Perguntas do paciente (14)
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, sinto muito que você tenha vivido essas violências. O que acontece com você durante a intimidade faz sentido diante da sua história e não significa que você seja "defeituosa". Seu corpo e sua mente parecem estar reagindo a lembranças traumáticas, não fazendo uma escolha contra o seu relacionamento. O mais importante agora é buscar um acompanhamento psicológico em um espaço seguro, onde essas experiências possam ser elaboradas no seu tempo. Também vale conversar com seu namorado sobre seus limites, sem se sentir pressionada a avançar além do que consegue hoje. Você merece cuidado, acolhimento e a possibilidade de viver relações sem que o trauma precise conduzir sua vida.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que mais me chama atenção no seu relato não é o conteúdo que você viu, mas o tamanho da culpa e da angústia que isso desperta em você. Pelo que descreve, não parece haver uma busca por esse tipo de material, e sim um encontro ocasional que rapidamente perdeu o sentido. Talvez valha a pena olhar com carinho para o que esse sofrimento está tentando expressar, em vez de tomar isso como uma definição de quem você é. Um espaço terapêutico acolhedor pode ajudá-la a compreender essa experiência sem julgamentos. Você não precisa carregar esse peso sozinha.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo é reconhecer isso sem reduzir sua experiência a um rótulo. Muitas vezes, a pornografia acaba funcionando como uma forma de lidar com ansiedade, solidão, estresse ou mudanças importantes da vida — e a chegada de um filho pode mobilizar tudo isso. A terapia é um bom ponto de partida, e, se houver sofrimento intenso ou dificuldade para controlar o comportamento, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser útil. O tratamento costuma buscar compreender a função que esse comportamento exerce na sua vida, fortalecendo outras formas de lidar com o que hoje acaba sendo descarregado na compulsão. Há tratamento, e pedir ajuda é um passo importante.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, parece que o maior sofrimento hoje não está apenas no que aconteceu, mas na dificuldade de encontrar um lugar de descanso para essa culpa. A necessidade de voltar ao assunto e buscar confirmação pode estar relacionada à ansiedade e, em alguns casos, fazer parte de um funcionamento mais obsessivo, mas isso merece uma avaliação cuidadosa. Em terapia, é possível compreender o sentido que essa culpa ocupa na sua história e construir, aos poucos, um caminho de maior tranquilidade consigo mesma. Você não precisa permanecer presa a essa dor.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que “tudo depende de mim” pode ser muito cansativa e gerar um peso constante. Muitas vezes, ela está relacionada a histórias, experiências e lugares que aprendemos a ocupar ao longo da vida, como a necessidade de dar conta de tudo ou controlar as situações.
O processo terapêutico/analítico pode auxiliar você a descobrir como esses sentimentos atravessam sua trajetória e os sentidos que eles carrega, não apenas eliminar a sensação. Ao falar sobre isso em um espaço de escuta, é possível construir novas formas de se relacionar com as próprias responsabilidades e limites.
Você não precisa carregar tudo sozinho(a).
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perceber esse padrão já é um passo muito importante. Muitas vezes, quando sentimos uma necessidade intensa de estar certos, pode existir uma defesa por trás disso, como uma tentativa de proteger nossa forma de pensar, nossa identidade ou evitar sentimentos difíceis, como insegurança ou medo de estar errado.
No processo terapêutico/analítico buscamos compreender o que essa necessidade de se defender está tentando preservar e de onde ela se origina. O objetivo não é deixar de ter opiniões, mas construir mais flexibilidade para escutar, refletir e considerar outros pontos de vista.
è importante entender que esse processo de autoconhecimento pode ajudar a transformar conflitos em novas possibilidades de relação.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos é possível reconstruir o respeito, mas esse processo exige que o casal esteja disposto a olhar para a própria história e para os padrões que foram construídos ao longo do tempo.
Na psicologia, entendemos que por trás de muitos conflitos e ofensas existem dores, frustrações e formas de defesa que foram se fortalecendo na relação. A reconstrução começa quando há espaço para reconhecer responsabilidades, escutar o outro e criar novas formas de comunicação.
Além disso, no procesos terapêutico/analítico buscamos compreender os sentidos desses conflitos e o lugar que cada um ocupa nessa dinâmica, permitindo que novas formas de se relacionar possam surgir. Nem sempre significa voltar a ser como antes, mas pode significar construir uma relação mais consciente e respeitosa.
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O que é a avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que é a avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um processo que investiga como as funções cognitivas como a atenção, memória, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão se manifestam no funcionamento cotidiano da pessoa com TPB.
É importante destacar que ela não tem como objetivo principal “diagnosticar” o transtorno, mas sim compreender como as alterações cognitivas e emocionais impactam o comportamento, a regulação emocional e os relacionamentos. Nesse sentido, essa avaliação auxiliará no planejamento terapêutico, na escolha de intervenções e no manejo clínico do paciente.
