Perguntas do paciente (7)

  • Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Sim, há possibilidade de melhora, mesmo após um período prolongado de sintomas. A desrealização pode estar associada tanto ao Transtorno de Ansiedade Generalizada quanto ao TOC, funcionando como uma forma de defesa do organismo diante de altos níveis de ansiedade. Embora seja uma experiência angustiante, não significa que você esteja “sem saída”.

    O tratamento envolve psicoterapia, que ajuda a compreender os gatilhos, reduzir a intensidade das crises e desenvolver estratégias de enfrentamento, e em muitos casos a avaliação psiquiátrica também é importante, para que haja um cuidado integrado.

    É fundamental lembrar que cada pessoa responde de forma única. O tempo de dois anos não elimina as possibilidades de recuperação, apenas indica que o quadro precisa ser acompanhado com atenção e constância.

    Penso na desrealização como um “alarme interno” que soa de forma desajustada. A terapia ajuda a entender por que esse alarme disparou e a regular novamente esse sistema, permitindo que você volte a se sentir presente e conectado à sua vida.

    Buscar ajuda especializada é o primeiro passo para transformar essa experiência e encontrar um caminho de alívio e reequilíbrio.


  • O que é autorreflexão consciente? .

    O que é autorreflexão consciente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Autorreflexão consciente é a capacidade de observar a si mesmo com atenção e intenção, reconhecendo pensamentos, emoções, comportamentos e padrões de forma clara e sem julgamento imediato. Ela vai além de “pensar sobre o que aconteceu”: é criar um espaço interno para perceber por que agimos de determinada maneira, o que sentimos e quais necessidades estavam presentes naquele momento.

    Na prática, envolve perguntas como:
    O que realmente me incomodou nessa situação?
    Qual emoção apareceu primeiro?
    Como essa reação conversa com experiências que já vivi antes?

    Ao exercitar a autorreflexão consciente, treinamos um olhar mais curioso do que crítico, o que permite escolhas mais alinhadas aos nossos valores e objetivos, em vez de respostas automáticas movidas por impulso ou hábito.

    Gosto de explicar para meus pacientes que é como acender a luz de um quarto escuro: nada de novo apareceu, mas agora conseguimos enxergar o que sempre esteve lá e podemos decidir como organizar o espaço.


  • O que são habilidades de atenção plena para crianças e adolescentes ?

    O que são habilidades de atenção plena para crianças e adolescentes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Habilidades de atenção plena para crianças e adolescentes são práticas que ajudam a desenvolver a capacidade de estar presente no momento, percebendo pensamentos, emoções e sensações físicas sem julgamento.
    Na infância e na adolescência, essa competência pode ser trabalhada de forma lúdica e adaptada à linguagem deles, usando jogos, histórias, exercícios de respiração, observação da natureza ou atenção guiada aos sentidos.

    Por exemplo:

    Respirar prestando atenção no ar entrando e saindo, como se fosse inflar uma bexiga imaginária.
    Escutar um som até o fim, como o toque de um sino, treinando foco auditivo.
    Notar as próprias emoções, dando nome a elas (“sinto raiva”, “sinto alegria”) para aprender a reconhecê-las sem reagir de forma automática.

    Essas práticas contribuem para: Reduzir ansiedade e impulsividade. Melhorar a concentração e o desempenho escolar. Desenvolver habilidades socioemocionais, como empatia e autorregulação.

    No consultório, costumo explicar às crianças que atenção plena é como “ajustar a lente de uma câmera”. Quanto mais nítida a imagem, mais conseguimos perceber detalhes importantes da nossa vida.
    Com o tempo, elas percebem que podem usar essa “lente” em provas, conversas difíceis, atividades criativas ou até para lidar com momentos de nervosismo.


  • Qual a importância da psicoterapia para a saúde mental?

    Qual a importância da psicoterapia para a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    A psicoterapia é mais do que um tratamento. É um encontro consigo mesmo, um espaço em que você pode se ouvir com calma, com profundidade, e perceber aspectos que, no ritmo do dia a dia, costumam passar despercebidos. Ao longo do processo, você vai entendendo a origem de certas angústias, reconhecendo padrões que se repetem e descobrindo novas formas de se relacionar com a vida. É um cuidado que fortalece a saúde mental não apenas nos momentos de crise, mas também como forma de prevenção, ajudando a construir um alicerce emocional sólido.

    Penso na terapia como um lugar onde você pode abrir as janelas e deixar o ar circular. Às vezes, é um alívio imediato; outras, é um processo mais lento, de reorganizar cada canto interno até que a casa da alma se torne mais leve de habitar. Assim como cuidamos do corpo para que ele nos sustente bem ao longo dos anos, cuidar da mente e das emoções é um gesto de responsabilidade e amor próprio. É um investimento que não se perde: cada descoberta, cada pequeno passo, constrói mais clareza, mais equilíbrio e mais liberdade para viver de forma autêntica.


  • Psicologia positiva é o mesmo que pensamento positivo?

    Psicologia positiva é o mesmo que pensamento positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Não. Psicologia Positiva é uma abordagem científica que estuda forças, virtudes e fatores que favorecem o bem-estar e o florescimento humano. Pensamento positivo é apenas uma atitude mental otimista, sem necessariamente ter embasamento científico ou métodos estruturados.






  • Traumas são experiências marcantes que podem promover adoecimento psíquico ?

    Traumas são experiências marcantes que podem promover adoecimento psíquico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Sim. Traumas são experiências marcantes que, dependendo da intensidade, da frequência e do contexto em que ocorrem, podem gerar adoecimento psíquico. Isso acontece porque situações de ameaça, perda ou sofrimento intenso ativam respostas emocionais e fisiológicas que podem sobrecarregar a capacidade de adaptação da pessoa. Quando o evento traumático não é elaborado ou processado de forma saudável, ele pode deixar marcas duradouras, influenciando a maneira como a pessoa percebe a si mesma, os outros e o mundo. Isso pode resultar em sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, isolamento social, dificuldade de confiar ou até transtornos específicos relacionados ao trauma. A forma como cada indivíduo reage está ligada a diversos fatores, como história de vida, rede de apoio, recursos emocionais e até predisposições biológicas. Por isso, duas pessoas podem vivenciar um mesmo evento e ter impactos muito diferentes.


  • Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para

    Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jessica Trindade H.

    Embora muitas pessoas associem a crise de ansiedade a sintomas físicos como falta de ar, taquicardia e sudorese, a manifestação pode ser bastante variada.
    No seu caso, os sinais descritos ( angústia intensa, choro, preocupação constante, medo, sensação de agonia no corpo e confusão mental) também podem estar ligados a episódios ansiosos, mesmo sem os sintomas fisiológicos mais “clássicos”.

    A ansiedade é um estado em que corpo e mente estão em hiperativação.
    Para algumas pessoas, isso se traduz mais no plano físico. Para outras, mais no plano emocional e cognitivo. O que define uma crise não é apenas o tipo de sintoma, mas o impacto que ele causa no bem-estar e na vida diária. Vale lembrar que crises assim merecem atenção profissional.

    A psicoterapia ajuda a identificar gatilhos, compreender padrões de pensamento e desenvolver estratégias de autorregulação emocional. Em alguns casos, uma avaliação médica também é importante para investigar se há necessidade de apoio medicamentoso.

    Costumo dizer que a ansiedade não é uma invasora que chega sempre pela mesma porta.
    Às vezes ela entra pelo corpo, às vezes pelos pensamentos ou pelas emoções. Em todos os casos, existe um caminho para reorganizar esse espaço interno e retomar o equilíbrio.


Perguntas frequentes

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