Perguntas do paciente (25)

  • O que significa “existir através do olhar do outro”?

    O que significa “existir através do olhar do outro”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Quando falamos que alguém "existe no olhar do outro", não estamos dizendo que a pessoa só existe porque alguém a vê. Estamos falando de algo mais subjetivo: desde muito cedo, construímos a imagem de quem somos a partir da forma como fomos olhados, reconhecidos e nomeados pelas pessoas importantes da nossa vida.
    É através desse olhar que aprendemos a nos perceber como alguém com valor, características, desejos e lugar no mundo. Por isso, muitas vezes sofremos quando nos sentimos ignorados, rejeitados ou invisíveis para alguém que é importante para nós.
    Na análise, trabalhamos justamente para que a pessoa não dependa exclusivamente do olhar dos outros para sustentar seu valor e sua existência, mas possa construir uma relação mais própria consigo mesma.


  • Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora

    Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora que perdi, estou mudando essas atitudes por mim mas a culpa do “e se eu tivesse mudado antes”, continua vindo a tona…. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    boa noite! Se a culpa está se tornando algo pesado para você a ponto de prejudicar o seu emocional, penso que valha pena procurar a ajuda de um psicólogo/psicanalista ou da abordagem que você se identificar mais. Fico a disposição para qualquer esclarecimento ou ajuda.
    um abraço


  • A crise de identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um problema cognitivo ou afe

    A crise de identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um problema cognitivo ou afetivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Penso que envolve uma dificuldade mais profunda na estabilidade da forma como a pessoa percebe a si mesma e suas relações. Por isso, além da intensidade emocional, pode surgir sensação de vazio, mudanças na autoimagem e medo intenso de rejeição ou abandono. Na clínica, o tratamento busca compreender a origem desse sofrimento e ajudar a pessoa a construir uma relação melhor com o outro e consigo mesma.


  • Como lidar com o término do vínculo terapêutico? Minha psicóloga precisou me transferir por motiv

    Como lidar com o término do vínculo terapêutico?

    Minha psicóloga precisou me transferir por motivos pessoais dela, mas sinto que estou preso a ela. Tenho muitos pensamentos e sentimentos do quanto foi difícil essa transferência e parece que não consigo aceitar que isso aconteceu e seguir em frente. Já não faço terapia com ela tem meses e minha mente sempre fica voltando nisso com frequência.

    Gostaria de saber como posso aceitar que nosso vínculo acabou e seguir minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    boa noite! A melhor forma de trabalhar essa questão é em análise, com a sua psicóloga/ psicanalista ou a abordagem escolhida por você. A aceitação pode ocorrer como quando acontece em um processo qualquer de perda. Um profissional saberá lhe dirigir perguntas assertivas que lhe ajudarão nesse sentido.
    Fico a disposição. Um Abraço


  • Como lidar com pedidos de informações pessoais do profissional (autorrevelação)?

    Como lidar com pedidos de informações pessoais do profissional (autorrevelação)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Quando um paciente faz perguntas pessoais ao profissional, isso costuma ser mais importante pelo motivo da pergunta do que pela informação em si. Na psicanálise, chamamos isso de autorrevelação do analista.
    Não existe uma regra absoluta de que o profissional nunca possa falar de si. O mais importante é avaliar se aquela informação será útil para o processo terapêutico ou se acabará desviando o foco do que o paciente está vivendo.
    Muitas vezes, a curiosidade sobre a vida do terapeuta pode revelar algo sobre os desejos, medos, expectativas ou formas de se relacionar do próprio paciente. Por isso, em vez de responder imediatamente, o analista pode explorar o significado daquela pergunta.
    O objetivo da análise não é satisfazer a curiosidade sobre a vida do profissional, mas ajudar o paciente a compreender melhor a si mesmo. Quando uma informação pessoal é compartilhada, ela deve estar a serviço do tratamento, e não da necessidade do analista de falar sobre si.


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Olá. O que você descreve é um sofrimento bastante significativo e, pela forma como relata, parece que a dúvida deixou de ser apenas uma etapa natural de uma escolha importante e passou a ocupar um lugar central na sua vida.
    Chamou minha atenção o fato de você já ter refletido, avaliado possibilidades, tomado uma decisão coerente com seus interesses e objetivos, mas ainda assim sentir a necessidade constante de reabrir a questão. Nesses casos, muitas vezes o problema deixa de ser a escolha em si e passa a ser a busca por uma certeza absoluta de que aquela é a escolha perfeita.
    A questão é que decisões importantes da vida raramente vêm acompanhadas dessa garantia. Toda escolha implica abrir mão de outros caminhos, e isso inevitavelmente produz algum grau de dúvida, perda e insegurança.
    Pelo que você descreve, também é possível que a ansiedade esteja intensificando esse processo. Quando a ansiedade está elevada, é comum que a mente entre em um ciclo de monitoramento constante, buscando sinais de que algo está errado ou de que existe uma opção melhor que ainda não foi encontrada. O resultado é que nenhuma resposta parece suficiente por muito tempo.
    Quanto à sua pergunta sobre ser um traço da personalidade ou um sintoma da ansiedade, essa é justamente uma questão que merece ser explorada em um processo terapêutico. Algumas pessoas têm uma relação mais difícil com a incerteza e com as consequências das próprias escolhas, mas a intensidade, a frequência e o prejuízo que você descreve sugerem que a ansiedade pode estar desempenhando um papel importante nesse momento.
    O objetivo do trabalho psicológico não seria eliminar toda dúvida — algo impossível na vida —, mas ajudá-lo a construir uma relação diferente com ela, para que a incerteza deixe de paralisar seus estudos, seus projetos e suas decisões.

