Perguntas do paciente (896)

  • Eu fiz a cirurgia retirada da vesicula tô evacuando as fezes de cor escura mas tem dois dias que com

    Eu fiz a cirurgia retirada da vesicula tô evacuando as fezes de cor escura mas tem dois dias que comi feijão preto isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Após a retirada da vesícula, é comum ocorrerem mudanças no hábito intestinal, como alteração na frequência das evacuações ou na consistência das fezes, principalmente nas primeiras semanas. Porém, a cor das fezes depende muito da alimentação e de outros fatores.

    O feijão preto pode deixar as fezes mais escuras por causa dos pigmentos presentes no alimento, e isso pode acontecer por alguns dias após o consumo.

    Entretanto, é importante diferenciar:

    Fezes escuras pelo alimento: geralmente têm aspecto habitual, sem outros sintomas associados.
    Fezes pretas tipo borra de café, muito escuras, pegajosas e com cheiro forte (melena): podem indicar sangramento digestivo e precisam de avaliação médica.

    Procure atendimento se as fezes estiverem realmente pretas como piche ou se houver:

    tontura ou fraqueza;
    dor abdominal importante;
    vômitos com sangue;
    palidez;
    queda de pressão.

    Se você está bem e a mudança começou após comer feijão preto, é bastante possível que seja apenas efeito da alimentação.

    Para entender melhor: a cirurgia de retirada da vesícula foi feita há quantos dias/semanas? As fezes estão apenas mais escuras ou estão pretas, brilhantes e com aspecto de borra/piche? Você está usando algum medicamento como ferro, bismuto (para gastrite) ou anticoagulante?


  • Estou tomando bupropiona de 300mg e naltrexona de 50mg a 5 meses e parei de perder peso, isso é norm

    Estou tomando bupropiona de 300mg e naltrexona de 50mg a 5 meses e parei de perder peso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Sim, isso pode acontecer e é relativamente comum. Com o uso de bupropiona 300 mg + naltrexona 50 mg, muitas pessoas apresentam uma perda de peso mais intensa nos primeiros meses e depois entram em uma fase de platô, em que o peso fica estável mesmo mantendo o tratamento.

    Isso ocorre porque, com o emagrecimento:

    o organismo passa a gastar menos energia;
    o apetite pode aumentar como resposta natural do corpo à perda de peso;
    a diferença entre calorias consumidas e gastas pode diminuir;
    pode haver adaptação do metabolismo.

    O fato de você ter parado de perder peso após 5 meses não significa necessariamente que o medicamento deixou de funcionar, mas é um momento em que o médico costuma reavaliar:

    quanto peso foi perdido desde o início;
    alimentação atual;
    rotina de exercícios;
    sono e estresse;
    possíveis alterações hormonais ou metabólicas (como tireoide, resistência à insulina, menopausa, entre outros).

    Também é importante avaliar se a medicação ainda está trazendo benefício (por exemplo, controle da fome, compulsão alimentar ou manutenção do peso perdido). Não é recomendado aumentar dose ou suspender por conta própria.

    Para eu entender melhor seu caso:

    Quantos quilos você perdeu nesses 5 meses?
    Qual era seu peso inicial e qual é o peso atual?
    Você sente que a fome voltou ou apenas o peso parou de baixar?
    Você usa algum outro medicamento (como antidepressivos, corticoides, reposição hormonal ou remédios para tireoide)?


  • Minha endocrino receitou Poviztra 2,4mg e vou usar 1mg por semana. Ela receitou 32 cliques para cheg

    Minha endocrino receitou Poviztra 2,4mg e vou usar 1mg por semana. Ela receitou 32 cliques para chegar na dose. Está certo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    É importante confirmar essa orientação, porque “cliques” não são uma medida universal: a quantidade de medicamento por clique depende do modelo da caneta e da concentração da solução.

    Se a sua endocrinologista prescreveu Poviztra 2,4 mg e orientou usar 1 mg por semana, é possível que ela tenha feito o cálculo com base na caneta específica que você recebeu. Porém, não dá para confirmar se 32 cliques correspondem realmente a 1 mg sem saber a apresentação exata da caneta (quantos mg há no total, quantos mL e quantos cliques a caneta possui).

    Antes de aplicar, confira:

    nome completo do medicamento e concentração escrita na caneta/caixa;
    se a dose indicada na receita é realmente 1 mg semanal;
    se existe uma tabela oficial de conversão de cliques daquela caneta.

    Evite ajustar o número de cliques por conta própria, pois uma dose maior do que a planejada pode aumentar efeitos como náuseas, vômitos, refluxo, dor abdominal e outros efeitos gastrointestinais.

    Se você me enviar exatamente o que está escrito na caixa/caneta (por exemplo: “Poviztra 2,4 mg — X mg/mL — caneta com X doses”) ou uma foto da informação da embalagem, consigo ajudar a conferir o cálculo.


