Perguntas do paciente (15)

  • Quais são os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    O Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizado por instabilidade emocional, relacional e de identidade. Entre os sintomas mais comuns estão medo intenso de abandono, relações instáveis, oscilações de humor, impulsividade, sentimento de vazio, dificuldade em saber quem se é e episódios de raiva intensa. Em alguns casos, podem ocorrer comportamentos autolesivos e sensação de desconexão.
    Sob uma perspectiva junguiana, esses sintomas podem ser compreendidos como expressões de conteúdos psíquicos ainda não integrados, gerando sofrimento e sensação de fragmentação interna. O diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado, considerando a história de vida e padrões consistentes não apenas sintomas isolados.


  • O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser realizado apenas com psicotera

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser realizado apenas com psicoterapia de longo prazo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline pode, sim, ser realizado apenas com psicoterapia especialmente quando o paciente apresenta maior estabilidade e consegue se engajar no processo terapêutico. No entanto, isso não é uma regra para todos os casos. A psicoterapia de longo prazo é considerada o eixo central do tratamento, pois permite trabalhar aspectos profundos como identidade, regulação emocional e padrões relacionais. Sob uma perspectiva junguiana, esse processo envolve a construção de sentido, a integração de conteúdos inconscientes e o fortalecimento do self ao longo do tempo.
    Por outro lado, em alguns momentos, o acompanhamento com psiquiatra pode ser importante principalmente quando há: impulsividade intensa; crises emocionais frequentes; sintomas associados, como ansiedade ou depressão; risco à integridade do próprio paciente.
    Nesses casos, a medicação não trata o transtorno em si, mas pode ajudar a estabilizar o terreno psíquico, tornando o paciente mais disponível para o trabalho terapêutico. Portanto, embora a psicoterapia possa ser suficiente em alguns quadros, o tratamento mais indicado deve sempre ser avaliado de forma individualizada. Em muitos casos, a combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico oferece mais segurança e melhores condições de evolução.
    Do ponto de vista junguiano, o mais importante não é apenas a técnica utilizada, mas a possibilidade de sustentar um processo contínuo, onde o paciente possa, ao longo do tempo, transformar sua relação consigo mesmo e com o outro.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser prevenido?

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser prevenido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    O Transtorno de Personalidade Borderline não pode ser prevenido de forma absoluta, pois envolve uma combinação complexa de fatores como predisposição emocional, experiências precoces e ambiente relacional. No entanto, é possível reduzir significativamente os riscos e a intensidade do sofrimento ao longo do desenvolvimento.
    Sob uma perspectiva junguiana, falamos menos em “prevenção” no sentido rígido e mais em cuidado com o desenvolvimento psíquico. Isso inclui oferecer condições para que a criança e o adolescente possam construir um senso de self mais coeso e seguro.
    Alguns fatores que funcionam como proteção: Vínculos afetivos estáveis e seguros, onde há presença, escuta e previsibilidade. Ambientes que validam emoções, ajudando a nomear e elaborar sentimentos intensos. Limites claros e consistentes, que organizam a experiência psíquica. Espaço para expressão simbólica (brincar, criar, imaginar), fundamental para elaboração interna
    Quando há sinais precoces como grande instabilidade emocional, impulsividade ou medo intenso de abandono a psicoterapia pode atuar de forma muito importante, ajudando a:
    desenvolver regulação emocional; fortalecer a identidade; construir formas mais seguras de se relacionar. Do ponto de vista junguiano, o que chamamos de prevenção está muito ligado à possibilidade de dar sentido às experiências internas desde cedo, evitando que conteúdos emocionais se tornem tão fragmentados ou difíceis de integrar.
    Ou seja, embora não seja possível evitar completamente o surgimento do TPB, é possível cuidar para que o desenvolvimento emocional aconteça de forma mais integrada, reduzindo sofrimento e favorecendo um caminho psíquico mais saudável.


