Perguntas do paciente (13)

  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Ter esses pensamentos ou se preocupar com a forma como alguém do passado te enxerga não caracteriza, por si só, uma traição. É importante compreender o que essa necessidade de aprovação e a culpa despertam em você, sem se julgar por senti-las. Não é possível afirmar apenas por esse relato se há relação com ansiedade, TOC ou autoestima. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor esses sentimentos e como eles aparecem nas suas relações.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Não há uma idade única considerada “certa” para iniciar essa conversa. Aos 3 anos, a compreensão sobre a morte ainda é bastante concreta e limitada, por isso o assunto pode ser apresentado de forma simples, verdadeira e adequada à linguagem da criança, respeitando suas perguntas e seu tempo.

    O fato de ela ter o padrasto como figura paterna não impede que, aos poucos, conheça sua própria história e saiba sobre o pai biológico. O mais importante é que essa construção aconteça de maneira acolhedora, sem excesso de informações e acompanhando o que a criança consegue compreender em cada fase do desenvolvimento.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    É natural que os sentimentos e a forma de vivenciar uma relação se transformem ao longo do tempo, e a ausência da intensidade do início não significa necessariamente que o amor acabou. A ansiedade e a cobrança para “sentir como antes” também podem tornar essa percepção ainda mais confusa. A psicoterapia pode ser um espaço para compreender o que você sente hoje, suas necessidades e como deseja estar nessa relação, sem precisar encontrar uma resposta imediata ou se obrigar a sentir algo.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    O fato de esses comentários ainda te afetarem não significa que você não esteja evoluindo. Inclusive, você já percebe mudanças importantes nesses 6 meses. Ser mais quieta ou reservada também pode fazer parte da sua forma de ser e não precisa, necessariamente, ser algo a ser “curado”. O processo terapêutico pode ajudar a diferenciar o que é uma característica sua daquilo que vem da ansiedade, além de trabalhar essa cobrança, a sensação de não pertencimento e o peso da opinião dos outros. Mais do que deixar de sentir qualquer desconforto, o processo envolve desenvolver novas formas de lidar com ele e se sentir mais livre para ser quem você é.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Na Gestalt-terapia, buscamos compreender como essa ansiedade está sendo vivenciada por você no aqui e agora, percebendo seus pensamentos, sensações, medos e necessidades. As pesquisas excessivas podem intensificar sua atenção aos sintomas e aumentar a ansiedade e a evitação. Na terapia, você poderá ampliar a consciência sobre esse processo e descobrir novas formas de lidar com o que sente, respeitando seu próprio ritmo. O acompanhamento médico também deve ser mantido durante o uso da medicação.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Essa dificuldade pode estar relacionada a diferentes fatores, e é importante evitar se cobrar apenas para “ser mais produtivo”. Na Gestalt-terapia, podemos olhar para como essa dificuldade de foco acontece no aqui e agora: o que você sente quando tenta estudar ou ler, em que momento surge a vontade de buscar o celular e quais necessidades podem estar aparecendo nesse processo. A psicoterapia pode ajudar a ampliar essa percepção e construir formas mais saudáveis de se relacionar com os estudos, com as distrações e também com suas próprias cobranças.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Sim, essa tristeza pode acontecer após um período de muita proximidade e conexão. Pela perspectiva da Gestalt-terapia, é interessante acolher essa saudade sem necessariamente entendê-la como um problema: ela também pode revelar o quanto essa experiência foi significativa e quais necessidades ficaram mais presentes para você, como companhia, vínculo e compartilhamento da rotina. Observe o que esse vazio comunica sobre você no momento, sem se cobrar para deixar de senti-lo. Se essa sensação se tornar muito intensa ou frequente, a psicoterapia pode ajudar a compreendê-la com mais profundidade.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Olá! Esses sentimentos podem surgir no processo terapêutico e não precisam ser vistos com vergonha ou culpa. Mais do que tentar definir imediatamente se é “transferência” ou um interesse amoroso/sexual, pode ser importante perceber como esse sentimento aparece, o que ele desperta e que significado tem para você. Levar isso para a própria terapia pode ser muito rico, pois sua psicóloga poderá acolher e trabalhar essa experiência com você, mantendo os limites éticos da relação terapêutica.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    O desejo de construir um vínculo profundo e compartilhar a vida com alguém não é fútil, e você não precisa ter todas essas respostas aos 25 anos. Pela Gestalt-terapia, podemos olhar para o que essa necessidade de conexão representa para você hoje, sem transformar o desejo de se relacionar em algo que precisa ser eliminado. Você também não precisa estar com a vida completamente resolvida para construir uma relação. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender suas necessidades, expectativas e a forma como você tem estabelecido seus vínculos, buscando relações mais significativas sem deixar de cuidar de si.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Nem sempre sentimentos difíceis em relação à gestação significam rejeição ao bebê. É possível vivenciar ambivalência, medo, insegurança ou dificuldade para assimilar essa nova realidade, e cada pessoa constrói esse vínculo de uma maneira e em um tempo diferentes. Na Gestalt-terapia, podemos acolher o que você sente no momento, sem julgamentos ou cobranças sobre como “deveria” se sentir. Se isso estiver trazendo sofrimento, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esses sentimentos e suas necessidades durante essa fase.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    A depressão não está necessariamente “à espreita”, mas acontecimentos difíceis podem despertar sentimentos e formas de lidar com o sofrimento que já vivenciamos antes. Isso não significa, necessariamente, uma recaída. É importante observar como você está se sentindo no momento e, se esse sofrimento persistir ou estiver afetando sua rotina, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender e atravessar esse momento.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    Sim, a psicoterapia pode ajudar. Mais do que olhar apenas para a impulsividade ou tentar eliminar as distrações, é importante compreender como esse comportamento acontece, o que você busca ou necessita nesses momentos e como o perfeccionismo participa desse processo. Na Gestalt-terapia, esse olhar para o aqui e agora pode ampliar sua consciência sobre esses padrões e favorecer novas formas de lidar com eles, de maneira mais saudável e funcional.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Giovanna Papa

    A repetição de palavras ou frases pode funcionar como uma prática de atenção e favorecer relaxamento para algumas pessoas, mas não é possível garantir uma mudança específica nas ondas cerebrais apenas por realizá-la. Pode ser feita tanto verbalmente quanto mentalmente; o mais importante é perceber como você experiencia cada forma e qual delas favorece maior presença e tranquilidade para você. Não existe uma maneira que funcione melhor para todas as pessoas.


Perguntas frequentes

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