Perguntas do paciente (65)

  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Entendo o que você está trazendo. Na perspectiva da Terapia do Esquema, esse medo de mostrar determinadas características pessoais pode estar relacionado a padrões desenvolvidos a partir de experiências anteriores, especialmente quando existe uma expectativa de rejeição, crítica, comparação ou desvalorização por parte dos outros.

    Nesse sentido, não significa necessariamente que suas características sejam um problema. A questão pode estar na forma como você aprendeu a antecipar a reação das outras pessoas diante delas. Por exemplo, qualidades como dedicação, inteligência, organização, objetividade e cuidado com a aparência podem ser vivenciadas positivamente por você, mas, diante do receio de julgamento, podem surgir pensamentos como “vão me achar arrogante”, “vão zombar de mim” ou “é melhor não demonstrar”.

    Na Terapia do Esquema, podemos investigar justamente de onde vem essa expectativa de rejeição e quais esquemas e estratégias de enfrentamento estão envolvidos. O objetivo não seria simplesmente eliminar o medo, mas desenvolver maior liberdade para expressar quem você é sem precisar se adaptar constantemente àquilo que imagina que os outros esperam de você.

    Também é importante diferenciar ser você mesmo de se colocar acima dos outros. Cuidar da aparência, ser detalhista, dedicado ou direto não significa, por si só, arrogância ou superioridade. Podemos trabalhar essa diferenciação e, principalmente, a tolerância ao fato de que nem todas as pessoas irão interpretar suas características da mesma maneira.

    Podemos aprofundar isso em sessão e compreender quais situações ativam mais esse medo, quais pensamentos aparecem e como você costuma reagir quando percebe possibilidade de rejeição ou zombaria.

    Se quiser, podemos agendar uma consulta para trabalharmos essa questão com mais profundidade.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Olá! Obrigado por compartilhar sua situação com tanta clareza. Relacionamentos abertos e outras formas de não monogamia consensual podem trazer questões e dilemas próprios, e é importante que o casal encontre um profissional que consiga acolher essa dinâmica sem pressupor que o objetivo da terapia seja necessariamente tornar a relação monogâmica. No meu trabalho, a proposta é justamente acolher a configuração do relacionamento de vocês como ela é, compreendendo as demandas que levaram vocês a buscar a terapia e trabalhando a partir dos acordos, necessidades e dificuldades do próprio casal. Se fizer sentido para vocês, podemos marcar uma primeira consulta para conversarmos com mais calma, conhecer a demanda de vocês e avaliar se o meu trabalho pode ser adequado ao que estão buscando.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A TCC trabalha essas questões de forma integrada, porque baixa autoestima, ansiedade social e depressão muitas vezes acabam se influenciando mutuamente. Por exemplo, uma percepção negativa sobre si mesmo pode aumentar o medo de julgamento, levar à evitação de situações sociais e, consequentemente, reduzir experiências positivas e reforçar sentimentos de tristeza, incapacidade e desvalor.

    No processo terapêutico, buscamos identificar e trabalhar pensamentos e crenças disfuncionais, padrões de comportamento e estratégias de evitação, além de desenvolver formas mais flexíveis de interpretar as situações e se relacionar consigo mesmo e com os outros. Também podem ser utilizadas estratégias comportamentais, como exposição gradual para a ansiedade social e ativação comportamental para a depressão.

    Além da TCC, dependendo das características e necessidades de cada pessoa, podemos integrar princípios da Terapia Comportamental Dialética (TCD/DBT). Nesse caso, trabalhamos especialmente habilidades de regulação emocional, tolerância ao mal-estar, atenção plena e efetividade interpessoal. A terapia é individualizada, então não existe necessariamente uma sequência fixa para tratar cada questão. Na avaliação inicial, procuramos compreender como autoestima, ansiedade social e depressão estão relacionadas no seu caso e, a partir disso, construímos um plano terapêutico. Se você quiser, podemos marcar uma primeira consulta para conversarmos sobre essas dificuldades e entender melhor como elas têm aparecido na sua vida.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Pelo que você relatou, a ansiedade social tem causado um impacto importante na sua vida, principalmente pela evitação de situações, eventos, encontros e atividades sociais.

