl Gustav Jung), o processo terapêutico não tem como objetivo dizer o que você deve fazer, mas sim lhe dar autonomia, clareza e discernimento para que você possa tomar as atitudes que façam verdadeiro sentido em seu íntimo e escolher o rumo da sua vida.
Quando nos vemos presos em ciclos repetitivos de conflitos, brigas e perda de respeito mútuo, muitas vezes estamos atuando por meio de dinâmicas inconscientes — expectativas antigas, feridas não resolvidas e projeções que trazemos do passado para dentro da relação. Tem uma frase atribuída a Jung que ilustra essa dinâmica: "Até que você torne o inconsciente consciente, ele dirigirá sua vida e você o chamará de destino."
A análise junguiana (alguns autores mencionam psicanálise junguiana) oferece um espaço seguro para você compreender por que esses padrões se repetem, qual é o seu papel e o da sua esposa nessa engrenagem, e como lidar com o desgaste emocional, a culpa e o medo da solidão. Mais do que decidir imediatamente sobre continuar ou terminar, o trabalho terapêutico ajuda a resgatar o seu centro, sua autoestima e seus limites emocionais genuínos, permitindo que você tome decisões a partir da consciência e não do sofrimento.
-
Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio
Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.
As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.
Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da Psicologia Analítica (abordagem de Carl Gustav Jung), os sonhos não são desejos literais da nossa vontade consciente, nem previsões do futuro, mas sim mensagens compensatórias do inconsciente. Quando vivemos de uma determinada forma, à noite, a psique autônoma compensa essa rigidez trazendo à superfície o oposto. O sonho usao uma linguagem simbólica para mostrar a relação consciente - inconsciente. Em um processo analítico, o objetivo é escutar o que essas imagens dizem sobre a totalidade do seu ser, buscando autoconhecimento e libertação pessoal.
Autor
Perguntas frequentes
-
Tomo Venlafaxina 37,5 mg há muito tempo, como devo fazer o desmame?
A venlafaxina é uma das medicações em que o desmame merece atenção especial,…