Perguntas do paciente (9)

  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    É muito comum que fobias se intensifiquem após momentos difíceis da vida, como crises em relacionamentos ou problemas profissionais. O corpo e a mente respondem com mais sensibilidade a estímulos que antes pareciam controláveis.
    Mas tem solução. A psicoterapia, especialmente com foco em ansiedade e fobias, pode ajudar muito. Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, são bastante eficazes nesse tipo de caso.


  • Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar u

    Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar uma medicação no hospital e o médico enternou ele, tentei tira- logo de lá pra levá-lo para um hospital melhor, mas por não ter um diagnóstico fechado os médicos não deixaram. Depois de algum tempo transferiram ele, mas o estado dele já era crítico e veio a falecer. Ao receber a notícia fiquei sem reação e não chorei, ajeitei tudo na funerária, escolhi o caixão e parecia que eu tava dopada, mas não tomei nenhuma medicação. Hoje quase 2 anos estou sentindo ansiedade e vende chorar, passo o.dia deitada e sem ânimo pra nada, sinto como se eu estivesse no dia do velório dopada e vontade de chorar. Não consigo ir trabalhar angustiada e meu corpo trêmula, não gosto de conversar com ninguém, pois tenho medo de chorar e as pessoas me perguntarem e não saber responder. Preciso de ajuda, pois não sei mais o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    Oi, primeiro de tudo queria te agradecer por compartilhar isso, porque dá pra ver que foi — e ainda está sendo — muito pesado pra você.

    O que você descreveu parece muito com um luto que ficou travado lá atrás. Você teve que ser forte demais naquele momento, tomar decisões, resolver tudo, e acabou engolindo toda a dor, sem tempo ou espaço pra sentir. Agora, quase dois anos depois, seu corpo e sua mente tão tentando colocar isso pra fora — por isso essa sensação de estar dopada de novo, a vontade de chorar, a ansiedade, o desânimo, a tremedeira.

    Isso tudo faz muito sentido diante do que você passou. Mas a boa notícia é que tem saída. Isso que você tá sentindo não é fraqueza, nem loucura — é dor não elaborada, que precisa de espaço pra ser acolhida.

    Seria muito importante procurar um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com luto ou com abordagem baseada em evidências, tipo TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental).


  • É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes


    Olá! espero que esteja tudo bem!
    Otima pergunta, mas antes devemos saber que o diagnóstico formal de transtornos de personalidade geralmente só é feito a partir dos 18 anos, pois a personalidade ainda está em desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência. O que pode ocorrer antes disso é a identificação de padrões comportamentais narcisistas, como:
    - Busca excessiva por admiração;
    - Dificuldade em lidar com críticas;
    - Pouca empatia pelos outros;
    - Sentimento exagerado de superioridade

    espero que essa resposta possa ter te ajudado de alguma forma, qual quer duvida estou a disposição!


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    O fim de um relacionamento pode ser uma experiência profundamente dolorosa e, quando isso acontece de forma inesperada, é natural se sentir perdida, rejeitada e até sem propósito. Sua tristeza é legítima, assim como a falta de ânimo.
    Quando o sofrimento começa a impactar áreas importantes da vida (como sua saúde, estudos e bem-estar emocional ) é sim muito importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo pode te ajudar a acolher esses sentimentos, reconstruir sua autoestima e resgatar o sentido que agora parece ter se perdido.