  • Bom dia, Tive relação com minha namorada no sexto dia da menstruação dela e houve ejaculação den

    Bom dia,

    Tive relação com minha namorada no sexto dia da menstruação dela e houve ejaculação dentro, num período de 12 horas ela tomou a pílula do dia seguinte, corre risco de gravidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Sim, existe risco de gravidez, mas pelo que você descreveu ele tende a ser baixo, principalmente por dois fatores:

    A relação ocorreu no 6º dia da menstruação, período em que muitas mulheres ainda estão longe da ovulação (especialmente se o ciclo for regular).
    Ela tomou a pílula do dia seguinte em até 12 horas, que é quando ela costuma ter sua maior eficácia.

    Apesar disso, o risco não é zero. Isso porque:

    algumas mulheres têm ciclos mais curtos ou ovulam mais cedo;
    os espermatozoides podem permanecer viáveis no trato reprodutivo por alguns dias;
    a eficácia da pílula depende do momento do ciclo e do tipo utilizado.

    A pílula pode causar alterações temporárias, como:

    atraso ou adiantamento da próxima menstruação;
    pequenos sangramentos;
    cólicas;
    sensibilidade nas mamas;
    náuseas.

    Para confirmar:

    se a menstruação atrasar mais de 7 dias em relação ao esperado, é indicado fazer um teste;
    um teste de gravidez de farmácia costuma ser mais confiável a partir de cerca de 14 dias após a relação (ou no primeiro dia de atraso menstrual).

    Uma informação importante: você sabe qual foi a pílula usada (levonorgestrel 1,5 mg ou ulipristal 30 mg)? E o ciclo dela costuma ser regular (por exemplo, menstrua a cada 28–30 dias


  • Tomei Puran t4 150 mmcg por mais de 10 anos TSH sempre 0.4 e nunca senti nada. Agora quando estou na

    Tomei Puran t4 150 mmcg por mais de 10 anos TSH sempre 0.4 e nunca senti nada. Agora quando estou na premenopausa comecei a sentir taquicardia constante com holter e eco normais. Oque muda em relação a pre/menopausa e o tratamento com levotiroxina?Nao tenho tireoide e não tive CA. Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Na pré-menopausa, o organismo passa por mudanças hormonais que podem alterar a forma como você sente os efeitos da levotiroxina, mesmo mantendo a mesma dose por muitos anos.

    Como você não tem tireoide, o Puran T4 (levotiroxina) é a fonte do hormônio tireoidiano do seu corpo, então o ajuste depende totalmente da dose e da necessidade atual do organismo. Um TSH de 0,4 pode estar dentro da faixa de referência de muitos laboratórios, mas para algumas pessoas, principalmente se o T4 livre estiver mais alto ou se houver maior sensibilidade, pode haver sintomas parecidos com excesso de hormônio, como:

    palpitações ou taquicardia;
    ansiedade;
    tremores;
    intolerância ao calor;
    insônia.

    Na transição para a menopausa, a queda e oscilação do estrogênio também podem causar sintomas que se confundem com excesso de hormônio da tireoide, como:

    ondas de calor;
    sensação de coração acelerado;
    ansiedade;
    alterações do sono;
    maior percepção dos batimentos cardíacos.

    Além disso, mudanças hormonais podem alterar proteínas que transportam os hormônios tireoidianos no sangue, podendo modificar a necessidade de dose em algumas mulheres.

    Como seu Holter e ecocardiograma estão normais, isso é tranquilizador, mas vale reavaliar com seu endocrinologista:

    TSH;
    T4 livre (e eventualmente T3, conforme o caso);
    se a dose de 150 mcg continua adequada para seu peso e momento de vida.

    Não reduza o Puran T4 por conta própria, pois a dose ideal precisa ser individualizada.

    Uma pergunta importante: você fez tireoidectomia total (retirou toda a tireoide) ou parcial? E qual foi seu último valor de T4 livre junto com esse TSH de 0,4? Você usa alguma reposição hormonal para menopausa (estrogênio/estradiol)?


  • Foi encontrado em meu exame LH, FSH , estradiol baixo , prolactina alterada . Menstruação com nive

    Foi encontrado em meu exame LH, FSH , estradiol baixo , prolactina alterada .
    Menstruação com nivel bem baixo , dores fortes de cabeça, solicitado a RM de sela turcica e não foi encontrado nenhum tumor
    É possivel ter passado algum microadenoma despercebido ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Sim, é possível, embora não seja a única explicação. A ressonância magnética de sela túrcica é o principal exame para investigar alterações na hipófise, mas microadenomas muito pequenos (especialmente menores que alguns milímetros) podem, em algumas situações, não ser identificados, mesmo com uma RM adequada.

    Entretanto, antes de concluir que existe um microadenoma oculto, é importante avaliar o conjunto dos achados. Alterações de LH, FSH e estradiol baixos sugerem uma alteração no eixo hipotálamo–hipófise–ovários, mas isso pode ocorrer por várias causas, como:

    alterações funcionais do hipotálamo/hipófise;
    estresse intenso, perda de peso importante ou excesso de exercício;
    alguns medicamentos;
    alterações da tireoide;
    aumento de prolactina (hiperprolactinemia);
    outras alterações hormonais.

