Perguntas do paciente (10)

  • Estou com cordoma de sacro, 9cm. A cirurgia será complicada, não seria melhor fazer radioterapia p

    Estou com cordoma de sacro, 9cm.
    A cirurgia será complicada, não seria melhor fazer radioterapia primeiro para diminuir o tumor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Olá! Obrigado pela pergunta.
    Quando possível, a cirurgia é o tratamento de escolha para o cordoma do sacro, pois oferece a melhor chance de controle da doença a longo prazo. O objetivo é realizar a ressecção completa do tumor, sempre equilibrando esse plano com os riscos de sequelas neurológicas e funcionais, que podem variar conforme o tamanho e a localização exata da lesão.
    A radioterapia — especialmente técnicas modernas como protonterapia ou radioterapia de alta precisão — pode ser utilizada em alguns casos, seja como complemento após a cirurgia ou, em situações específicas, quando a ressecção completa não é possível. Porém, como tratamento inicial para “reduzir” o tumor, ela geralmente não substitui a cirurgia.
    Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta imagem, sintomas, condições clinicas do paciente e impacto esperado do tratamento.
    Se desejar, fico à disposição para uma avaliação detalhada do seu caso.


  • Quais os tipos de glioma?meu namorado foi diagnosticado com ganglioglioma 1,4 x 0,6

    Quais os tipos de glioma?meu namorado foi diagnosticado com ganglioglioma 1,4 x 0,6

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Os gliomas são tumores que se originam das células de sustentação do sistema nervoso central, chamadas células da glia. Existem diferentes tipos de glioma, e eles podem variar bastante em comportamento, velocidade de crescimento e prognóstico.
    De forma simplificada, os principais tipos são:
    • Astrocitomas: originados dos astrócitos. Podem variar desde formas de crescimento lento até tumores mais agressivos, como o glioblastoma.
    • Oligodendrogliomas: geralmente apresentam crescimento mais lento e podem ter boa resposta ao tratamento em alguns casos.
    • Ependimomas: tumores mais relacionados às células que revestem os ventrículos cerebrais e o canal da medula.
    • Glioblastoma: é o glioma mais agressivo e de crescimento mais rápido.
    • Ganglioglioma: tumor mais raro, geralmente de baixo grau e crescimento lento, frequentemente associado a crises convulsivas.
    O ganglioglioma do seu namorado, com tamanho de 1,4 x 0,6 cm, é relativamente pequeno. Na maioria dos casos, esse tipo de tumor apresenta comportamento menos agressivo quando comparado a outros gliomas, especialmente aos gliomas de alto grau.
    Entretanto, a avaliação não depende apenas do tamanho da lesão. A localização no cérebro, os sintomas, as características da ressonância e principalmente o resultado anatomopatológico são fundamentais para entender o prognóstico e definir a necessidade de tratamento ou acompanhamento.
    Em muitos casos de ganglioglioma de baixo grau, principalmente quando é possível realizar ressecção completa, os resultados podem ser bastante favoráveis. Ainda assim, cada caso precisa ser analisado individualmente por uma equipe especializada em neurocirurgia e neurologia.


  • É grave e é caso cirúrgico? lesão expansiva extra axial isodensa em relação ao parênquima encefálica

    É grave e é caso cirúrgico? lesão expansiva extra axial isodensa em relação ao parênquima encefálica localizada na cisterna do Ângulo cerebelar do lado direito com aparente base de implante dural tentorial 4,3 x3,3cm

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    A gravidade e a indicação cirúrgica não dependem apenas do tamanho da lesão na tomografia ou ressonância. No caso de uma lesão expansiva extra-axial na região do ângulo cerebelar, vários fatores precisam ser analisados.

    Entre eles estão:

    - Condições clínicas do paciente: idade, comorbidades e presença de sintomas, como zumbido, perda auditiva, alterações de equilíbrio, dor de cabeça, formigamentos, fraqueza ou qualquer outro déficit neurológico.
    - Efeito da lesão nas estruturas vizinhas: se há compressão do tronco encefálico, hidrocefalia, edema ao redor ou sinais de hipertensão intracraniana.
    - Características da própria lesão: comportamento em exames anteriores (se há sinais de crescimento), presença de calcificações (que em geral sugerem evolução mais lenta), padrão de captação de contraste, limites, relação com vasos e nervos e o tipo de base de implantação dural, frequentemente compatível com meningioma e que ajuda a orientar o tratamento.
    - Preferência do paciente: sua vontade após compreender riscos, benefícios e alternativas terapêuticas.