    Fico à disposição.


  • Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

    Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
    (Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Olá. O que você descreve merece atenção, especialmente porque está causando sofrimento e trazendo consequências para você e para quem dorme ao seu lado.
    Embora sonhos mais intensos possam estar associados a movimentos durante o sono, episódios de gritar, chutar, bater, se arranhar ou realizar outros comportamentos enquanto dorme podem ter diferentes causas e não devem ser atribuídos apenas ao conteúdo dos sonhos sem uma avaliação adequada.
    Além disso, o fato de você relatar episódios recorrentes, despertar abruptamente durante essas situações e também morder a língua durante o sono reforça a importância de uma investigação profissional.
    O mais indicado é procurar um médico especialista em sono ou um neurologista para uma avaliação. Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames específicos para compreender melhor o que acontece durante o sono.
    Paralelamente, se você percebe que tem vivido períodos de estresse, ansiedade ou sofrimento emocional, o acompanhamento psicológico também pode ser um recurso importante, já que aspectos emocionais podem influenciar a qualidade do sono e a intensidade dos sonhos.
    Como os episódios estão se tornando frequentes e trazendo prejuízos, eu não recomendaria simplesmente esperar que passem sozinhos. Vale a pena buscar uma avaliação especializada.

    Fico à disposição.


  • Quando a autocobrança se torna patológica ? .

    Quando a autocobrança se torna patológica ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    A autocobrança passa a ser um problema quando deixa de funcionar como um incentivo ao crescimento e passa a produzir sofrimento constante.
    Alguns sinais de que ela pode estar se tornando excessiva são: dificuldade em reconhecer conquistas, sensação frequente de que nada do que faz é suficiente, culpa por descansar, medo intenso de errar, necessidade de perfeição e uma crítica interna tão severa que gera ansiedade, angústia ou desânimo.
    Na clínica, é comum encontrarmos pessoas que exigem de si mesmas um desempenho que jamais cobrariam de alguém que amam. Nesses casos, a questão não é apenas "querer fazer bem feito", mas uma relação consigo marcada por exigências difíceis de sustentar.
    A análise pode ajudar a compreender de onde vêm essas cobranças, para quem elas são dirigidas e qual função elas ocupam na vida da pessoa. Muitas vezes, por trás da busca incessante por fazer mais e melhor, existe um sofrimento que merece ser escutado.

    Fico à disposição.


  • Como lidar com a autocobrança excessiva na vida pessoal e profissional?

    Como lidar com a autocobrança excessiva na vida pessoal e profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    A autocobrança excessiva costuma nos fazer acreditar que precisamos dar conta de tudo, o tempo todo, sem falhas. O problema é que essa busca por um ideal de perfeição frequentemente gera mais sofrimento do que resultados.
    Lidar com a autocobrança não significa abandonar responsabilidades ou deixar de buscar crescimento. Significa reconhecer que errar, ter limites e nem sempre corresponder às próprias expectativas faz parte da condição humana.
    Um primeiro passo é observar como você fala consigo mesmo(a). Muitas pessoas mantêm um diálogo interno extremamente crítico, exigindo de si um padrão que não cobrariam de ninguém. Também pode ser importante questionar de onde vêm essas exigências e o que parece estar em jogo quando elas não são atendidas: medo de decepcionar alguém, de fracassar, de perder reconhecimento ou valor?
    Na análise, buscamos compreender a história dessas cobranças e o lugar que elas ocupam na vida de cada sujeito. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas na quantidade de tarefas, mas na dificuldade de se sentir suficiente independentemente do desempenho.
    Cuidar da autocobrança é, em grande medida, aprender a sustentar que valor pessoal e perfeição não são a mesma coisa.

    Fico à disposição.


  • . Como posso resistir às compulsões? .