    A prolactina elevada pode interferir na produção de LH e FSH e reduzir o estímulo dos ovários. Nem toda prolactina aumentada significa tumor: ela pode subir por estresse, coleta do exame, alguns medicamentos, alterações da tireoide, entre outros fatores.

    Quando a suspeita de alteração hipofisária permanece, o médico pode considerar:

    repetir a prolactina em condições adequadas (repouso antes da coleta e avaliação de possíveis interferentes);
    avaliar o valor exato da prolactina e se há sintomas como saída de leite pelas mamas, alterações visuais ou piora das dores de cabeça;
    revisar se a RM foi feita com protocolo específico para hipófise/sela túrcica com contraste, quando indicado.

    Procure avaliação mais rápida se houver:

    alteração visual (principalmente perda de visão lateral);
    dor de cabeça nova, muito intensa ou progressiva;
    vômitos associados ou sintomas neurológicos.

    Para entender melhor seu caso:

    Qual foi o valor da prolactina (ex.: 30, 100, 200 ng/mL)?
    Qual sua idade?
    Você está sem menstruar ou apenas com fluxo reduzido? Há quanto tempo?
    A ressonância foi feita com contraste e protocolo de hipófise?


  • O doutor falou que a caneta Poviztra 2,4mg que ele me receitou tem 300 cliques, o que na dose que an

    O doutor falou que a caneta Poviztra 2,4mg que ele me receitou tem 300 cliques, o que na dose que ando tomando de 0,75 (24 cliques) dá 12 aplicações ou quase 3 meses, porém os sites dizem que devo descartar a caneta após 6 semanas... vou jogar fora sem ter usado tudo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Essa é uma dúvida muito comum quando se usa a caneta em doses menores por “cliques”. A resposta é: oficialmente, a caneta deve ser descartada após 6 semanas depois de aberta, mesmo que ainda exista medicamento dentro.

    No seu caso, o raciocínio do seu médico provavelmente foi baseado no fato de que a caneta de Poviztra 2,4 mg contém uma quantidade total de medicamento que permite fracionar doses menores. Porém, usar uma caneta aberta por quase 3 meses (12 aplicações semanais) fica fora da recomendação oficial do fabricante, porque após aberta existe preocupação com estabilidade do medicamento e risco de contaminação.

    Então, você tem duas questões diferentes:

    Quantidade de medicamento: pela conta de cliques, pode realmente parecer que sobra para várias aplicações.
    Segurança após aberto: a recomendação da bula é considerar o prazo de 6 semanas após o primeiro uso.

    Alguns médicos utilizam estratégias com cliques para reduzir custos e, quando fazem isso, costumam orientar cuidados específicos de armazenamento e manuseio. Mas é importante que isso seja uma decisão compartilhada entre você e seu endocrinologista, entendendo que é uma utilização diferente da bula.

    Minha sugestão é confirmar com ele especificamente:
    “Doutor, vou usar a caneta 2,4 mg por 12 semanas usando 24 cliques por dose. O senhor orienta manter a mesma caneta aberta por esse período ou prefere trocar após 6 semanas?”

    Também confirme se você está mantendo:

    geladeira entre 2 e 8 °C;
    sem congelar;
    retirando a agulha após cada aplicação;
    sem deixar a agulha conectada na caneta.

    Se você me disser qual é exatamente a dose que aparece na sua caneta (Poviztra 2,4 mg/3 mL?) e se ela já foi aberta ou ainda está lacrada, posso ajudar a fazer a conta da quantidade disponível.


  • Sou diabético tipo 2 estou perdendo muito peso o que devo fazer?

    Sou diabético tipo 2 estou perdendo muito peso o que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    A perda de peso em uma pessoa com diabetes tipo 2 pode acontecer por vários motivos. Algumas vezes é algo esperado (por exemplo, após melhorar a alimentação ou iniciar alguns medicamentos), mas uma perda de peso importante ou sem intenção precisa ser investigada.

    No diabetes, quando a glicose fica muito alta, o corpo pode não conseguir utilizar adequadamente o açúcar como energia e passa a usar gordura e músculo, levando a emagrecimento. Isso pode acontecer mesmo em pessoas com diabetes tipo 2 quando o controle está inadequado.

    É importante verificar:

    como estão suas glicemias (jejum e após as refeições);
    sua hemoglobina glicada;
    se houve mudança recente nos medicamentos (por exemplo, início de Metformina, agonistas de GLP-1 ou redução de apetite);
    presença de sintomas como muita sede, urinar muito, cansaço, visão embaçada, náuseas ou fraqueza.

    Procure seu endocrinologista para reavaliar o tratamento, principalmente se:

    perdeu muitos quilos em pouco tempo;
    não estava tentando emagrecer;
    a glicose está frequentemente acima da meta;
    sente sintomas de desidratação ou mal-estar.

    Para orientar melhor, me diga:

    Quantos quilos você perdeu e em quanto tempo?
    Qual sua idade, altura e peso atual?
    Quais medicamentos para diabetes você usa (metformina, insulina, Mounjaro, Ozempic, outros)?
    Qual foi sua última hemoglobina glicada e suas glicemias recentes?


