Perguntas do paciente (18)

  • Como lidar com o sentimento de rejeição dos pais perante sua sexualidade? É possível ser feliz sem e

    Como lidar com o sentimento de rejeição dos pais perante sua sexualidade? É possível ser feliz sem estas pessoas em sua vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá.
    Que pergunta profunda e difícil de responder. Difícil porque normalmente a família é idealizada como rede de apoio e proteção às ameaças, mas, na realidade, o que vemos é a reprodução dos mais diversos tipos de violência, o que inclui a opressão da sexualidade característica de uma sociedade patriarcal.
    Em termos psicológicos, é possível que seus pais estejam projetando seus próprios conflitos e ansiedades em relação a sua sexualidade. Vale lembrar que a sexualidade é parte constitutiva de nossa identidade, por isso a rejeição em relação à sexualidade é tão difícil, porque ela não se restringe apenas a uma parte de nós, mas abrange todo o nosso ser.
    Como trata-se de cuidadores primários, é importante considerar em que medida o sentimento de rejeição não foi incorporado como parte de sua própria identidade. Nestas condições, é comum sentir-se ansiosa(o), deprimida(o) ou ter dificuldade de relacionar-se com outras pessoas. Em situações mais graves, a rejeição pode levar a comportamentos autodestrutivos, como abuso de substâncias, dentre outros comportamentos de risco.
    Procure saber se em sua cidade existe algum serviço público relacionado à população LGBTQIA+. Normalmente, estes serviços possuem grupo de apoio em que diversas experiências são compartilhadas e isto pode ajuda-la(o) a construir uma rede de apoio e superar algumas dificuldades neste processo. Não poderia deixar de mencionar que um cuidado mais individualizado também pode te ajudar a explorar pensamentos, sentimentos e comportamentos relacionados à rejeição dos pais em relação a sua sexualidade.
    Espero ter ajudado de alguma forma.


  • Gostaria de esclarecimento sobre fixação feminina em sexo anal. Gosto de me masturbar assistindo aos

    Gostaria de esclarecimento sobre fixação feminina em sexo anal. Gosto de me masturbar assistindo aos mais variados tipos de penetração anal em mulheres ( DP, fisting, inserção de objetos feitos para isso ou não, etc). Meu primeiro orgasmo em relação sexual foi na primeira vez que fiz sexo anal e sinto prazer todas as vezes. Só não pratico mais por medo de desenvolver alguma disfunção ou doença.
    Seria algum problema psicológico/psiquiátrico? Não tenho recordação de nenhum abuso ou trauma na minha infância que possa ter desencadeado este meu gosto. E também sinto prazer em sexo vaginal e oral.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá.
    Como as(os) colegas já colocaram, o prazer anal não está associado, necessariamente, a qualquer tipo de desordem psicológica.
    Dito isso, gostaria apenas de complementar as respostas acima. Antes de mais nada, é preciso compreender que a sexualidade humana é um tema complexo que envolve aspectos históricos, sociais e psicológicos. Como vivemos em uma sociedade que impõe determinadas formas de agir e sentir como corretas e outras como incorreta, principalmente no que diz respeito à sexualidade, provavelmente sua questão acaba tomando como parâmetro de normalidade à noção do que seria supostamente habitual, do mais frequente e etc. Apesar de ser a visão mais comum de normalidade, a noção de saúde vai muito além disso. Explorar o corpo e reconhecer as diversas expressões de nossa sexualidade em sentido ampliado, por vezes vai de encontro ao instituído. Apesar destes conflitos produzirem certos desconfortos, digamos assim, a superação deles faz parte da construção de uma vida mais autêntica.


  • É normal sentir ânsia de vômito, falta de apetite, dor no joelho/quadril/perna, frio e tremedeira po

    É normal sentir ânsia de vômito, falta de apetite, dor no joelho/quadril/perna, frio e tremedeira por dias após uma crise de choro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá,

    Sim, é muito comum que situações estressantes possam ser acompanhadas por sintomas físicos, como os que você descreveu. No entanto, é importante investigar a causa da crise de choro para compreender melhor os sintomas físicos apresentados. Através de sessões de terapia, você poderá explorar e entender os pensamentos, sentimentos e experiências que desencadearam a crise. Dessa maneira, será possível identificar os padrões emocionais e comportamentais que podem estar te afetando.

    Espero ter ajudado.