    Na TCC, trabalhamos justamente esse ciclo de medo do julgamento → ansiedade → evitação, utilizando estratégias como identificação dos pensamentos, redução dos comportamentos de segurança e exposição gradual às situações temidas. O objetivo não é simplesmente eliminar a ansiedade, mas ajudá-lo a retomar atividades importantes mesmo quando ela estiver presente.

    O fato de você já ter feito TCC anteriormente e não ter percebido melhora não significa que o tratamento não possa funcionar. É importante avaliarmos como foi esse processo e quais estratégias foram utilizadas.

    Também seria importante conversarmos sobre o uso da sertralina e sua resposta ao medicamento, para que você possa levar essa avaliação ao seu psiquiatra. Não faça alterações na medicação sem orientação médica.

    Podemos conversar melhor sobre tudo isso em sessão e avaliar um plano terapêutico adequado para você. Se quiser, podemos agendar uma consulta para iniciarmos essa avaliação.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Entendo como esse momento deve estar sendo difícil. A pesquisa excessiva sobre sintomas pode acabar alimentando o ciclo de ansiedade e medo. Em vez de tentar eliminar todos os pensamentos negativos, podemos trabalhar para mudar a forma como você se relaciona com eles, desenvolvendo estratégias para lidar com a ansiedade e retomar gradualmente sua rotina.

    Na Terapia dos Esquemas e na Terapia Comportamental Dialética, trabalhamos justamente esses padrões de pensamento, regulação emocional e comportamentos que acabam mantendo o sofrimento.

    Se você quiser, podemos trabalhar isso em terapia. Entre em contato comigo para agendarmos uma consulta e conversarmos melhor sobre o que você está vivendo.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    É mais comum do que parece. Após a pandemia, muitas pessoas perceberam uma queda na capacidade de concentração, especialmente por causa da exposição constante a estímulos rápidos, como as redes sociais.

    Na Terapia do Esquema, em vez de pensar que você é "preguiçoso" ou "sem disciplina", vale observar se existe um crítico interno cobrando desempenho o tempo todo. Essa pressão aumenta a ansiedade, e o cérebro acaba buscando recompensas imediatas, como o Instagram.

    Comece com metas pequenas (5 a 10 minutos de leitura), deixe o celular longe durante esse período e aumente o tempo gradualmente. O foco é uma habilidade que pode ser treinada.

    Se essa dificuldade tem prejudicado seus estudos e outras áreas da vida de forma persistente, é importante investigar se há fatores como ansiedade, estresse, alterações do sono.

    Se quiser compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias personalizadas para recuperar sua concentração, agende uma consulta com um psicólogo.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Sim, isso é muito mais comum do que parece.

    Pela perspectiva da Terapia do Esquema, o que você está descrevendo não indica, necessariamente, que exista algum problema no relacionamento ou que haja uma dependência emocional. Na verdade, parece que você viveu uma experiência muito significativa de conexão, intimidade. Quando ela termina, o sistema emocional precisam de um tempo para se readaptar à rotina anterior.

    Na Terapia do Esquema, entendemos que todos nós temos necessidades emocionais básicas, como vínculo seguro, proximidade, afeto e pertencimento. Durante esses quatro dias, essas necessidades estiveram sendo atendidas de forma muito intensa: vocês acordavam juntos, compartilhavam refeições, conversavam, dividiam o cotidiano e construíam momentos de intimidade. Ao voltar para casa, houve uma mudança brusca nesse contexto. É natural que seu sistema emocional "estranhe" essa ausência.

    O sentimento de vazio, nesse caso, não significa necessariamente que exista um esquema desadaptativo ativado. Ele pode simplesmente refletir o contraste entre uma experiência de grande proximidade e o retorno à distância física.

    Vale observar apenas como essa tristeza evolui. Se ela diminui gradualmente nos próximos dias, permitindo que você retome suas atividades, converse com ele normalmente e espere pelo próximo encontro, estamos falando de uma reação saudável de saudade.