  • O Oestrogel apresenta riscos de trombose para mulheres trans mais velhas que já tiveram um episódio

    O Oestrogel apresenta riscos de trombose para mulheres trans mais velhas que já tiveram um episódio de trombose, use como protetor aspirina 100mg diária e comprimido para controle da tensão arterial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Sim, o uso de Oestrogel (estradiol em gel transdérmico) pode apresentar risco de trombose, porém esse risco depende muito do perfil individual da pessoa, da dose utilizada, da via de administração e dos fatores de risco existentes.

    Em mulheres trans mais velhas, especialmente aquelas que já tiveram um episódio de trombose, a terapia hormonal com estrogênio precisa ser avaliada com bastante cuidado. O antecedente de trombose é considerado um importante fator de risco, e o acompanhamento deve ser feito por uma equipe com experiência em terapia hormonal de afirmação de gênero.

    Alguns pontos importantes:

    O estradiol transdérmico (gel ou adesivo) costuma ser considerado uma opção com menor risco trombótico do que o estrogênio oral, pois evita o primeiro metabolismo pelo fígado e tende a ter menor impacto em alguns fatores de coagulação. Porém, não significa que o risco seja zero, principalmente em quem já teve trombose.
    A aspirina 100 mg é um antiagregante plaquetário, mas não substitui o efeito de um anticoagulante quando existe indicação de prevenção de novos eventos trombóticos. Usar aspirina como “proteção” contra trombose relacionada ao estrogênio não deve ser decidido sem avaliação médica.
    O controle da pressão arterial é importante, mas também não elimina o risco trombótico associado ao estrogênio.

    Antes de iniciar ou manter o Oestrogel, normalmente é importante avaliar:

    motivo e características da trombose anterior (foi espontânea? relacionada a cirurgia, imobilização ou outro fator?);
    idade atual;
    presença de hipertensão, tabagismo, obesidade, alterações de colesterol;
    histórico familiar de trombose;
    necessidade de investigação de trombofilias em alguns casos;
    quais níveis hormonais se deseja atingir e qual a menor dose eficaz.

    Não interrompa nem ajuste o estrogênio ou a aspirina sem conversar com seu médico, mas, pelo histórico de trombose, vale uma avaliação conjunta com endocrinologista e, quando necessário, hematologista.

    Para entender melhor o risco: qual a sua idade, quando ocorreu a trombose, qual tipo foi (TVP na perna, embolia pulmonar ou outro) e você está usando Oestrogel atualmente ou está pensando em iniciar?


  • Boa tarde eu tomo pela manhã o dapaglifloziina de 10 mg e o glifage de 500 mg tem algum problema tom

    Boa tarde eu tomo pela manhã o dapaglifloziina de 10 mg e o glifage de 500 mg tem algum problema tomar os dois ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Boa tarde! Em geral, não há problema em usar dapagliflozina 10 mg junto com Glifage 500 mg (metformina). Essa é, inclusive, uma combinação bastante utilizada no tratamento do diabetes tipo 2, pois os medicamentos atuam por mecanismos diferentes e podem se complementar.

    A metformina ajuda a reduzir a produção de glicose pelo fígado e melhora a sensibilidade à insulina. A dapagliflozina aumenta a eliminação de glicose pela urina, ajudando a reduzir a glicemia e trazendo benefícios cardiovasculares e renais em alguns pacientes.

    Alguns cuidados durante o uso da dapagliflozina:

    manter boa hidratação;
    observar sinais de infecção urinária ou genital (ardência, coceira, corrimento);
    procurar orientação se houver náuseas intensas, dor abdominal, fraqueza importante ou mal-estar, pois raramente pode ocorrer cetoacidose mesmo sem glicemias muito altas.

    A metformina costuma ser melhor tolerada quando tomada junto às refeições, conforme orientação médica.

    Para confirmar se seu esquema está adequado, seria importante saber: você usa Glifage 500 mg comum ou Glifage XR (liberação prolongada)? E seu diabetes está controlado (qual foi sua última hemoglobina glicada)?


  • Qual é a forma mais segura para fazer a transução hormonal como uma garota trans? Tipo com a melhor

    Qual é a forma mais segura para fazer a transução hormonal como uma garota trans? Tipo com a melhor foma de tratamento

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    A forma mais segura de fazer a transição hormonal para uma mulher trans é com acompanhamento médico individualizado, geralmente com um endocrinologista com experiência em terapia hormonal de afirmação de gênero. Não existe uma única “melhor fórmula” para todas as pessoas, porque a escolha depende da idade, saúde cardiovascular, histórico de trombose, pressão arterial, peso, tabagismo, exames e objetivos pessoais.

