Perguntas do paciente (20)

  • Tomava escitalopram de 20mg e a 2 meses meu médico aumentou para 30mg dês então comecei a piscar mui

    Tomava escitalopram de 20mg e a 2 meses meu médico aumentou para 30mg dês então comecei a piscar muito, ter dores de cabeça todo dia e tremores, a 3 semanas as dores ficaram mais intensas e não passam com nenhum medicamento, pode ser devido o escitalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    O escitalopram pode causar efeitos adversos como tremores e dor de cabeça, e o fato de os sintomas terem surgido após o aumento da dose torna essa possibilidade relevante. É como aumentar o “volume” de uma caixa de som: ao elevar a dose, podem aumentar não apenas os efeitos desejados ( som), mas também os efeitos colaterais ( estourar o som). Entretanto, pela internet não é possível afirmar que o medicamento seja a causa, pois outros problemas também podem produzir esses sintomas. Como você relata dor de cabeça diária, progressivamente mais intensa e sem resposta aos medicamentos habituais, o mais seguro é realizar uma avaliação médica para investigar a causa e revisar o tratamento. CUIDADO: não faça alterações na medicação sem orientação do profissional que acompanha seu caso. Se houver piora importante ou sintomas neurológicos associados, procure atendimento de urgência.

    Esta resposta tem caráter exclusivamente informativo e não estabelece diagnóstico nem conduta médica.


  • Comecei a tomar Cloridrato de Venlafaxina 75mg a noite, porém passei o dia lesada,com sono, é normal

    Comecei a tomar Cloridrato de Venlafaxina 75mg a noite, porém passei o dia lesada,com sono, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, apesar de ser mais comum o efeito contrário. A sonolência pode ocorrer no início do tratamento com venlafaxina e costuma diminuir ao longo dos primeiros dias ou semanas. A venlafaxina age principalmente bloqueando os transportadores de serotonina (SERT) e, em maior intensidade conforme a dose aumenta, também de noradrenalina (NET). Isso aumenta a disponibilidade desses neurotransmissores entre os neurônios. No começo, porém, os receptores e os circuitos cerebrais ainda estão se adaptando a essa mudança — como se o cérebro precisasse “recalibrar” seu funcionamento — e podem surgir sono, cansaço ou sensação de lentificação. Vale ressaltar que se a sonolência for muito intensa, persistente ou interferir em atividades como dirigir, converse com o médico que prescreveu. Obs: Não altere dose ou horário por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • É necessario comer alguma coisa antes de tomar clonazepam em comprimido pela manhã pra proteger o es

    É necessario comer alguma coisa antes de tomar clonazepam em comprimido pela manhã pra proteger o estômago?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Não é necessário comer antes de tomar clonazepam para “proteger o estômago”. A própria bula informa que **não foram estabelecidas interações do clonazepam com alimentos** e orienta apenas que o comprimido seja tomado por via oral com pequena quantidade de líquido não alcoólico. O clonazepam age principalmente potencializando o neurotransmissor GABA no receptor GABA-A, reduzindo a atividade do cérebro. Por isso, seus efeitos mais relevantes costumam ser sonolência, tontura e redução da atenção, e não problemas no estômago.
    Se você sentir náusea ou desconforto ao tomar em jejum, pode ser mais confortável tomá-lo após uma refeição leve.
    Portanto, ele pode ser utilizado mesmo em jejum. Caso você perceba náusea ou desconforto gástrico, converse com o médico que acompanha seu tratamento.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Estou tomando Revoc 50 mg há um mês e ainda sinto muita sonolência durante o dia. Esse efeito ainda

    Estou tomando Revoc 50 mg há um mês e ainda sinto muita sonolência durante o dia. Esse efeito ainda pode passar com o tempo, mesmo depois de um mês de uso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, ainda pode melhorar, mas após um mês de uso uma sonolência importante já merece ser reavaliada. O Revoc® (fluvoxamina) aumenta a disponibilidade de serotonina ao bloquear seu transportador (SERT). Nas primeiras semanas, os receptores e circuitos cerebrais passam por uma espécie de “recalibração”, e alguns efeitos adversos podem diminuir com essa adaptação. A própria bula descreve a sonolência como uma reação adversa comum. Por isso, costumo colocar no período noturno.
    Se o sono excessivo continua interferindo na sua rotina após um mês, é importante conversar com o médico para avaliar dose, horário de uso, outros medicamentos e outras possíveis causas. Não faça alterações por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • Tomo venlafaxina 150mg pela manhã e clonazepam metade do comprimido de 2mg à noite só que no outro d