  • Tenho quase que aversão ao meus amigos começarem a namorar. Sinto como se eles estivessem me decepci

    Tenho quase que aversão ao meus amigos começarem a namorar. Sinto como se eles estivessem me decepcionando. Não gosto de demonstração de afeto romântico em público, nem de ficar perto de casais. Penso que o passado conturbado do relacionamento dos meus pais pode ter contribuído, mas não sinto a mesma coisa com casais fictícios, mas quando é um casal real eu quero ficar longe, não consigo nem pensar que me dá arrepio. Podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá, como vai?
    Acredito que sua pergunta demonstra uma inquietude importante de quem busca desenvolver-se. É interessante a relação que você faz entre sua sensação de aversão e o relacionamento conturbado de seus pais. De fato, questões pessoais e emocionais do indivíduo, como traumas do passado ou problemas de relacionamento mal resolvidos, podem fazer com que a pessoa desenvolva sentimentos de inveja, raiva ou frustração em relação a casais que demonstram afeto em público.
    Como você tem se incomodado com este conflito de sentimentos diante da demonstração de afeto de seus amigos por outras pessoas, recomendo que siga em frente e busque um(a) profissional de psicologia para que possa identificar suas limitações, medos e desejos mais profundos. Isso pode possibilitar um processo de desenvolvimento pessoal e crescimento emocional considerável.


  • Meu filho tem 3anos é está apresentando agressividade no colégio,que bater quando tomando os brinque

    Meu filho tem 3anos é está apresentando agressividade no colégio,que bater quando tomando os brinquedos da criança,o que devo faze?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá, como vai?

    Antes de tudo, é importante compreender o contexto em que a agressividade do seu filho se manifesta. Isso demanda análise tanto da criança quanto dos cuidadores dela. De maneira geral, podemos dizer que a agressividade é uma parte natural do desenvolvimento infantil. Compreender esse comportamento é fundamental para entender o que está acontecendo na mente da criança, possibilitando a identificação de conflitos emocionais ou problemas de relacionamento que possam estar por trás desse comportamento.


  • Olá, hoje tive uma crise de ansiedade com gatilho mais besta que já tive. Eu estava na aula e o pess

    Olá, hoje tive uma crise de ansiedade com gatilho mais besta que já tive. Eu estava na aula e o pessoal não parava de conversar e não deixava a professora falar e isso me deixou ansiosa e me deu crise de choro. Gostaria de saber o que pode ser essa sensibilidade repentina,coisas simples me deixam assim para pior.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Como vai? Que bom que você veio procurar ajuda.
    Pelas informações que você passou, talvez você tenha experimentado uma sensação de falta de controle e estresse, o que pode ter sido fonte de ansiedade. A sensação de não ter controle sobre uma situação pode levar a uma sensação de incerteza e desconforto, o que pode desencadear a ansiedade.
    No entanto, é importante observar o contexto mais amplo desta vivência de ansiedade. Vale lembrar que o contexto educacional traz diversos elementos que podem contribuir para a ansiedade: pressão acadêmica, pressões sociais relacionadas à imagem social, preocupações com o futuro de suas escolhas de carreira, dentre outros.
    Por fim, é importante lembrar que nem todas as crises de ansiedade têm uma causa óbvia e muitas vezes podem ser desencadeadas por uma combinação de fatores. O importante é que você parece estar atenta a si mesma(o) neste momento.
    Espero ter ajudado.


  • Olar boa noite meu nome é Gustavo e sou casado minha mulher tem transtorno bipolar e esta internada

    Olar boa noite meu nome é Gustavo e sou casado minha mulher tem transtorno bipolar e esta internada no hospital quando fui visitar ela a segunda vez ela estava um pouco bem me tratou bem me chamou de amor falou que me amava, quando foi no outro dia eu liguei para ela e ela estava diferente mais na dela não falou muito e quando eu vou visitar ela aí ela fica meio que se esquivando quando vó fazer carinho nela aí ela fala que somos apenas amigos aí as vezes eu ligo para ela falar com a mãe dela por chamada de vídeo e ela meio que não quer fala mais com a mãe dela enfim esse comportamento que ela tem e do quadro da doença dela ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá, Gustavo.