    De forma geral, os princípios considerados mais seguros são:

    Estrogênio por via transdérmica (gel ou adesivo): em muitas pessoas, especialmente mulheres trans mais velhas ou com maior risco cardiovascular, costuma ser preferido em relação ao estrogênio oral por apresentar menor impacto em alguns fatores relacionados à coagulação. Mesmo assim, o risco de trombose não é zero e precisa ser avaliado individualmente.
    Usar a menor dose eficaz para atingir os objetivos hormonais, evitando doses excessivas.
    Avaliar a necessidade de um bloqueador de testosterona (quando indicado), pois algumas pessoas precisam e outras podem ter riscos ou contraindicações dependendo do medicamento escolhido.
    Fazer acompanhamento com exames periódicos, geralmente incluindo:
    estradiol;
    testosterona total (e às vezes livre);
    função hepática e renal;
    perfil lipídico;
    glicemia/hemoglobina glicada;
    pressão arterial e avaliação de risco cardiovascular.

    Em pessoas com maior risco, como idade mais avançada, obesidade, hipertensão ou histórico de trombose, o planejamento precisa ser ainda mais cuidadoso. Um episódio prévio de trombose, por exemplo, não significa automaticamente que a transição hormonal seja impossível, mas muda a escolha do esquema e pode exigir avaliação com hematologista.

    Evite iniciar hormônios por conta própria ou ajustar doses sem acompanhamento, pois doses maiores não necessariamente aceleram ou melhoram a feminização e podem aumentar riscos.

    Se você puder informar:

    sua idade;
    se já teve trombose (como comentou anteriormente) e quando foi;
    se ainda tem testosterona elevada ou já usa algum hormônio;
    se tem hipertensão, diabetes, fuma ou tem obesidade;

    consigo comentar quais pontos seriam mais importantes para discutir com o endocrinologista.


  • O óleo de semente de abóbora é frequentemente citado como benéfico para homens com problemas de prós

    O óleo de semente de abóbora é frequentemente citado como benéfico para homens com problemas de próstata. Esse efeito está relacionado a alguma ação hormonal específica?
    No caso das mulheres, esse mesmo mecanismo pode causar algum tipo de interferência hormonal como alteração no ciclo menstrual ou nos níveis de estrogênio e progesterona?
    Além disso existe evidência de benefício do uso desse óleo para queda de cabelo em mulheres ou seu uso é mais direcionado para condições específicas como saúde prostática?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    O óleo de semente de abóbora é bastante divulgado para a saúde da próstata, principalmente por estudos que sugerem possíveis benefícios em sintomas urinários relacionados à hiperplasia prostática benigna (HPB). O mecanismo proposto envolve alguns efeitos, mas não é considerado um “bloqueador hormonal” potente.

    Na próstata, alguns componentes do óleo de semente de abóbora (como fitoesteróis, ácidos graxos e compostos antioxidantes) podem ter efeitos sobre a inflamação e sobre vias relacionadas ao metabolismo dos andrógenos. Existem estudos sugerindo uma possível redução discreta da atividade da 5-alfa-redutase, enzima que converte testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), hormônio envolvido no crescimento prostático e também relacionado à queda de cabelo androgenética. Porém, esse efeito parece ser bem mais fraco do que medicamentos específicos que bloqueiam essa enzima.

    Nas mulheres, não há evidência de que o óleo de semente de abóbora cause alterações relevantes nos níveis de estrogênio ou progesterona, nem que normalmente provoque mudanças no ciclo menstrual. Ele não é considerado um fito-hormônio com ação estrogênica significativa. Portanto, em geral, não se espera que altere a menstruação ou a função hormonal feminina.

    Sobre queda de cabelo em mulheres: existem alguns dados sugerindo que ele pode ter algum benefício em casos de alopecia androgenética feminina, justamente pela possível influência discreta na via da DHT. Um estudo pequeno em homens mostrou aumento da quantidade de fios com o uso do óleo, e há interesse em extrapolar esse mecanismo para mulheres, mas a evidência ainda é limitada. Ele não é considerado tratamento principal.

    Na queda de cabelo feminina, é fundamental diferenciar as causas:

    alopecia androgenética feminina (afinamento progressivo, principalmente no topo da cabeça);
    eflúvio telógeno (queda difusa após estresse, pós-parto, doenças, dietas ou alterações hormonais);
    deficiência de ferro/ferritina baixa;
    alterações da tireoide;
    alterações hormonais (como excesso de andrógenos em algumas situações).

    Se a queda for importante, costuma ser mais útil investigar causas com exames como hemograma, ferritina, TSH/T4 livre, vitamina B12, vitamina D e avaliação hormonal quando houver sinais de excesso de andrógenos.

    Se a dúvida for por queda de cabelo feminina, seria interessante saber: a queda é mais de cabelo caindo pela raiz em grande quantidade ou é mais afinamento dos fios no topo da cabeça/risca central abrindo? E existe acne, aumento de pelos no rosto/corpo ou alteração menstrual?


  • Tomei uma injeção de Beta 30 a 15 dias, no dia suei demais, agora passei a fazer muito xixi e emagre

    Tomei uma injeção de Beta 30 a 15 dias, no dia suei demais, agora passei a fazer muito xixi e emagreci 2 quilos. É possível estar fazendo esse efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    A injeção de Beta 30 (geralmente uma associação de corticoides, como betametasona) pode causar algumas alterações no organismo, mas os sintomas que você descreveu — aumento importante da urina, perda de 2 kg e alteração de suor — merecem uma avaliação.

