Perguntas do paciente (743)

  • Por que estudar canhotismo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Por que estudar canhotismo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Porque o canhotismo está associado a padrões menos típicos de lateralização cerebral, e o TPB envolve alterações na regulação emocional e na integração hemisférica. Estudar essa relação ajuda a compreender possíveis marcadores neurodesenvolvimentais, sem pressupor causalidade ou caráter patológico do canhotismo.


  • Canhotos são mais sensíveis emocionalmente? .

    Canhotos são mais sensíveis emocionalmente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Não necessariamente. Não existe comprovação de que canhotos sejam mais sensíveis emocionalmente. O que alguns estudos mostram é que pode haver diferenças na forma como as emoções são processadas no cérebro, mas a sensibilidade emocional depende muito mais da história de vida, do ambiente e do temperamento do que da lateralidade.


  • Canhotos processam o medo de forma diferente? .

    Canhotos processam o medo de forma diferente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Pode haver pequenas diferenças na forma como o cérebro organiza o processamento do medo, com maior envolvimento do hemisfério direito em alguns canhotos. Isso não significa sentir mais medo, mas sim possíveis diferenças na percepção e na regulação emocional frente a situações ameaçadoras.


  • Por que se estuda a relação entre canhotismo e psicopatologia?

    Por que se estuda a relação entre canhotismo e psicopatologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Porque o canhotismo está relacionado a padrões menos comuns de lateralização cerebral, e algumas psicopatologias também envolvem alterações no neurodesenvolvimento. O interesse é compreender possíveis associações e marcadores de risco, não tratar o canhotismo como causa ou doença.


  • Qual a importância da psicometria na avaliação neuropsicológica?

    Qual a importância da psicometria na avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A psicometria é fundamental porque garante que os instrumentos usados na avaliação neuropsicológica sejam válidos, confiáveis e padronizados. Ela permite medir o funcionamento cognitivo de forma objetiva, comparar o desempenho do paciente com normas da população e reduzir a subjetividade da avaliação. Sem a psicometria, a avaliação ficaria baseada apenas em impressões clínicas, o que compromete a precisão diagnóstica e a tomada de decisão clínica.


  • Qual é a diferença entre psicometrista e psicólogo clínico ?

    Qual é a diferença entre psicometrista e psicólogo clínico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O psicometrista aplica e corrige testes psicológicos seguindo os protocolos, mas não faz interpretação clínica nem diagnóstico. Já o psicólogo clínico é quem integra os dados, interpreta os resultados, formula hipóteses diagnósticas, faz a devolutiva e conduz o processo terapêutico.


  • Quais as contribuições da psicomotricidade no canhotismo?

    Quais as contribuições da psicomotricidade no canhotismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A psicomotricidade ajuda na organização do esquema corporal, da lateralidade e da coordenação motora, além de integrar aspectos emocionais e cognitivos. No caso dos canhotos, contribui para facilitar a adaptação motora e reduzir dificuldades causadas por exigências inadequadas.


  • Quem avalia as disfunções motoras? .

    Quem avalia as disfunções motoras? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A avaliação costuma ser feita por uma equipe multiprofissional. O psicólogo, especialmente o neuropsicólogo, avalia os impactos cognitivos e funcionais. O terapeuta ocupacional e o fisioterapeuta avaliam os aspectos motores, e o neurologista entra quando há suspeita de condição neurológica.


  • Como desenvolver a coordenação motora fina das crianças canhotas?

    Como desenvolver a coordenação motora fina das crianças canhotas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O principal é respeitar a lateralidade da criança e não forçar a troca de mão. Também é importante adaptar materiais, orientar a posição da folha e estimular atividades como recorte, desenho, encaixes e jogos que trabalhem a pinça e o controle motor, sempre no ritmo da criança.


  • A lateralidade afeta a memória operacional? .

    A lateralidade afeta a memória operacional? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Não de forma direta. A lateralidade pode influenciar a maneira como a informação é organizada e processada, já que em canhotos as funções tendem a ser mais bilaterais. Ainda assim, não há evidência de prejuízo na memória operacional.


  • Quais as dificuldades motoras finas de canhotos? .

    Quais as dificuldades motoras finas de canhotos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    As principais dificuldades costumam aparecer em contextos feitos para destros, como escrita, uso de tesoura ou materiais escolares. Podem surgir problemas iniciais de postura, direção do traço e precisão motora, muito mais por falta de adaptação do ambiente do que por dificuldade neurológica.


