Perguntas do paciente (4)
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Quais são os sinais de alerta de um possível problema de saúde mental?
Quais são os sinais de alerta de um possível problema de saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um dos primeiros sinais costuma ser a alteração no humor. Isso pode se manifestar como uma tristeza persistente, desânimo sem motivo aparente, irritabilidade constante ou uma sensação de vazio difícil de explicar. Mudanças bruscas de humor também podem indicar que algo não vai bem.
Outro ponto importante é o comportamento. Quando a pessoa começa a se isolar, evitar contato com amigos, deixar de fazer atividades que antes gostava, ou apresentar uma queda significativa na produtividade e nos cuidados com a própria higiene ou rotina, isso pode ser um sinal de que ela está enfrentando um sofrimento psíquico. Em alguns casos, pode haver aumento do consumo de álcool, uso de drogas ou comportamentos compulsivos como comer demais, gastar impulsivamente ou se envolver em relacionamentos destrutivos.
As funções cognitivas também podem ser afetadas. Dificuldades para se concentrar, esquecer coisas com frequência, pensamentos acelerados ou obsessivos são comuns em diversos transtornos mentais. Em paralelo, o corpo também começa a falar: insônia, cansaço constante, dores frequentes, alterações no apetite ou problemas digestivos podem surgir sem causa física aparente, refletindo um desequilíbrio emocional.
Em casos mais graves, surgem pensamentos de morte, de suicídio, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, além de comportamentos autodestrutivos ou de automutilação. Em situações assim, é fundamental buscar ajuda imediata.
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Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do c
Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do casamento até 10 anos atrás.Há 10 anos atras fiz uma promessa que não iria mais cometer estes erros tão graves e desde então nunca mais nem cheguei perto de outra pessoa com segundas intenções. Porém a cerca de 1 mês minha esposa descobriu e eu acabei confessando toda a verdade a ela,não escondo mais nada dela desde então.mas ela não aceita de jeito nenhum voltar o relacionamento,pois acha que ainda estou mentindo,mas não estou mais de 10 anos pra cá.Ela é a mulher da minha vida,não sei o motivo que fiz tanta besteira e fiz tanto mal a ela e ao meu filho.Não sei viver sem ela,não estou suportando de tanta saudade e ficar longe deles para mim está insuportável e estou pensando em fazer muita coisa errada se ela não me perdoar.Sei que ela tem todo direito de não me querer mais pelo que eu fiz no passado,mas a verdade que não sei viver sem ela.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está passando por um momento de luto — não apenas pelo risco de perder sua esposa, mas pela consciência, agora tardia, do mal que causou. Essa dor é legítima, profunda e precisa ser acolhida. Mas ela não pode ser usada para tentar forçar o perdão do outro ou para justificar pensamentos destrutivos, seja contra si mesmo, seja contra quem você ama. Seu sofrimento atual é real, mas ele não anula o sofrimento que sua esposa vive agora — um sofrimento que você, infelizmente, ajudou a construir ao longo de anos.
Você diz que não sabe por que fez o que fez. Essa é uma pergunta essencial — e não basta dizer “não sei”. Isso precisa ser investigado com seriedade. Porque, para que haja uma verdadeira reconciliação (com ela ou com a vida, mesmo que ela não volte), você precisa saber o que em você permitiu ou ignorou essas escolhas por tanto tempo. A traição não é só um ato de desejo, mas de desvio interno: da verdade, da responsabilidade, da lealdade, da consciência. É preciso ter coragem para encarar isso de frente, e essa pode ser a hora.
Você diz que mudou há 10 anos. Isso é digno, e não deve ser ignorado. Mas o fato de ter mudado não apaga o passado — e a sua esposa está reagindo à verdade que só agora veio à tona. O que ela sente não é crueldade nem injustiça, mas consequência. Ela está lidando com um abalo profundo na confiança, no amor e até na história que acreditava viver. Isso leva tempo — e talvez ela nunca queira reconstruir. E sim, ela tem esse direito.
Mas veja: o amor verdadeiro não é só querer estar junto, é também aceitar o que o outro sente e precisa, mesmo que isso nos destrua por dentro por um tempo. O seu papel agora, se o amor que você sente por ela for mesmo real, é aceitar a dor, buscar ajuda, reconstruir a si mesmo — com ou sem ela. E isso inclui jamais usar sua dor como chantagem emocional ou ameaça (como quando diz que pensa em fazer “coisas erradas” se ela não perdoar). Esse tipo de fala afasta ainda mais e fere quem já está machucado.
Busque apoio profissional. Um terapeuta pode te ajudar a atravessar essa fase, a compreender os mecanismos emocionais e existenciais que te levaram a errar tanto, e a encontrar um caminho digno para viver — mesmo que seja sozinho. Isso não é o fim: é um momento de crise, e toda crise também pode ser um recomeço.
Por fim, lembre-se: arrependimento real não exige recompensa imediata. Às vezes, a consequência do nosso arrependimento é aprender a viver com a perda. Mas, mesmo assim, é melhor viver arrependido com verdade do que seguir vivendo na mentira, mesmo que confortável.
