Perguntas do paciente (8)

  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Olá.Tudo bem?

    Ser uma pessoa interessante e atraente para si mesma começa menos por tentar descobrir “o que fazer para os outros gostarem de mim” e mais por descobrir o que realmente desperta o seu próprio interesse.

    Ter assuntos, curiosidades, vontades, opiniões, projetos, experiências que façam sentido para você. Conseguir gostar da própria companhia. Se permitir experimentar coisas novas. E, principalmente, não precisar o tempo todo da aprovação do outro para sentir que aquilo que você é tem valor.

    Curiosamente, quando a pessoa começa a construir uma vida que faz sentido para ela, sem estar o tempo inteiro tentando parecer interessante, isso também costuma mudar a forma como ela se relaciona com os outros. Ela passa a ter mais espontaneidade, mais segurança e mais coisas próprias para compartilhar.

    Mas acho que existe uma questão ainda mais interessante na sua pergunta: o que faz você sentir que hoje não é suficientemente interessante ou atraente para você mesmo? O que você sente que falta em você para conseguir se olhar dessa forma?

    Talvez seja justamente aí que esteja a parte mais importante da questão.

    Em análise , podemos entender melhor de onde vem essa sensação, o que você aprendeu a esperar de si mesmo e o quanto dessa cobrança realmente tem a ver com aquilo que você deseja para a sua vida...entre outros pontos.

    Estou à disposição caso queira agendar uma sessão.

    Abraço, Isabelle.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Olá, boa tarde. Sim, é muito importante que você procure ajuda.

    Pelo que você descreve, parece que você está passando por um sofrimento que tem sido bastante intenso. Essa sensação de vazio, de não conseguir se envolver com as coisas, de perceber momentos felizes como se não tivessem sido realmente seus e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo” são coisas que merecem ser escutadas com cuidado. Isso não significa que exista algo “errado” ou que você necessariamente tenha algum diagnóstico, mas significa que você não precisa tentar lidar com tudo isso sozinho.

    Às vezes, quando estamos sofrendo há algum tempo, até aquilo que antes fazia sentido pode começar a parecer distante ou sem importância. E pode ser muito assustador olhar para o futuro e sentir que não existe nada esperando por você. Mas o fato de hoje você não conseguir enxergar uma saída não significa que ela não exista.

    É muito importante que você consiga encontrar algúem que possa lhe ouvir, tentar entender melhor o que está acontecendo com você... buscar explorar perguntas como: quando esse vazio começou, como você tem vivido seus dias, o que aconteceu antes de começar a se sentir assim e, principalmente, o que esses pensamentos de acabar com tudo significam para você; entre outros.

    Acho que seria extremamente importante para você ter um espaço para falar de tudo isso.

    E quero acrescentar uma coisa importante: se pensamentos negativos estiverem ficando mais fortes, se você estiver pensando em fazer alguma coisa contra você mesmo ou sentir que pode não conseguir se manter seguro, não espere pelo agendamento de sessão. Procure imediatamente uma UPA/pronto-socorro, ligue para o SAMU (192) ou procure alguém de confiança para ficar com você. O CVV também atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.

    Se tiver interesse estou à disposição para agendamento.

    Não deixe de se cuidar.

    Um abraço, Isabelle.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Olá! Pelo que você descreve, ter esse tipo de pensamento não significa, por si só, que você esteja traindo o seu parceiro. Pensar em como alguém do passado vai te enxergar, querer parecer bonita ou sentir vontade de ser bem vista não é a mesma coisa que ter a intenção de se envolver com essa pessoa.

    O que me parece mais importante na sua pergunta é o quanto você se culpa por esses pensamentos e sente que precisa controlar até aquilo que pensa ou sente para ter certeza de que está sendo fiel.

    Pode existir ansiedade ou insegurança envolvida, mas seria precipitado definir isso apenas por esse relato. Na terapia/ análise, seria interessante entender melhor o que acontece nesses momentos, por que a opinião dessas pessoas ainda parece ter tanto peso para você e por que você acaba atribuindo a esses pensamentos um significado tão grande dentro do seu relacionamento.

    Talvez seja menos sobre descobrir se isso é ou não uma traição, e mais sobre compreender o que esses momentos despertam em você e por que ser vista de determinada maneira pelo outro se torna tão importante.

    Se essa situação tem gerado culpa, insegurança ou preocupação recorrente, é importante poder olhar para isso com mais calma, e tentar entender o que está por trás dessa necessidade de ser reconhecida e aprovada pelo outro.

    Estou à disposição caso queira agendar uma sessão.

    Att. Isabelle M.


  • tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co

    tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Oi! Imagino como é difícil lidar com isso há tanto tempo... seria importantíssimo você iniciar um tratamento psicológico ou psicanalítico para te ajudar a refletir sobre toda essa relação. Na psicanálise, entendemos que algo dessa relação com o pai toca afetos antigos, inconscientes, e é justamente por isso que, diante dele, as palavras travam e as emoções tomam conta. O choro aparece como uma forma do corpo dizer o que ainda não encontra um "lugar".

