Perguntas do paciente (12)

  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Sinto muito que você esteja enfrentando tudo isso. Pelo que você descreve, esse momento tem sido muito desgastante e angustiante. A boa notícia é que, com o tratamento adequado, é possível reduzir esses sintomas e recuperar sua qualidade de vida.

    Um ponto importante é que as pesquisas excessivas sobre sintomas acabam alimentando a ansiedade. Quando buscamos respostas o tempo todo, o cérebro passa a interpretar qualquer sensação como um sinal de perigo, criando um ciclo de medo, preocupação e novas pesquisas. Esse ciclo pode intensificar as crises de pânico, a fobia social e até os sintomas da depressão.

    A terapia é uma das principais ferramentas para interromper esse processo. Mesmo que hoje sair de casa pareça impossível, a terapia online pode ser um excelente caminho para iniciar o tratamento. Ela permite que você receba acompanhamento profissional no ambiente em que se sente mais seguro e, aos poucos, desenvolva estratégias para enfrentar seus medos e retomar sua autonomia.

    Independentemente de a terapia ser online ou presencial, o mais importante é que você se identifique com o terapeuta. A criação de um vínculo de confiança é um dos fatores que mais contribuem para o sucesso do tratamento, pois é nesse espaço seguro que você poderá compreender o que está acontecendo e aprender formas mais saudáveis de lidar com seus pensamentos e emoções.

    Se você sentir que faz sentido para você, será um prazer acompanhá-lo(a) nesse processo. Trabalho com um atendimento acolhedor, baseado em evidências científicas, respeitando o seu ritmo e construindo um plano terapêutico personalizado para que você possa recuperar sua segurança e voltar a viver com mais tranquilidade.

    Se desejar dar esse primeiro passo, entre em contato e agende sua consulta. Juntos, podemos construir um caminho para que você volte a ter uma vida mais leve, com autonomia e qualidade de vida.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Olá. Sim, as pesquisas excessivas sobre sintomas podem atrapalhar o tratamento. Quando estamos ansiosos ou deprimidos, é comum buscar respostas na internet na tentativa de aliviar a incerteza. No entanto, esse comportamento pode ter o efeito contrário: aumenta o estado de alerta do cérebro, faz com que você interprete sensações comuns como sinais de perigo e acaba reforçando o medo e a ansiedade.

    Pelo que você descreve, suas dificuldades sociais já existiam, mas as pesquisas parecem ter intensificado esse medo, levando ao isolamento e ao receio de sair de casa. Esse é um ciclo bastante comum: quanto mais evitamos situações por medo de passar mal, mais o cérebro entende que elas realmente representam um perigo, fortalecendo a ansiedade.

    Em relação ao escitalopram, é importante lembrar que ele costuma levar algumas semanas para apresentar seus efeitos terapêuticos completos. Durante esse período, mantenha o acompanhamento com o médico que prescreveu a medicação e informe qualquer mudança importante nos sintomas.

    A terapia é essencial nesse processo. Ela auxilia a compreender os fatores que mantêm a ansiedade e a depressão, a reduzir a necessidade de buscar respostas constantemente na internet, a desenvolver estratégias para lidar com os pensamentos negativos e, gradualmente, a enfrentar as situações que hoje geram medo, sempre respeitando o seu ritmo.

    Já que, neste momento, sair de casa é difícil, a terapia online é um excelente ponto de partida. Ela permite iniciar o tratamento em um ambiente onde você se sente mais seguro. Além de, seja o atendimento online ou presencial, o mais importante é que você se identifique com o terapeuta, pois a construção de um vínculo de confiança é fundamental para que o tratamento seja efetivo.

    Se você deseja começar esse processo, será um prazer acolher e acompanhar você. Trabalho com um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas, para ajudá-lo(a) a compreender o que está acontecendo, recuperar sua confiança e voltar a realizar suas atividades com mais tranquilidade e qualidade de vida.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Essa dificuldade tem sido cada vez mais frequente e pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, ansiedade, excesso de estímulos das redes sociais e até questões emocionais que afetam a atenção e a concentração.

    A terapia é o caminho mais indicado para compreender a origem dessas dificuldades e desenvolver estratégias para melhorar o foco, reduzir a procrastinação e recuperar sua produtividade de forma saudável. Com o acompanhamento adequado, é possível retomar hábitos como a leitura e voltar a ter um desempenho mais satisfatório na vida acadêmica e pessoal.