  • Quais os benefícios da abordagem ecológica para o paciente com Transtorno misto ansioso e depressivo

    Quais os benefícios da abordagem ecológica para o paciente com Transtorno misto ansioso e depressivo (TMAD) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A abordagem ecológica ajuda a identificar fatores ambientais que mantêm a ansiedade e a depressão, como sobrecarga, isolamento, padrões de sono e rotina desorganizada. Ela favorece intervenções práticas, melhora o engajamento do paciente, fortalece recursos cotidianos e contribui para a redução gradual dos sintomas.


  • Quais os benefícios da abordagem ecológica para o paciente com Transtorno de Personalidade Borderlin

    Quais os benefícios da abordagem ecológica para o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    A abordagem ecológica permite compreender o paciente no seu contexto real de vida, considerando relações, ambiente, rotina e demandas cotidianas. Isso favorece intervenções mais concretas, melhora a regulação emocional no dia a dia, reduz crises relacionais e ajuda o paciente a desenvolver estratégias mais adaptativas fora do setting terapêutico.


  • Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado

    Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, principalmente quando ocorrem de forma recorrente e sem causa clínica clara. A ansiedade pode provocar ativação intensa do sistema nervoso autonômico, gerando sintomas físicos como tremores, tontura, náusea e sensação de fraqueza. Ainda assim, é importante descartar causas médicas antes de atribuir os sintomas exclusivamente à ansiedade.


  • Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desc

    Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desculpa ?
    Terminei meu relacionamento em 2022 após atitudes dela que considerei desrespeitosas. Em seguida, foquei nos estudos para concurso, mas senti muita falta dela. Ao ver, pelas redes sociais, que ela já estava com outra pessoa, sofri muito, pois escolhi ficar sozinho por respeito ao que tivemos. Mesmo assim, procurei-a para pedir desculpas, porém fui tratado de forma humilhante. Ela disse que eu fui insuficiente, que o outro lhe dava tudo o que merecia e que já conversava com ele durante nosso namoro e que já não via expectativas mais em mim. Essas palavras me machucam até hoje. Além disso, ela expunha o relacionamento nas redes sociais, o que senti como uma tentativa de me atingir.

    No final de 2023, ela me procurou pedindo amizade. Aceitei conversar pessoalmente, pois precisava entender por que fui tratado daquela forma. Durante o encontro, ela não soube responder e ainda fez comentários elogiando meus amigos dizendo " eu sempre achei o fulano um gatinho ", o que me deixou profundamente magoado e desrespeitado.

    Em 2025, iniciei terapia, reconheci meus erros e mudei muito. Ainda assim, tinha esperança de que pudéssemos conversar e resolver as coisas. Quando soube que ela iniciou outro relacionamento, sofri novamente, principalmente ao ver que ela passou a agir de forma diferente, fazendo com o outro o que eu sempre pedi. Isso me causou muita dor e sensação de injustiça.

    Fiquei três anos sem me envolver com ninguém, por ainda ter sentimentos e por não estar bem emocionalmente. Hoje, penso nisso todos os dias, sinto que perdi minha identidade, meu valor e minha dignidade. O que mais me machuca é ela nunca ter pedido desculpas e seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Tudo o que eu queria era um pedido de desculpas sincero. Estamos em 2026 e não consigo encerrar, superar e seguir.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Quando alguém que amamos nos humilha, nos desqualifica e nunca se responsabiliza, o que fica não é só a dor do término. Fica uma ferida ligada ao valor pessoal e à identidade. Não dói apenas perder a pessoa, dói perder a sensação de ter sido respeitado, reconhecido e validado no que se viveu. Por isso essa história continua viva dentro de você, mesmo depois de tantos anos.

    O que te prende não é exatamente o amor, mas a ausência de reparação. O pedido de desculpas que nunca veio virou, sem que você percebesse, a condição para conseguir seguir. Enquanto ele não acontece, a mente retorna à cena tentando entender, corrigir, encontrar justiça. Isso cansa, desgasta e faz você sentir que perdeu quem era antes de tudo isso.

    Ver ela oferecer ao outro o que você pediu aprofunda a ferida porque reforça a sensação de insuficiência e injustiça. Mas esse movimento não define o seu valor. Ele fala muito mais do funcionamento emocional dela do que de quem você foi. Pessoas que não conseguem lidar com culpa tendem a seguir adiante como se nada tivesse acontecido, porque parar exigiria reconhecer o dano causado.

    A dor que permanece é um luto sem fechamento. Não houve conversa reparadora, não houve validação, não houve cuidado. E sem isso o luto não se organiza, vira repetição, ruminação e autoacusação. Aceitar que talvez nunca haja um pedido de desculpas é uma das partes mais difíceis, mas também uma das mais libertadoras, porque desloca o centro da sua dignidade de volta para você.