    Entendo que você esteja enfrentando um momento difícil ao lidar com a bipolaridade de sua esposa. É importante lembrar que a bipolaridade é uma condição médica que pode ser tratável e que você não está sozinho nesse processo.
    Minha primeira sugestão seria encorajar sua esposa a buscar ajuda profissional para tratar sua condição. Além disso, seria interessante que você considere buscar terapia para si mesmo. Isso pode ajudá-lo a lidar com as emoções e desafios que surgem ao conviver com uma pessoa com bipolaridade. É importante ter uma rede de apoio durante esse processo, por isso, procure apoio de amigos e familiares.
    Por fim, tenha em mente que a bipolaridade é uma condição médica e não é culpa de sua esposa. Tente ser paciente e compreensivo e lembre-se de que o tratamento e o apoio podem fazer uma grande diferença na vida dela e na sua.


  • Em uma conversa com uma amiga que também é sua colega de trabalho, em que a colega fala sobre doação

    Em uma conversa com uma amiga que também é sua colega de trabalho, em que a colega fala sobre doação de sangue e você diz que não vai doar porque está com problema de saúde. Aí a amiga não diz nada, nem pergunta como você está. Isso é normal em uma amizade? Fico pensando se estou louca, pois eu perguntaria algo ou faria algum comentário desejando que a pessoa tenha melhoras, enfim... Venho sendo ignorada faz tempos. Detalhe: não houve nenhuma fofoca ou mal entendido. Simplesmente percebi que nesse grupo de amizades eu estou sempre sobrando, ficando no vácuo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Como vai?
    É interessante como, por vezes, nós gostaríamos que os outros nos tratassem da maneira como agiríamos em uma determinada situação, mas cada pessoa tem sua própria forma de agir e ver as coisas. Em vez de esperar que os outros ajam da maneira que você faria, talvez seja útil explorar suas próprias reações e como elas estão afetando sua interação com os outros. Isso pode ajudá-la a encontrar maneiras de se comunicar e expressar suas necessidades de forma mais clara e eficaz.


  • Minha filha 15 anos tem transtorno borderline e Cliotimia ela dizia ser bissexual agora fala em ser

    Minha filha 15 anos tem transtorno borderline e Cliotimia ela dizia ser bissexual agora fala em ser lésbica. O transtorno pode provocar dúvida nela ? A medicação e a terapia em si pode ajudá-la sobre a orientação sexual ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá, como vai? Que bom que você veio procurar ajuda!

    De um modo geral, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem ter mudanças frequentes na forma como se veem e se percebem, o que pode deixá-las perdidas ou confusas sobre sua identidade. Além disso, algumas pessoas com borderline também podem se sentir mais conectadas com outras pessoas do que consigo mesmas, imitando a personalidade, interesses e comportamentos dos outros.

    No entanto, na adolescência, é normal que as pessoas estejam descobrindo mais sobre si mesmas. Mas é importante lembrar que a orientação sexual não é uma escolha, faz parte da identidade da pessoa.

    A terapia pode ajudar ao oferecer um espaço seguro e acolhedor para que a filha possa explorar seus sentimentos e emoções em relação à sua sexualidade. Dessa forma, é possível que ela compreenda melhor suas próprias emoções, desejos e conflitos em relação à sua orientação sexual.


  • Faço terapias com um psicólogo para tratar traumas de infância, mas me apaixonei pelo meu psicólogo.

    Faço terapias com um psicólogo para tratar traumas de infância, mas me apaixonei pelo meu psicólogo. Parei com as terapias porque achei que isso iria resolver o que eu estava sentindo. Passei a ter crises terrível de ansiedades e pânico. O que posso fazer a partir de agora, volto para as terapias e converso com o meu psicólogo ou preciso da mais um tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Sua questão é muito importante.
    De fato, os afetos têm um papel fundamental no setting terapêutico. Eles são considerados uma forma de comunicação inconsciente do paciente para o terapeuta e uma forma de expressar o mundo interno do paciente.
    Além disso, é importante considerar que o amor pelo terapeuta é um fenômeno comum e natural no processo de terapia, conhecido como "transferência". No caso do amor pelo terapeuta, a transferência pode expressar um desejo de segurança, conforto, proteção ou aceitação emocional que o paciente nunca recebeu de outras pessoas significativas em sua vida.
    Certo, mas o que fazer com o amor pelo terapeuta? A ideia básica é que o setting terapêutico permita que você explore os sentimentos envolvidos na transferência e entenda como eles podem estar relacionados a experiências passadas. Isso pode envolver a exploração da relação do paciente com figuras significativas em sua vida, como pais, irmãos, amigos ou parceiros românticos, e como essas relações podem estar influenciando a transferência.
    Como uma relação envolve duas pessoas pelo menos, é importante que o terapeuta te ajude a reconhecer e expressar seus sentimentos de uma forma mais saudável, encorajando que você expresse suas emoções abertamente, em vez de reprimi-las ou negá-las, o que pode levar a uma maior compreensão de si mesmo e uma maior capacidade de se relacionar com os outros.
    Espero ter ajudado de alguma forma.