    Por outro lado, se essa sensação vier acompanhada de pensamentos como "não consigo ficar bem sem ele", "minha vida perde o sentido quando estamos separados" ou provocar um sofrimento intenso e recorrente, pode ser interessante explorar se algum esquema relacionado ao abandono, privação emocional ou dependência está sendo ativado. Isso não significa que esses esquemas existam, mas é algo que merece ser compreendido com cuidado.

    Também é interessante notar um aspecto positivo do seu relato: você diz que gosta da sua casa, tem uma boa relação com sua família, não houve brigas e não sente medo de perder o relacionamento. Esses elementos sugerem que você possui outras fontes de segurança emocional, o que é um bom sinal. O que aparece parece ser, acima de tudo, a saudade de uma convivência que foi muito prazerosa.

    Se essa sensação tem acontecido com frequência ou se você gostaria de compreender melhor como funciona seu modo de se vincular afetivamente, agende uma consulta. Em um espaço terapêutico é possível explorar essas emoções com profundidade, identificar se há esquemas emocionais envolvidos e desenvolver formas mais seguras e tranquilas de lidar com a saudade e a distância.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Sinto muito que você esteja passando por isso. O que aconteceu com você não faz de você uma pessoa “defeituosa”. Essas reações diante da intimidade podem ser uma resposta ao trauma, e você não precisa se forçar a ter relações ou situações íntimas enquanto não se sentir segura.

    Também é importante evitar usar álcool para tentar diminuir o medo ou as lembranças, porque ele pode intensificar a ansiedade e as memórias traumáticas.

    O mais indicado é buscar acompanhamento psicológico especializado em trauma, em um espaço seguro e sem julgamentos. Esse processo pode ajudar você a compreender essas reações, desenvolver recursos para lidar com as crises e, gradualmente, reconstruir sua relação com o próprio corpo e com a intimidade.

    Quando uma experiência de violência acontece, especialmente na infância, o corpo e a mente podem aprender a associar determinadas situações de intimidade, contato ou vulnerabilidade ao perigo. Na vida adulta, essas associações podem ser ativadas mesmo quando a situação atual é segura e consensual. Isso não significa que você queira aquelas lembranças ou que esteja “presa ao passado”; significa que experiências de violência podem deixar marcas que precisam ser cuidadas.

    Também é importante não usar o álcool como estratégia para conseguir lidar com a intimidade, porque ele pode aumentar a vulnerabilidade e intensificar algumas dessas reações.

    Você não precisa se forçar a ter relações ou superar isso sozinha. Um acompanhamento psicológico especializado pode ajudá-la a compreender essas marcas da violência, desenvolver recursos para lidar com as crises e, gradualmente, reconstruir uma relação de segurança com seu corpo e com a intimidade.

    Se você quiser, podemos conversar sobre isso em uma consulta e avaliar juntas(os) a melhor forma de iniciar esse processo. Entre em contato comigo para agendarmos um horário.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Sim, podem ajudar bastante.

    O que você descreve pode estar relacionado não apenas à impulsividade, mas também a um ciclo de busca constante por "aprender mais antes de agir". Muitas vezes, comprar livros, fazer cursos ou consumir conteúdo dá a sensação de produtividade, mas acaba substituindo a execução do trabalho.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), você aprende a identificar os pensamentos que alimentam esse comportamento, desenvolver estratégias para reduzir as distrações e criar hábitos que favoreçam a ação.

    Já na Terapia do Esquema, o foco é compreender padrões mais profundos. Em muitos casos, o perfeccionismo e a necessidade de estar sempre se preparando estão ligados a esquemas como padrões inflexíveis, busca por aprovação ou medo de errar. A terapia ajuda a flexibilizar essas crenças, reduzindo a necessidade de "estar totalmente pronto" para começar.

    Se esse padrão tem prejudicado seu desempenho profissional e se repete há bastante tempo, vale a pena buscar ajuda. Agendar uma consulta com um psicólogo pode ser um passo importante para entender a origem desse comportamento e desenvolver estratégias para aumentar o foco, reduzir a impulsividade e agir com mais constância.