    Se você sente que isso tem impactado sua rotina, será um prazer ajudar você nesse processo. Agende uma consulta e vamos construir juntos um plano para recuperar sua qualidade de vida e seu potencial.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Os sintomas que você descreve merecem atenção e não devem ser ignorados. Alterações de memória, dificuldade de concentração, ansiedade intensa, isolamento, choro frequente, sensação de vazio e perda de interesse podem estar presentes em diferentes condições, incluindo a depressão, mas também podem estar relacionados a outros transtornos ou até à associação entre eles.

    Por isso, é muito importante evitar tirar conclusões ou receber um diagnóstico apenas com base em relatos ou pesquisas na internet. Um diagnóstico preciso depende de uma anamnese detalhada, na qual serão investigados o início dos sintomas, sua intensidade, fatores desencadeantes, histórico de saúde, contexto de vida e outros aspectos fundamentais para compreender o que realmente está acontecendo.

    A partir dessa avaliação inicial, será possível definir se há além da necessidade de um acompanhamento psicológico, encaminhamento para avaliação psiquiátrica ou até mesmo de uma investigação neuropsicológica, quando indicada. Esse cuidado é essencial para evitar diagnósticos imprecisos e garantir que você receba o tratamento mais adequado.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Quanto mais cedo buscar ajuda, maiores são as chances de recuperar seu bem-estar e evitar que os sintomas se intensifiquem. Agende sua consulta para realizarmos uma avaliação completa e construir um plano de tratamento personalizado. Dar esse primeiro passo hoje pode ser o início da sua recuperação e do reencontro com quem você é.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    O que você está sentindo pode ser mais comum do que parece. Depois de viver dias tão intensos, compartilhando a rotina, criando momentos de conexão e convivendo de forma muito próxima, é natural que a volta à rotina desperte uma sensação de vazio e uma saudade mais intensa. Isso, por si só, não significa que exista algum problema no relacionamento.

    No entanto, quando essa tristeza se torna muito intensa, persistente ou começa a gerar sofrimento significativo, vale a pena investigar mais profundamente o que ela representa para você. Cada pessoa vivencia os vínculos afetivos de uma forma, e compreender essas emoções pode ajudar a fortalecer tanto o relacionamento quanto o seu bem-estar emocional.

    A terapia é um espaço seguro para explorar esses sentimentos, entender suas necessidades emocionais e desenvolver estratégias para lidar com eles de maneira saudável.

    Se essa situação tem causado sofrimento ou se você deseja compreender melhor o que está acontecendo, agende uma consulta. Juntos, poderemos realizar uma avaliação cuidadosa da sua história e das suas emoções, identificando as causas desse sofrimento e construindo um caminho para que você viva seus relacionamentos com mais equilíbrio, segurança e tranquilidade.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Olá! Esse tipo de dúvida é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Sentimentos de admiração, apego ou até interesse amoroso podem fazer parte do processo terapêutico e, em alguns casos, estar relacionados ao fenômeno da transferência.

    No entanto, não é possível diferenciar isso apenas pela descrição dos sentimentos. O mais importante é conversar abertamente sobre essa experiência com a sua psicóloga. Esse é um tema legítimo dentro da terapia e pode ser trabalhado de forma ética, acolhedora e sem julgamentos. Explorar esses sentimentos costuma contribuir para o autoconhecimento e para o próprio processo terapêutico.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Antes de qualquer coisa, quero dizer que você não é defeituosa. As reações que você descreve podem acontecer em pessoas que viveram experiências traumáticas, e isso não significa que haja algo de errado com você ou que você seja incapaz de construir um relacionamento saudável.

    Esses traumas não precisam definir a sua vida. Com um acompanhamento psicológico adequado, é possível compreender essas reações, ressignificar as experiências traumáticas e desenvolver estratégias para reduzir as crises de ansiedade e pânico, permitindo que você recupere sua sensação de segurança e bem-estar.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda é um ato de coragem e pode transformar a forma como você vive seus relacionamentos e sua própria história. Agende uma consulta para que possamos iniciar esse processo com acolhimento, responsabilidade e um plano terapêutico personalizado. Você merece viver com mais tranquilidade, segurança e liberdade, sem que o passado continue controlando o seu presente.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    O que você está sentindo é mais comum do que parece. O desejo de construir um relacionamento profundo e compartilhar a vida com alguém é uma necessidade legítima, e não há nada de fútil nisso. No entanto, quando essa busca começa a gerar angústia, ansiedade e a sensação de que sua felicidade depende de encontrar alguém, vale a pena olhar para isso com mais cuidado.

    Não existe uma idade certa para viver um relacionamento significativo, assim como não é preciso esperar que a vida esteja "perfeita" para encontrar alguém. O mais importante é compreender como essas expectativas, medos e necessidades emocionais têm influenciado a forma como você se relaciona consigo mesmo e com os outros.

