Perguntas do paciente (3)
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fui diagnosticado com toc. é mais focado em obcessoes, comecei tomando clomiplamina 75 mg. em todos
fui diagnosticado com toc. é mais focado em obcessoes, comecei tomando clomiplamina 75 mg. em todos esses anos achei que era so ansiedade e nunca tinha me atrapanhado, após o diagnostico parece que piorei. ruminação o dia todo e cansaço mental. meus subtipos são de homosexualidade e sexo em geral. remedio não funciono, o que quero saber é se é possivel achar uma medicação que responda bem e com menos efeitos colaterais possoveis, mas com uma resposta muito boa da redução do ciclo de pensamentos, para que que assim eu consiga fazer a terapia da melhor forma em logo em seguida fazer um desmame. e possivel ? pensei em neuromodulação tambem, mas é uma opção cara ainda. preciso da opnião dos profissionais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O que você descreve é muito comum em pacientes com TOC, especialmente o TOC predominantemente obsessivo. Após o diagnóstico, muitos pacientes sentem piora da ruminação porque passam a monitorar mais os pensamentos, isso não significa agravamento real do transtorno.
Sobre a medicação: sim, é possível encontrar um tratamento eficaz com menos efeitos colaterais. A clomipramina funciona bem para TOC, mas nem todos toleram. Hoje, os ISRS (como sertralina, fluvoxamina, escitalopram, fluoxetina, entre outros) são primeira linha e costumam ser melhor tolerados. O tratamento do TOC exige dose adequada e tempo, e muitas vezes são necessários ajustes ou trocas até encontrar a melhor resposta.
A estratégia de usar a medicação para reduzir a intensidade das obsessões e, assim, conseguir fazer melhor a terapia (TCC com exposição e prevenção de resposta) é correta. Após estabilização, o desmame pode ser considerado de forma gradual e supervisionada.
Neuromodulação pode ser opção em casos específicos, mas geralmente é considerada apenas após tentativa adequada de medicação e terapia.
Procure seu psiquiatra para individualizar o tratamento. Há, sim, boas possibilidades de melhora.
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Iniciei sertralina no início de novembro, dia 30 de novembro eu parei porque estava me sentindo bem…
Iniciei sertralina no início de novembro, dia 30 de novembro eu parei porque estava me sentindo bem… agora início de janeiro estou me sentindo pessima outra vez.. posso voltar a tomar normalmente? Tomava sertralina de 50mg
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Em termos gerais, não é indicado interromper a sertralina assim que ocorre melhora, pois no TOC o tratamento precisa ser contínuo e por tempo prolongado para consolidar a resposta e evitar recaídas, o que parece ter acontecido agora.
Na maioria dos casos, é possível retomar a sertralina, muitas vezes na mesma dose usada anteriormente (50 mg), mas o ideal é fazer isso com orientação médica. Algumas pessoas toleram bem reiniciar direto, outras precisam subir a dose de forma gradual para evitar efeitos colaterais iniciais.
Além disso, para TOC, 50 mg costuma ser uma dose inicial, e não raro são necessárias doses maiores, mantidas por mais tempo, para controle adequado das obsessões.
Minha orientação: procure seu psiquiatra para avaliar o reinício, o ajuste de dose e o tempo adequado de tratamento. Evite fazer interrupções ou retomadas sem acompanhamento, pois isso aumenta o risco de oscilações como a que você descreveu. Isso é tratável, mas exige regularidade e continuidade no tratamento.
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Minha tia é esquizofrênica e faz uso de Haldol, Cinetol e Neozine a muitos anos. Recentemente ela va
Minha tia é esquizofrênica e faz uso de Haldol, Cinetol e Neozine a muitos anos. Recentemente ela vai trocar o Neozine pelo Olanzapina. Gostaria de saber se terá problema alguma mudança significativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Em termos gerais, essa troca é comum e costuma ser segura quando bem acompanhada.
O Neozine (levomepromazina) é um antipsicótico mais antigo, com forte efeito sedativo e mais efeitos colaterais ao longo do tempo. A olanzapina é um antipsicótico mais moderno, geralmente com melhor controle dos sintomas psicóticos, menor sedação e menor risco de alguns efeitos neurológicos quando comparada aos mais antigos.
Pode haver, sim, mudanças percebidas, principalmente no início, como alteração no sono ou na sedação, mudanças no apetite e ajustes no comportamento até a adaptação. Por isso, a troca costuma ser feita de forma gradual, com acompanhamento médico próximo.
Não é esperado um problema significativo, e muitas vezes a mudança traz benefícios em tolerabilidade e qualidade de vida. O acompanhamento psiquiátrico regular é fundamental para ajustar doses e observar a adaptação.
Perguntas frequentes
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