    Os corticoides podem:

    aumentar temporariamente a glicose no sangue;
    causar aumento da sede e da urina quando elevam a glicemia;
    provocar retenção de líquidos em algumas pessoas (embora a perda de peso também possa ocorrer se houver perda de água pela urina);
    alterar o sono, ansiedade, apetite e metabolismo.

    Como você está urinando mais e emagreceu, é importante verificar principalmente a glicemia, mesmo que você nunca tenha tido diabetes, porque corticoides podem desencadear ou revelar uma alteração do açúcar no sangue.

    Seria interessante fazer:

    glicemia de jejum;
    hemoglobina glicada;
    se possível, medir a glicemia em algum momento do dia, especialmente se estiver com muita sede ou fraqueza.

    Procure atendimento mais rapidamente se tiver:

    muita sede;
    boca muito seca;
    náuseas ou vômitos;
    dor abdominal;
    fraqueza intensa;
    respiração diferente ou sonolência.

    Para entender melhor: você tomou Beta 30 por qual motivo (dor, alergia, inflamação, coluna, outra condição)? Você tem histórico de diabetes, pré-diabetes ou casos de diabetes na família? E essa perda de 2 kg aconteceu em quantos dias?


  • Olá, boa tarde! Sempre tive o TSH alto , com T3 e T4 normal, e não fazia nenhum tratamento a respei

    Olá, boa tarde!
    Sempre tive o TSH alto , com T3 e T4 normal, e não fazia nenhum tratamento a respeito. Mas, esse ano, comecei a sentir os sintomas do hipotireoidismo (cansaço excessivo, fraqueza, ganho de peso etc) e comecei a tomar o Puran de 12,5mg, conforme indicação médica. Só que os sintomas pioraram nos primeiros dias: comecei a sentir mais fraqueza, mais sono , mais irritação e constipação.
    Agora, estou no nono dia de Puran e estou um pouco melhor, mas ainda estou estranha.
    Devo passar novamente no endócrino para ajuste de medicação de imediato ou aguardo mais um pouco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Pelo que você descreve, é pouco provável que a piora dos sintomas nos primeiros dias tenha sido causada diretamente pelo Puran T4. A levotiroxina (hormônio da tireoide) tem uma ação lenta: o organismo costuma levar algumas semanas para atingir um novo equilíbrio, e a avaliação da resposta da dose geralmente é feita após cerca de 6 a 8 semanas de uso.

    Como você tinha TSH elevado com T3 e T4 normais, o quadro pode ter sido compatível com um hipotireoidismo subclínico, e a decisão de iniciar tratamento depende do valor do TSH, idade, sintomas, presença de anticorpos (como anti-TPO), desejo de gestação e outros fatores.

    Nos primeiros dias de uso, algumas pessoas relatam sensação de estranheza, mas sintomas como cansaço, constipação, ganho de peso e fraqueza também podem continuar por um tempo porque não melhoram imediatamente após iniciar a medicação.

    O ideal neste momento costuma ser:

    não ajustar a dose por conta própria;
    manter o Puran T4 conforme prescrito;
    repetir TSH e T4 livre após 6–8 semanas (ou conforme orientação do endocrinologista) para decidir se a dose precisa ser ajustada.

    Entretanto, vale antecipar contato com seu endocrinologista se os sintomas forem intensos ou surgirem sinais como:

    palpitações ou coração acelerado;
    tremores;
    ansiedade intensa;
    dor no peito;
    falta de ar;
    piora importante do estado geral.

    Também é importante confirmar se está tomando corretamente: em jejum, apenas com água, aguardando o intervalo orientado antes do café da manhã e separado de ferro, cálcio ou alguns suplementos.

    Para entender melhor: qual era o valor do seu TSH antes de iniciar o Puran T4? Você fez exame de anti-TPO/anti-tireoglobulina para investigar Hashimoto? E sua dose é realmente 12,5 mcg (microgramas)?


  • Minha endocrino receitou Poviztra 2,4mg e vou usar 1mg por semana. Neste caso, são 32 cliques para c

    Minha endocrino receitou Poviztra 2,4mg e vou usar 1mg por semana. Neste caso, são 32 cliques para chegar na dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Não dá para confirmar que 1 mg corresponde a 32 cliques apenas pela informação “Poviztra 2,4 mg”, porque a conversão de cliques → mg depende do modelo específico da caneta e da concentração/volume que ela contém.

    Algumas canetas têm uma quantidade fixa de medicamento por clique, e essa relação precisa ser calculada de acordo com a apresentação exata. Por isso, o número de cliques informado pelo seu endocrinologista pode estar correto se ele fez o cálculo baseado naquela caneta específica, mas não é uma regra universal.

