Perguntas do paciente (13)
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durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado
durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado (funcionalidade, vindo trabalhar, socializando, sono, despertar sem angústia, ausência de novas crises, apetite….) mas ainda permanecerem alguns do tipo despersonalização / sensação de estar agindo no “piloto automático” mesmo sem crises de fato ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Isso pode acontecer durante a recuperação de uma crise de ansiedade. Enquanto lia seu texto, pensei também na possibilidade de burnout associado.
Com a melhoria da crise de ansiedade na funcionalidade, sono, apetite, socialização e ausência de novas crises, alguns sintomas podem persistir por mais tempo, como os que você descreveu.
Isso não significa necessariamente que a ansiedade esteja piorando, pode fazer parte do processo de cura. O mais importante é observar a tendência geral de melhora.
Observe se também há exaustão mental, dificuldade de concentração, redução da motivação. Se estiver, seria interessante passar por uma avaliação médica.
Espero ter ajudado de alguma maneira.
Atenciosamente,
Dr Gabriel Garcia
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Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível haver alguns sintomas sim, mas isso não significa que vá te fazer mal. No início, pode haver náusea, dor de cabeça, sonolência/insônia ou aumento transitório da ansiedade. Geralmente melhora nas primeiras semanas.
Como você trabalha à noite, vale observar principalmente sono e disposição. O horário pode ser ajustado conforme sua resposta.
Se o receio é grande, começar com dose mais baixa e subir gradualmente, conforme orientação médica, costuma melhorar a tolerabilidade.
Espero ter ajudado de alguma maneira.
Atenciosamente,
Dr Gabriel Garcia
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Na segunda feira recebi dipirona na veia do pulso e senti um choque na hora e hoje é sexta e ainda,
Na segunda feira recebi dipirona na veia do pulso e senti um choque na hora e hoje é sexta e ainda, dependendo de qual movimento faço ainda sinto esse choque pegando o dedo indicador e levemente formigando, quando aperto levemente o pulso também sinto o choque. Esses sintomas melhoram naturalmente ou devo procurar o médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que a punção da veia tenha causado uma irritação. A sensação de "choque", formigamento e a irradiação para o dedo indicador são sintomas que podem acontecer e, na maioria das vezes, tendem a melhorar espontaneamente ao longo de dias ou semanas.
No entanto, como os sintomas persistem após alguns dias, é recomendável que você seja reavaliado, principalmente se eles estiverem intensos, piorando ou se surgirem fraqueza na mão, perda de sensibilidade ou dificuldade para movimentar os dedos.
Enquanto isso, evite pressionar o local ou fazer movimentos que desencadeiem a dor. Uma avaliação médica poderá verificar se houve apenas uma irritação temporária do nervo ou se é necessário algum tratamento específico.
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Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela man
Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela manhã:
Hibisco, chá verde, matte ou espinheira santa.
Eu tomo a sertralina somente as 23hRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não há uma interação importante conhecida entre a sertralina e esses chás em quantidades habituais. O hibisco e a espinheira-santa, por exemplo, não costumam trazer problemas nesse contexto. Já o chá verde e o mate merecem mais atenção por conterem cafeína, que em algumas pessoas pode aumentar ansiedade, palpitação ou prejudicar o sono. No caso do chá verde, ele também contém L-teanina, um composto que pode favorecer relaxamento e, em algumas pessoas, atenuar parte dos efeitos de estimulação da cafeína. (Não recomendo tomá-los à tarde ou à noite).
Inclusive, nos meus pacientes, costumo recomendar que a sertralina seja tomada pela manhã, mas, como no seu caso foi orientada para as 23h, é importante conferir com o médico que fez essa orientação e conversar sobre os chás também.
Uma coisa que eu te recomendaria é fazer um teste individual, porque a resposta aos chás pode variar bastante. Você pode, por exemplo, passar uma semana sem nenhum deles e observar como se sente. Depois, experimentar apenas um dos chás por 3 a 5 dias (o mesmo chá todos os dias), observar seu corpo e como se sente, pausar no sábado e domingo e, na semana seguinte, testar outro chá.
Assim você consegue perceber com mais clareza como cada chá interfere no seu sono, ansiedade, disposição e bem-estar.
Eu gosto de trabalhar inclusive prescrevendo chás, então gostei da sua pergunta. Espero ter ajudado de alguma maneira.
Atenciosamente,
Dr. Gabriel Garcia
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Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?
Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, nem toda tristeza e choro é um sinal de adoecimento e pode acontecer mesmo durante o uso de um antidepressivo. A questão é entender a causa disso, a frequência, a intensidade e a forma como você está lidando com essa tristeza, para diferenciar uma resposta emocional natural de algo que mereça uma investigação mais aprofundada.
Além do acompanhamento médico, o suporte psicológico pode ajudar muito nesse processo.