    Mesmo lesões consideradas “grandes” podem ser apenas observadas se forem estáveis e assintomáticas; por outro lado, tumores menores podem exigir tratamento quando apresentam crescimento significativo ou repercussão clínica. Ou seja, cada caso é individual. Então, para dizer se é grave ou não, é necessário avaliar todos esses fatores em conjunto.

    A decisão entre cirurgia, radiocirurgia ou acompanhamento clínico depende da combinação de imagem, sintomas, evolução ao longo do tempo, perfil clínico e da preferência do paciente. O ideal é realizar uma avaliação completa em consulta, com exame neurológico e análise detalhada das imagens, para definir com segurança a melhor conduta.

    Será um prazer avaliar o caso em consulta e esclarecer todas as possibilidades de tratamento.


  • Minha mãe tá com um menigioma de forame magno/transição crânio-cervical 3,5 x 1,7 x 2,4 cm. Ela aind

    Minha mãe tá com um menigioma de forame magno/transição crânio-cervical 3,5 x 1,7 x 2,4 cm. Ela ainda tem a sensibilidade, mas está com muita dificuldade de locomoção. Praticamente o corpo todo parado, mexe só os dedos. Os risco dela ficar sem os movimentos após a cirurgia é alto ou baixo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Olá! Obrigado pela pergunta.
    Os meningiomas da região do forame magno / transição crânio-cervical ficam muito próximos ao tronco encefálico e à medula cervical alta — áreas extremamente delicadas, responsáveis pela força, pelos movimentos do corpo e também por funções como deglutição e respiração.
    Por isso, existe sim um risco de piora dos movimentos após a cirurgia, inclusive a possibilidade de perda temporária ou definitiva de movimentação. Esse risco depende do tamanho do tumor, do grau de compressão das estruturas neurológicas e das condições clínicas da paciente.
    Por outro lado, quando o tumor já está causando sintomas importantes, como dificuldade de locomoção e perda de força, a cirurgia costuma ser o tratamento indicado, pois é a melhor forma de aliviar a compressão e tentar recuperar a função neurológica. Em muitos casos, ela oferece a melhor chance de estabilização ou melhora.
    Há também a possibilidade de radiocirurgia ou radioterapia em casos específicos, especialmente quando o tumor é menor, tem baixo grau de compressão ou quando a condição clínica da paciente não permite cirurgia imediata.
    A decisão deve sempre equilibrar riscos e benefícios, considerando:
    o tamanho do tumor,
    o grau de compressão do tronco encefálico e da medula e a consequente sintomatologia,
    a velocidade de crescimento,
    as condições clínicas da paciente,
    e, claro, o desejo da própria paciente.
    Fico à disposição para avaliar o caso com mais detalhes e orientar sobre as melhores opções de tratamento. Para dizer com maior precisão quais são os riscos e benefícios de cada tratamento para sua mãe, eu realmente precisaria avaliá-la.


  • Boa tarde tenho um meningioma medindo cerca de 1,6x 1,4x1,9 cm formação expansiva extra-axial, local

    Boa tarde tenho um meningioma medindo cerca de 1,6x 1,4x1,9 cm formação expansiva extra-axial, localizada na fossa posterior à direita logo abaixo do tentorio.E necessário fazer cirurgia ou tem algum outro tratamento?
    Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Olá! Obrigado pela pergunta.
    Com essas informações, é difícil definir qual é o melhor tratamento. É fundamental avaliar as imagens da ressonância, conversar com você e realizar um exame neurológico. A decisão depende de vários fatores, como:
    o tamanho e a localização exata do meningioma;
    o grau de compressão sobre estruturas próximas (como cerebelo e tronco encefálico);
    a velocidade de crescimento do tumor;
    os sintomas que ele está causando;
    as condições clínicas do paciente;
    e, claro, o desejo da paciente após entender as opções.
    A partir dessa avaliação, geralmente consideramos três possibilidades de tratamento:
    Cirurgia – indicada quando há sintomas, tumor maior, crescimento ou compressão relevante.
    Radiocirurgia / radioterapia de alta precisão – opção em casos selecionados, especialmente tumores menores ou em locais de difícil acesso cirúrgico.
    Acompanhamento clínico-radiológico – quando o tumor é pequeno, assintomático e estável, podendo ser monitorado com ressonâncias periódicas.
    Fico à disposição para avaliar o caso com mais detalhes e orientar qual dessas opções é a mais adequada para você.