    Antes de aplicar, confirme:

    o que está escrito na caixa/caneta (ex.: 2,4 mg/mL, volume total em mL, quantidade de doses);
    se a receita realmente orienta 1 mg semanal;
    se os 32 cliques correspondem à tabela/protocolo daquela caneta.

    Se você me enviar exatamente o texto da embalagem (por exemplo: “Poviztra 2,4 mg ___ mL” ou uma foto da parte da caneta onde aparece a concentração), consigo ajudar a conferir a conta.


  • Olá! Por favor, atualmente, estou em uso de Puran T4 (25mcg), neutrofer (150) e Dprev (14.000) Meus

    Olá! Por favor, atualmente, estou em uso de Puran T4 (25mcg), neutrofer (150) e Dprev (14.000)
    Meus exames mais recentes mostram TSH 5,3, ferritina 29 e vitamina D 44. A vitamina B12 estava 450 no último exame (janeiro).
    Gostaria de saber se posso iniciar suplementação de vitamina B12. Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    elos valores que você informou, a sua vitamina B12 de 450 pg/mL (em janeiro) está dentro da faixa considerada adequada na maioria dos laboratórios, portanto não há indicação automática de suplementação apenas por esse valor.

    A decisão de suplementar B12 depende do contexto, por exemplo:

    sintomas compatíveis com deficiência (formigamentos, dormência, fraqueza, alterações de memória, anemia);
    alimentação com baixa ingestão de fontes de B12 (pouco consumo de carnes, ovos, leite e derivados);
    uso prolongado de medicamentos que podem reduzir a absorção, como metformina ou alguns protetores gástricos;
    alterações no hemograma ou exames complementares.

    Sobre seus outros exames:

    TSH 5,3: sugere que pode haver necessidade de reavaliar a dose do Puran T4, dependendo do motivo do tratamento, sintomas e do seu T4 livre. Não ajuste por conta própria; converse com seu endocrinologista.
    Ferritina 29: está em uma faixa que pode ser considerada baixa-normal. O fato de você estar usando Neutrofer indica que seu médico já está tratando a reposição de ferro.
    Vitamina D 44: geralmente está em uma faixa adequada para muitas pessoas, dependendo do objetivo do tratamento.

    Se quiser avaliar melhor a necessidade de B12, seu médico pode considerar repetir a dosagem e, em alguns casos, avaliar hemograma, ácido metilmalônico ou homocisteína, principalmente se houver sintomas.

    Uma dúvida: você quer iniciar B12 por algum motivo específico (cansaço, queda de cabelo, formigamentos, memória, ansiedade) ou seria apenas para prevenção? E você tem diagnóstico de Hashimoto/hipotireoidismo ou usa Puran T4 por outro motivo?


  • Olá tou tomando bup a 2meses mais aumentou meu fogacho .e da tremores a noite ..como faço p parar?

    Olá tou tomando bup a 2meses mais aumentou meu fogacho .e da tremores a noite ..como faço p parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    A bupropiona pode, em algumas pessoas, causar ou piorar alguns sintomas como sudorese aumentada, sensação de calor, tremores, ansiedade, agitação e alterações do sono. Portanto, é possível que ela esteja contribuindo para o aumento dos fogachos e dos tremores noturnos.

    No entanto, como você já apresenta fogachos, também é importante considerar a própria transição para a menopausa, pois as oscilações hormonais podem causar ondas de calor e despertares com tremores ou sensação de ansiedade.

    O ideal é não suspender a bupropiona de forma abrupta sem conversar com o médico, principalmente se ela foi prescrita para depressão, ansiedade, compulsão alimentar ou outro motivo. O médico pode avaliar:

    redução ou ajuste do horário da dose;
    troca por outro medicamento, se necessário;
    investigar outras causas dos sintomas (tireoide, menopausa, alterações metabólicas).

    Procure avaliação mais rápida se os tremores vierem acompanhados de palpitações intensas, dor no peito, falta de ar, desmaio ou confusão.

    Para entender melhor: você usa qual dose de bupropiona (150 mg ou 300 mg)? Está usando para depressão, ansiedade, parar de fumar ou emagrecimento? E você está na menopausa ou ainda menstruando?


  • Sou diabético, tenho glicemia controlada, hemoglobina glicada abaixo de 7, e fiz um exame de vitamin

    Sou diabético, tenho glicemia controlada, hemoglobina glicada abaixo de 7, e fiz um exame de vitamina b12 e deu 163. Comecei a usar meilcobalamina 1000mcg por recomendação do endrocrinoloista, porem desde que iniciei venho sentindo formigamentos, pequenas dormencias nos pes e maos e ate em outras partes do corpo. Sera efeito da medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    A vitamina B12 de 163 pg/mL está geralmente considerada baixa (ou próxima de uma faixa em que pode haver deficiência), e a reposição com metilcobalamina 1.000 mcg é uma conduta frequentemente utilizada, especialmente em pessoas com diabetes, pois a deficiência de B12 pode contribuir para sintomas neurológicos como formigamentos, dormências e alterações de sensibilidade.