    . Como posso resistir às compulsões? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    A vontade de ceder a uma compulsão costuma surgir acompanhada de uma sensação de urgência, como se fosse impossível suportá-la. No entanto, muitas vezes a compulsão não está ligada apenas ao objeto em si ( comida, compras, jogos, redes sociais, entre outros) , mas à tentativa de aliviar uma angústia, tensão ou vazio emocional.
    Por isso, resistir à compulsão não depende apenas de força de vontade. Um passo importante é tentar observar o que está acontecendo com você no momento em que a urgência aparece: quais emoções, pensamentos ou situações precedem esse impulso?
    Na clínica, buscamos compreender a função que a compulsão exerce na vida da pessoa. Em muitos casos, ela surge como uma forma de lidar com algo que é difícil de nomear ou suportar. Quanto mais o sujeito consegue reconhecer e elaborar aquilo que o leva à repetição, maiores são as possibilidades de construir outras formas de responder ao sofrimento.
    Se as compulsões têm causado prejuízos ou sofrimento significativo, procurar ajuda profissional pode ser um caminho importante para compreender suas causas e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com elas.

    Fico à disposição.


  • Quais são os cuidados dos profissionais de Saúde para pessoas com Transtorno de Personalidade Border

    Quais são os cuidados dos profissionais de Saúde para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Os profissionais de saúde devem oferecer um espaço de escuta, acolhimento e acompanhamento contínuo. Pela ótica da psicanalise, nao se trata de "corrigir sintomas", mas de levar o sujeito a reconhecer o seu modo singular de desejar para, a partir daí, encontrar novas formas de se relacionar com os outros e consigo mesmo que nao o prejudique tanto.


  • Como lidar com uma Pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e com aconselhamento psic

    Como lidar com uma Pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e com aconselhamento psicológico para Familiares e Amigos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Lidar com alguém com TPB pode ser desafiador para a familia e amigos. No acompanhamento psicanalítico o mais importante é oferecer um espaço de escuta e apoio levando o sujeito a entrar em contato com seu desejo para que possa escolher formas menos prejudiciais de se relacionar no mundo. Cada caso é singular, então nao há uma padronizar de tratamento. a escuta e o acolhimento dos familiares é importante para que saibam lidar melhor com a situação e para que possam, também, entender o próprio limite de cada um


  • Quais são os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que levam a comportamentos dis

    Quais são os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que levam a comportamentos disruptivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    O TPB pode levar a comportamentos emocionais impulsivos, explosões emocionais, mudanças bruscas de humor e dificuldades nos vínculos. Esses sinais nao são "apenas"sintomas, mas sao formas de manifestação de um profundo sofrimento que pode ser elaborado no espaço terapêutico. Ao ser analisada, a pessoa pode encontrar formas menos dolorosas de se relacionar consigo mesma e com os outros ao conseguir lidar melhor com a perda, a falta e o desejo. Espero ter contribuído.


  • Quanto tempo demora para a psicoterapia fazer efeito?

    Quanto tempo demora para a psicoterapia fazer efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    O efeito de uma psicoterapia nao depende de um lado só da relação paciente-analista/terapeuta. Existe resistência de ambos os lados que devem ser bem trabalhadas e que, quando nao ocorre isso, pode alongar o tempo para sentirmos o efeito da analise. Depende de quão resistente o paciente é para se abrir e o quão resistente é o terapeuta para escutar, devido a suas questões pessoais também. Por isso é importante que o analista esteja com sua própria analise em dia para nao deixar suas questões pessoais atrapalharem o andamento da sessão, mas também é importante que o paciente se esforce e enfrente, corajosamente, a angustia e o desprazer de entrar em contato com assuntos desconcertantes; verbalizando-os ao analista.


  • Como lidar com o medo excessivo da morte e o transtorno de ansiedade por doença?

    Como lidar com o medo excessivo da morte e o transtorno de ansiedade por doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    O medo da morte e a preocupação excessiva com doenças podem gerar muito sofrimento e, em alguns casos, levar a um estado constante de vigilância sobre o próprio corpo, com interpretações preocupantes diante de sensações físicas que fazem parte da vida cotidiana.
    Embora seja natural se preocupar com a saúde, quando esses pensamentos se tornam frequentes, difíceis de controlar e passam a interferir na qualidade de vida, é importante investigar o que pode estar sustentando essa angústia.
    Muitas vezes, o sofrimento não está apenas no medo da doença em si, mas também na dificuldade de lidar com a incerteza, com os limites da condição humana e com aquilo que não está sob nosso controle.
    A psicoterapia ou a análise podem ajudar a compreender os significados envolvidos nesses medos, reduzindo a necessidade de viver em constante estado de alerta e favorecendo uma relação mais saudável consigo mesmo e com a própria saúde.
    Se esse medo tem causado sofrimento significativo, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante.