    O que pode ajudar é justamente dar espaço para esse afeto ser escutado e elaborado, sem precisar forçar o diálogo direto com ele agora.
    Na análise, esse processo vai acontecendo aos poucos...você vai compreendendo o que essa relação desperta, quais sentimentos estão em jogo, e encontrando um modo mais livre e menos doloroso de se colocar diante dessa história. E, talvez, um dia, diante dele também. Fico à disposição caso queira agendar uma sessão comigo. Um abraço!


  • O que fazer para não errar novamente?? Eu sou uma pessoa muito boa, e ao mesmo mesmo tempo não, acab

    O que fazer para não errar novamente?? Eu sou uma pessoa muito boa, e ao mesmo mesmo tempo não, acabou sempre comentando os mesmos erros?? Como eu consigo evitar isso ? Para de machucar ao pessoas que eu eu amo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Olá! Será que existe alguém que não erra? Falando sobre seres humanos, acredito que seja impossível existir um sujeito que não tenha cometido erros durante sua trajetória. Dito isso, é importante pensar que, assim como todos erram, todos também tem chances de se redimir, olhando para si mesmo e suas escolhas e tecendo reflexões a respeito disso. O primeiro passo é reconhecer o erro; já o segundo passo, seria se implicar diante disso... ou seja, à medida que você esteja observando que essa questão é algo que te incomoda, atrapalha nas suas relações, e, também, machuca a si mesmo e também aos outros, é necessário fazer algo a respeito.
    Dessa forma, seria importante que você estivesse em um processo de análise/terapia para poder refletir e também, se perguntar melhor sobre esses erros; pensar de onde vem isso; porque acaba repetindo os mesmos padrões; e com tudo isso, aos poucos, encontrar suas próprias saídas para lidar com isso. Espero ter ajudado um pouquinho de alguma forma.

    Se desejar, me acompanhe na rede vizinha: @psi.isabellemarques

    Me encontro à disposição. Abraço!


  • Um autista de grau moderado pode não apresentar movimentos repetitivos, e ter maior sensibilidade se

    Um autista de grau moderado pode não apresentar movimentos repetitivos, e ter maior sensibilidade sensorial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Oi! Tudo bem por aí? Então, respondendo a sua dúvida em relação ao Autismo: Sim. É possível que um sujeito que tenha autismo não apresente movimentos repetitivos e, por outro lado, tenha sensibilidade sensorial. Qual a justificativa disso? Cada sujeito que possui características singulares, e então, podem apresentar sintomas diferentes. É por isso que ele está situado no chamado “TEA” (transtorno do espectro autista), o “espectro” diz, justamente, de englobar características únicas de cada sujeito. Sendo assim, é possível observarmos que além dessas características que você citou, muitas outras podem se apresentar ou não em um sujeito com autismo. Por exemplo, é possível que um indivíduo com autismo apresente déficit de aprendizagem assim como, outro, pode apresentar altas habilidades no processo de aprendizagem e/ou também, ser superdotado. Além disso, todas as características são possíveis de serem trabalhadas para que o sujeito possa desenvolver melhor suas habilidades intelectuais, sociais e outras. Espero ter te ajudado um pouco.
    Se desejar, me acompanhe na rede vizinha: @psi.isabellemarques
    Me encontro à disposição. Abraço!


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Todos os tipos de psicoterapia podem ajudar nesses casos. Mas cada uma trabalhará de uma forma diferente.
    Através da psicanálise o trabalho acontece em um nível mais profundo. Buscamos compreender as origens inconscientes da timidez e da insegurança como experiências, relações e afetos que marcaram o sujeito e ainda influenciam sua forma de se colocar no mundo. A partir desse processo de autoconhecimento, o paciente passa a reconhecer seus modos de funcionar, elaborar conflitos internos e construir formas mais livres e seguras de se relacionar consigo e com os outros.
    Fico à disposição caso desejar agendar uma sessão comigo! Att. Psi Isabelle Marques


  • Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era

    Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era.
    Devo procurar um psicologo antes do inicio do tratamento hormonal, devo procurar um endocrinólogo, qual seria o correto a se fazer ?
    ( sou uma pessoa muito confusa e leiga de tudo, sinceramente estou meio perdida nesse caminho )

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Isabelle Marques

    Olá! Tudo bem com você?

    É muito bonito que você esteja se abrindo pra esse processo de se reconhecer e se aceitar!
    Esse movimento é fundamental para que você crie rotas que te possibilitem ser e estar no mundo de forma mais verdadeira, leve e inteira.

    Antes, durante e depois do início do tratamento hormonal, é muito importante você estar em tratamento psicológico ou psicanalítico. Esse acompanhamento ajudará a acolher o que você sente, elaborar suas vivências e compreender o que esse momento representa na sua história sabendo que várias mudanças estarão à caminho.

    Juntamente com esse tratamento com o psi, você pode procurar um(a) endocrinologista, que vai cuidar da parte médica e te orientar sobre o tratamento com segurança.

    A escuta psicanalítica te ajudará a dar sentido ao que vive, e o cuidado médico garantirá que tudo aconteça de modo saudável. É importante dizer que cada sujeito tem seu tempo tanto para aceitação de quem se é, quanto para estar nessa transição. Lembre-se sempre que é importante que seja dado um passo de cada vez, com respeito ao seu tempo e à sua trajetória.

    Estou à disposição caso desejar marcar uma sessão. Abraço!


Perguntas frequentes

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