    Tomo venlafaxina 150mg pela manhã e clonazepam metade do comprimido de 2mg à noite só que no outro dia acordo sem ânimo para nada só tenho vontade de ficar na cama. Vou começar a ter disposição à noite. Porque isso acontece se estou tomando a venlafaxina 150mg para depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Isso pode acontecer por mais de um motivo. A venlafaxina 150 mg aumenta principalmente a disponibilidade de serotonina e noradrenalina, mas seu efeito antidepressivo não significa necessariamente sentir “energia” imediatamente ou durante todo o dia.
    Já o clonazepam (1 mg, no seu caso) funciona como um freio do cérebro e tem ação PROLONGADA, podendo causar sonolência, lentificação e falta de disposição ainda na manhã seguinte.
    É como ter, ao mesmo tempo, um medicamento tentando acelerar os circuitos relacionados ao humor e outro mantendo o “freio” do cérebro mais acionado.
    Como isso está interferindo na sua rotina, vale conversar com o médico para avaliar se o quadro está relacionado à depressão, ao clonazepam que pode estar em dose excessiva ou a outros fatores. Não altere doses ou horários por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • Olá, caros. Estou há *1 mês e 4 dias* tomando o Quetros de 50mg, associado ao effexor de 225mg (q já

    Olá, caros. Estou há *1 mês e 4 dias* tomando o Quetros de 50mg, associado ao effexor de 225mg (q já tomo há mais de 2 anos e n foi modificado). Além do frontal 0,25mg 2x ao dia (em programação de desmame gradual esta semana). Td isso após uma nova crise de pânico há uns 3 meses…
    Melhorei em mtos aspectos, sono, apetite, menos evitação de algumas situações, mantendo a rotina de trabalho, etc. N tive mais grandes crises. Porém ainda apresento certa tensão diante de algumas situações q geram desconforto, oscilação de sintomas como desrealizaçao / desperson., um tremor leve de extremidades especialmente ao acordar…
    No retorno q tive recente n foi modificada a medicação pois relatei uma melhora de ~85%.
    Esses sintomas q relatei ainda podem melhorar com tempo / terapia / mesma dose dos remédios sem necessitar ajuste?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim. Mesmo com melhora importante, é comum permanecer algum “resíduo” de ansiedade por um tempo, como tensão antecipatória, desrealização/despersonalização e medo de determinadas situações. Nessa fase, a psicoterapia — especialmente a terapia cognitivo-comportamental — costuma ter papel fundamental. Ela ajuda o cérebro a reaprender que determinadas sensações e situações não representam perigo, por meio de exposição gradual, redução de comportamentos de evitação e mudança da interpretação das sensações corporais. É como se a crise tivesse diminuído, mas o “alarme” do cérebro ainda estivesse sensível e precisasse ser recalibrado. Portanto, esses sintomas podem continuar melhorando com o tempo e com terapia, mesmo sem necessariamente haver mudança na medicação. A necessidade de ajuste medicamentoso, porém, só pode ser definida pelo médico que acompanha sua evolução.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Cansaço e fadiga após perder 5kg não intencional em menos de dois meses. O que fazer?

    Cansaço e fadiga após perder 5kg não intencional em menos de dois meses. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Agendar uma consulta médica com clínico geral para investigar doenças orgânicas que geram esses sintomas. Em concomitante, avaliar causas psicogênicas para o quadro.


  • Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolê

    Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolência diurna. Essa sonolência diurna que a trazodona causa passa com o tempo? Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, essa sonolência pode diminuir com o tempo, mas em algumas pessoas ela persiste. A trazodona tem efeito sedativo principalmente por bloquear receptores de histamina H1 e alfa-1 adrenérgicos, e esse efeito pode “avançar” para a manhã seguinte. Uma possibilidade que o médico pode avaliar é **antecipar um pouco o horário da tomada**, para que o pico de sedação aconteça mais cedo durante a noite e haja menos efeito residual ao acordar. É como deslocar o “relógio” do efeito do medicamento algumas horas para trás. Se a sonolência estiver atrapalhando sua rotina, vale conversar com o médico para revisar o horário, a dose e outras possíveis causas. Não faça ajustes por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25

    Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25 mg de Sertralina e 5 mg de Ansitec, com 3 dias aumentou para 50 mg e 10 mg, respectivamente. Minha ansiedade pareceu piorar ainda mais, então depois de cerca de 7 dias aumentou para 100 mg Sertralina e 20 mg Ansitec (a cada 8 horas). Estou com essa dosagem há cerca de 15 dias e as crises continuam, muito fortes e as vezes mais de uma vez no dia. Minhas fobias e pânico também pioraram. Isso é comum? Devo melhorar ou a medicação pode não estar sendo suficiente? Vi que em alguns casos as medicações aumentam a ansiedade, mas já nao era para ter melhorado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Isso pode acontecer nas primeiras semanas de tratamento e após aumentos de dose. A sertralina pode, em algumas pessoas, causar uma ativação inicial, com aumento transitório de ansiedade, inquietação ou sensação de piora antes do efeito terapêutico completo. Com cerca de 15 dias na dose atual, ainda pode ser cedo para concluir se o tratamento funcionará, especialmente no transtorno do pânico, em que a resposta costuma ser gradual. Porém, crises muito intensas, frequentes ou progressivamente piores não devem ser simplesmente “esperadas passar”.

    O mais seguro é entrar em contato com sua médica para uma reavaliação mais breve, relatando exatamente a frequência das crises, a piora das fobias e quando isso começou em relação aos aumentos das medicações. Não faça mudanças nas doses por conta própria. Se houver agitação intensa, confusão, comportamento muito diferente do habitual, pensamentos de autoagressão, desmaio ou outros sintomas importantes, procure atendimento de urgência.

    Esta resposta é apenas informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea

    Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas..
    Ele realmente é fraco ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    O Ansitec® (buspirona) não é um medicamento “fraco”. Ele tem eficácia demonstrada principalmente no transtorno de ansiedade generalizada e age sobretudo nos receptores serotoninérgicos **5-HT1A**. Parte dessa fama vem do uso inadequado: ele não funciona como um rivotril para cortar uma crise imediatamente. Seu efeito é gradual e depende também de dose, frequência e tempo de tratamento adequados. Segundo a bula do Ansitec®, a dose inicial recomendada é de 15 mg ao dia, dividida em 3 tomadas de 5 mg, e a maioria dos pacientes apresenta resposta com 20–30 mg/dia divididos em 2 ou 3 tomadas. A dose máxima descrita é de 60 mg/dia. Essa divisão é importante porque a buspirona permanece relativamente pouco tempo no organismo. É como manter uma “cobertura” ao longo do dia: usar de forma inadequada ou esperar um efeito imediato pode transmitir falsamente a impressão de que o medicamento não funciona.
    Ela ainda pode ser útil em alguns casos de bruxismo associado a antidepressivos. Já para zumbido, não é um tratamento específico. A dose e o esquema ideais, porém, devem ser individualizados pelo médico. Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, so

    Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, somente uma agitação leve de vez em quando, e um desânimo as vezes que dura um ou dois dias.
    Eu estou tomando lamotrigina 200mg há um mês e percebi uma leve melhora.
    É normal a lamotrigina demorar pra fazer o efeito completo?
    Ou será que a dose está baixa?
    Obrigado desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, a lamotrigina pode levar algumas semanas para apresentar seu benefício mais completo. Ela atua principalmente modulando canais de sódio dos neurônios e reduzindo a liberação excessiva de glutamato. Isso ajudando a estabilizar os circuitos relacionados ao humor como se fosse um estabilizador do computador cuidando dos picos de energia.
    Além disso, a dose da lamotrigina precisa ser aumentada lentamente por segurança, principalmente pelo risco de reações cutâneas. Por isso, o efeito costuma aparecer de forma gradual — como ajustar um sistema aos poucos, e não “ligar um interruptor”.
    A dose de 200 mg/dia é uma dose frequentemente utilizada no transtorno bipolar, mas não é possível afirmar por aqui se ela é adequada ou insuficiente para o seu caso. Isso depende do padrão dos episódios, resposta clínica e demais medicamentos. Como você já percebeu alguma melhora, vale acompanhar a evolução com seu psiquiatra antes de qualquer ajuste. Não altere a dose por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já