  • o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar depressão ou sintomas depressivos?

    o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar depressão ou sintomas depressivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá.
    Sim, existe relação entre o uso excessivo aparelhos eletrônicos e sintomas depressivo. No entanto, o uso excessivo destes aparelhos não necessariamente é causa da depressão, mas um sintoma de um quadro depressivo já instalado. Como se trata de uma relação de duas mãos, digamos assim, o uso exagerado pode reforçar tais sintomas por conta de alguns fatores como o isolamento, a falta de atividade física, desregulação do nosso relógio biológico por causa da exposição à luz azul, dentre outros.
    Vale lembrar que a relação entre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos e a depressão não é apenas uma questão individual, mas também é influenciada por fatores sociais, econômicos e culturais mais amplos. Por exemplo, a falta de espaços públicos seguros e acessíveis para prática de atividades físicas também pode contribuir para o sedentarismo, que é um fator de risco para a depressão.
    Outro aspecto importante é a forma como as empresas de tecnologia projetam seus produtos e serviços. O uso de técnicas de gamificação e recompensas pode levar as pessoas a ficarem presas aos seus aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, o que pode contribuir para a falta de atividade física e isolamento social.
    Como vimos, são muitos os fatores envolvidos na relação entre o uso de aparelhos eletrônicos e os sintomas depressivos. O mais importante é procurar um profissional da área de saúde mental para que tais sintomas sejam investigados a fundo.


  • Existe outras formas de tratamento pra pensamento repetitivo além do psico terapia ?

    Existe outras formas de tratamento pra pensamento repetitivo além do psico terapia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Sim, existem algumas técnicas e abordagens que podem ajudar no tratamento de pensamentos repetitivos além da psicoterapia. Algumas opções incluem:

    Meditação: a meditação pode ajudar a acalmar a mente e reduzir o número de pensamentos repetitivos. Existem diferentes tipos de meditação, como a meditação mindfulness, que envolve se concentrar no momento presente e observar seus pensamentos sem julgamento.

    Exercício físico: o exercício pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse, que muitas vezes são associados a pensamentos repetitivos. Qualquer tipo de atividade física pode ajudar, desde caminhar até treinar em uma academia.

    Técnicas de relaxamento: técnicas como a respiração profunda, a yoga ou a massagem podem ajudar a relaxar e acalmar a mente.

    Mudanças na alimentação: alguns alimentos podem contribuir para a ansiedade, como a cafeína e o açúcar, enquanto outros podem ajudar a acalmar a mente, como alimentos ricos em ômega-3 e magnésio.

    No entanto, é importante lembrar que o tratamento mais eficaz para pensamentos repetitivos dependerá da causa subjacente e da gravidade dos sintomas. É recomendável consultar um profissional de saúde mental ou médico para avaliar o seu caso e determinar o melhor plano de tratamento para você.


    Te convidamos para uma consulta

    Primeira consulta psicologia

  • Eu tenho um dom que me tira a paz e não sei o que é, sempre quis seguir o caminho do senhor e etc.