  • Quais são as expectativas de recuperação para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Quais são as expectativas de recuperação para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    As expectativas de recuperação no Transtorno de Personalidade Borderline são, hoje, muito mais positivas do que se acreditava no passado especialmente quando há acompanhamento adequado e vínculo terapêutico consistente.
    Sob uma perspectiva junguiana, não falamos apenas em “cura” no sentido tradicional, mas em processo de individuação: um caminho de construção de sentido, integração emocional e ampliação da consciência sobre si mesmo.
    Pessoas com TPB frequentemente vivenciam emoções intensas, medo de abandono e oscilações nas relações. Esses aspectos, quando compreendidos simbolicamente, podem ser vistos como expressões de conteúdos psíquicos profundos que ainda não encontraram forma de elaboração.
    A psicoterapia, nesse contexto, oferece um espaço seguro para: reconhecer e nomear emoções integrar polaridades internas (como idealização e desvalorização) fortalecer a identidade e o senso de continuidade do self desenvolver formas mais estáveis de se relacionar consigo e com o outro

    Com o tempo, é possível observar:

    redução da impulsividade
    maior regulação emocional
    relações mais estáveis
    diminuição do sofrimento psíquico

    A recuperação, portanto, não é linear nem rápida mas é possível e real. Muitos pacientes alcançam uma vida com mais estabilidade, autonomia e sentido.
    Do ponto de vista junguiano, o sofrimento não é visto apenas como um sintoma a ser eliminado, mas também como um convite à transformação psíquica. Quando esse processo é acompanhado com cuidado e profundidade, ele pode levar a um modo de existir mais integrado e autêntico.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é diagnosticado apenas por um psiquiatra ou psicólogo

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é diagnosticado apenas por um psiquiatra ou psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    O Transtorno de Personalidade Borderline pode ser diagnosticado tanto por psicólogos quanto por psiquiatras.
    O psicólogo está capacitado para realizar avaliação clínica detalhada e formular o diagnóstico com base em critérios técnicos, além de conduzir o tratamento psicoterapêutico. Já o psiquiatra, além de também poder diagnosticar, é o profissional habilitado para avaliar a necessidade de medicação e prescrevê-la quando indicado.
    Na prática, muitas vezes o acompanhamento é complementar entre os dois profissionais, garantindo uma avaliação mais ampla e um tratamento mais eficaz. É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito com cuidado, ao longo do tempo, considerando a história de vida e os padrões emocionais e relacionais do paciente.


  • Quais são as abordagens terapêuticas que podem ser combinadas no tratamento do Transtorno de Persona

    Quais são as abordagens terapêuticas que podem ser combinadas no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline pode ser realizado por diferentes abordagens científicas da psicologia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia do Esquema, entre outras. Todas elas possuem contribuições importantes e podem ser indicadas conforme as necessidades de cada paciente. No meu trabalho, utilizo a abordagem junguiana, que compreende o sofrimento psíquico não apenas como um conjunto de sintomas, mas como uma expressão de conteúdos internos que buscam elaboração e integração.
    A psicoterapia, nessa perspectiva, oferece um espaço para: compreender padrões emocionais e relacionais entrar em contato com conteúdos inconscientes fortalecer a identidade e o senso de si construir formas mais estáveis de se relacionar.
    Mais do que focar apenas na redução dos sintomas, o processo terapêutico busca promover um caminho de maior consciência, integração e sentido.
    Assim, independentemente da abordagem, o mais importante é que o paciente encontre um tratamento com base científica, com o qual se identifique e no qual possa se engajar de forma consistente ao longo do tempo.


  • O que é "fibrofog" ou névoa mental na Fibromialgia? .

    O que é "fibrofog" ou névoa mental na Fibromialgia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Refere-se a dificuldades cognitivas como lapsos de memória, dificuldade de concentração, sensação de mente lenta e dificuldade para organizar pensamentos.
    Muitas pessoas descrevem como se o cérebro estivesse “embaçado” ou funcionando com mais esforço.
    Isso acontece porque a fibromialgia não envolve apenas dor física há alterações no processamento da dor, sono não reparador, fadiga e sobrecarga do sistema nervoso, que podem impactar diretamente o funcionamento cognitivo.
    É importante reforçar que não se trata de falta de atenção, desinteresse ou incapacidade, mas de um sintoma real da condição.
    O acompanhamento médico e psicológico pode ajudar bastante, tanto no manejo da dor quanto na organização da rotina e redução do estresse, o que tende a melhorar também a clareza mental.


  • . O cérebro da pessoa com fibromialgia "trabalha mais"?

    . O cérebro da pessoa com fibromialgia "trabalha mais"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Do ponto de vista psicológico, podemos compreender que, na Fibromialgia, o cérebro tende a permanecer em um estado de hipervigilância como se estivesse constantemente em alerta.