  • Qual é a relação entre indecisão e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Qual é a relação entre indecisão e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A indecisão pode estar presente no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), mas nem toda pessoa indecisa tem TOC. No transtorno, a dificuldade em tomar decisões costuma estar relacionada à necessidade intensa de ter "certeza absoluta" de que está fazendo a escolha "correta". Isso pode gerar dúvidas persistentes, medo de errar e a necessidade de revisar repetidamente as opções antes de decidir.

    Em muitos casos, a pessoa fica presa em um ciclo de pensamentos obsessivos ("E se eu estiver escolhendo errado?") e comportamentos de checagem ou busca constante por confirmação, o que torna decisões simples extremamente desgastantes.

    É importante destacar que a indecisão também pode estar associada a outras condições, como ansiedade, depressão, perfeccionismo ou mesmo a características da personalidade. Por isso, uma avaliação psicológica cuidadosa é fundamental para compreender a origem desse sofrimento e indicar o tratamento mais adequado.

    Se você percebe que a indecisão tem causado prejuízos na sua rotina, nos relacionamentos ou no trabalho, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante. A psicoterapia auxilia na compreensão desses padrões de pensamento e no desenvolvimento de estratégias para lidar com a ansiedade e tomar decisões com maior segurança.

    Fico à disposição para acolher sua demanda e realizar uma avaliação individualizada. Se desejar, agende uma consulta para que possamos compreender melhor o seu caso e construir, juntos, um plano de cuidado adequado às suas necessidades.


  • “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), como a Terapia Cognitivo-Comportamen

    “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se integra ao tratamento psiquiátrico e quais habilidades psicológicas são prioritárias na intervenção?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costuma ser mais eficaz quando combina acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia. Enquanto o psiquiatra pode prescrever medicamentos para aliviar sintomas específicos, como impulsividade, instabilidade do humor, ansiedade ou sintomas depressivos, a psicoterapia é considerada o principal recurso para promover mudanças nos padrões emocionais e comportamentais.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) busca identificar e modificar pensamentos, crenças e comportamentos que contribuem para o sofrimento psicológico. No caso do TPB, o trabalho terapêutico geralmente prioriza o desenvolvimento de habilidades como: regulação emocional; tolerância ao sofrimento e às crises; manejo da impulsividade; fortalecimento da autoestima; desenvolvimento de habilidades interpessoais e de comunicação; flexibilização de padrões de pensamento muito rígidos ou dicotômicos.

    Em alguns casos, abordagens derivadas da TCC, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), apresentam evidências robustas para o tratamento do TPB, especialmente quando há comportamentos autolesivos ou dificuldade significativa no manejo das emoções.

    Se você ou alguém próximo convive com sintomas semelhantes, buscar ajuda especializada pode fazer uma grande diferença. Estou à disposição para realizar uma avaliação cuidadosa e construir um plano terapêutico adequado às suas necessidades. Será um prazer acolher você em consulta.


  • “De que maneira crenças centrais, esquemas cognitivos e padrões de regulação emocional aprendidos na

    “De que maneira crenças centrais, esquemas cognitivos e padrões de regulação emocional aprendidos na infância mediam a relação entre experiências de apego precoce e o desenvolvimento de características de personalidade borderline na vida adulta?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Essa é uma questão bastante complexa e importante. De forma resumida, as experiências de apego na infância influenciam a maneira como a pessoa passa a compreender a si mesma, os outros e o mundo. Quando a criança vivencia relações marcadas por instabilidade, rejeição, negligência, violência ou imprevisibilidade emocional, pode desenvolver crenças centrais negativas, como:

    "Eu não sou digno de amor."
    "As pessoas vão me abandonar."
    "Não posso confiar nos outros."
    "Há algo errado comigo."

