Perguntas do paciente (7)

  • Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo r

    Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo rejeitada nos grupos da escola. O comportamento em casa continua o mesmo sempre brincando. Como posso ajudá- lá?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    Entendo a sua preocupação. Ver um filho querendo fazer amizades e enfrentando dificuldades na escola realmente mexe com a gente. O fato de ela continuar brincando, demonstrando interesse pelas atividades e mantendo o comportamento habitual em casa é um sinal positivo, pois mostra que ela preserva recursos emocionais e o desejo de se relacionar. Ao mesmo tempo, vale a pena olhar com atenção para o que está acontecendo no ambiente escolar.
    Uma forma de ajudá-la é criar um espaço em casa para que ela fale sobre o dia, sem pressioná-la. Em vez de perguntar apenas "como foi a escola?", experimente perguntas como: "Com quem você brincou hoje?", "Como você se sentiu no recreio?" ou "Teve algum momento que você gostou ou que foi difícil?". O mais importante é que ela se sinta ouvida e compreendida, sem a sensação de que precisa encontrar uma solução imediata.
    Também é interessante conversar com a professora para entender como essas interações acontecem na escola. Às vezes, a percepção dos adultos pode ajudar a identificar se é uma fase de adaptação, dificuldades específicas nas habilidades sociais ou até situações de exclusão que precisam de intervenção. Em casa, vocês podem fortalecer a autoestima dela, valorizando suas qualidades, incentivando oportunidades de convivência com outras crianças fora da escola (quando possível) e mostrando que amizades são construídas aos poucos.

    Se essa rejeição persistir, começar a afetar o humor, a vontade de ir à escola, a autoestima ou provocar sofrimento significativo, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e oferecer estratégias específicas para ela e para a família.
    Estou à disposição caso vocês sintam necessidade de conversar mais sobre essa situação. Quanto mais cedo entendermos o que está acontecendo, maiores são as chances de ajudá-la a viver essa fase de forma mais tranquila. Espero ter contribuído.


  • Como o vínculo terapêutico influencia a reconstrução da identidade?

    Como o vínculo terapêutico influencia a reconstrução da identidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    O vínculo terapêutico é, basicamente, a relação de confiança que se constrói entre terapeuta e paciente. E isso faz muita diferença na forma como a pessoa passa a se ver.
    Muitas vezes, a nossa identidade, ou seja, a forma como pensamos sobre quem somos foi construída a partir de experiências difíceis, críticas ou relações em que não nos sentimos compreendidos. Então a pessoa pode crescer acreditando coisas como “não sou bom o suficiente”, “ninguém me entende” ou “preciso ser de um jeito para ser aceito”.
    Na terapia, quando existe um vínculo seguro, a pessoa começa a viver uma experiência diferente: ela é escutada de verdade, respeitada, acolhida e não julgada. Com o tempo, isso vai mostrando para ela que talvez aquelas ideias negativas sobre si mesma não sejam tão verdadeiras assim.
    É como se, aos poucos, ela fosse se reconstruindo por dentro. Passa a se enxergar com mais gentileza, entende melhor suas emoções, reconhece seu valor e percebe que pode ser quem ela é, sem precisar se encaixar o tempo todo.
    Então, de forma simples: o vínculo terapêutico ajuda na reconstrução da identidade porque oferece um espaço seguro onde a pessoa pode se conhecer melhor e começar a se ver de uma forma mais saudável e verdadeira. Espero ter ajudado.


  • Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderli

    Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras doenças mentais ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    Sim, existe a possibilidade, esse é um fenômeno chamado comorbidade, mas o diagnóstico de múltiplos transtornos exige uma avaliação multidisciplinar, incluindo psiquiatras, psicólogos e neuropsicólogos, além de entrevistas clínicas detalhadas e testes neuropsicológicos.


  • Como tratar uma criança com dificuldade de 4 anos com dificuldade de falar , ela já presenciou discu

    Como tratar uma criança com dificuldade de 4 anos com dificuldade de falar , ela já presenciou discursões e também tem excesso de uso de celular ; isso pode estar contribuindo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    A dificuldade de fala em crianças pode ter diversas causas, incluindo fatores neurológicos, emocionais e ambientais. O excesso de exposição a telas pode impactar o desenvolvimento da linguagem, pois reduz a interação verbal e social, que são fundamentais para a aquisição da fala. Além disso, presenciar discussões pode gerar estresse e ansiedade, o que também pode afetar o desenvolvimento da comunicação.
    Sugiro reduzir o tempo de tela e proporcionar mais interação social com jogos lúdicos que desperte o interesse na criança. Também melhorar o ambiente para que ele seja acolhedor e a criança se sinta segura. Se houver possibilidade de passar com um especialista como fonoaudióloga também é válido para auxiliar nesse momento, e caso a dificuldade persista levar a outros especialistas que possam promover a ajuda necessária.


  • Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    A psicoeducação é uma ferramenta poderosa no tratamento de transtornos mentais, pois contribui significativamente para o entendimento e enfrentamento das condições tanto pelos pacientes quanto por seus familiares.
    Algumas formas em que a psicoeducação pode ajudar são:
    Compreensão da Condição: A psicoeducação fornece informações claras sobre o transtorno mental, incluindo sintomas, causas, fatores de risco e opções de tratamento. Isso ajuda a reduzir o medo e os equívocos que muitas vezes cercam esses problemas.

    Redução do Estigma: Ao aumentar o conhecimento sobre transtornos mentais, a psicoeducação combate o estigma e promove uma aceitação mais saudável, tanto no ambiente familiar quanto na sociedade.

    Promoção da Adesão ao Tratamento: Quando os pacientes entendem a importância dos medicamentos, da psicoterapia e de outras intervenções, é mais provável que sigam os tratamentos recomendados de forma consistente.

    Desenvolvimento de Estratégias de Enfrentamento: Ela ensina habilidades práticas para lidar com os desafios diários associados ao transtorno, melhorando a qualidade de vida do paciente.

    Fortalecimento do Suporte Familiar: A psicoeducação muitas vezes envolve os familiares, ajudando-os a entender a condição do ente querido e a apoiar o tratamento de forma mais eficaz.

    Prevenção de Recaídas: Ao educar sobre sinais de alerta e fatores desencadeantes, ela ajuda a prevenir recaídas e a promover uma gestão mais proativa da saúde mental.


  • Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e núme

    Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e números e ela pegou muito rápido, sabe escrever o nome dela, sabe fazer contas de adição, sabe escrever todas as letrinhas e números já sem ajuda de pontilhado e reconhece se perguntada, sabe frutas, cores e números em inglês e algumas outras palavrinhas, já sabe usar a tesoura, faz tarefas de ligar, transcrever, colar perfeitamente.
    Entrou na escolinha da prefeitura esse ano, no começo ela gostou, não chorou se adaptou super bem, agora depois de um mês e meio, fica triste quando a levo para a escola, não quer mais ir pq lá faz sempre a mesma coisa, só brinca das mesmas coisas e vê desenho, não tem tarefinha para ela fazer.
    Chega em casa já pegando os livrinhos e folhinhas para fazer lição, me pede para comprar e imprimir tarefinha
    Não sei o que fazer, converso, falo q a escola é legal, que tem amigos, mas ela diz que não quer se sente frustrada por não colocar as habilidades dela em prática na escola

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    Olá, tudo bem?
    Sugiro marcar uma reunião com a professora e explicar sobre a situação, pois juntas podem pensar em uma solução para que a criança se sinta bem no ambiente escolar sem segurar demais a criança, com poucas atividades, mas também sem exigir demais, com atividades que estejam muito além da turma, pois cada fase de desenvolvimento é importante, e é necessário que a criança aprenda a lidar com a frustração, auxiliar a desenvolver a paciência e espera também.


  • Qual diferença entre psicoterapia e terapia? Meu médico me encaminhou para psicoterapia, posso fazer

    Qual diferença entre psicoterapia e terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jacqueline Maiara Lopes

    A diferença entre psicoterapia e terapia está mais no uso dos termos do que em conceitos totalmente distintos. Vamos esclarecer:

    Psicoterapia: É um tipo específico de terapia conduzida por um psicólogo ou psicoterapeuta qualificado. Ela se concentra no tratamento de questões emocionais, comportamentais e psicológicas, como ansiedade, depressão, traumas ou dificuldades nos relacionamentos. A psicoterapia utiliza métodos baseados em teorias psicológicas, como a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental (TCC), entre outras.
    Já a Terapia: É um termo mais amplo, que pode se referir a diversas abordagens de cuidado, além da psicoterapia. Por exemplo, pode incluir terapia ocupacional, terapia física (fisioterapia), terapia da fala, e até mesmo terapias alternativas, como arteterapia ou musicoterapia.
    Ou seja, a psicoterapia é um tipo de terapia focada na saúde mental e emocional, enquanto "terapia" abrange uma gama maior de tratamentos dependendo da área de necessidade.


Perguntas frequentes

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