    Bom dia,
    Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já usei uma grande vasta de antidepressivos para aliviar a minha ansiedade, depressão. E ao longo do tempo comecei a ter descrença com a psiquiatria. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Entendo sua frustração. Depois de várias tentativas de tratamento sem uma melhora consistente, é comum surgir a sensação de que “nada funciona” ou de que o diagnóstico talvez não esteja bem esclarecido.
    Nesses casos, muitas vezes o mais importante não é simplesmente trocar novamente o antidepressivo, mas recomeçar a avaliação com calma: reconstruir a história dos sintomas ao longo da vida, entender o que veio primeiro, revisar respostas e efeitos dos medicamentos já usados e investigar condições que podem se sobrepor, como transtornos de ansiedade, bipolaridade, TDAH, traumas, alterações do sono e outras causas clínicas.
    É como tentar montar um quebra-cabeça: às vezes várias peças estão corretas, mas foram organizadas na ordem errada.
    Construa sua time-line da vida. Escreva em um papel. Evite usar nome das doenças e traga mais os sintomas/pensamentos/gatilhos de cada etapa marcante + medidas e tratamentos que foram tomados + resultados.
    Uma segunda opinião psiquiátrica, com uma consulta mais detalhada e foco diagnóstico, pode ser um bom próximo passo. Levar uma lista dos medicamentos já utilizados, doses, tempo de uso e como você respondeu a cada um costuma ajudar bastante.

    Esta resposta é informativa e não permite definir diagnóstico ou tratamento pela internet.


  • Tomei clonazepam vencido. Isso pode afetar o implanon? Para me tranquilizar, seria melhor usar 7 dia

    Tomei clonazepam vencido. Isso pode afetar o implanon? Para me tranquilizar, seria melhor usar 7 dias de preservativo até que se restabeleça a eficácia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Pelas interações medicamentosas conhecidas, o clonazepam não é considerado um medicamento que reduza a eficácia do Implanon® (etonogestrel). O principal problema ocorre com medicamentos que induzem enzimas hepáticas, especialmente CYP3A4, acelerando a eliminação do etonogestrel. O clonazepam não apresenta esse efeito indutor.
    O fato de o clonazepam estar vencido também não cria uma interação conhecida com o implante. Entretanto, medicamentos vencidos não devem ser utilizados, pois sua estabilidade e eficácia não são mais garantidas. Portanto, apenas pelas informações relatadas, não há fundamento farmacológico para concluir que o clonazepam tenha reduzido a eficácia do Implanon. A própria bula orienta método contraceptivo adicional por 28 dias após medicamentos realmente indutores enzimáticos, e não simplesmente por qualquer medicamento utilizado.
    Como decisões contraceptivas dependem também do tempo de colocação do implante e de outros medicamentos em uso, é importante confirmar seu caso com o ginecologista ou médico responsável.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica nem constitui orientação contraceptiva individualizada.


  • Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila

    Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscilações de humor como mania e hipomania e depressão leve?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Ouvir vozes “dentro da cabeça” PODE corresponder a uma alucinação auditiva. O que define a alucinação não é só parecer vir de dentro ou de fora da cabeça, mas a experiência de uma voz percebida como involuntária, com qualidade própria e diferente do pensamento habitual.
    Porém, isso isoladamente não permite diagnosticar transtorno esquizoafetivo. Esse diagnóstico exige avaliar cuidadosamente a relação ao longo do tempo entre sintomas psicóticos e episódios de humor. Além disso, “oscilações” precisam preencher critérios de episódios de mania, hipomania ou depressão — pequenas variações de humor não são suficientes. É como montar uma linha do tempo: mais importante do que cada sintoma isolado é entender quando ele aparece, quanto dura e como se relaciona com os demais.
    Se você estiver nessa situação, uma avaliação psiquiátrica detalhada é fundamental para diferenciar alucinação, pensamentos intrusivos, fenômenos dissociativos e outros tipos de experiências internas. Procure seu psiquiatra.

    Esta resposta é informativa e não estabelece diagnóstico individual.