Cuide-se. Você está tendo agora a chance de se tornar um homem inteiro — talvez pela primeira vez. Faça disso algo que honre sua esposa e seu filho, mesmo que não possam mais estar ao seu lado.
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Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são pr
Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são provenientes de uma reação a pensamentos intrusivos extremamente doentios, é normal rir dos pensamentos intrusivos quando eles envolvem situações anti éticas, cruéis e imorais? Como posso aumentar minha sensibilidade e empatia quando entro em confronto com esses assuntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em primeiro lugar, é muito importante reconhecer sua coragem em verbalizar algo tão íntimo. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição complexa, muitas vezes mal compreendida, e os pensamentos intrusivos que ele provoca podem ser extremamente angustiantes — especialmente quando envolvem temas antiéticos, cruéis ou imorais.
O riso nesses casos, por mais paradoxal que pareça, pode sim ser uma forma do cérebro reagir à tensão interna. Não se trata de uma risada de prazer ou aprovação em relação ao conteúdo do pensamento, mas de um mecanismo automático, quase como um “curto-circuito emocional”, diante do absurdo, da angústia ou da tentativa desesperada de neutralizar a ansiedade. Muitos pacientes com TOC relatam reações semelhantes: rir, engasgar, ficar paralisado ou até ter impulsos de repetir o pensamento “só para checar”. O que está em jogo não é a moral da pessoa, mas um sintoma neurológico e emocional do transtorno.
Mas sua pergunta vai além disso: como aumentar a sensibilidade e empatia ao se deparar com esses pensamentos? Isso é muito bonito de ver, porque mostra que, apesar da dor e do desconforto, há em você o desejo de crescer interiormente — e não apenas de controlar sintomas.
Aqui vão algumas orientações:
No TOC, os pensamentos intrusivos não refletem o seu caráter. Pelo contrário: eles geralmente atacam justamente os valores mais importantes para a pessoa. Isso é conhecido como “obsessões egodistônicas” — ou seja, contrárias ao que você realmente acredita. Por isso, o sofrimento é tão grande. O primeiro passo é aprender a observar esses pensamentos sem se identificar com eles, nem se punir por tê-los.
O TOC frequentemente se alimenta da tentativa de suprimir, evitar ou compensar os pensamentos. Rir, tentar desviar, se julgar — tudo isso pode acabar reforçando o ciclo. A prática da exposição com prevenção de resposta (EPR), técnica central na terapia cognitivo-comportamental, ensina a conviver com o desconforto sem ceder às compulsões. Isso ajuda a diminuir a força dos pensamentos ao longo do tempo.
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Olá , meu filho tem 1 ano 8 m ele é muito agitado se estressa muito quando n consegue fazer algo que
Olá , meu filho tem 1 ano 8 m ele é muito agitado se estressa muito quando n consegue fazer algo que ele quer chora muito grita ,dizer um NÃO pra ele , ele grita chora estressado msm alguem pra me responder? E me orientar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua dúvida é muito importante – e, na verdade, bastante comum entre pais de crianças pequenas. Seu filho tem apenas 1 ano e 8 meses, está numa fase de intenso desenvolvimento emocional, cognitivo e motor. É natural que ele ainda não saiba lidar com frustrações e reaja com choro, gritos e agitação diante dos “nãos” e dos obstáculos que encontra. Mas o que você descreve também revela algo maior: a dificuldade que muitos pais enfrentam hoje para impor limites saudáveis em um mundo que, muitas vezes, estimula o imediatismo e o prazer instantâneo.
Atualmente, os pais estão sobrecarregados, lidando com múltiplas exigências (trabalho, redes sociais, pressões externas) e ao mesmo tempo tentando oferecer o melhor para os filhos. Nessa tentativa, muitas vezes, surge uma culpa ou insegurança na hora de dizer "não", como se frustrar o filho fosse sinônimo de falhar como mãe ou pai. Só que é justamente o contrário: frustrar com amor é um dos maiores atos de cuidado. É assim que a criança começa a aprender a lidar com a realidade, com a espera, com os limites – fundamentos para a formação de um adulto saudável emocionalmente.
Seu filho está começando a descobrir que o mundo não gira exatamente conforme a vontade dele. Isso é difícil para ele – e para você também. Mas é necessário. Quando você diz “não”, e ele grita ou chora, o que ele está expressando é frustração, não maldade ou desobediência. Ele ainda não sabe regular essas emoções sozinho. É aí que entra o papel dos pais: acolher a emoção, sem ceder ao comportamento.
Você pode dizer, com firmeza e carinho:
"Eu sei que você ficou bravo porque queria pegar isso, mas isso não pode. Mamãe está aqui, você pode chorar, mas não vai conseguir isso agora."
Essa postura consistente vai, aos poucos, ensinando a criança a lidar com seus sentimentos e com os limites da vida.
Lembre-se: dizer “não” não é rejeitar, é educar. E educar exige paciência, presença e constância. O seu filho está em pleno desenvolvimento, e ainda há um longo caminho pela frente – e que bom que você está buscando orientação desde já. Isso mostra que você se importa profundamente com ele e com a construção de um ambiente emocionalmente saudável.
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