    Essas crenças tendem a organizar esquemas cognitivos duradouros, que funcionam como filtros por meio dos quais a pessoa interpreta suas experiências. Na vida adulta, situações de afastamento, críticas ou conflitos podem ser percebidas como sinais de abandono ou rejeição intensa, mesmo quando não há essa intenção por parte dos outros.

    Além disso, as primeiras relações de apego também contribuem para o desenvolvimento da regulação emocional. Quando a criança não encontra figuras cuidadoras capazes de acolher, validar e auxiliar na compreensão das emoções, pode apresentar dificuldades para reconhecer, modular e expressar sentimentos de forma adaptativa. Como resultado, emoções como tristeza, raiva, medo e vergonha podem ser vivenciadas de maneira muito intensa e difícil de controlar.

    Nesse contexto, crenças centrais negativas, esquemas de abandono e rejeição e dificuldades de regulação emocional podem atuar como mecanismos mediadores entre as experiências precoces de apego e o desenvolvimento de características associadas ao transtorno de personalidade borderline, tais como: Medo intenso de abandono; instabilidade nos relacionamentos; oscilações emocionais acentuadas; alterações na autoimagem; impulsividade.

    É importante destacar que experiências de apego difíceis não determinam, por si só, o desenvolvimento de um transtorno de personalidade. Trata-se de um fenômeno multifatorial, envolvendo aspectos biológicos, temperamentais, familiares, sociais e culturais.

    Se você percebe em sua própria vida dificuldades relacionadas ao medo de abandono, instabilidade emocional, conflitos recorrentes nos relacionamentos ou sofrimento psicológico significativo, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender essas experiências e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas.

    Você pode agendar um atendimento comigo para que possamos explorar essas questões com mais profundidade, em um espaço acolhedor, ético e sem julgamentos. O processo terapêutico pode ajudar a identificar crenças e padrões emocionais construídos ao longo da vida, favorecendo maior autoconhecimento, regulação emocional e qualidade nos relacionamentos.


  • Por que a regulação emocional é um tema central no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Por que a regulação emocional é um tema central no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A regulação emocional é considerada um tema central no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) porque muitas das características do transtorno podem ser compreendidas como tentativas de lidar com emoções vivenciadas de forma extremamente intensa. Pessoas com TPB costumam apresentar uma elevada sensibilidade emocional. Isso significa que podem reagir de maneira mais intensa a situações que envolvem rejeição, abandono, críticas ou conflitos interpessoais. Além disso, frequentemente levam mais tempo para retornar ao equilíbrio emocional após um evento estressante.

    As dificuldades de regulação emocional podem se manifestar por meio de oscilações rápidas de humor; raiva intensa e difícil de controlar; medo acentuado de abandono; sentimentos crônicos de vazio; impulsividade; comportamentos autodestrutivos ou autolesivos.

    Nesse sentido, muitos comportamentos observados no TPB não são vistos apenas como "sintomas", mas como estratégias — frequentemente pouco eficazes — para reduzir sofrimento emocional intenso. Por exemplo, explosões de raiva, ameaças de rompimento ou comportamentos impulsivos podem funcionar momentaneamente para aliviar emoções difíceis, ainda que gerem consequências negativas posteriormente.

    As experiências de apego precoce também desempenham papel importante. Quando a criança não aprende, com seus cuidadores, formas seguras de identificar, compreender e manejar emoções, pode chegar à vida adulta com poucos recursos internos para lidar com sentimentos intensos. As crenças centrais de abandono, rejeição e desvalor pessoal reforçam ainda mais esse ciclo.

    Por isso, muitas abordagens terapêuticas para o TPB têm como foco principal o desenvolvimento de habilidades de regulação emocional. Entre elas, destacam-se a Terapia Comportamental Dialética e a Terapia do Esquema.

    Se você está envolvida nessa situação, agende a sua consulta. Podemos atravessar isso juntos!

    As experiências precoces de apego influenciam o desenvolvimento de crenças centrais e esquemas cognitivos relacionados ao abandono e à rejeição, os quais contribuem para déficits na regulação emocional. Esses processos, por sua vez, constituem mecanismos fundamentais na emergência e manutenção das características do Transtorno de Personalidade Borderline.