    A terapia pode ajudar você a entender essas questões de maneira mais profunda, fortalecer sua autoestima e construir relações mais saudáveis e seguras. Se essa angústia tem sido constante, agende uma consulta. Juntos, podemos trabalhar para que você encontre mais equilíbrio emocional e bem-estar, independentemente do momento da vida em que esteja.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Essa é uma dúvida muito importante, e o fato de você estar se questionando sobre isso já demonstra o quanto essa situação merece atenção e cuidado.

    Nem sempre a dificuldade em aceitar uma gestação significa rejeição ao bebê. Muitas mulheres passam por um período de adaptação, especialmente quando a gravidez não foi planejada ou quando existem medos, conflitos e mudanças importantes acontecendo. No entanto, quando esses sentimentos são intensos, persistentes ou causam sofrimento significativo, é um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

    Procurar ajuda psicológica o quanto antes é essencial. A terapia oferece um espaço seguro para compreender o que você está sentindo, acolher suas emoções sem julgamentos e prevenir que esse sofrimento se intensifique durante a gestação ou após o nascimento do bebê. Cuidar da sua saúde emocional agora é um cuidado com você e também com o desenvolvimento desse vínculo. Não espere que esses sentimentos passem sozinhos. Agende uma consulta e permita-se receber o suporte que você merece nesse momento tão delicado.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Essa sensação pode acontecer porque, muitas vezes, a depressão não é apenas uma resposta a um acontecimento difícil, mas uma condição que precisa ser tratada de forma completa. Quando apenas os sintomas diminuem, sem que os fatores emocionais, comportamentais e os padrões de pensamento sejam trabalhados, situações estressantes podem facilitar uma recaída.

    Isso não significa que a depressão "está esperando para voltar", mas sim que ainda podem existir vulnerabilidades que precisam ser fortalecidas. É justamente por isso que a terapia é tão importante: ela ajuda a identificar os gatilhos, desenvolver estratégias para lidar com momentos difíceis, fortalecer habilidades de enfrentamento e reduzir significativamente o risco de novas recaídas.

    Se você já passou por episódios de depressão ou percebe que os sintomas retornam diante de situações difíceis, não espere que eles se agravem. Agende uma consulta e inicie um acompanhamento para compreender esses sinais e construir recursos emocionais que promovam mais estabilidade, bem-estar e qualidade de vida a longo prazo.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    O que você descreve pode ser muito doloroso. Além do sofrimento vivido no ambiente de trabalho, a sensação de não ter sido acreditado por alguém tão importante quanto a sua mãe pode intensificar sentimentos de abandono, traição e desamparo.

    Quando experiências como essa não são elaboradas, elas podem influenciar a forma como passamos a enxergar as pessoas e os relacionamentos, gerando desconfiança, isolamento e a expectativa de que novas situações semelhantes irão acontecer. Esses sinais merecem atenção, pois podem continuar causando sofrimento mesmo depois que a situação estressora terminou.

    A terapia é fundamental para trabalhar essas experiências, ressignificar o que aconteceu e desenvolver estratégias para que essa dor não continue impactando sua vida e seus relacionamentos. Buscar ajuda agora pode evitar que essas feridas emocionais se tornem cada vez mais profundas e favorecer a construção de vínculos mais seguros e saudáveis.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Iara  Coutinho

    Sim, podem ajudar, e muito. O que você descreve pode estar relacionado a um ciclo de impulsividade, busca constante por novos estímulos, perfeccionismo e dificuldade em manter o foco nas tarefas realmente importantes. Sem um tratamento estruturado, é comum a pessoa continuar acumulando cursos e conhecimentos, mas sentir dificuldade para transformá-los em resultados práticos.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens com melhores evidências para trabalhar esse tipo de demanda. O objetivo não é apenas reduzir a impulsividade, mas desenvolver estratégias para melhorar o foco, a organização, o manejo da procrastinação e do perfeccionismo, favorecendo uma rotina mais produtiva e equilibrada.

    Para casos como o seu, costumo indicar um programa de acompanhamento, em vez de sessões isoladas. Meu plano bimestral ou trimestral permite um trabalho contínuo, com definição de metas, monitoramento da evolução e aplicação prática das estratégias entre as sessões, o que aumenta significativamente as chances de mudança consistente.

    Se você percebe que esse padrão já está prejudicando seu desempenho profissional, este é o momento ideal para agir. Agende sua avaliação inicial para entendermos a origem dessas dificuldades e definir o plano de tratamento mais adequado para que você recupere o controle da sua rotina e alcance resultados concretos.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.