Perguntas do paciente (9)

  • Como a "Memória Seletiva do Trauma" afeta o vínculo?

    Como a "Memória Seletiva do Trauma" afeta o vínculo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    A memória seletiva do trauma faz com que a pessoa registre e reviva mais intensamente experiências negativas, influenciando como percebe os relacionamentos.

    Isso pode gerar:

    desconfiança, medo de abandono, interpretações distorcidas do outro e dificuldade de criar vínculos seguros.

    Na prática, a pessoa se protege tanto que pode acabar prejudicando suas próprias relações. A terapia ajuda a diferenciar passado e presente e a construir vínculos mais saudáveis.


  • Quais transtornos afetam diretamente o processo de aprendizagem?

    Quais transtornos afetam diretamente o processo de aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    Diversos transtornos podem impactar diretamente o processo de aprendizagem, e é fundamental compreender que, muitas vezes, o desempenho escolar não reflete a capacidade intelectual da criança ou do adolescente, mas sim as barreiras que ela enfrenta.

    Entre os mais frequentes estão os transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), que compromete a atenção, o controle de impulsos e a organização das tarefas. Também são comuns os transtornos específicos da aprendizagem — como dislexia, discalculia e disortografia — que afetam diretamente habilidades como leitura, escrita e cálculo.

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) também pode interferir na aprendizagem, especialmente quando há dificuldades de linguagem, rigidez de pensamento ou interação social. Além disso, transtornos emocionais, como ansiedade e depressão, podem gerar bloqueios, queda de rendimento e desmotivação.

    Outros fatores que merecem atenção incluem a deficiência intelectual, os transtornos de linguagem, dificuldades motoras, experiências traumáticas, e até mesmo questões sensoriais não identificadas, como problemas de visão ou audição.

    Por isso, uma avaliação psicológica ou neuropsicológica adequada é essencial para identificar a origem das dificuldades e traçar estratégias de intervenção individualizadas. O suporte adequado pode transformar a trajetória escolar e emocional da criança ou adolescente.


  • Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivo

    Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivos que me fizeram questionar tudo eu fiquei a ponto de enlouquecer. Eu estou tomando remédios mas qualquer pensamento me desestabiliza e como se eu não tivesse aqui, como se meus pensamentos fossem facas e eu não consigo mais me recuperar eu não sinto mais esperança e meus sentimentos estão bagunçados eu sinto como se estivesse morrendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    Olá! Antes de tudo, quero te agradecer pela coragem de colocar em palavras algo tão difícil. O que você descreve — pensamentos obsessivos intensos, sensação de desconexão, falta de esperança e sentimentos bagunçados — não é frescura, nem exagero. É sofrimento psíquico real e merece acolhimento e cuidado.

    Quando os pensamentos se tornam invasivos e tomam conta da nossa mente a ponto de nos desestabilizar por completo, isso pode estar relacionado a quadros como ansiedade grave, TOC, episódios depressivos ou até estados dissociativos. Muitas pessoas se sentem “fora de si”, como se estivessem vivendo um pesadelo em que nada mais faz sentido. E sim, isso assusta muito.

    É importante dizer que isso tem nome, tem tratamento e tem saída. A medicação pode ser uma aliada importante, mas ela precisa estar acompanhada de acompanhamento psicológico. A psicoterapia vai te ajudar a entender esses pensamentos, lidar com eles e reconstruir, aos poucos, uma sensação de segurança e pertencimento.

    Você não está enlouquecendo — você está sofrendo, e isso precisa ser tratado com o mesmo cuidado que qualquer dor do corpo. Não ignore isso e não enfrente sozinha. Buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado com você mesma.

    Se estiver em tratamento, converse com seu psiquiatra sobre o que está sentindo. E se ainda não estiver em acompanhamento psicológico, esse é um passo fundamental. Você merece se sentir viva de novo — e isso é possível.

    Estou aqui se precisar.


  • Qual a diferença entre deficiência intelectual e cognitiva?

    Qual a diferença entre deficiência intelectual e cognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    "Qual a diferença entre deficiência intelectual e deficiência cognitiva?"

    Embora pareçam sinônimos, esses termos têm significados diferentes.

    Deficiência intelectual é um diagnóstico clínico.
    Ela envolve limitações significativas no funcionamento intelectual (como raciocínio, resolução de problemas, aprendizagem) e no comportamento adaptativo (como habilidades sociais, comunicação e autonomia). Essa condição precisa ter início antes dos 18 anos. É um transtorno do neurodesenvolvimento reconhecido por manuais como o DSM-5 e CID-11.