  • Boa tarde,meu esposo ele tem o meningioma atras do olho esquerdo.ele pode consumir bebida alcoólica.

    Boa tarde,meu esposo ele tem o meningioma atras do olho esquerdo.ele pode consumir bebida alcoólica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Boa tarde. Na maioria dos casos, pacientes com meningioma podem consumir bebida alcoólica ocasionalmente, mas isso depende de alguns fatores importantes, como localização do tumor, sintomas apresentados, medicações em uso e tratamento realizado ou programado.
    No caso de meningiomas localizados próximos ao olho ou à região da órbita, é importante avaliar se existem sintomas como dor de cabeça, alterações visuais, crises convulsivas ou aumento da pressão intracraniana. Além disso, muitos pacientes utilizam medicamentos como anticonvulsivantes, corticoides ou outros remédios que podem interagir com álcool.
    O consumo excessivo de álcool não é recomendado, pois pode piorar sintomas neurológicos, aumentar risco de quedas, interferir no sono, na recuperação clínica e em alguns medicamentos.
    Quando o paciente está estável, sem sintomas importantes e sem contraindicações específicas da equipe médica, pequenas quantidades ocasionais geralmente não costumam representar problema. Ainda assim, a orientação ideal deve sempre ser individualizada pelo médico que acompanha o caso, já que cada meningioma pode ter características e comportamentos diferentes.


  • qual a sintomatologia de um meningioma frontal direito?

    qual a sintomatologia de um meningioma frontal direito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Os sintomas de um meningioma frontal direito podem variar bastante dependendo principalmente do tamanho do tumor, da velocidade de crescimento e da região exata do lobo frontal acometida. Muitos meningiomas crescem lentamente e podem permanecer sem sintomas por bastante tempo.
    Quando causam sintomas, os mais comuns podem incluir:
    • Dor de cabeça progressiva
    • Alterações de comportamento ou personalidade
    • Irritabilidade, apatia ou desinibição
    • Dificuldade de concentração e memória
    • Lentificação do raciocínio
    • Alterações no julgamento e tomada de decisões
    • Fraqueza ou perda de força no lado esquerdo do corpo
    • Alterações na marcha ou equilíbrio
    • Crises convulsivas
    • Sonolência ou confusão em tumores maiores
    Em alguns casos, familiares percebem primeiro mudanças comportamentais sutis, como diminuição da iniciativa, mudanças emocionais ou alterações cognitivas antes mesmo do paciente notar sintomas físicos.
    Entretanto, é importante lembrar que nem todo meningioma frontal causa sintomas. Muitos são descobertos incidentalmente em exames realizados por outros motivos e podem permanecer estáveis por anos.
    A avaliação da necessidade de tratamento depende não apenas dos sintomas, mas também do tamanho, crescimento ao longo do tempo, localização exata, presença de edema cerebral e características da ressonância magnética.


  • Meu filho fez a angiografia. A análise apresentou MAV frontal direita, irrigada pela a. fronto-polar

    Meu filho fez a angiografia. A análise apresentou MAV frontal direita, irrigada pela a. fronto-polar homolateral. Medindo 20mm de nidus e drenagem venosa para o Seio Sagital Superior.
    Em relação a indicação de embolização, seria o melhor procedimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Olá! Obrigado pela pergunta.
    Para dizer com precisão qual é o melhor tratamento, é essencial avaliar detalhadamente a angiografia e a ressonância magnética, além de conversar e examinar o seu filho. Esses elementos ajudam a compreender melhor as características da lesão e os riscos envolvidos.
    De forma geral, uma malformação arteriovenosa (MAV) pode ser tratada por:
    Microcirurgia,
    Radiocirurgia,
    Embolização,
    ou uma combinação dessas abordagens.
    A escolha do tratamento depende de vários fatores, como:
    quais artérias e veias estão envolvidas;
    presença de outras lesões vasculares associadas;
    se já houve sangramento;
    o tamanho e o tipo do nidus (mais compacto ou mais difuso);
    a localização exata da MAV;
    os sintomas do paciente;
    e, claro, o desejo do paciente e da família após entenderem as opções.
    Em muitos casos, a embolização pode ser utilizada como parte do tratamento, especialmente para ocluir vasos de difícil acesso cirúrgico, mas nem sempre é o método isolado mais eficaz — isso realmente depende da anatomia específica da MAV.
    A microcirurgia é o tratamento com maior probabilidade de cura para esse tipo de patologia, podendo ser precedida de embolização para tornar o procedimento mais seguro e eficaz.
    Fico à disposição para avaliar o caso com detalhes e ajudar a definir a melhor abordagem para o seu filho.