    O aparecimento de formigamentos e dormências após iniciar a reposição não é um efeito colateral comum da metilcobalamina. Na maioria das vezes, esses sintomas estão mais relacionados à própria deficiência de B12, que pode já estar afetando os nervos, e a melhora pode levar semanas a meses após o início do tratamento.

    Também é importante considerar outras possibilidades:

    neuropatia relacionada ao diabetes (mesmo com hemoglobina glicada controlada, pode ocorrer em algumas pessoas);
    alterações de outros nutrientes, como folato;
    alterações da tireoide;
    problemas de circulação ou compressão de nervos.

    Não suspenda a B12 sem conversar com seu endocrinologista. Vale informar ao médico que os sintomas começaram ou ficaram mais perceptíveis após o início do tratamento para que ele avalie a evolução e, se necessário, solicite exames de acompanhamento.

    Algumas perguntas ajudam a entender melhor:

    Há quanto tempo você começou a metilcobalamina?
    A dose é 1.000 mcg por dia ou em outro intervalo?
    O formigamento começou antes ou somente depois da vitamina B12?
    Você usa metformina (Glifage) para o diabetes? Ela é uma causa comum de redução de B12 ao longo do tempo.


  • Anastrozol e tamoxifeno para ginecomastia, diminuição do estradiol e aumento da testosterona em home

    Anastrozol e tamoxifeno para ginecomastia, diminuição do estradiol e aumento da testosterona em homens. É válido? Quais os riscos após o uso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    O uso de anastrozol e tamoxifeno em homens com ginecomastia pode ser considerado em algumas situações, mas não são medicamentos para uso indiscriminado e a escolha depende da causa, do tempo de evolução da ginecomastia e dos exames hormonais.

    O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM). Ele não reduz diretamente o estradiol, mas bloqueia a ação do estrogênio no tecido mamário. Pode ter melhor resposta quando a ginecomastia é recente (principalmente nos primeiros meses), com dor ou sensibilidade.

    O anastrozol é um inibidor da aromatase, ou seja, reduz a conversão de testosterona em estradiol. Ele pode diminuir o estradiol, mas em homens nem sempre é a melhor estratégia, porque o estradiol também tem funções importantes.

    Reduzir o estradiol em excesso pode causar:

    piora da libido e da função sexual;
    dores articulares;
    redução da densidade óssea com uso prolongado;
    alterações de humor;
    possível piora do perfil de colesterol;
    queda da qualidade de vida.

    Sobre “aumentar a testosterona”: o anastrozol pode elevar a testosterona em alguns homens ao reduzir a conversão para estradiol, mas isso não significa necessariamente melhora clínica. O equilíbrio entre testosterona e estradiol é mais importante do que simplesmente aumentar um hormônio.

    Antes de tratar ginecomastia, é importante investigar a causa, especialmente se for recente ou estiver aumentando:

    testosterona total e livre;
    LH e FSH;
    estradiol (idealmente método adequado para homens);
    prolactina;
    TSH e T4 livre;
    função hepática e renal;
    avaliação de medicamentos e uso de anabolizantes/suplementos.

    Também é importante saber que, quando a ginecomastia já é antiga e com tecido endurecido/fibroso, medicamentos costumam ter pouco efeito; em alguns casos, a abordagem definitiva é cirúrgica.

    Para avaliar melhor: sua ginecomastia tem quanto tempo? É dolorida? É em uma ou nas duas mamas? Você tem exames de testosterona, estradiol e prolactina? E qual sua idade?


  • Se a tsh estiver baixa devo reduzir a levotiroxina?

    Se a tsh estiver baixa devo reduzir a levotiroxina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Igor Bernardes

    Se o TSH estiver baixo durante o uso de levotiroxina, pode ser necessário reduzir a dose, mas isso depende do contexto e não deve ser feito apenas pelo valor do TSH isolado.

    Quando a pessoa usa Levotiroxina (como Puran T4, Synthroid ou similares), um TSH baixo pode indicar que a dose está maior do que a necessidade atual (hipertireoidismo subclínico medicamentoso). Porém, a conduta depende de fatores como:

    Valor exato do TSH (por exemplo, 0,4 é bem diferente de 0,01);
    T4 livre;
    idade;
    sintomas (palpitações, tremores, ansiedade, insônia, perda de peso);
    motivo da reposição (hipotireoidismo comum ou supressão do TSH após câncer de tireoide).

    Em pessoas que retiraram a tireoide por câncer, às vezes o médico mantém o TSH mais baixo de propósito. Já em quem usa levotiroxina por hipotireoidismo comum, geralmente busca-se manter o TSH dentro de uma faixa adequada.

    Se o TSH está baixo e há sintomas como taquicardia, tremores, ansiedade, calor excessivo ou perda de peso, vale conversar com o endocrinologista para avaliar ajuste.

    Se você me disser:

    qual foi o valor do TSH;
    o valor do T4 livre;
    qual dose de levotiroxina usa;
    por que começou a reposição (Hashimoto, tireoidectomia, outro motivo);

    consigo comentar melhor a situação.


Perguntas frequentes

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