  • Estou há 4 meses tomando 40mg de fluoxetina, as crises passaram, mas a tensão persiste. Foi aumentad

    Estou há 4 meses tomando 40mg de fluoxetina, as crises passaram, mas a tensão persiste. Foi aumentada a dose para 60mg. Devo esperar melhora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, é possível esperar melhora após o aumento para 60 mg, mas o efeito não costuma ser imediato. A fluoxetina tem meia-vida longa e, após uma mudança de dose, pode levar cerca de 2 a 4 semanas para que o organismo se aproxime de um novo equilíbrio. A melhora clínica da ansiedade pode continuar acontecendo ao longo de 4 a 8 semanas após o ajuste, às vezes até mais lentamente. É como aumentar a potência de um tratamento que já está funcionando parcialmente: a mudança química começa antes, mas os circuitos cerebrais levam algumas semanas para “acompanhar” essa mudança. Como as crises já melhoraram, isso pode ser um sinal de resposta parcial. Se a tensão permanecer importante após algumas semanas na nova dose, vale reavaliar com seu médico.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de trat

    Estou tomando sertralina zoloft 50mg há aproximadamente 15 dias e passei os 8 primeiros dias de tratamento tomando sertralina zoloft 25mg, totalizando 23 dias de tratamento para Transtorno Obssessivo Compulsivo, porém ainda não senti melhora, sinto que estou cada vez mais confusa sobre o que sou eu e o que é o TOC. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Com apenas 23 dias de tratamento, ainda é cedo para concluir que a sertralina não funcionará. No TOC, a resposta aos antidepressivos costuma ser mais lenta: diretrizes consideram geralmente um período de 8 a 12 semanas para avaliar adequadamente a resposta.
    Além disso, no TOC frequentemente são necessárias doses mais altas do que aquelas utilizadas para depressão. A sertralina é utilizada habitualmente entre 50 e 200 mg/dia. Porém, isso não significa que a dose deva ser aumentada rapidamente: a titulação é gradual, conforme resposta e tolerabilidade, porque algumas pessoas respondem a doses menores e doses maiores podem aumentar efeitos adversos.
    Um ponto tão importante quanto a medicação é a psicoterapia, principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR/ERP), considerada um dos tratamentos de primeira linha para o TOC. Ela ajuda justamente a aprender a reconhecer os pensamentos obsessivos sem precisar analisá-los ou responder às compulsões.

    Converse com seu psiquiatra sobre essa sensação de não saber “o que é você e o que é o TOC”, especialmente se estiver piorando. Não ajuste a dose por conta própria, pois é perigoso.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


  • Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d

    Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo depois não surte mais o efeito, parece que o medicamento fica fraco. Minha pergunta é, eu poderia pedir ao meu psiquiatra que me receita-se 3 ampolas de haldol decanoato de 15 em 15 dias. Nesse período de 15 dias eu geralmente me sinto bem com a injeção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Você pode e DEVE RELATAR isso ao seu psiquiatra, porque perceber melhora nas primeiras semanas e piora antes da próxima aplicação pode sugerir que o esquema atual precisa ser reavaliado. Porém, isso não significa necessariamente que a solução seja aumentar muito a dose ou aplicar a cada 15 dias.
    O haloperidol decanoato é uma formulação de longa ação, com meia-vida de aproximadamente 3 semanas, e seu efeito depende de vários fatores: dose, intervalo entre aplicações, metabolismo individual, tempo de tratamento e também da própria evolução do quadro. Diretrizes como o Maudsley destacam que ajustes de antipsicóticos injetáveis de longa ação devem ser feitos com cautela, avaliando eficácia, efeitos adversos e risco de acúmulo.
    O mais adequado é dizer ao seu psiquiatra exatamente o que você percebe: “fico bem por cerca de 15 dias e depois sinto piora”. Essa informação é muito útil para ele decidir se faz sentido ajustar dose, intervalo, investigar outros fatores ou considerar outra estratégia.
    Não é seguro definir pela internet um aumento para 3 ampolas ou reduzir o intervalo das aplicações. Essa decisão precisa ser individualizada pelo médico que conhece seu diagnóstico, resposta anterior e efeitos colaterais.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica.


