Perguntas do paciente (12)

  • bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re

    bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Ser canhota não significa, por si só, ter menor desempenho no teste palográfico. Mas compreendo que existe mais facilidade motora na mão dominante. A execução pode ser influenciada por diversos fatores, como coordenação motora, ritmo, ansiedade e familiaridade com a tarefa. O ideal é não tentar “treinar para passar” no teste, mas buscar compreender o que está dificultando seu desempenho. Se isso acontece repetidamente, uma avaliação psicológica individual pode ajudar a identificar os fatores envolvidos e orientar estratégias adequadas.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Esses pensamentos, por si só, não caracterizam traição em termos "técnicos", porém à envolver crenças e a construção de ética e moral na sua formação de personalidade, podem oferecer uma preocupação e julgamento tal qual uma traição fisica, de fato. É relativamente comum querer causar uma boa impressão diante de alguém do passado, não indicando um transtorno psicológico, mesmo estando em um relacionamento.

    O mais importante é observar o significado que isso tem para você e o quanto esses pensamentos geram culpa, ansiedade ou necessidade de controle.

    Ansiedade, baixa autoestima e preocupação excessiva com a avaliação dos outros podem estar envolvidos, mas não é possível afirmar TOC sem uma avaliação clínica. No TOC, por exemplo, pensamentos indesejados costumam vir acompanhados de sofrimento significativo e/ou comportamentos compulsivos.

    Se isso estiver ocupando muito espaço na sua vida, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender o padrão sem julgamentos e diferenciar uma preocupação comum de algo que merece investigação clínica.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Entendo a sua dificuldade, esse é um comportamento que pode se tornar bastante automático e difícil de interromper, porém há solução efetiva.

    A repetição de pornografia associada à excitação e ao alívio de tensão, fora a possibilidade de "implicar na sua sensibilidade ao toque", uma vez que você compreende como se tocar para alcançar o prazer, e outros pessoas não possuem sensibilidade tão apurada, frustrando e dificultando as relações sexuais em certa medida, e tudo isso pode reforçar circuitos de recompensa e aprendizagem, tornando determinados estímulos e contextos gatilhos para o comportamento. Isso não significa que o cérebro esteja “viciado em dopamina”, uma explicação popular, mas simplista.

    Somente em terapia podemos investigar o que esse comportamento representa para cada pessoa: quais conflitos, desejos, angústias ou formas de satisfação estão envolvidos, em vez de olhar apenas para o sintoma.

    Na prática, é importante identificar gatilhos, reduzir situações que favorecem o comportamento, desenvolver outras formas de lidar com ansiedade e estresse e, principalmente, compreender a função que a pornografia está cumprindo. Quando há perda de controle ou prejuízo significativo, a psicoterapia é indicada para uma avaliação individualizada antes de se tornar algo mais "acentuado" que passe a dominar por completo sua rotina e pensamentos.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    A diminuição da “euforia” do início do relacionamento, por si só, não significa que o amor acabou. Sabemos que a paixão tende a se transformar ao longo do tempo, podendo dar lugar a formas mais estáveis e menos estimulantes.

    Em vez de perguntar “ainda amo?”, podemos investigar o que esse amor representa para você, quais expectativas foram depositadas no relacionamento e se a angústia está relacionada à perda do sentimento ou à necessidade de ter certeza sobre ele. Às vezes, tentar verificar constantemente se ainda sentimos algo pode aumentar justamente a ansiedade.

    Por isso, eu não recomendaria tentar “fabricar” novamente a sensação do início. É mais produtivo observar a relação como ela existe hoje: há desejo de proximidade? admiração? intimidade? interesse pelo outro? liberdade para ser você mesma? E também investigar se ansiedade, conflitos pessoais ou a própria dinâmica do casal estão interferindo na experiência afetiva. Algumas mulheres possuem um padrão relacional, onde apenas conseguem sentir-se amadas, quando envolvidas em emoções muito intensas, o que pode ter uma raiz na infância onde o "corpo" se habituou a viver emoções extremas e passou a normalizar isso, tendo esse padrão dopaminérgico como o "normal".

    A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo: não decidir por você se é amor ou não, mas criar condições para que você consiga compreender o que está sentindo sem transformar cada oscilação emocional em uma prova de que o relacionamento acabou ou que algo precisa ser alterado.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Entendo perfeitamente o que você está descrevendo. Quando estamos sofrendo, pesquisar sintomas pode parecer uma tentativa de compreender e controlar o que está acontecendo. O problema é que informações sobre transtornos são necessariamente generalizadas: pessoas diferentes podem apresentar sintomas semelhantes por razões completamente diferentes.