  • Quais mecanismos psicodinâmicos estão associados à autoagressão no Transtorno de Personalidade Borde

    Quais mecanismos psicodinâmicos estão associados à autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendida, sob uma perspectiva psicodinâmica, como uma tentativa de lidar com emoções que se tornam difíceis de suportar. Muitas vezes, sentimentos intensos de abandono, rejeição, vazio ou raiva não encontram espaço para serem elaborados em palavras e acabam sendo expressos por meio do corpo. Nesse sentido, a autoagressão não deve ser entendida apenas como um ato impulsivo, mas como uma forma de comunicar e administrar um sofrimento psíquico profundo.

    Frequentemente, a pessoa direciona contra si emoções agressivas associadas a experiências dolorosas vividas em seus relacionamentos. Além disso, a fragilidade da autoimagem e a dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos de si mesma podem favorecer momentos de intenso desamparo e autodesvalorização. Assim, a autoagressão pode produzir um alívio temporário da tensão emocional, oferecer uma sensação momentânea de controle diante do caos interno ou funcionar como uma expressão concreta de uma dor que não consegue ser traduzida em palavras. Mais do que um desejo de ferir a si mesmo, trata-se, em muitos casos, de uma tentativa de lidar com um sofrimento emocional que parece não encontrar outra forma de expressão.

    Se você se identifica com essas experiências ou deseja compreender melhor seus sentimentos e padrões relacionais, agende uma consulta psicológica. O acompanhamento profissional pode ajudar a construir formas mais seguras e saudáveis de acolher e elaborar o sofrimento emocional.


  • “Quais aspectos psicológicos podem estar relacionados à coexistência entre Transtorno de Personalida

    “Quais aspectos psicológicos podem estar relacionados à coexistência entre Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A coexistência entre o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode estar relacionada a diferentes formas de lidar com a ansiedade e o sofrimento emocional. Enquanto o TPB costuma envolver intensa instabilidade afetiva, medo de abandono e dificuldades na regulação das emoções, o TOC frequentemente se manifesta por meio de pensamentos intrusivos e comportamentos repetitivos que buscam reduzir a angústia e a sensação de ameaça.

    Do ponto de vista psicológico, os sintomas obsessivo-compulsivos podem funcionar como uma tentativa de criar previsibilidade, controle e segurança diante de emoções percebidas como avassaladoras. Ao mesmo tempo, a impulsividade, a sensibilidade à rejeição e as oscilações emocionais características do TPB podem intensificar a ansiedade, favorecendo o surgimento ou agravamento de obsessões e compulsões. Em ambos os quadros, observa-se um sofrimento significativo relacionado à dificuldade de lidar com incertezas, conflitos internos e sentimentos de vulnerabilidade.

    Embora cada pessoa apresente uma história única, a presença simultânea de TPB e TOC costuma tornar a experiência emocional mais complexa, exigindo uma compreensão cuidadosa dos fatores afetivos, relacionais e comportamentais envolvidos. O tratamento psicológico pode auxiliar na construção de estratégias mais adaptativas para lidar com a ansiedade, fortalecer a regulação emocional e promover maior qualidade de vida.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seu funcionamento emocional, agende uma consulta psicológica. Um espaço de escuta qualificada pode contribuir para o desenvolvimento de recursos mais saudáveis para enfrentar o sofrimento e os desafios do cotidiano.


  • Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,

    Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Obrigado por compartilhar o que você está sentindo. Dar esse passo de buscar orientação é importante. Pelo que você descreve: sensação de tristeza persistente, vazio, perda de interesse em sair ou falar sobre sentimentos, é recomendado procurar um(a) psicólogo(a).

    Na abordagem baseada em evidências, algumas orientações importantes:

    Psicoterapia: terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou Terapia Interpessoal (TIP) têm evidência científica para o tratamento de sintomas depressivos, ajudando a identificar padrões de pensamento, regular emoções e recuperar prazer nas atividades.