    Eu tenho um dom que me tira a paz e não sei o que é, sempre quis seguir o caminho do senhor e etc.
    Eu sofro de ansiedade e a coisa só piora quando do nada, me surge um sentimento arrebatador de preocupação, pânico medo. Quando tenho esse sentimento eu sempre prevejo algum acontecimento futuro! As vezes prevejo em sonho, as vezes consigo ver de forma não muito clara acontecimentos futuros que se concretizam. E eu só prevejo coisas ruins! Eu achei que era o dom do espírito santo. Mas eu não sei se é pois não sou batizada ainda, me ajudem a me livrar disso pois eu fico muito aflita, irritada, triste e preocupada.
    O medo é tão grande de prever algo ruim que já não aguento mais!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Como vai?
    Sobre seu relato de sentir ansiedade e ter uma perspectiva de futuro negativa, é importante considerar que quando alguém está ansioso, pode ter pensamentos negativos e preocupações excessivas sobre eventos futuros, como falhar em uma prova, ser rejeitado em um relacionamento ou ser criticado por outras pessoas. Esses pensamentos negativos podem afetar sua perspectiva de futuro, tornando-o pessimista e desanimado em relação às suas expectativas de vida.
    Por exemplo, se o ego se sente ameaçado por uma situação futura, ele pode mobilizar recursos internos para lidar com essa ameaça, como desenvolver pensamentos defensivos ou evitar a situação. Se esses recursos internos não forem suficientes, a pessoa pode sentir ansiedade e desenvolver uma perspectiva de futuro negativa.
    Além disso, a ansiedade e a perspectiva de futuro negativa podem formar um ciclo vicioso, no qual a ansiedade aumenta a perspectiva negativa do futuro, e a perspectiva negativa do futuro aumenta a ansiedade. Isso pode levar a uma piora significativa na saúde mental e no bem-estar emocional de uma pessoa.


    Te convidamos para uma consulta

    Primeira consulta psicologia

  • Boa noite. Meu noivo tem uma filha de 9 anos, que fica com ele a cada 15 dias... Estamos juntos a 3

    Boa noite.
    Meu noivo tem uma filha de 9 anos, que fica com ele a cada 15 dias... Estamos juntos a 3 anos, até a gte se conhecer ele tratava ela como uma namorada, usava o tempo deles juntos para ficarem grudados, fazia dela a mulher da vida dele, até aí acho q é assim mesmo, mas desde q ficamos juntos, até hoje ele me afasta da relação quando ela chega, chegou até a pedir pra eu dormir no sofá pra ela poder dormir na cama com ele, quando estamos juntos, anda de mão dada com ela e não dá a mão pra mim, e hoje eu coloquei um colchão ao lado da nossa cama para ela dormir,e quando ele chegou do trabalho quase infartou dizendo que ela tem q dormir na cama abraçada com ele.
    No início achava q ela tinha ataque de ciúmes comigo pq eu cheguei depois na vida deles,e pensava q ela como criança não entendia e fazia birra, mas hoje eu percebo q as birras dela são alimentadas por como ele a trata, no nosso convívio ele faz questão de mostrar pra ela que eu estou em segundo plano.
    Preciso muito de ajuda, tenho medo de estar errada na minha opinião.
    Já até conversamos c ela sobre o pai dela ter eu como namorada,e ela entendeu, e longe dele ela é um amor,mas quando ele está perto ele faz questão de se isolar c ela a ponto de deixar ela realmente pensando que ela é a namorada dele. Agora já começo a crer q ele é quem tá tomando atitude errada em tratá-la como a namorada ee excluir na frente dela.as ele não percebe, e me acusa de estar c ciúmes.
    Por favor,o que eu faço???
    Não tenho ciúmes, acho certo ele tratar bem a filha, mas colocá-la no lugar de namorada tratá-la romanticamente e me excluir da vida dele toda vez q ela vem, acho q não tá certo. Não sei como convencê-lo de estar errado.
    Afinal quem está errando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá.

    De início, é preciso considerar ao menos duas situações separadas: a primeira, diz respeito a relação entre o seu noivo e a filha dele, a segunda seria a sua relação com ambos.

    Sobre a primeira delas, em alguns casos a separação dos pais pode levar a uma maior propensão a, digamos, “mimar” os filhos. Isso pode ocorrer devido a diversos fatores, como culpa dos pais pela separação, dificuldades em lidar com a criança após a separação, desejo de compensar a ausência do outro progenitor, entre outros. Além disso, os filhos podem usar a manipulação emocional como uma forma de lidar com a situação de separação dos pais, o que pode levar a um comportamento “mimado”. No entanto, só seria possível dizer algo a respeito se seu noivo estivesse em análise, afinal, não estão explícitas as relações anteriores que levaram a este tipo de relação entre pai e filha. Como é a relação dele com a ex-companheira? Foi uma separação conflituosa e amor da filha está em disputa? Como foi o ambiente de familiar em que seu noivo se desenvolveu? Essas são algumas questões que, em realidade, só ele pode responder.

