Perguntas do paciente (9)
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Talvez o caminho não seja deixar de ter medo para só então mostrar quem você é, mas aprender a se posicionar mesmo com algum receio. As qualidades que você descreve não são um problema em si. O que pode fazer diferença é perceber em quais contextos você se sente seguro para expressar essas qualidades e como faz isso, sem precisar esconder ou transformar em uma defesa.
Também vale perceber se a rejeição e a zombaria estão realmente acontecendo ou se você vem se antecipando a elas. Quando esperamos ser julgados, podemos ficar excessivamente atentos a qualquer reação, interpretar sinais ambíguos como desaprovação e acabar nos retraindo. Uma estratégia possível é fazer pequenas experiências: mostrar gradualmente essas características em relações mais seguras, observar as respostas reais das pessoas e comparar o que aconteceu com aquilo que você temia.
E quanto ao cuidado com a aparência, existem expectativas sociais rígidas sobre como um homem “deveria” se comportar, mas você não precisa organizar suas escolhas para caber nessas expectativas dos outros. Assumir quem somos envolve aceitar que nem todos irão nos compreender ou aprovar. Se esse medo estiver limitando seus vínculos, suas escolhas ou sua espontaneidade, a psicoterapia pode ajudar você a compreender de onde vem essa expectativa de rejeição e a construir formas mais livres e seguras de se apresentar ao mundo.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
Entendo que, depois de algumas experiências de afastamento, a autossuficiência possa parecer uma forma mais segura de viver. Se não me vinculo, não preciso lidar com a ausência. O problema é que essa proteção também pode nos privar da intimidade, do afeto e das trocas que só existem quando nos permitimos construir relações.
Nem todo vínculo que se transforma ou termina foi inútil. Algumas pessoas participam de períodos importantes da nossa vida, mesmo que não permaneçam para sempre. Além disso, um afastamento por trabalho, namoro ou mudança de rotina nem sempre significa abandono ou falta de consideração. Às vezes, a amizade precisa encontrar uma nova forma de existir.
Talvez seja importante observar se você está escolhendo ficar sozinho porque gosta dessa maneira de viver ou porque teme sofrer novamente.
Autonomia é saudável. Já a necessidade de não precisar de ninguém pode funcionar como uma tentativa de evitar frustrações e perdas. Ter um relacionamento envolve aceitar algum grau de incerteza, sem que isso signifique preencher lacunas com pessoas substituíveis.
A psicoterapia pode ajudar você a compreender como essas experiências de afastamento influenciaram sua forma de se vincular e a construir relações nas quais seja possível preservar a própria autonomia sem precisar abrir mão da proximidade.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem todos os terapeutas de casal possuem experiência específica com relacionamentos não monogâmicos. Por isso, é compreensível (e legítimo!) que vocês procurem saber um pouco sobre a postura e a experiência do profissional antes de iniciar o processo.
Mais importante do que trabalhar exclusivamente com esse “nicho” é que o terapeuta tenha ou esteja em formação para atender casais, conheça diferentes configurações relacionais e seja capaz de acolher a dinâmica de vocês sem tratá-la como um problema a ser corrigido. A terapia não deve partir da ideia de que a não monogamia é a causa dos conflitos nem tentar conduzir ninguém para um modelo monogâmico.
Vocês podem perguntar, já no primeiro contato, se o profissional tem experiência ou se sente preparado para atender casais em relacionamentos abertos. Também podem observar, nas primeiras sessões, se existe uma escuta respeitosa e sem julgamentos.
Um bom trabalho poderá ajudar vocês a conversar sobre acordos, limites, ciúmes, segurança emocional, comunicação e eventuais mudanças nas necessidades de cada um, preservando a liberdade de vocês para definir o relacionamento que desejam ter.
Buscar uma indicação específica pode facilitar esse encontro, mas vocês também podem encontrar profissionais acolhedores que, embora não trabalhem exclusivamente com não monogamia, estejam devidamente preparados para essa demanda.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC pode trabalhar essas três questões de forma integrada, porque, muitas vezes, elas se alimentam mutuamente. Uma pessoa que se percebe de maneira muito negativa pode esperar ser julgada ou rejeitada, evitar situações sociais e perder oportunidades de viver experiências positivas. Com o isolamento e a redução de atividades que proporcionam prazer, vínculo ou realização, os sintomas depressivos também podem se intensificar.
O primeiro passo é compreender como esse ciclo acontece especificamente na vida da pessoa... Quais pensamentos surgem, que situações despertam ansiedade, quais comportamentos mantêm o problema e como isso afeta o humor e a percepção de si.
Ao longo do acompanhamento podem ser utilizadas estratégias como o questionamento de pensamentos autocríticos, a construção de uma visão mais realista sobre si, a retomada gradual de atividades importantes e a exposição planejada às situações sociais que a pessoa evita. Dependendo da necessidade, também podem ser trabalhadas habilidades sociais, assertividade e formas mais cuidadosas de lidar com erros, limites e imperfeições.
Não se trata apenas de “pensar positivo”, muito menos de força de vontade. Mas de testar antigas conclusões por meio de novas experiências. Aos poucos, a pessoa aprende a enfrentar situações que evitava, reconhecer suas capacidades e construir uma autoestima menos dependente da aprovação dos outros. O planejamento do processo deve ser individualizado, respeitando a intensidade dos sintomas e o momento de cada pessoa.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa combinação de dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados pode ter diferentes causas. Por isso, o primeiro passo é evitar o autodiagnóstico.
