Perguntas do paciente (6)
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve vai muito além de uma simples timidez. O sofrimento que essas situações provocam em você é intenso e merece ser levado a sério. Ninguém deveria precisar enfrentar um nível tão alto de ansiedade para realizar algo tão cotidiano quanto conversar com outra pessoa.
Pela forma como você relata sua experiência, percebo que existe um ciclo muito comum na ansiedade: você antecipa que a interação será muito difícil, seu corpo reage com sintomas intensos (coração acelerado, tremor, vontade de chorar, dificuldade para olhar nos olhos e falar), a situação se torna extremamente desgastante e, depois, você acaba evitando novas interações. O problema é que a evitação traz um alívio momentâneo, mas faz o medo crescer ainda mais, mantendo esse ciclo.
É importante dizer que esse relato não permite afirmar qual é o diagnóstico. Existem diferentes condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como transtornos de ansiedade, especialmente a ansiedade social, além de outras condições do neurodesenvolvimento ou do funcionamento emocional que também podem influenciar a forma como você vivencia as relações sociais.
Por isso, minha recomendação é procurar um psicólogo e, se necessário, também um psiquiatra. Uma avaliação neuropsicológica também pode ser muito útil para investigar seu perfil cognitivo, emocional e social, identificar ou descartar possíveis transtornos e fornecer informações importantes para um diagnóstico mais preciso.
Quando entendemos a origem do sofrimento, fica muito mais fácil construir um plano de tratamento adequado. A partir dessa avaliação, é possível elaborar um protocolo terapêutico individualizado, com estratégias para reduzir a ansiedade, desenvolver habilidades sociais, trabalhar os pensamentos que alimentam o medo e promover um enfrentamento gradual das situações do cotidiano, sempre respeitando seu ritmo.
E quero reforçar uma coisa: o fato de você sofrer tanto não significa que você seja "fraca", "estranha" ou "sem dignidade". Significa apenas que seu sistema emocional está reagindo de forma muito intensa diante das interações sociais. Isso tem tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente com a abordagem adequada.
Você não precisa continuar enfrentando isso sozinha. Buscar ajuda é um passo de coragem, não de fraqueza.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você perceber esse padrão já é um passo importante, porque demonstra capacidade de autorreflexão.
Em algumas situações, manter uma opinião firme é uma qualidade. O problema é quando a necessidade de estar certo passa a prejudicar os relacionamentos, o trabalho ou impede que você considere outros pontos de vista.
Na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), investigamos quais pensamentos e crenças estão por trás desse comportamento. Muitas vezes, a pessoa interpreta mudar de opinião como sinal de fraqueza, perda de controle ou desvalorização. Esses padrões podem ser trabalhados para desenvolver maior flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de analisar uma situação por diferentes perspectivas antes de concluir que está certo.
Também é importante investigar se esse padrão faz parte apenas do seu jeito de funcionar ou se está relacionado a algum transtorno de personalidade, condição do neurodesenvolvimento ou outra questão emocional. Dependendo da intensidade e do impacto na sua vida, uma avaliação psicológica e, quando indicado, uma avaliação neuropsicológica podem contribuir para um diagnóstico mais preciso e para a definição do tratamento mais adequado.
Com o acompanhamento correto, é possível desenvolver habilidades de comunicação, aprender estratégias para lidar com divergências e construir relações mais saudáveis, sem abrir mão dos seus valores.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível reconstruir o respeito em muitos casos, mas isso depende principalmente do compromisso e da disposição de ambos para mudar. Quando apenas um dos parceiros deseja transformar a relação, o processo se torna muito mais difícil.
Na terapia de casal, o objetivo não é apenas resolver os conflitos atuais, mas compreender os padrões de interação que foram sendo construídos ao longo da relação. Muitas vezes, críticas, ofensas, desqualificações e má comunicação passam a fazer parte da rotina, desgastando o vínculo e enfraquecendo o respeito mútuo.
O processo terapêutico ajuda o casal a desenvolver autoconhecimento, reconhecer a responsabilidade de cada um na dinâmica do relacionamento, aprender novas formas de comunicação, regular as emoções e construir estratégias mais saudáveis para lidar com as diferenças. Também é um espaço para resgatar a empatia e compreender as necessidades emocionais de cada parceiro.
É importante destacar que reconstruir o respeito não significa manter o relacionamento a qualquer custo. Em alguns casos, a terapia ajuda o casal a fortalecer a relação; em outros, auxilia na tomada de uma decisão consciente sobre a continuidade ou não do vínculo. O mais importante é que essa decisão aconteça de forma madura, respeitosa e baseada em mudanças reais, e não apenas na esperança de que o tempo, sozinho, resolva os problemas.
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Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conc
Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conclusão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na dinâmica da Terapia de Casal, o terapeuta trás reflexões profundas sobre o relacionamento, propõe exercícios para explorar a relação, e auxilia o casal a encontrar caminhos para uma comunicação assertiva, empatia e assim alinhar os comportamentos que estão prejudicando a harmonia no casamento. Após diversas intervenções o casal tem uma clareza maior sobre o que é possível mudar ou não. A decisão sobre manter o casamento ou não deve sempre partir do casal.
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Quem tem esquizofrenia controlada pode trabalhar como psicóloga infantil ou psipedagoga?
Quem tem esquizofrenia controlada pode trabalhar como psicóloga infantil ou psipedagoga?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá futura colega! Você menciona que sua esquizofrenia está controlada e isso é muito importante. Oriento que você deva fazer psicoterapia continuamente. É igualmente importante o uso de medicação e perceber seus sintomas, por isso há a indicação de fazer sua própria psicoterapia. Se o seu grau de esquizofrenia for leve não há contra indicação. Apenas mantenha os cuidados mencionados.
Espero ter ajudado!
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Gostaria de saber que é o inconsciente? E qual a função dele?
Gostaria de saber que é o inconsciente? E qual a função dele?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O inconsciente foi descrito por Sigmund Freud na teoria psicanalítica. O nosso inconsciente é um grande registro de emoções e sentimentos. Não há uma localização anatômica, porém psíquico. Tudo é registrado na nossa memória inconsciente e muitas vezes agimos de acordo com as experiências armazenadas ao longo da vida. Principalmente na nossa infância, muitos traumas ficam registrados e reagimos de acordo com essas memórias.
Perguntas frequentes
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Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…