    Ainda sobre a relação entre pai e filha, é comum que a menina tenha uma forte ligação afetiva com o pai. No início do desenvolvimento psicossexual da menina, o pai é visto como um objeto de desejo, uma fonte de prazer, e a menina pode desenvolver sentimentos ambivalentes em relação a ele. Por um lado, ela pode sentir ciúmes da mãe, que ocupa a posição de objeto de amor do pai. Por outro lado, ela pode desejar tomar o lugar da mãe como objeto de amor do pai. Mas qual seria a função do pai neste caso?

    A função do pai no Complexo de Electra é dupla. Em primeiro lugar, ele é visto como um modelo positivo de masculinidade, e a menina pode desejar tornar-se como ele quando crescer. Essa identificação com o pai é importante para o desenvolvimento de uma identidade feminina saudável. Em segundo lugar, o pai é visto como uma fonte de limites e restrições. Ele representa a figura da lei, e sua presença ajuda a criança a internalizar normas e regras sociais. Isso é fundamental para o desenvolvimento da moralidade e da consciência. Talvez o seu noivo não esteja conseguindo ser uma fonte de limites e restrições e por isso sua queixa se direciona a isso.

    Acredito que a questão não deva ser encaminhada no sentido de avaliar quem está certo ou errado. O julgamento moral talvez seja contraproducente neste caso.

    Por fim, como coloquei no início da resposta, a segunda situação, a sua relação com ambos, é a que podemos trabalhar em terapia a partir de uma escuta ativa e empática. Dessa maneira, podemos buscar compreender melhor suas emoções diante desta situação e assim, desenvolver uma maior compreensão de si mesmo, seus desejos, conflitos e da forma como você se relaciona com seu noivo e com a sua enteada.

    Espero ter ajudado.


    Te convidamos para uma consulta

    Primeira consulta psicologia

  • Voltei com a minha ex a pouco tempo, e as coisas que ela fez no nosso tempo separados ainda vem na m

    Voltei com a minha ex a pouco tempo, e as coisas que ela fez no nosso tempo separados ainda vem na minha cabeça grande parte do meu dia. Tenho medo de ter mais algo que ela não me contou, algo que ela fez no nosso tempo separados.
    Acabo tendo muitos pensamentos intrusivos.
    Como deixar isso para trás?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá.
    Os comentários a seguir, são genéricos e certamente carecem de mais elementos. No entanto, mais que respostas prontas é preciso questionarmos o porquê de você se sentir desta maneira. São diversas as possibilidades de caminhos que podemos tomar para entender suas questões.

    De início é preciso compreender que, na psicanálise, os pensamentos intrusivos são compreendidos como manifestações do inconsciente, que podem estar relacionados a conflitos e traumas emocionais não resolvidos. A psicanálise pode ajudar as pessoas que sofrem com pensamentos intrusivos a explorar as raízes desses pensamentos e entender por que eles surgem. Ao trazer esses conteúdos à consciência, a pessoa pode aprender a lidar melhor com eles e reduzir o desconforto que eles causam.

    No entanto, seus pensamentos intrusivos estão ligados ao momento anterior ao reatar de sua relação de namoro. Fiquei me perguntado se seus pensamentos sobre sua namorada estão de fato relacionados ao que ela fez neste intervalo, digamos assim, ou a seus atos neste período. Digo isso porque muitas vezes projetamos em uma pessoa um sentimento, desejo ou característica que é nossa, mas que não queremos reconhecer.

    Além disso, os homens podem sentir ciúmes de seus parceiros por várias razões, incluindo insegurança, medo da rejeição ou abandono, baixa autoestima ou problemas de confiança. Porém, acho importante ter em mente que nossa sociedade patriarcal pode contribuir para o desenvolvimento de relacionamentos conjugais possessivos. Isso porque o patriarcado, sistema social em que o poder e a autoridade são concentrados nas mãos dos homens, pode gerar inseguranças e desequilíbrios de poder nas relações íntimas. Em uma sociedade patriarcal, muitas vezes há uma expectativa cultural de que os homens têm mais poder e autoridade nas relações, o que pode levar a uma dinâmica em que o homem busca exercer controle excessivo sobre a parceira. Além disso, as expectativas culturais de gênero muitas vezes colocam pressão sobre as mulheres para serem submissas e obedientes aos homens, o que pode reforçar a dinâmica possessiva.