  • Meningioma de 6cm, extra axial, frontal no lado direito. Obrigatoriamente deve ser retirado em cirur

    Meningioma de 6cm, extra axial, frontal no lado direito. Obrigatoriamente deve ser retirado em cirurgia? Posso morrer por causa disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Um meningioma frontal direito extra-axial de 6 cm é considerado um tumor de tamanho importante, mas isso não significa automaticamente que seja maligno ou que a situação seja desesperadora. Muitos meningiomas são tumores benignos e de crescimento lento.
    A necessidade de cirurgia depende de vários fatores, principalmente:
    • sintomas apresentados
    • presença de edema cerebral
    • efeito de compressão no cérebro
    • crescimento ao longo do tempo
    • idade e condições clínicas do paciente
    • características da ressonância magnética
    De forma geral, tumores maiores, como um meningioma de 6 cm, frequentemente acabam tendo indicação cirúrgica em algum momento, principalmente quando causam sintomas, edema ou compressão significativa do cérebro. Entretanto, somente a avaliação individual por um neurocirurgião pode definir isso com segurança.
    Sobre o risco de morte, tanto o tumor quanto a cirurgia podem apresentar riscos dependendo do caso. Um meningioma muito grande pode, em algumas situações, causar aumento da pressão intracraniana, crises convulsivas, alterações neurológicas e outras complicações se continuar crescendo sem tratamento.
    Por outro lado, atualmente muitas cirurgias de meningioma são realizadas com bons resultados, especialmente quando há planejamento adequado, tecnologia e equipe especializada. O objetivo da cirurgia é justamente evitar a progressão do tumor e reduzir os riscos relacionados à doença.
    O mais importante é entender que a decisão cirúrgica é sempre baseada em uma análise cuidadosa entre riscos e benefícios, considerando não apenas o tamanho do tumor, mas também os sintomas, localização e a evolução do caso.


  • Olá tenho anelrisma na artéria comunicante de 4.0 3.1. E recomendo a cirurgia por Clipagem

    Tenho aneurisma na artéria comunicante de 4.0 3.1. Nesse caso é recomendo a cirurgia por Clipagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel  Heemann

    Olá! Obrigado pela pergunta.
    Para responder especificamente se a clipagem é o melhor tratamento no seu caso, é indispensável avaliar seus exames de imagem em detalhe (angiotomografia, angiorressonância ou angiografia) e também realizar uma consulta presencial, pois isso influencia diretamente na decisão.
    De forma geral, quando estamos diante de um aneurisma cerebral não roto, avaliamos o risco de sangramento para decidir se vale a pena tratá-lo — e, se sim, qual é o método mais adequado (clipagem ou embolização).
    Na análise desse risco, consideramos vários fatores, como:
    tamanho e formato do aneurisma;
    localização (como artéria comunicante anterior ou posterior);
    taxa de crescimento em exames seriados;
    sinais de instabilidade da parede do aneurisma (avaliados por RM com estudo de parede de vaso, quando disponível);
    presença de hipertensão arterial;
    tabagismo;
    história familiar de aneurismas ou hemorragia subaracnóidea.
    Somente após integrar todas essas informações é possível indicar se o melhor tratamento é clipagem, embolização ou acompanhamento clínico-radiológico.
    A clipagem é, de modo geral, o tratamento com maior probabilidade de cura definitiva, mas não está indicada para todos os casos — tudo depende das características anatômicas do aneurisma e do perfil clínico do paciente.
    Fico à disposição para avaliar seus exames com mais detalhes e orientar qual é a melhor conduta no seu caso.


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