    Fico à disposição.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Sim, faz sentido. O luto é uma experiência natural da vida e nem sempre exige acompanhamento profissional. No entanto, em muitos momentos, ter um espaço de escuta pode ajudar a atravessar a dor da perda de forma menos solitária.
    A análise ou a psicoterapia não têm como objetivo apagar a saudade nem acelerar o luto, mas oferecer um lugar onde a pessoa possa falar sobre o que perdeu, sobre o impacto dessa ausência em sua vida e sobre os sentimentos que surgem nesse processo.
    Cada pessoa vive o luto de maneira singular. Algumas conseguem atravessá-lo contando com familiares e amigos; outras sentem necessidade de um acompanhamento profissional para elaborar a perda e encontrar novos modos de seguir adiante sem que isso signifique esquecer quem partiu.
    Se você percebe que a dor tem sido difícil de sustentar sozinho(a), buscar ajuda pode ser uma forma importante de cuidado consigo mesmo(a).

    Fico à disposição.


  • Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da ge

    Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da gente oficializar o nosso relacionamento. Não estou conseguindo lidar com isso! Ela ainda trabalha com as pessoas, e sinto que perdi a confiança nela, porém eu gosto muito dela e sei que ela é uma pessoa boa. Como proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Como voce disse que ainda gosta muito dela, vale a pena dedicar um tempo para refletir sobre os pensamentos e sentimentos que vem lhe atormentando. Muitas vezes esses pensamentos ganham força em elementos inconscientes a nós mesmos e que, com a ajuda de um profissional, conseguimos ter acesso a eles diminuindo a influencia que eles tem em nossos sentimentos do presente.
    Um profissional da psicologia poderá lhe ajudar nesse processo.


  • Eu gostaria de saber se os pensamentos intrusivos sexuais podem trazer prazer sexual. Por exemplo,

    Eu gostaria de saber se os pensamentos intrusivos sexuais podem trazer prazer sexual.
    Por exemplo, sei que existe o TOC sexual, normalmente os pensamentos são incontroláveis e são contra aos princípios da pessoa. Eu tenho tudo isso, e isso me causa muito nojo e tristeza, porém eu realmente sinto prazer sexual com esses pensamentos. Traz muita culpa e dor, e eu sofro com isso desde criança. Eu não tenho nenhum comportamento obsessivo quanto a isso também. Mas me causa muito sofrimento.
    Já fui diagnosticada com TOC por outras coisas há anos atrás, mas nunca contei essa questão sexual para ninguém. Na minha família também tem histórico de ansiedade e TOC.
    Isso que eu tenho seria um toc sexual, mesmo que eu realmente sinta prazer quanto a isso e justamente o prazer me cause muita culpa ? Ou seria só pensamentos sexuais intrusivos ?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    O mais importante é você encontrar um espaço para falar sobre esses pensamentos de forma livre, sem se sentir julgado, porque, afinal, não temos controle sobre nossas emoções e preferencias. Assim, você poderá entrar em contato com a forma como esses pensamentos sexuais se desenvolveram em sua vida e descobrir como estão associadas ao seu sintoma. A partir daí vc poderá encontrar uma certa liberdade para construir novas soluções que estejam mais condizentes com o que você deseja sem lhe causar tanto sofrimento.


  • Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Qu

    Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Quando ele teve alta, o pai dele nos deixou. Logo assumiu relacionamento com outra mulher. Ja se passaram 4 anos e eu não consigo me aprofundar em relacionamentos com ninguém. Só tive relações superficiais, sinto medo da intimidade e da convivência, sempre acabo fugindo dos rapazes e sinto uma grande angústia quando penso nesse assunto de relacionamentos. Como posso vencer isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Olá, sinto muito pelo sofrimento de separação e desamparo que você passou!
    Sugiro que procure um profissional para falar sobre as marcas que esse processo deixou em você, ou seja, o medo de se aprofundar nos relacionamentos, e para lhe ajudar a desvelar se existe alguma outra causa incosciente que esteja contribuinono para aumentar a sua dificuldade de superação. A psicoterapia pode lhe ajudar a elaborar o processo e a construir soluções para superar-lo.


  • Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist

    Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
    Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovana Perim

    Não existe uma resposta única para todos os casos. A psicanálise é uma das abordagens da Psicologia e pode ser um complemento muito valioso ao acompanhamento psiquiátrico.

    Enquanto o psiquiatra atua principalmente no diagnóstico e, quando necessário, no tratamento medicamentoso dos sintomas, a análise busca compreender a história singular de cada sujeito, os conflitos inconscientes envolvidos no sofrimento e os sentidos que ansiedade, depressão ou crises de pânico podem assumir em sua vida.

    O mais importante não é apenas o diagnóstico, mas encontrar um profissional e uma abordagem com os quais você se sinta acolhido e possa construir um trabalho consistente. Se houver indicação clínica, o acompanhamento com psiquiatra e psicanalista pode acontecer de forma complementar.

    Fico à disposição para esclarecer suas dúvidas.


Perguntas frequentes

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