No meu trabalho, além da medicina, também atuo como mentor para o desenvolvimento humano e busco entender como a mente de cada pessoa funciona: suas crenças, a forma como ela se relaciona consigo mesma, como lida com conflitos, frustrações e suas questões existenciais.
Também trabalho com práticas integrativas que podem ajudar nesse processo de autoconhecimento e regulação emocional. Na minha visão, a medicação é metade do tratamento. Ter um suporte psicológico adequado é a outra parte e pode ser fundamental para o seu desenvolvimento e processo terapêutico.
Atenciosamente,
Dr. Gabriel Garcia
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Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse
Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse e o lyberdia, pq o genérico dele não se dei bem? Não era p da o mesmo efeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Venvanse e o Lyberdia têm o mesmo princípio ativo: a lisdexanfetamina. Portanto, quando falamos de um genérico de lisdexanfetamina, estamos falando da mesma molécula. O medicamento precisa cumprir critérios de bioequivalência para ser aprovado como genérico.
Já o Atentah e a Ritalina são medicamentos diferentes. O Atentah contém atomoxetina e a Ritalina contém metilfenidato. Ou seja, cada medicamento atua de uma maneira diferente no cérebro e em vias diferentes. Por isso, é perfeitamente possível você se adaptar muito bem a um e não se adaptar a outro.
No caso do genérico, embora o princípio ativo seja o mesmo, algumas pessoas relatam perceber diferença em relação ao medicamento de referência. Isso pode estar relacionado aos excipientes, às características da formulação e a pequenas diferenças na absorção e na exposição ao medicamento, mesmo dentro dos limites considerados bioequivalentes. Isso não significa que o genérico seja inferior, mas que a resposta individual pode variar.
Então, se você percebeu que Venvanse e Lyberdia funcionam bem para você, mas determinado genérico não, vale observar exatamente qual produto você utilizou, qual dose e o que mudou na sua resposta. Com essas informações, seu médico pode avaliar se faz sentido manter aquele produto ou testar outra apresentação de lisdexanfetamina.
Atenciosamente,
Dr. Gabriel Garcia
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Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando
Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Duas semanas ainda podem ser pouco tempo para avaliar o efeito completo desses medicamentos. A fluoxetina, por exemplo, pode levar 4 semanas ou mais para apresentar seu efeito pleno, então ainda pode haver melhora ao longo das próximas semanas.
Por isso, eu recomendaria retornar ao médico que prescreveu para avaliar a evolução, principalmente porque você está usando desvenlafaxina e fluoxetina em conjunto. Como eu não conheço sua história clínica, não sei qual foi exatamente a indicação dessa combinação nem quais hipóteses o médico está tratando.
Além disso, pela dificuldade importante de socialização e pelos pensamentos acelerados, eu consideraria também uma avaliação neuropsicológica. Às vezes existe alguma característica de neurodivergência ou outro padrão de funcionamento que pode estar sendo interpretado apenas como ansiedade. Entender como a pessoa funciona, e não apenas quais sintomas ela apresenta, pode ajudar bastante a direcionar o tratamento.
Digo isso, pois trabalho com neurodivergentes também e pensei nisso enquanto te respondia.
Então, sim: ainda pode haver melhora, e eu não concluiria com apenas duas semanas que o tratamento não está funcionando.
Atenciosamente,
Dr. Gabriel Garcia
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Bom fim. Tomo velija há quase 3 anos, e desde então meus sintomas da fibromialgia quase desaparecera
Bom fim. Tomo velija há quase 3 anos, e desde então meus sintomas da fibromialgia quase desapareceram. Porém, tenho tido esquecimentos importantes, como perder exames por confundir datas. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fico feliz em saber que o tratamento tem proporcionado uma melhora importante dos seus sintomas da fibromialgia.
Como você relata que os esquecimentos estão impactando sua vida, vale a pena conversar com o médico que acompanha seu caso para uma avaliação mais integral, considerando sua rotina, seus sintomas e a evolução do tratamento.
Nessa avaliação, será possível investigar se os esquecimentos podem ter alguma relação com o tratamento ou se podem estar associados a outros fatores, como qualidade do sono, estresse, ansiedade ou outras condições clínicas.
A partir disso, o médico poderá definir se há necessidade de alguma investigação complementar ou de ajustar a estratégia terapêutica.
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Olá, peguei 6 pontos na cabeça e já fazem dois dias do ocorrido. Meu cabelo está muito sujo. Posso l
Olá, peguei 6 pontos na cabeça e já fazem dois dias do ocorrido. Meu cabelo está muito sujo. Posso lavar o cabelo com shampoo infantil/neurtro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Em geral, já é possível lavar o cabelo no mesmo dia em que os pontos são realizados, desde que não haja uma orientação diferente do médico que fez o procedimento.
Você pode lavar o couro cabeludo com água e um shampoo suave, como um shampoo infantil ou neutro. Não há problema em limpar delicadamente a região, inclusive ao redor dos pontos. A higiene ajuda a reduzir o risco de infecção e os pontos costumam ter resistência suficiente para suportar uma lavagem cuidadosa.