  • Faço uso de carbolitium CR e clozapina e mesmo assim meu humor não estabilizou e além disso ando com

    Faço uso de carbolitium CR e clozapina e mesmo assim meu humor não estabilizou e além disso ando com muita irritabilidade. Ouvi dizer que lítio junto com aripiprazol é uma boa combinação para estabilização do humor. Minha questão é relato a minha queixa ao meu psiquiatra e peço a ele que adicione ao tratamento o aripiprazol ou deixo que ele avalie por conta própria com base nas minhas queixas? Como devo me proceder? Desde já agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Você pode — e deve — levar essa dúvida ao seu psiquiatra. Uma boa relação médico-paciente permite discutir possibilidades de tratamento sem que isso signifique “pedir uma receita”. Você pode dizer: “Li sobre a associação de lítio com aripiprazol. Isso faria sentido no meu caso?”

    Existe evidência de bom nível para essa combinação no transtorno bipolar. As diretrizes CANMAT/ISBD consideram aripiprazol associado ao lítio uma opção de primeira linha tanto para mania quanto para manutenção em determinadas situações. Estudos randomizados também mostraram redução do risco de recaída quando aripiprazol foi associado ao lítio ou valproato.

    Porém, seu caso merece uma avaliação especialmente individualizada porque você já utiliza lítio + clozapina, uma combinação geralmente reservada para quadros mais complexos ou resistentes. Antes de simplesmente acrescentar outro medicamento, o psiquiatra precisa entender o que essa irritabilidade representa, verificar resposta anterior, efeitos adversos, nível sérico do lítio, adesão e outros fatores.

    Pense na consulta como uma decisão em equipe: você traz os sintomas, preocupações e preferências; o médico organiza essas informações com o conhecimento técnico e, juntos, discutem a estratégia mais adequada.

    Não acrescente ou modifique medicamentos por conta própria. Esta resposta é informativa e não define qual tratamento é indicado para o seu caso.


  • Efeitos colaterais no inicio do uso do Aymee, acordei com corpo mole, Lassidão, é normal?

    Efeitos colaterais no inicio do uso do Aymee, acordei com corpo mole, Lassidão, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Sim, pode acontecer no início do uso do Aymee® (vilazodona). A bula descreve fadiga, sonolência e sedação entre as reações adversas observadas nos estudos clínicos.
    A vilazodona atua aumentando a serotonina e também modulando receptores 5-HT1A. Nas primeiras semanas, o cérebro ainda está se adaptando a essa mudança, e algumas pessoas podem sentir “corpo mole”, cansaço ou sonolência. Esses sintomas frequentemente melhoram com a adaptação ao tratamento.
    Se a lassidão for muito intensa, persistir, piorar ou vier acompanhada de desmaio, confusão, febre ou outros sintomas importantes, é indicado procurar avaliação médica. Não altere a dose por conta própria.

    Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


  • Porque mesmo tomando antipsicóticos e estabilizadores de humor eu não estabilizo e continuo tendo cr

    Porque mesmo tomando antipsicóticos e estabilizadores de humor eu não estabilizo e continuo tendo crises? Parece que nenhum remédio faz efeito em mim. O que devo relatar ao meu psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Duarte de Freitas

    Isso pode acontecer, e não significa necessariamente que “nenhum remédio funciona”. Antipsicóticos e estabilizadores atuam sobre a parte biológica da vulnerabilidade, mas as crises também podem ser influenciadas por sono, estresse, uso de substâncias, conflitos, rotina e pela forma como você interpreta e reage às situações. Às vezes, certos padrões de pensamento e comportamento acabam mantendo o problema. Por exemplo: antecipar constantemente que algo dará errado, evitar situações por medo ou permanecer repetidamente em ambientes que funcionam como gatilho pode manter o cérebro em estado de alerta. É como diminuir o volume do alarme com a medicação, mas continuar vivendo em situações que fazem esse alarme disparar.
    Na consulta, vale relatar quando as crises acontecem, o que costuma ocorrer antes delas, como está seu sono, se há uso de álcool ou outras substâncias, efeitos adversos, adesão ao tratamento e quais situações parecem piorar ou melhorar os sintomas. Muitas vezes, além de revisar a medicação, a psicoterapia ajuda a identificar esses padrões e desenvolver formas diferentes de lidar com os gatilhos.

    Esta resposta é informativa e não substitui avaliação médica individualizada.


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Perguntas frequentes

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