Enquanto você busca uma avaliação adequada, algumas medidas podem ajudar:
Faça pausas programadas ao longo do dia, em vez de tentar manter a atenção por horas seguidas.
Divida tarefas complexas em etapas menores e trabalhe em uma prioridade de cada vez.
Reduza estímulos desnecessários, como notificações e múltiplas abas abertas.
Observe se os sintomas pioram em situações específicas, em determinados horários ou após noites mal dormidas.
Cuide do sono, da alimentação e da atividade física, pois esses fatores influenciam diretamente o funcionamento cognitivo.
Na psicoterapia baseada em evidências, não são tratados apenas o sintoma, mas investiga-se sua origem. Muitas pessoas chegam acreditando que têm apenas "falta de foco" e descobrem que o problema central é ansiedade, perfeccionismo, excesso de autocobrança, dificuldades na regulação emocional ou, em alguns casos, um transtorno que precisa de tratamento específico.
Quando compreendemos o que está acontecendo, é possível desenvolver estratégias personalizadas para recuperar a concentração, organizar a rotina e diminuir a sensação de estar constantemente "com a mente ligada no máximo".
Se esses sintomas são frequentes, estão prejudicando seu desempenho profissional ou sua qualidade de vida, vale a pena procurar uma avaliação psicológica. Quanto mais cedo a causa é identificada, mais efetivo costuma ser o tratamento.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode começar tanto por um psicólogo quanto por um psiquiatra, preferencialmente com experiência em autismo e TDAH em adultos.
Um psicólogo com especialização eu avaliação neuropsicológica pode ajudar numa investigação cuidadosa, pois algumas manifestações dessas condições podem se sobrepor entre si e também aos sintomas da depressão.
E, a partir daí, ter uma companhamento terapêutico.
O psiquiatra também poderá participar da investigação diagnóstica e avaliar a necessidade de medicação, especialmente se os sintomas depressivos estiverem intensos.
Você não precisa chegar à consulta sabendo qual dessas hipóteses está correta. Pode procurar o profissional com quem se sentir mais confortável para iniciar e, a partir dessa primeira avaliação, construir os encaminhamentos necessários.
Mas, por favor, se houver pensamentos de morte, risco de se machucar ou dificuldade importante para realizar atividades básicas, procure atendimento médico com maior urgência.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Não se perde apenas a presença daquela pessoa, mas também uma rotina com a pessoa, lugares afetivos, planos e a ideia de futuro que havia sido construída. Por isso podem surgir tristeza, raiva, saudade, culpa, alívio e até momentos de esperança de reconciliação. São emoções e sentimentos que nem sempre aparecem de maneira linear. Pode ir e voltar.
Mas é importante entender que superar não significa esquecer rapidamente ou deixar de sentir. Envolve reconhecer a perda, aceitar, se permitir atravessar as emoções, reorganizar a rotina, fortalecer a rede de apoio e, aos poucos, reconstruir projetos que não dependam daquela relação. Também é importante evitar cobranças sobre quanto tempo esse processo “deveria” durar.
Não existe tempo ideal e se comparar com o outro pode causar sofrimento. São processos individuais.
A psicoterapia pode ajudar quando a dor permanece muito intensa, compromete o sono, o trabalho ou o autocuidado, ou quando a pessoa se sente presa à relação e não consegue retomar a própria vida. O vínculo terminou, mas a vida precisa de algum tempo para encontrar uma nova forma.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em alguns casos, sim. Pela perspectiva da TCC para casais, conflitos repetidos podem consolidar interpretações negativas sobre o parceiro, como “ele não se importa comigo” ou “ela sempre quer me atacar”. Essas interpretações aumentam a defensividade e alimentam ciclos de críticas, acusações, conflitos e afastamento.
A reconstrução começa quando ambos reconhecem esse ciclo e assumem responsabilidade por interrompê-lo.
Algumas ferramentas importantes são a Comunicação Não Violenta (expressar fatos, sentimentos, necessidades e pedidos concretos sem acusações) e o estabelecimento de limites claros. Limite não é controlar o outro, mas definir o que cada pessoa aceita, como reagirá diante de novas ofensas e quais atitudes serão necessárias para que o vínculo continue.
A terapia de casal pode ajudar a revisar pensamentos e expectativas, desenvolver habilidades de comunicação, estabelecer novos acordos e recuperar gradualmente a confiança por meio de mudanças observáveis e consistentes.
Mas isso exige participação verdadeira dos dois.
Outro ponto: quando há violência, intimidação ou medo, a prioridade deve ser a segurança, e a terapia de casal pode não ser indicada naquele momento. Em alguns casos, o processo também pode ajudar o casal a compreender que a decisão mais saudável é encerrar a relação de maneira respeitosa.
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ter TOC de pensamentos pode aguçar o medo de enlouquecer?
ter TOC de pensamentos pode aguçar o medo de enlouquecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Os pensamentos intrusivos podem acometer pessoas com TOC, mas não indicam, necessariamente, um risco de enlouquecer.
De todo modo, eles podem afetar negativamente a qualidade de vida e merecem atenção e cuidado. É recomendável que a pessoa busque acompanhamento médico e psicológico para compreender e lidar melhor com esses pensamentos, encontrando formas saudáveis de enfrentá-los e trabalhar para recuperar o bem-estar emocional.
Perguntas frequentes
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Fiz retirada de cisto na região pélvica quantos dias pra voltar fazer sexo?
Olá! Depende bastante do tipo de cisto retirado, do tamanho da cirurgia e…