    Por isso, uma pesquisa na internet pode reconhecer padrões, mas não consegue avaliar a singularidade do seu caso. Ao ler muitas descrições, é fácil começar a se identificar com cada sintoma e transformar possibilidades em certezas. Isso pode aumentar a sua vigilância, a ansiedade e o medo.

    Na psicologia e na psiquiatria, a avaliação clínica existe justamente para fazer essa diferenciação: investigar a sua história, contexto, sintomas, duração, intensidade, prejuízos e outros fatores antes de chegar a qualquer conclusão. Existe ainda a importância de compreender como seu sofrimento se organiza internamente— porque duas pessoas podem apresentar manifestações semelhantes e terem significados psíquicos muito diferentes.

    Neste momento, talvez seja mais útil interromper o ciclo de pesquisas e levar apenas as suas informações ao profissional que te acompanha. Você não precisa descobrir sozinho, no meio de milhares de informações, o que é verdadeiro sobre você. Essa é justamente uma das funções de um profissional qualificado: separar informação geral de avaliação clínica individual.

    E como você relata depressão e dificuldade importante para sair de casa, converse o quanto antes com seu médico sobre a evolução dos sintomas e os efeitos do medicamento. O tratamento não precisa ser enfrentado sozinho, parte do seu processo envolve compreender a necessidade de validar as informações ou ter esse controle sobre tudo.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Antes de qualquer coisa: você não é defeituosa. O que aconteceu com foi uma violência, e seu corpo e sua mente podem reagir a experiências traumáticas de maneiras que não escolheu. Entendo perfeitamente por que a intimidade pode despertar medo, choro e lembranças tão dolorosas.

    Quando uma situação atual apresenta elementos que o cérebro associa ao trauma, podem surgir respostas automáticas de ameaça, incluindo pânico, imagens e memórias intrusivas. Isso não significa que você queira reviver o que aconteceu nem que exista algo “errado” com você.

    Também é importante não usar o álcool para conseguir se sentir confortável ou enfrentar a intimidade. Apenas irá piorar os sintomas relacionados ao trauma e à ansiedade, e trazer outros prejuízos consideráveis. Você não precisa voltar a ser quem era antes do trauma. É possível construir uma relação diferente com seu corpo, sua história e sua própria vida. Um bom processo terapêutico que respeite seu limite e tempo é capaz de contribuir.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Entendo perfeitamente sua dúvida — e o quanto pode ser angustiante, principalmente porque existe muita expectativa de que a gestante deveria estar feliz o tempo todo.

    Sentir medo, tristeza, arrependimento, rejeição à ideia de estar grávida ou até dificuldade de se imaginar como mãe não significa automaticamente que você esteja rejeitando o bebê. A gravidez envolve mudanças físicas, psicológicas, relacionais e de identidade, e é possível existir ambivalência: desejar o bebê e, ao mesmo tempo, sofrer com a ideia de tudo o que essa mudança representa.

    Considero mais importante observar o conjunto da experiência do que tentar interpretar um sentimento isolado. Perguntas como “eu não quero este bebê?” e “eu não quero esta gravidez ou as mudanças que ela representa?” podem apontar para questões diferentes.

    Também não é possível determinar apenas por essa sensação se existe rejeição, depressão, ansiedade ou outro sofrimento psicológico. Se esses sentimentos forem intensos, persistentes ou estiverem causando culpa e sofrimento, agendar uma sessão comigo ou outro psicólogo pode ajudar a compreender o que está acontecendo sem julgamentos e sem transformar uma emoção em um diagnóstico.

    Você não precisa sentir uma felicidade constante para que sua experiência seja válida. A construção do vínculo também pode acontecer de maneira gradual, e cada gestação é vivida de uma forma singular, é necessário compreender você, suas nuances, história, e expectativas para então analisar o conjunto e chegar à uma conclusão.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Veja bem, a repetição de uma palavra ou frase pode fazer parte de práticas de meditação e atenção focada, e algumas pessoas relatam redução de ansiedade e maior sensação de calma. Entendo perfeitamente por que você pergunta isso — é uma prática simples e pode parecer interessante.

    Mas existe uma correção importante: não é cientificamente correto dizer que repetir uma frase por alguns minutos simplesmente “troca ondas cerebrais rápidas por ondas lentas”. Estudos de meditação encontram alterações na atividade cerebral em determinadas condições, mas os resultados dependem da técnica, da pessoa e do contexto; não existe uma relação tão direta como “repeti uma palavra = meu cérebro passou de ondas rápidas para lentas”.