    Quando a dor é persistente, o sistema nervoso passa a monitorar o corpo de forma mais intensa. Esse estado contínuo de atenção à dor pode gerar sensação de esgotamento mental, dificuldade de concentração e a chamada “névoa mental”.

    Além disso, viver com dor crônica exige um esforço emocional significativo. A pessoa frequentemente precisa administrar limitações físicas, frustrações, incompreensões sociais e preocupações com desempenho profissional e familiar. Esse conjunto também consome energia psíquica.

    Portanto, não se trata apenas de o cérebro “trabalhar mais”, mas de estar muitas vezes trabalhando sob tensão constante.


  • O fibrofog (névoa fibro) pode afetar o desempenho profissional?

    O fibrofog (névoa fibro) pode afetar o desempenho profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Na Fibromialgia, o fibrofog não é apenas uma questão de memória ou atenção isolada. Do ponto de vista psicológico, ele está muito ligado a um estado persistente de sobrecarga do sistema nervoso.

    Quando a pessoa vive com dor crônica, o cérebro tende a permanecer em hipervigilância. Esse estado constante de alerta consome recursos cognitivos importantes, como concentração, organização mental, tomada de decisão e velocidade de processamento. É como se parte da energia psíquica estivesse sempre direcionada para lidar com a dor e o estresse interno.

    No ambiente profissional, isso pode se manifestar como:

    Dificuldade de manter foco prolongado

    Esquecimentos de tarefas ou prazos

    Lentificação no raciocínio

    Maior esforço para resolver problemas

    Sensação de insegurança ou queda de autoconfiança

    Além do aspecto neurológico, há também um fator emocional relevante: a ansiedade de “não estar rendendo como antes” pode aumentar ainda mais a tensão interna, o que retroalimenta a névoa mental.

    Por isso, o cuidado psicológico é fundamental. Trabalhar regulação emocional, manejo do estresse, autocompaixão e estratégias práticas de organização ajuda não apenas no desempenho profissional, mas também na preservação da autoestima.

    Fico à disposição.


  • O que é a visão de túnel em psicologia? .

    O que é a visão de túnel em psicologia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Visão de túnel, na psicologia, refere-se a um estado em que a pessoa passa a perceber uma situação de forma muito limitada, focando apenas em um único aspecto do problema e tendo dificuldade de enxergar outras possibilidades ou alternativas.

    Esse fenômeno costuma ocorrer em momentos de ansiedade intensa, estresse, medo ou sofrimento emocional, quando o cérebro entra em um modo de alerta. Nesses estados, o pensamento fica mais rígido, dicotômico (tudo ou nada) e a capacidade de reflexão e flexibilidade emocional tende a diminuir.

    Na psicoterapia, trabalhamos justamente para ampliar essa percepção, ajudando o paciente a reconhecer emoções, flexibilizar pensamentos e recuperar uma visão mais ampla e integrada da realidade.

    Estou à disposição para maiores esclarecimentos.

    Isabella Louzano
    Psicóloga
    CRP 06/116210


  • Qual a diferença entre multitarefa e alternar entre tarefas?

    Qual a diferença entre multitarefa e alternar entre tarefas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    No contexto do Transtorno do Espectro Autista, é importante diferenciar multitarefa de alternância entre tarefas, pois são processos cognitivos distintos.

    Multitarefa refere-se à execução de duas ou mais tarefas ao mesmo tempo, exigindo atenção dividida simultaneamente. Para a maioria das pessoas e especialmente para pessoas no espectro autista esse modelo tende a ser mais difícil, pois o cérebro precisa processar múltiplos estímulos de forma paralela, o que pode gerar sobrecarga sensorial e cognitiva.

    Já alternar entre tarefas significa realizar uma tarefa por vez, mudando o foco entre elas de forma sequencial. Embora também exija esforço cognitivo (especialmente na transição), esse formato costuma ser mais funcional e previsível, respeitando melhor o funcionamento neurológico de pessoas com TEA.

    De modo geral, pessoas no espectro apresentam melhor desempenho quando:
    realizam uma tarefa por vez; contam com estrutura, previsibilidade e rotinas claras; têm tempo para transições entre atividades.

    Na prática clínica, o objetivo não é forçar a multitarefa, mas sim adaptar demandas, promovendo estratégias que favoreçam autonomia, organização e bem-estar.

