Perguntas do paciente (5)

  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Malheiros

    Talvez a questão não seja apenas “por que investir se as pessoas vão embora?”, mas o quanto essas partidas doem a ponto de fazer a solidão parecer mais segura. Criar vínculos sempre envolve algum risco: as pessoas mudam, se afastam e ocupam lugares diferentes em nossa vida. Mas um vínculo não precisa durar para sempre para ter sido verdadeiro ou importante. Talvez o desafio seja conseguir se relacionar sem exigir a garantia de permanência, permitindo que algumas pessoas fiquem, outras partam e que isso não transforme cada despedida na sensação de que investir no outro não valeu a pena.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Malheiros

    Nem todo terapeuta de casal terá familiaridade com relacionamentos abertos, e acho importante que vocês se sintam à vontade para perguntar sobre isso antes de iniciar. Mais do que encontrar alguém que “aprove” ou “desaprove” essa escolha, vale buscar um profissional capaz de escutar a dinâmica de vocês sem tentar enquadrá-la em um modelo pronto de relacionamento.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Malheiros

    Pelo que você descreve, isso não parece falar necessariamente de um desejo de trair, mas de algo bastante humano: o desejo de continuar sendo vista, admirada e reconhecida pelo olhar do outro. Estar em um relacionamento não faz desaparecer nossa vaidade, nossas inseguranças ou a importância que damos à maneira como somos percebidos.

    Talvez seja mais interessante, em vez de tentar classificar esses pensamentos como “traição” ou buscar imediatamente um diagnóstico, compreender por que o olhar dessas pessoas ainda mobiliza tanto você e, principalmente, por que isso produz tanta culpa. Às vezes, o sofrimento está menos no pensamento que aparece e mais na exigência que fazemos de nós mesmos de que ele não deveria existir.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Malheiros

    Quando o consumo de pornografia começa a parecer algo que você não consegue escolher interromper, talvez o caminho não seja apenas tentar “se livrar” dele pela força de vontade, mas entender a função que ele passou a cumprir na sua vida. Muitas vezes, comportamentos repetitivos aparecem como uma forma de aliviar ansiedade, solidão, frustração ou outras tensões. Procure ajuda psicológica.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Malheiros

    O amor não permanece com a mesma intensidade e forma do início, e a diminuição da paixão não significa necessariamente que ele acabou. Às vezes, quanto mais tentamos descobrir “se ainda amamos”, mais a ansiedade interfere naquilo que conseguimos sentir.

    Talvez seja mais importante compreender o que mudou em você e na relação do que buscar uma resposta imediata. Um psicólogo pode ajudá-la a explorar esses sentimentos e entender melhor o que está acontecendo, sem pressioná-la a decidir entre ficar ou terminar.


Perguntas frequentes

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