    Nesse sentido, é preciso questionarmos as normas e estereótipos tradicionais associados à masculinidade, e explorar novas formas de ser homem que não estejam limitadas pelos padrões rígidos da sociedade. Isso envolve a criação de uma nova concepção de masculinidade que seja mais diversa, inclusiva e saudável para todos os homens.


  • oi. venho tendo muito medo de dormir, ontem dormir apenas por 3 horas, n consigo sentir muito sono,

    oi. venho tendo muito medo de dormir, ontem dormir apenas por 3 horas, n consigo sentir muito sono, e mesmo n tendo sintomas dessa doença, e nem genetica, estou muito paranoico, e sempre acabo sentido uma tristeza, e com medo de dormir, fecho os olhos mais me vem ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Baseado em seu relato, penso que seja importante destacar a relação entre a paranoia e problemas com o sono.

    É importante ter em mente que os pensamentos paranoides podem ser causados ​​por uma variedade de fatores, incluindo condições médicas e psiquiátricas, estresse, traumas passados, abuso de substâncias (uso de drogas), eventos traumáticos, isolamento social e outros fatores ambientais e psicossociais.

    A paranoia é um tipo de pensamento ou comportamento caracterizado pela presença de ideias delirantes e persistentes de que alguém ou algo está conspirando ou planejando prejudicar o indivíduo de alguma forma. Pessoas que sofrem de paranoia podem acreditar que estão sendo perseguidas, espionadas, controladas ou que há uma conspiração contra elas.

    Essas crenças podem afetar significativamente a vida cotidiana da pessoa, levando-a a evitar situações sociais, ficar em casa e se isolar dos outros

    A paranoia pode afetar o sono de várias maneiras. Pessoas que sofrem de paranoia podem ter dificuldade para dormir devido a pensamentos obsessivos e preocupações relacionados à sua paranoia. Elas podem se sentir excessivamente alertas e vigilantes durante a noite, o que pode levar a problemas de insônia.

    Por outro lado, a privação do sono também pode aumentar a paranoia. A falta de sono adequado pode levar à irritabilidade, dificuldade de concentração e confusão mental, o que pode tornar mais difícil para a pessoa lidar com seus pensamentos obsessivos e preocupações.

    Para ajudar a melhorar o sono em pessoas que sofrem de paranoia, é importante seguir uma rotina regular de sono saudável, incluindo um horário regular de dormir e acordar, evitar estimulantes como cafeína e nicotina antes de dormir e praticar técnicas de relaxamento como meditação ou exercícios de respiração. Além disso, o tratamento da paranoia subjacente, incluindo medicação e terapia, pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas e melhorar a qualidade do sono.


  • Os sintomas físicos da ansiedade podem persistir por dias? Pra quem tem transtorno de ansiedade gene

    Os sintomas físicos da ansiedade podem persistir por dias? Pra quem tem transtorno de ansiedade generalizada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Pode sim. Em geral, a duração dos sintomas físicos do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) varia de pessoa para pessoa e depende de muitos fatores diferentes, o que inclui a gravidade dos sintomas, o tratamento que está sendo recebido e as circunstâncias individuais da vida.

    Em geral, os sintomas físicos do TAG podem ser intermitentes e durar algumas semanas ou meses, ou podem ser persistentes e durar vários anos. Os sintomas podem aumentar e diminuir em gravidade ao longo do tempo, dependendo do nível de estresse e ansiedade que a pessoa está enfrentando.


  • Sou esquizotipica com laudo de depressão e ansiedade generalizada minha melhor amiga é alguém com bo

    Sou esquizotipica com laudo de depressão e ansiedade generalizada minha melhor amiga é alguém com boderline e acredito que nossos "transtornos não coexistem bem um com o outro" e isso pode estar nos destruindo. Isso faz algum sentido clinicamente falando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Guilherme Paim Mascarenhas

    Olá. Acredito que o primeiro ponto de sua questão que deve ser esclarecido é que diagnósticos não existem independente das pessoas. Quem se relaciona são pessoas em seus contextos históricos e culturais, portanto, você e sua amiga não se resumem a esses diagnósticos. É preciso compreender o comportamento em contexto, o que inclui a história de vida de cada uma, suas experiências e vivências. Além disso, o conflito faz parte das relações humanas, o mais importante é compreender sua origem e como cada pessoa lida com eles.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.