Perguntas do paciente (4)

  • Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria sabe

    Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria saber como destrancar isso pq só está piorando cada vez mais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Rodrigues Heckrath

    Você pode ter um traço de personalidade mais introspectivo. Daí, as emoções ficam mais retidas em seu corpo e dificilmente são externalizadas. Mas isso não é regra. Outra possibilidade, com mais chances, é que o ato de chorar, em algum momento da sua vida, lhe trouxe prejuízos, como quando, na infância, os pais mandam a criança "engolir" o choro ou, se ela chorasse, era severamente punida. Daí, associando o ato de chorar à punição, o inconsciente reprimiu que chorar é ruim. Mas na vida adulta isso não mais aconteceria e o choro deveria ser ressignificado. Um acompanhamento psicoterápico deve ajudar muito a liberar essa energia e livrar-se do sentimento de culpa.


  • Quando escuto alguém falando de forma detalhada sobre determinado acidente que sofreu, sinto um desc

    Quando escuto alguém falando de forma detalhada sobre determinado acidente que sofreu, sinto um desconforto e minha pressão começa a cair. Eu posso ver sangue e creio que até acidentes sem problemas, mas não escutar a história detalhadamente. Associei isso ao fato de que sinto as coisas com muita intensidade, tenho uma sensibilidade emocional grande, além de eu ser mais introspectivo (voltado para os pensamentos, imaginações). Está correto ou teria outra explicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Rodrigues Heckrath

    Olá. Você pode ter desenvolvido um trauma sobre algo que escutou e não lhe fez bem. Por exemplo: se tiver recebido muitas broncas dos pais, na infância, ter sofrido discriminação ou bullying, de forma verbal. Daí, em situações como essas, dependendo da força do aparelho psíquico, a escuta lhe remete a situações com alta carga de sofrimento e ansiedade. Então, sendo seu caso, o escutar afeta mais do que o ver. Mas o melhor é iniciar (ou retoma) um processo de análise em clínica.


  • Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que p

    Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que provoca muito sofrimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Rodrigues Heckrath

    Todo e qualquer transtorno - físico ou mental - provoca sofrimento. No TPB, embora em geral a pesoa se mostre muito segura de si e desafiadora, passando a imnpressão de ser uma pessoa de personalidade, firme nas decisões, na verdade o inconsciente dela está lhe sabotando, expondo-a a riscos desnecessários, conflitos sociais e episódios simultâneos de extrema tristeza e extrema euforia. Com isso, dificilmente ela se adptará às suas relações sociais, o que intensificará seu sofrimento psíquico.


  • O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissiona

    O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gustavo Rodrigues Heckrath

    A pessoa com autismo não será prejudicada intelectual ou profissionalmente por ser autista. Os autistas de forma geral apresentam as mesmas capacidades cognitivas dos que não o são. O que pode prejudicar no desenvolvimento daquelas habilidades são o nível de afeto recebido da família, a socialização que lhes é devida, como um direito, especialmente na escola e, ainda nesse espaço, o acompanhamento por um profissional especialista em acompanhamento de autistas em sala de aula (geralmente ABA). Isso aliás é um direito previsto em lei. Outro fator importante para o desenvolvimento dos autistas é a inserção em atividades coletivas, como em praças, parques e em centros de reabilitação. Essa inserção faz parte dos diretios da pessoa com autismo, visando a sua socialização e a ocupação dos espaços públicos. Já no campo profissional, além da inclusão no mercado de trabalho, outro direito da pessoa com autismo, é impportante que ele/ela seja contratado para desempenhar funções que estejam ao seu alcance, manual e cognitivamente e que não provoque nele/nela situações estressantes que possam deixá-lo/la irritado ou alterado emocionalmente.


Perguntas frequentes

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