Se notar aumento da dor, vermelhidão intensa, saída de pus, febre ou se os pontos se abrirem, procure uma reavaliação médica.
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Tomo Clinazepam a mais de 20 anos e o médico pediu para trocar por Lorazep 2 mg e não estou consegui
Tomo Clinazepam a mais de 20 anos e o médico pediu para trocar por Lorazep 2 mg e não estou conseguindo dormir. Que devo fazer? Sou idoso tenho 70 anos!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O clonazepam e o lorazepam pertencem à mesma classe de medicamentos, chamada benzodiazepínicos. Quando esses medicamentos são utilizados por muitos anos, o cérebro pode se adaptar à sua presença, o que faz com que mudanças no tratamento precisem ser feitas com bastante cuidado e, muitas vezes, de forma gradual.
A dificuldade para dormir após a troca pode estar relacionada a esse processo, mas é importante que isso seja avaliado pelo médico que acompanha seu caso. Se possível, também vale a pena uma avaliação com um psiquiatra, que é o especialista mais indicado para conduzir o ajuste desses medicamentos e avaliar a melhor estratégia para o seu caso.
Como você tem 70 anos, esse acompanhamento é ainda mais importante, pois o uso prolongado de benzodiazepínicos nessa faixa etária exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.
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Se o desmame do escitalopram for forte, seria uma "involução" voltar a usar o mesmo? Raiva, impaciên
Se o desmame do escitalopram for forte, seria uma "involução" voltar a usar o mesmo? Raiva, impaciência, nervos "frágeis", choro mais fácil etc. são os sintomas q ficaram após o desmame. Será o escitalopram mais forte do que a fluoxetina ou paroxetina, q consegui fazer o desmame médico no passado? O cérebro está "gritando" pelo escitalopram? OBG!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve podem acontecer durante o desmame de antidepressivos, mas isso não significa necessariamente que o cérebro esteja "gritando" pelo escitalopram ou que voltar a usá-lo represente uma involução.
É importante diferenciar duas situações: sintomas da síndrome de descontinuação do medicamento e o retorno do transtorno que motivou o tratamento. Essa distinção depende de uma avaliação individual, considerando quando os sintomas começaram, sua intensidade e como tem sido sua evolução.
Também não é possível afirmar que o escitalopram seja "mais forte" que a fluoxetina ou a paroxetina. Cada antidepressivo tem características próprias, e cada pessoa pode responder de forma diferente ao tratamento e ao desmame.
Como esses sintomas estão causando sofrimento, recomendo que você converse com o médico que acompanha seu tratamento antes de tomar qualquer decisão. Em alguns casos, pode ser necessário desacelerar o desmame, ajustar a medicação, sugerir novas possibilidades de tratamento e suporte e reavaliar a estratégia terapêutica.
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Pregabalina para os ataques de ansiedade agudos serve? Diminui os riscos dos ataques agudos de ansie
Pregabalina para os ataques de ansiedade agudos serve? Diminui os riscos dos ataques agudos de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pregabalina pode fazer parte do tratamento de alguns transtornos de ansiedade, no entanto, ela não costuma ser a primeira escolha para aliviar uma crise aguda de ansiedade, pois seu efeito não é imediato.
Se o objetivo é reduzir a frequência ou a intensidade das crises ao longo do tempo, ela pode ser uma opção em alguns pacientes, mas isso depende da causa da ansiedade, dos sintomas e do histórico de cada pessoa.
Se você está tendo ataques de ansiedade frequentes ou intensos, vale a pena passar por uma avaliação médica para entender o que está desencadeando essas crises e definir a estratégia de tratamento mais adequada, que pode incluir remédios, psicologia, medicamentos naturais, dentre outras possibilidades.
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Oi. Duloxetina pode substituir bem o escitalopram na fobia social? OBG por responder.
Oi.
Duloxetina pode substituir bem o escitalopram na fobia social? OBG por responder.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A duloxetina e o escitalopram são antidepressivos, mas têm mecanismos de ação diferentes. Para a fobia social, o escitalopram é um dos medicamentos que apresenta melhores evidências e costuma trazer bons resultados em muitos pacientes.
Na minha prática, também considero importante olhar além da medicação. Além do tratamento medicamentoso, existem abordagens integrativas e mudanças no estilo de vida que podem contribuir para o controle da ansiedade social, sempre de forma individualizada e com base em evidências.
Também vale a pena investigar como essa ansiedade se manifesta no seu funcionamento como um todo, pois, em alguns casos, podem existir outras condições associadas que influenciam os sintomas e merecem atenção.
Se você está pensando em trocar o escitalopram pela duloxetina, o ideal é conversar com o médico que acompanha seu tratamento. Essa decisão deve levar em conta seus sintomas, sua resposta ao tratamento até o momento e os objetivos da terapia.
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