    A repetição pode ser feita mentalmente ou em voz baixa/alta. Não há evidência suficiente para afirmar que uma dessas formas seja universalmente superior. O mais importante é se a prática ajuda você a direcionar a atenção e reduzir a ativação naquele momento, se te ajuda de alguma forma, pratique-a.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Entendo sua preocupação e lamento a postura do terapeuta sexual que lhe atendeu.

    Caso marque uma consulta comigou ou outro colega psicólogo, considero potencialmente importante investigar o que aconteceu depois do episódio, você encontrou um conteúdo que lhe causou repulsa, interrompeu e, posteriormente, passou a se perguntar: “O que isso diz sobre mim??”, “Será que sou suja?”, “Será que isso revela quem eu sou?”.

    É possível que o sofrimento esteja menos no conteúdo encontrado e mais no significado que você passou a atribuir à este.

    A ansiedade pode transformar uma experiência pontual em uma investigação interminável sobre si mesma, na tentativa de obter uma certeza absoluta sobre seus desejos e sua identidade. E quanto mais você tenta provar para si mesma que “não é esse tipo de pessoa”, maior pode ficar a angústia.

    Também não vejo, pelo seu relato, elementos suficientes para simplesmente chamar isso de “recaída” ou “vício”. Você mesma descreve meses sem procurar pornografia, ausência de vontade frequente e interrupção imediata quando encontrou algo que não queria ver.

    Você não precisa descobrir sozinha o significado desse episódio. E, principalmente, não precisa transformar aquilo que lhe provocou repulsa em uma definição sobre a sua identidade, você pode procurar ajuda com um profissional de saúde mental habilitado e inserida numa psicoterapia esclarecer e conhecer quem é você.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Entendo perfeitamente esse sofrimento. A culpa por uma infidelidade pode ser legítima e até fazer parte da elaboração de uma experiência da qual você se arrepende. Mas existe uma diferença entre reconhecer uma responsabilidade e permanecer tentando obter uma certeza absoluta de que está perdoada. Na psicanálise, irei compreender e perguntar o que essa culpa representa para você e por que o perdão recebido pelo outro não consegue produzir um perdão interno. Às vezes, continuar reabrindo o acontecimento mantém a pessoa presa à tentativa de reparar algo que, embora tenha acontecido, não pode ser desfeito pela repetição da história.

    A psicoterapia pode ajudar a diferenciar arrependimento, responsabilidade, culpa e compulsão por confirmação. Então, é possivel sim "fazer as pazes" com você mesma, se perdoar, e compreender porquê busca padrões de autopunição ou comiseração para sentir em "paz" ou perdoada.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Veja bem, objetos da infância podem ter um valor que vai além do material, funcionando como marcadores de memória, identidade, vínculos e continuidade da própria história, o processo de terapia com um psicólogo habilitado ajuda a compreender se a questão é relacionada à esses fatores citados acima ou a perda de autonomia, falta de controle e demais sensações.

    De toda a forma, é preciso permitir que exista a elaboração dessa cena, sem transformar essa perda em algo que determine toda a sua relação com o passado.

    Agendando a psicoterapia comigo ou outro colega psicólogo, é importante compreender o que exatamente foi perdido junto com o objeto: a lembrança, uma fase da vida, uma pessoa, uma sensação de pertencimento ou até o direito de decidir sobre algo que era seu.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Heloisa Villa Nova

    Quando alguém entra em um estado de ansiedade social, pode ocorrer uma espécie de hipervigilância sobre si mesma, a atenção fica excessivamente voltada para a própria aparência, voz, gestos e possíveis erros, enquanto se superestima o quanto os outross estão percebendo e julgando.

    Os sintomas que você descreve , de taquicardia, choro, tremor, evitação, sofrimento antecipatório e prejuízo profissional, já justificam uma avaliação clínica para investigar ansiedade social e outras possibilidades, porém somente pelo relato seria irresponsável propor uma hipótese diagnóstica a ser adotada.

    E não, você não precisa se tornar extrovertida. O trabalho é compreender por que uma situação cotidiana, como dizer “bom dia”, adquiriu para você o peso de uma ameaça. Quando entendemos a lógica do sintoma, começamos a trabalhar sobre aquilo que o sustenta, e não apenas a tentar silenciá-lo.

    Procure um psicólogo ou agende uma consulta comigo. Um psicólogo clinico habilitado já é capaz de oefertar um tratamento adequado. Você não está exagerando, nem precisa continuar vivendo dessa maneira.


Perguntas frequentes

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