    Avaliação psiquiátrica: um(a) psiquiatra pode avaliar se há necessidade de medicação, sobretudo se os sintomas forem intensos ou persistentes, ou se houver risco de piora.

    Monitoramento de sintomas: registrar como se sente diariamente, atividades que dão prazer e momentos de tristeza, ajuda na avaliação clínica.

    Importante: mesmo que você consiga manter a rotina e ter momentos felizes, o vazio constante merece atenção profissional precoce. Quanto antes começar, maior a chance de prevenção e melhora.

    Se você quiser, podemos marcar uma consulta para avaliação inicial, onde poderemos explorar seus sentimentos, compreender o que está acontecendo e construir um plano baseado em evidências para cuidar da sua saúde emocional.


  • Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pes

    Porque pessoas não entendem o porque não gostaram de mim ? Como acontece no subconsciente dessas pessoas principalmente as mulheres porque elas nem entendem o motivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A antipatia muitas vezes é um fenômeno subconsciente, influenciado por experiências passadas, expectativas, projeções e padrões automáticos de percepção social. Não é necessariamente algo que você “faz de errado”. Muitas vezes, não há um motivo racional consciente para o sentimento do outro. Mas se você se sente culpado ou possui ideias de desvalia, procure um psicólogo.


  • A terapia pode ajudar a superar a ansiedade com mudanças?

    A terapia pode ajudar a superar a ansiedade com mudanças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Mudanças podem causar ansiedade, e tudo bem.
    Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), você aprende a lidar com o medo e a incerteza sem deixar que eles te paralisem. O foco não é eliminar o desconforto, mas viver com mais sentido, mesmo diante das dificuldades.

    A psicoterapia pode te ajudar a acolher suas emoções, estar mais presente e agir em direção ao que realmente importa para você. Vamos juntos seguir esta jornada?


  • Por que pessoas com TPB podem ser mais suscetíveis a serem vítimas de bullying?

    Por que pessoas com TPB podem ser mais suscetíveis a serem vítimas de bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costumam vivenciar emoções de forma muito intensa e têm uma sensibilidade maior a rejeições e frustrações. Essa vulnerabilidade emocional pode torná-las mais expostas em ambientes sociais, especialmente quando suas reações são mal compreendidas pelos outros.

    Além disso, podem apresentar dificuldades em manter limites nas relações, alternando entre idealização e desvalorização, o que às vezes desperta respostas negativas ou até hostis de quem não entende essa dinâmica. Em contextos como a escola ou o trabalho, essa sensibilidade e os comportamentos impulsivos podem torná-las alvos fáceis de bullying, justamente por destoarem do padrão emocional esperado.

    Por isso, é tão importante que encontrem espaços seguros, como o processo terapêutico, onde possam desenvolver recursos de autorregulação emocional, fortalecer a autoestima e aprender a se proteger de ambientes e vínculos abusivos.


  • O que é a psicoterapia e por que ela é crucial para a existência autêntica no Transtorno de Personal

    O que é a psicoterapia e por que ela é crucial para a existência autêntica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Italo Roberto Nunes de Oliveira

    A psicoterapia é um espaço de escuta e reflexão que permite à pessoa entrar em contato com suas emoções e pensamentos. No caso do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), ela é fundamental porque oferece um caminho para reconstruir a experiência de si mesmo e dos outros, que muitas vezes é marcada por instabilidade e medo de abandono. Para quem vive com TPB, as emoções podem parecer avassaladoras, como se qualquer conflito, rejeição ou perda colocasse em risco o próprio valor pessoal. A psicoterapia, nesse sentido, não é apenas um tratamento clínico, mas uma experiência de reconstrução da autenticidade: ela ajuda a pessoa a compreender o que sente, a reconhecer seus limites, e a responder ao mundo de forma mais coerente com seus valores, e não apenas com a dor. Trata-se de um processo de emancipação emocional — sair do ciclo de reatividade e sofrimento para uma existência mais autêntica, na qual é possível se reconhecer como sujeito de escolhas, e não apenas como alguém dominado pelas feridas do passado. Vamos juntos descobrir como é possível!


Perguntas frequentes

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