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Qual é o foco e objetivo do teste psicológico (avaliação psicológica) e da neuropsicológico (avaliaç
Qual é o foco e objetivo do teste psicológico (avaliação psicológica) e da neuropsicológico (avaliação neuropsicológica) para o psicodiagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma ótima pergunta, pois grande parte das pessoas tende a confundir esses tipos de avaliações.
A avaliação psicológica tem como foco compreender o funcionamento psicológico global do indivíduo, investigando aspectos emocionais, comportamentais, cognitivos e de personalidade, com o objetivo de auxiliar na formulação do psicodiagnóstico e no planejamento das intervenções terapêuticas.
Já a avaliação neuropsicológica concentra-se na relação entre o funcionamento cerebral e o comportamento, avaliando funções cognitivas como atenção, memória, linguagem e funções executivas. Portanto, o objetivo da avaliação neuropsicológica é identificar possíveis alterações cognitivas, diferenciar quadros psicológicos de condições neurológicas ou do neurodesenvolvimento e contribuir para um diagnóstico mais preciso.
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Qual a diferença entre mecanismo de defesa imaturo e mecanismo de enfrentamento ?
Qual a diferença entre mecanismo de defesa imaturo e mecanismo de enfrentamento ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os mecanismos de defesa imaturos são respostas primitivas de proteção do self diante de falhas no ambiente, que vão atuar de forma inconsciente visando à sobrevivência psíquica. Já os mecanismos de enfrentamento indicam maior amadurecimento emocional, integração do self e capacidade de lidar com frustrações de modo mais consciente, simbólico e adaptativo, apoiados na internalização de um ambiente suficientemente bom.
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. Como a hipervigilância somática pode afetar o dia a dia da pessoa?
. Como a hipervigilância somática pode afetar o dia a dia da pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hipervigilância somática faz com que a pessoa fique muito atenta às sensações do corpo, percebendo pequenos sinais como se fossem grandes problemas. Isso pode trazer ansiedade, cansaço e estresse, tornando tarefas simples mais difíceis e atrapalhando o sono e a concentração. Muitas vezes, a preocupação constante também afeta relacionamentos e a vida social. Com a psicoterapia, é possível aprender a sentir o corpo sem se assustar com cada sinal, trazendo mais tranquilidade e leveza para o dia a dia.
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Quais os benefícios de equilibrar a atenção à saúde mental com o cultivo do bem-estar?
Quais os benefícios de equilibrar a atenção à saúde mental com o cultivo do bem-estar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Equilibrar atenção à saúde mental com o cultivo do bem-estar ajuda a reduzir ansiedade e estresse, melhora a clareza emocional e fortalece a capacidade de lidar com desafios do dia a dia. Além disso, promove mais energia, motivação e satisfação na vida, além de favorecer relações mais saudáveis. Cuidar da mente junto com hábitos que trazem prazer e relaxamento cria um ciclo positivo de equilíbrio e bem-estar.
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Todas as pessoas com doenças mentais crônicas têm alterações sensoriais?
Todas as pessoas com doenças mentais crônicas têm alterações sensoriais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, nem todas as pessoas com transtornos psiquiátricos crônicos apresentam alterações sensoriais. Essas alterações, como maior sensibilidade a sons, luzes ou sensações corporais, podem ocorrer em alguns casos, dependendo do tipo de condição, da intensidade dos sintomas e de fatores individuais. Muitas pessoas podem não perceber mudanças sensoriais significativas, mas ainda assim vivenciar desafios emocionais, cognitivos ou comportamentais relacionados à doença. Cada experiência é única, e a psicoterapia pode ajudar a entender e lidar com as percepções e reações do próprio corpo de forma acolhedora e segura.
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Como a percepção sensorial alterada pode impactar a vida diária?
Como a percepção sensorial alterada pode impactar a vida diária?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A percepção sensorial alterada pode tornar o dia a dia mais desafiador, pois o indivíduo pode sentir estímulos comuns de forma distorcida ou confusa, como sons, luzes ou sensações corporais. Isso pode gerar ansiedade, irritabilidade e cansaço, dificultando tarefas simples, concentração e sono. Atividades sociais ou profissionais também podem ficar mais difíceis, levando a isolamento ou frustração. Reconhecer essas alterações na psicoterapia ajuda a desenvolver estratégias de enfrentamento, tornando a rotina mais equilibrada e confortável.
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Perguntas frequentes
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Nunca tive Pseudomotor cerebral, estou tratando sinusite. Posso tomar Prednisona cinco dias sem risc
Em geral, não. Um curso curto de prednisona por 5 dias e sua suspensão têm…