Perguntas do paciente (3)

  • Tenho um bebê de 5 meses que dorme muito pouco dês que nasceu. Já implantei rotina do sono dês dos d

    Tenho um bebê de 5 meses que dorme muito pouco dês que nasceu. Já implantei rotina do sono dês dos dois meses, usa óleos essenciais relaxante, faço massagem, mama bem, está ganhando peso e está bem fisicamente. Mesmo assim ele não consegue dormir bem. Tira uma ou duas sonecas de 40 minutos no dia e a noite dorme as 22 horas mas acorda várias vezes pela madrugada.
    Já não s

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gilson Carlos Batista de Souza

    Aos 5 meses, o bebê ainda precisa de 3 a 4 sonecas por dia, totalizando entre 3 a 5 horas de sono diurno. As sonecas curtas de 40 minutos são comuns nessa idade, porque o bebê pode estar ainda aprendendo a fazer a transição entre os ciclos de sono. Observe as "janelas de sono" (tempo acordado entre as sonecas). Bebês de 5 meses geralmente toleram 2 a 2,5 horas de tempo acordado antes de precisar dormir novamente. Tente colocar o bebê para dormir antes de ele demonstrar sinais extremos de cansaço, como irritação ou dificuldade de consolo. Gradualmente antecipe o horário de dormir em 15 minutos a cada poucos dias, até atingir um horário adequado. Quando for colocá-lo para dormir, tente deixá-lo no berço ainda acordado, mas sonolento. Isso ajuda o bebê a associar o berço como o local de adormecer e a aprender a voltar a dormir sozinho após despertares. Evite depender exclusivamente de óleos essenciais, massagens ou ruído branco como "gatilhos de sono". Embora sejam úteis, é importante que o bebê aprenda a dormir sem necessitar desses elementos toda vez que acordar. Você mencionou que ele está saudável, devemos prestar atenção a problemas como refluxo silencioso, alergias alimentares, desconforto gastrointestinal, e sinais sugestivos de algum transtorno do neurodesenvolvimento que podem influenciar o sono. Observe se ele apresenta sinais de desconforto, como arqueamento do corpo, choro intenso após mamar, ou dificuldade para se acalmar. Considere fazer uma consulta com o seu pediatra. Espero ter ajudado.
    Instagram @dr.gilson.carlos


  • Criança hoje com 13 anos, diagnóstico de autismo e que vem apresentando convulsões desde os 11 anos.

    Criança hoje com 13 anos, diagnóstico de autismo e que vem apresentando convulsões desde os 11 anos. Já passou por diversos especialistas e exames, nada conclusivo até o momento. Realizou exame de dosagem de metais pesados que apresentou alteração em diversos, sendo as mais significativas para mercúrio, arsênico e cádmio. Preciso saber que especialista devemos procurar para avaliar esse tipo de alteração.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gilson Carlos Batista de Souza

    Olá. O seu filho, que hoje é um adolescente, tendo diagnóstico de TEA já tem uma probabilidade maior do outros adolescentes de desenvolver epilepsia. Se as crises que ele apresenta não tem um fator causador ele provavelmente já fecha diagnostico para epilepsia. Agora é avaliar o tipo de crise, por exemplo, se preceptiva ou não, se focal, se generalizada, etc. porque a terapêutica depende do tipo de crise. E finalmente o médico neuropediatra é o profissional mais adequado. Espero ter ajudado . Instagram @dr.gilson.carlos


  • Olá, meu filho tem 3 anos e 4 meses. Ele era uma criança calma e tranquila. Assim que completou 2 an

    Olá, meu filho tem 3 anos e 4 meses. Ele era uma criança calma e tranquila. Assim que completou 2 anos e 9 meses tudo mudou. Ele está inquieto o tempo todo..coloquei em uma escola de inglês que é 2x por semana. E lá eu preciso estar na aula, pois ele fica pulando em cima das crianças, tenta pegar as atividades delas, não presta atenção no que a professora fala, começa a gritar, bater nas crianças e não obedece.
    Aí quando vamos embora eu questiono ele, começa a chorar pede desculpas e diz que não irá fazer mais isso. Mas faz. Em casa ele conversa normal, ri, brinca. As vezes tem esses comportamentos conosco, de não parar, ficar pulando nem cima de nós, batendo etc.
    Fazemos de tudo por ele, brincamos, damos atenção, repreendemos, já coloquei de castigo. Mas nada resolve. Como se fosse insaciável.
    Na igreja é a mesma coisa, em qualquer lugar. É impossível sair com ele.

    Obs: tem um irmãozinho de 1 ano.
    (Comportamento mudou bastante com a chegada do irmão)
    E também o fato de nascer na pandemia, não ter contato com outras crianças.
    Eu não sei mais o que fazer. Me ajudem por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gilson Carlos Batista de Souza

    Olá. Não sei a idade que ele está agora. Mas vou contextualizar alguns pontos para você : (1) Aos 3 anos, o cérebro da criança ainda está em pleno desenvolvimento, especialmente nas funções executivas, como controle inibitório, regulação emocional e comportamento adaptativo. Isso significa que ele ainda não consegue controlar totalmente seus impulsos ou planejar suas ações, o que explica boa parte dos comportamentos desafiadores; (2) A chegada do irmãozinho e a pandemia (com menos contato social) podem ter impactado o comportamento dele. A atenção dividida e a adaptação a uma nova rotina podem gerar insegurança, ciúmes e dificuldade em se autorregular; (3) Ambientes como a aula de inglês, com muitas crianças e estímulos, podem ser desafiadores para ele. A sobrecarga sensorial e a dificuldade de entender regras sociais podem intensificar a inquietação; Assim: (1) Evite punições severas e valorize estratégias de regulação, foque no reforço positivo, em vez de apenas repreender, elogie comportamentos adequados ; (2) Trabalhe com expectativas claras e previsíveis, explique as regras de maneira simples antes de ir para a escola ou igreja, o aprendizado ainda é muito pela imitação, repetição do que pela verdadeira compreensão; (3) Ajude-o a descarregar energia, crianças inquietas precisam de atividades físicas regulares; (4) Introduza momentos de calma, como leitura ou desenhos, para ajudar na transição entre atividade intensa e momentos que exigem concentração; (5) Trabalhe habilidades sociais e emocionais, leia livros que ensinem sobre emoções e como lidar com elas, como histórias sobre esperar a vez, pedir ajuda ou se acalmar; (6) Seja paciente com o tempo de adaptação, A interação com outras crianças é uma novidade para ele, esse processo de socialização leva tempo e, no início, pode ser mais caótico.
    Se os comportamentos continuarem muito intensos e impactarem as rotinas familiares e escolares, é importante buscar uma avaliação com um especialista em neurodesenvolvimento infantil. Isso ajudará a entender melhor as necessidades dele e, se necessário, implementar estratégias específicas. Espero ter ajudado. Instagram @dr.gilson.carlos


Perguntas frequentes

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