  • É normal que a depressão só melhore

    É normal que a depressão só melhore quando ficamos longe de alguma situação estressante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    Boa tarde, tudo bem?
    Assim como qualquer outra situação que leva à análise de um profissional da Psicologia, seria necessário investigar quais são as situações nesse contexto. O processo de se afastar pode ser um ato terapêutico, sim, mas fugir de um problema não é a solução.
    Se esse problema sempre aparecer na sua vida, é esperado que a depressão sempre volte também. A TCC é padrão ouro no tratamento da depressão, ansiedade e estresse. Uma ajuda profissional e qualificada pode lhe mostrar a melhor forma de encarar (ou aceitar) esse problema sem necessariamente se afastar.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    Essa “dor inconsciente” que aparece mesmo quando você tenta racionalizar é comum. Ela vem de padrões emocionais mais profundos, muitas vezes ligados à sua história, autoestima ou experiências passadas.
    A boa notícia: dá, sim, pra sair desse ciclo de forma saudável.
    A psicoterapia, principalmente abordagens como a TCC, pode te ajudar a identificar essas raízes, ressignificar pensamentos automáticos e criar estratégias emocionais mais equilibradas.


  • Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos

    Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos de conversa até que do nada a pessoa sumiu, mas antes msm eu já dava sinais de crise de ansiedade quando a pessoa demorava a responder e tals, porém mesmo a gente não se falando tudo o que tem a ver com essa pessoa de certa forma me afeta e eu começo a ter uma crise de ansiedade intensa. (A gente parou de conversar e as crises diminuiram) Mas de vez enquanto, quando uma música me lembra ela, ou vejo algo que tem a ver com ela, simplesmente me dá crise. Eu faço terapia, mas parece que continua a msm coisa... O que é indicado nesses casos? Será que procuro outro profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    É compreensível o quanto essa experiência te afetou, vínculos emocionais intensos mesmo sem contato presencial, podem gerar sofrimento real e profundo. Os gatilhos emocionais que ainda provocam crises são sinais de que esse vínculo deixou marcas significativas.

    Você já está dando um passo importante ao buscar ajuda. E, nesse tipo de demanda, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma abordagem bastante eficaz. Ela ajuda a identificar padrões de pensamento automáticos, crenças disfuncionais e a desenvolver estratégias práticas para lidar com ansiedade, dependência emocional e gatilhos que causam sofrimento.

    Se você sente que sua terapia atual não está ajudando da forma que gostaria, vale conversar com o profissional sobre isso. Mas, se ainda assim achar que precisa de algo diferente, buscar outro profissional que trabalhe com TCC pode ser um bom caminho.


  • Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo to

    Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo todos os dias, só em feriados, festas e fim de semana, mas quando bebo exagero. Bebo muito rápido. E fico bêbada muito rápido tb. Vcs tem algum tratamento q eu possa fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    Reconhecer que precisa de ajuda já é um passo muito importante (e você deu esse passo com coragem).Mesmo que não seja algo diário, o padrão de consumo exagerado e os efeitos que ele causa já merecem atenção.
    Sim, existe tratamento. A psicoterapia pode te ajudar a entender os gatilhos, a impulsividade e o que está por trás desse comportamento.

    Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) têm mostrado ótimos resultados em casos como o seu.


  • É normal não saber viver sem alguém mandando você fazer algo? A escola me controlava e fazia-me sen

    É normal não saber viver sem alguém mandando você fazer algo?
    A escola me controlava e fazia-me sentir vivo(a)
    Relacionamentos que me controlavam.
    Horários...
    Sem isso, sinto-me perdida(o), sem um real controle da vida, k

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Gomes

    Boa tarde!
    Muito sincero o seu desabafo, e essa foi uma autoanálise bem detalhada.
    É normal termos uma rotina; a nossa sociedade vem se organizando dessa forma. Na escola, temos os horários de início, intervalos, trocas de aula e o fim. Todos na escola vivem o mesmo nível de controle (ou organização). É bom termos essa noção para não acharmos que somos os únicos a estar sendo controlados.
    Tudo é normal até que você perceba que isso pode estar causando algum tipo de dano, prejuízo ou dependência em sua vida. Viver um relacionamento em que você é controlado pode te colocar em algumas situações de dependência ou ferir sua autoestima e autonomia.
    Buscar ajuda profissional da Psicologia pode te mostrar caminhos que tragam mais autonomia.


Perguntas frequentes

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