    Isabella Louzano
    Psicóloga
    CPR - 06/116210


  • Como a doença mental crónica e o medo existencial se relacionam?

    Como a doença mental crónica e o medo existencial se relacionam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    A doença mental crônica pode ser entendida como a expressão de um conflito psíquico profundo e persistente.

    Quando o sofrimento se prolonga, ele frequentemente toca em medos existenciais como medo de perder o controle, de não ter valor ou de não encontrar sentido. Esses momentos podem indicar um confronto com conteúdos da Sombra ou com aspectos não integrados da personalidade.

    Para Jung, a crise não é apenas um colapso, mas também um chamado à transformação. O medo surge porque algo na psique está pedindo reorganização.

    O trabalho terapêutico ajuda a dar significado a essa experiência, favorecendo integração e maior consciência de si.


  • O que é a identificação introjetiva e como se relaciona com a saúde mental?

    O que é a identificação introjetiva e como se relaciona com a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Na Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, podemos compreender a identificação introjetiva como um processo em que conteúdos das figuras importantes da nossa vida passam a habitar o nosso mundo interno.

    Desde cedo, vamos formando complexos, núcleos emocionais organizados em torno de experiências marcantes. Quando uma criança cresce sob críticas constantes, por exemplo, pode desenvolver um complexo ligado à inadequação. Mais tarde, isso aparece como uma voz interna crítica ou como uma sensação persistente de “não ser suficiente”.

    Na perspectiva junguiana, parte desse material pode se organizar na Sombra, aquilo que não foi aceito, validado ou integrado. O problema não é ter esses conteúdos, mas não reconhecê-los como algo que foi incorporado na relação com o outro.

    O trabalho terapêutico consiste em trazer consciência a esses conteúdos:
    Perceber que certas cobranças, medos ou culpas talvez não sejam a essência do seu Self, mas identificações construídas ao longo da história.

    Quando diferenciamos o que é verdadeiramente nosso do que foi introjetado sem reflexão, começamos um movimento de individuação ou seja, de nos tornarmos mais inteiros e autênticos.


  • Como usar a atenção plena para controlar a raiva ?

    Como usar a atenção plena para controlar a raiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    Na perspectiva da Psicologia Analítica, a raiva não é vista como algo que deve ser suprimido, mas como uma energia psíquica que carrega significado.

    A atenção plena pode auxiliar justamente na ampliação da consciência sobre essa emoção. Quando praticamos mindfulness, criamos um espaço entre o estímulo e a reação. Esse espaço permite observar a raiva sem nos identificarmos totalmente com ela.

    Muitas vezes, a raiva está relacionada a conteúdos da Sombra aspectos nossos que foram reprimidos, feridos ou não reconhecidos. Ao invés de agir impulsivamente, a atenção plena possibilita perguntar: “O que foi tocado em mim?” ou “Que parte minha está reagindo agora?”.

    Esse movimento consciente favorece a integração, que é central no processo de individuação descrito por Jung. Assim, não se trata apenas de controlar a raiva, mas de compreendê-la como um sinal da psique e transformá-la em resposta mais madura e integrada.

    Caso deseje, um acompanhamento psicoterapêutico pode aprofundar esse processo.


  • O que é autorreflexão consciente? .

    O que é autorreflexão consciente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabella Louzano

    A autorreflexão consciente é a capacidade de voltar a atenção para si mesmo, observando pensamentos, emoções e comportamentos com certa distância e honestidade interna.

    Na perspectiva da Psicologia Analítica, esse movimento está ligado ao fortalecimento da consciência do ego diante dos conteúdos inconscientes. Ou seja, é quando a pessoa começa a perceber seus padrões, complexos e reações automáticas, em vez de simplesmente agir movida por eles.

    Autorrefletir conscientemente não é apenas “pensar sobre si”, mas perguntar-se:

    Por que isso me afetou tanto?

    Que parte minha está reagindo?

    Esse sentimento pertence ao presente ou a experiências passadas?

    Esse processo é fundamental para o amadurecimento emocional e para o caminho de individuação, pois permite integrar aspectos da Sombra e ampliar o autoconhecimento.

    Em psicoterapia, a autorreflexão é um recurso central para promover maior autonomia psíquica e escolhas mais conscientes.


Perguntas frequentes

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