    Já déficit ou dificuldade cognitiva é um termo mais amplo e não necessariamente indica uma deficiência.
    Refere-se a dificuldades em uma ou mais funções cognitivas, como memória, atenção, linguagem, percepção ou planejamento. Essas dificuldades podem ser temporárias, leves ou específicas — e podem surgir por diferentes causas (TDAH, dislexia, lesão cerebral, entre outros).

    Em resumo:

    Deficiência intelectual é um quadro global e duradouro, que impacta várias áreas da vida.

    Déficits cognitivos podem ser pontuais, variados e até reversíveis, dependendo da causa e da intervenção.

    Por isso, é tão importante realizar uma avaliação neuropsicológica adequada, que vai ajudar a entender o perfil de funcionamento da criança, adolescente ou adulto, e diferenciar essas condições com clareza e responsabilidade.


  • Quais são os sinais de atraso no desenvolvimento de uma criança?

    Quais são os sinais de atraso no desenvolvimento de uma criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    Olá
    Reconhecer sinais de atraso no desenvolvimento cognitivo e social exige olhar atento e sensível às etapas esperadas para cada faixa etária. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo, existem marcos do desenvolvimento que, quando não são atingidos no tempo esperado, podem indicar a necessidade de avaliação especializada.

    No aspecto cognitivo, alguns sinais de alerta incluem:

    Dificuldade persistente para memorizar, se concentrar ou resolver problemas simples.

    Atraso significativo na aquisição da linguagem verbal.

    Pouca curiosidade ou interesse por brincadeiras que envolvam raciocínio ou exploração.

    Dificuldade em acompanhar o ritmo da escola, mesmo com apoio.

    Já no desenvolvimento social, os principais indícios de atraso são:

    Pouca ou nenhuma iniciativa para interagir com outras crianças ou adultos.

    Dificuldade em compreender regras sociais básicas, como esperar a vez ou dividir brinquedos.

    Reações emocionais desproporcionais diante de frustrações.

    Tendência ao isolamento, ou, ao contrário, comportamentos excessivamente impulsivos e invasivos.

    É importante destacar que atrasos no desenvolvimento não significam, necessariamente, uma condição permanente. Quando identificados precocemente e acompanhados por profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, muitos quadros podem ser significativamente atenuados ou superados.

    Se houver dúvidas ou suspeitas, buscar uma avaliação especializada é sempre o melhor caminho. A escuta, o acolhimento e a intervenção no tempo certo fazem toda a diferença no desenvolvimento da criança.


  • Uma criança pode se desenvolver bem em uma área e ter atrasos em outra?

    Uma criança pode se desenvolver bem em uma área e ter atrasos em outra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    ma criança pode se desenvolver bem em uma área e ter atraso em outra?"
    Sim, e isso é mais comum do que parece!

    O desenvolvimento infantil não é “igualzinho” para todo mundo. Cada criança tem seu próprio ritmo e seus pontos fortes. Algumas aprendem a falar muito cedo, mas demoram um pouco mais para lidar com as emoções. Outras são super sociáveis, mas têm mais dificuldade em aprender a ler, escrever ou manter o foco.

    Isso não significa, necessariamente, que há algo errado. Mas quando o atraso em uma das áreas começa a impactar o dia a dia da criança — nas relações, na escola ou na autoestima — vale a pena investigar com carinho.

    Como psicóloga, vejo que quanto antes a gente acolhe essas diferenças e entende o que está por trás, mais chances temos de ajudar essa criança a se desenvolver com mais segurança e leveza.

    Cada criança é única. O papel da avaliação profissional é justamente ajudar a entender esse universo tão particular com respeito, escuta e cuidado.


  • Quais são as funções cognitivas presentes na aprendizagem?

    Quais são as funções cognitivas presentes na aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    Olá!