    Seguir adiante não significa esquecer, nem perdoar à força. Significa parar de esperar que o outro confirme que você teve valor. O fechamento não virá dela. Ele precisa ser construído a partir do reconhecimento interno de que você errou em alguns pontos, mas não mereceu ser humilhado, comparado ou descartado.

    Se isso ainda dói em 2026, não é porque você falhou em superar. É porque essa experiência tocou algo muito profundo e ainda pede elaboração, cuidado e espaço para existir. Quando essa dor encontra lugar, ela deixa de definir quem você é e passa a ser apenas parte da sua história, não o centro dela.


  • Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des

    Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Essa dor não é apenas luto, é exaustão emocional acumulada por anos de batalha. Vocês não perderam apenas um filho, perderam um projeto de futuro construído com muito esforço, esperança e amor. O corpo e a mente ainda estão em estado de choque. Nos primeiros dias e semanas, não existe “lidar bem”, existe sobreviver emocionalmente. Chorar, sentir vazio, revolta, confusão ou anestesia são respostas normais diante de uma perda dessa magnitude.


  • Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá.

    Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá. Meus pais decidiram vir para a Itália me visitar... Eu sou praticamente casada, não oficialmente, mas moramos juntos. O fato é: temos um apartamento de um quarto e já tinha sido decidido que esse período que meus pais estivessem aqui eles ocupariam o quarto, afinal seria somente um mês. Eu e meu namorado ficamos hospedados na casa da minha tia. Enfim, foi tudo maravilhoso, um momento único pra mim, sinceramente uma das melhores coisas que aconteceu desde que mudei de país, menos o fato que meu namorado foi extremamente inconveniente e arrogante durante toda a estadia dos meus pais. Me tratando mal e sendo desrespeitoso inclusive na frente deles, motivo: “fiquei estressado pelo fato de sair da rotina”. Eu expus tudo, como tinha me magoado, como eu queria que nesse momento tão importante para mim ele tivesse tido a empatia e paciência que eu tenho quando, por exemplo, os pais dele vem me visitar. O que recebi foi “você é exagerada”. Eu entendo o lado dele, mas não consigo passar por cima do fato que num momento tão importante para mim era melhor não ter ele por perto do que ter. Estou em um dilema entre perdoar ou ir adiante.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O dilema que você vive não é apenas entre perdoar ou seguir, mas entre minimizar a própria dor ou respeitá-la. O comportamento do seu namorado ocorreu em um momento altamente significativo para você e foi marcado por desrespeito e invalidação emocional. O fato de ele justificar como “estresse” e responder que você é exagerada dificulta a reparação. Perdoar só é possível quando há reconhecimento do impacto causado. Seguir adiante, por outro lado, não significa falta de amor, mas cuidado consigo. A pergunta central talvez seja: esse vínculo consegue oferecer empatia e segurança emocional em momentos importantes da sua vida?


  • sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas

    sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas das vezes são especialistas em apenas um transtorno? sinto que talvez eu tenha borderline e transtorno sexual compulsivo, ai preciso ser consultado por dois especialistas então? o problema é que nem todo mundo pode arcar com os custos disso, e dessa forma acabar não tratando de seus problemas, é complicado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    Não é necessário consultar um especialista para cada transtorno suspeitado. Um bom profissional em saúde mental trabalha com avaliação clínica ampla, considerando comorbidades e hipóteses diagnósticas ao longo do processo. Diagnósticos como Transtorno de Personalidade Borderline e comportamento sexual compulsivo frequentemente compartilham bases emocionais comuns, como impulsividade, dificuldade de regulação afetiva e padrões relacionais. O mais importante é um acompanhamento contínuo e acessível, não múltiplos rótulos isolados.


  • Qual é o objetivo do estudo da psicologia das cores?

    Qual é o objetivo do estudo da psicologia das cores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    O objetivo da psicologia das cores é compreender como as cores se relacionam com estados emocionais, processos perceptivos, expressão afetiva e funcionamento psíquico. No contexto clínico, não se trata de significados fixos, mas de entender como o sujeito utiliza as cores para expressar conflitos, recursos emocionais, modos de adaptação e organização interna.


  • Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana

    Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Ferriolli

    De forma geral, o consumo ocasional e moderado de álcool não é formalmente contraindicado com o Brintellix (vortioxetina). No entanto, o álcool pode aumentar efeitos como sonolência, tontura, lentificação cognitiva e piora do humor em algumas pessoas. Em momentos de maior vulnerabilidade emocional, o álcool também pode intensificar tristeza ou ansiedade. O ideal é evitar excessos, observar como o corpo reage e, se possível, confirmar com o médico prescritor, especialmente se houver outros medicamentos em uso ou histórico de sensibilidade ao álcool.


Perguntas frequentes

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