    As Funções Cognitivas Envolvidas na Aprendizagem são:
    1. Atenção
    A atenção é a base para qualquer aprendizado. Ela permite que o cérebro perceba e selecione as informações importantes, ignorando distrações.
    Inclui diferentes tipos: atenção sustentada (manter o foco), seletiva (ignorar estímulos irrelevantes), alternada (mudar de foco entre tarefas) e dividida (lidar com mais de uma atividade ao mesmo tempo).
    2. Percepção
    A percepção nos ajuda a interpretar o que vemos, ouvimos e sentimos. É essencial para distinguir letras, sons, formas e padrões.
    Por exemplo, diferenciar as letras 'p' e 'q' depende de uma percepção visual precisa.
    3. Memória
    A memória de curto prazo e de trabalho permite manter informações ativas enquanto resolvemos problemas ou seguimos instruções.
    A memória de longo prazo armazena conhecimentos que usamos no dia a dia, como vocabulário e conceitos matemáticos.
    4. Funções Executivas
    Essas habilidades organizam o pensamento e o comportamento. Envolvem planejar, organizar, controlar impulsos, adaptar-se a mudanças e avaliar resultados.
    São fundamentais para resolver problemas e manter o foco nos objetivos escolares.
    5. Linguagem
    A linguagem está presente em todas as áreas do conhecimento. Ela permite compreender enunciados, expressar ideias, argumentar e aprender com os outros.
    Dificuldades nessa área podem impactar diretamente o desempenho escolar.
    6. Raciocínio e Resolução de Problemas
    São habilidades que ajudam a pensar com lógica, fazer conexões entre ideias, comparar informações e encontrar soluções.
    Estão muito presentes na matemática, na leitura e nas interações sociais.
    7. Velocidade de Processamento
    Refere-se à rapidez com que a pessoa entende, responde e processa informações.
    Influencia o ritmo de leitura, a escrita e a resolução de cálculos.
    8. Motivação e Regulação Emocional
    Embora sejam aspectos emocionais, estão intimamente ligados à aprendizagem.
    A capacidade de persistir diante de dificuldades e de lidar com frustrações é fundamental para o desenvolvimento escolar.
    Conte comigo!


  • Quais as funções cognitivas mais afetadas na deficiência intelectual?

    Quais as funções cognitivas mais afetadas na deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    Olá!

    Na deficiência intelectual, algumas habilidades do cérebro podem funcionar de forma diferente, o que impacta o modo como a pessoa aprende, se comunica e lida com situações do cotidiano.

    Entre as funções mais afetadas, estão:

    Atenção: é comum haver dificuldade para manter o foco em atividades por muito tempo, especialmente em ambientes com muitos estímulos.

    Memória: pode ser mais difícil guardar e lembrar informações, especialmente aquelas que exigem mais raciocínio ou são apresentadas em etapas.

    Linguagem: tanto a compreensão quanto a expressão verbal podem ser prejudicadas, o que interfere na comunicação e nas interações sociais.

    Raciocínio e resolução de problemas: pessoas com deficiência intelectual tendem a ter mais facilidade com situações concretas e mais dificuldade com ideias abstratas, como tempo, causa e consequência.

    Funções executivas: planejar, organizar, controlar impulsos e tomar decisões são tarefas que podem exigir mais suporte.

    É importante lembrar que cada pessoa é única. Mesmo com desafios, há muitas formas de estimular o desenvolvimento e promover a autonomia com apoio adequado. O acolhimento, o respeito e a escuta ativa fazem toda a diferença nesse processo.

    Se você tem dúvidas ou busca orientação profissional para lidar com essas questões, estou à disposição para ajuda


  • O que muda na vida das crianças com deficiência intelectual?

    O que muda na vida das crianças com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ilzeni de Paula Bruscato Francisco Alves

    O diagnóstico de deficiência intelectual não define quem a criança é, mas ajuda a compreender como ela aprende, se comunica, se relaciona e se adapta ao mundo.

    Na prática, crianças com deficiência intelectual podem precisar de mais tempo para aprender coisas que outras crianças da mesma idade já fazem. Elas geralmente apresentam:

    Dificuldades para compreender regras, sequências e conceitos mais abstratos.
    Necessidade de repetição, apoio visual e explicações mais simples no processo de aprendizagem.
    Desafios para se adaptar socialmente, se comunicar com clareza ou se autorregular emocionalmente.
    Em alguns casos, mais dependência para atividades do dia a dia, como higiene, organização e autonomia.

    Mas aqui vai algo muito importante:
    Com apoio adequado, afeto e estratégias certas, essas crianças aprendem, evoluem e podem viver com dignidade, afeto e participação social.

    O que muda, de verdade, é que essa criança vai precisar de um ambiente que respeite seu tempo, que valorize seus avanços e que ofereça estímulo sem exigência excessiva.

    A intervenção precoce, o acompanhamento psicológico, fonoaudiológico, pedagógico e familiar fazem toda a diferença.

    Elas podem não seguir o mesmo caminho das outras crianças — mas constroem o seu próprio, e isso também é desenvolvimento.


Perguntas frequentes

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