Perguntas do paciente (8)

  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    Sinto muito pela sua perda! O luto é processo muito individual e cada um tem seu próprio tempo para elaborar e superar a situação de perda. É natural a sensação de vazio, tristeza, indignação, mas começa a se tornar uma depressão quando esses sentimentos vão se transformando em baixa autoestima, falta de interesse nas coisas que antes te davam prazer, falta de sentido na vida, quando começa a prejudicar a longo prazo as suas atividades, trabalho, vida social, etc. Nesses casos é importante procurar um profissional da saúde mental para que a situação não se aprofunde. Um psicólogo vai te ajudar a elaborar esse luto, cuidar dos sintomas da depressão, trabalhar a culpa e recuperar as relações de afeto e o interesse pelas coisas.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    Olá!

    Ansiedade é uma emoção natural. Ela aparece, por exemplo, quando temos um prazo apertado, uma tarefa importante no trabalho, quando começamos algo novo ou passamos por uma mudança na rotina. Nessas situações, sentir-se ansioso faz parte do processo de adaptação.
    Porém, quando a ansiedade é constante e começa a se transformar em preocupação intensa, pensamentos negativos e medo paralisante é preciso olhar para ela com mais cuidado.

    Nem toda ansiedade é caracterizada por um ataque de pânico. Se a ansiedade está te trazendo sofrimento e prejuízos é importante buscar ajuda profissional!

    Alguns sintomas comuns da ansiedade são:
    Preocupação constante e sensação de que algo ruim está para acontecer
    Medo excessivo de situações específicas, como falar em público
    Pensamentos repetitivos e difíceis de controlar
    Tensão muscular, dores no corpo, dor no peito ou dor de cabeça
    Dificuldade para dormir e se desligar dos problemas
    Sensação de “não estar presente” (desrealização) ou de “não ser mais quem era” (despersonalização)

    A ansiedade, quando não tratada, pode afetar várias áreas da vida:
    Reduz a produtividade e a concentração
    Prejudica os relacionamentos
    Compromete o autocuidado
    Pode estar associada a outros problemas de saúde. Ela sobrecarrega o corpo, aumentando processos inflamatórios e enfraquecendo o sistema imunológico.


  • Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    Para superar a separação é preciso trabalhar os sentimentos de culpa, injustiça, arrependimento. É preciso passar por um processo de despedida dessa relação. Deixando que aquela pessoa se vá e deixe de ocupar o lugar que ocupava na sua vida. E que você vá se reconectando com as coisas importantes na sua vida, pessoas, atividades, o que era importante para você antes da separação.

    O luto ele tem 5 fases.
    A fase 1 da negação é quando ainda não acreditamos que aquilo aconteceu de verdade. Nos questionamos será que é isso mesmo? Normalmente essa é a fase mais rápida.
    Imagino que, na verdade, você esteja passando pela fase 2 da raiva ou a fase 3 da negociação.
    Na fase 2 da raiva é quando a pessoa se revoltar com a injustiça da situação. Procura culpados. Por que? Por que agora? Envolve uma raiva em relação aos outros.
    Na fase 3 é quando a pessoa pensa que poderia ter feito diferente para mudar aquela situação. Se pergunta “e se..” "E se eu tivesse agido de outra forma?" "E se não tivesse acontecido tal coisa?". Nessa fase a pessoa começa a se questionar sobre a sua responsabilidade nisso tudo. Como você gostaria de ter voltado atrás e ter feito alguma coisa para que aquilo não acontecesse.

    Além dessas fases, existe ainda a fase 4 da depressão e a fase 5 da Aceitação.
    Para chegar na aceitação é preciso passar por todas as fases anteriores para elaborar a perda daquela pessoa na sua vida, a perda daquela relação.
    Na negação, na raiva e na negociação ainda estamos tentando brigar com a situação, na fase da depressão é quando começamos a lidar com a verdade nua e crua, a lidar com os fatos, essa fase dói e é difícil, mas é ela que nos ajuda a chegar no momento da aceitação, quando paramos de brigar com a realidade e lembramos da pessoa sem querer mudar a realidade.


  • Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá

    Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
    Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    Olá!! A procrastinação é um sintoma que pode estar associado a outras questões como ansiedade, baixa autoestima, tristeza, cansaço ou dificuldade de focar em algo por muito tempo. Para saber a melhor orientação é preciso entender o seu caso específico, o que está acontecendo na sua vida nesse momento, e que faz você procrastinar, por exemplo, autocrítica, desanimo, medo, muitas distrações, problemas pessoais?


  • Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?

    Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    1. Regule a respiração
. A crise de ansiedade coloca o corpo em “modo de alerta”, acelerando batimentos e respiração. Isso dificulta a oxigenação e o raciocínio. Inspire devagar pelo nariz, segure o ar nos pulmões por alguns segundos e expire pela boca. Repita até o seu coração acalmar e o corpo relaxar.
    2. Redirecione o pensamento
. Olhe ao redor e foque em algo concreto. Nomeie quatro objetos que vê. Esse exercício ajuda a tirar o foco da mente ansiosa e traz a atenção para o presente.
    3. Nomeie o que está sentindo. 
Dê nome à emoção: medo, frustração, insegurança, raiva. Isso facilita o processo de regulação emocional e reforça que o que está sentindo é humano e passageiro.
    4. Busque ajuda profissional
. Mesmo com técnicas e dicas, se a ansiedade está frequente ou muito intensa, o melhor caminho é procurar um profissional da saúde mental.


  • A Gestalt Terapia pode ser eficaz para tratar distimia? Já fiz TCC e não gostei, não gosto de fazer

    A Gestalt Terapia pode ser eficaz para tratar distimia? Já fiz TCC e não gostei, não gosto de fazer as atividades.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    Olá! A Gestalt pode sim ser eficaz no tratamento de distimia. Na Gestalt olhamos para o indivíduo como um todo e também para o contexto no qual está inserido, tentando entender como o quadro e os sintomas se apresentam na vida daquela pessoa em especifico. Então olhamos com profundidade para como os sintomas aparecem e como eles afetam sua vida, te ajudando a ganhar mais consciência e a buscar formas de lidar com as dificuldades e melhorar sua relação consigo mesmo e com a vida.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    A baixa autoestima é um sintoma comum em quadros de depressão, ansiedade, e outros transtornos psicológicos, mas apenas esse sintoma não é suficiente para definir um diagnóstico.

    Uma maneira de aumentar a autoestima é começar a incluir no seu dia a dia atividades que fazem você se sentir satisfeito e orgulhoso de si mesmo. Pode ser arrumar sua casa, seu quarto ou seu espaço de trabalho, cumprir uma pequena meta de trabalho ou de estudo, ter conversas importantes que você tem evitado, aos poucos encare desafios, mas lembre também de comemorar as suas conquistas, de respeitar os seus limites e de ser gentil consigo mesmo.

    A psicoterapia, com certeza, pode te ajudar muito a melhorar sua autoestima, sendo um espaço para se conhecer melhor, trabalhar suas dificuldades, seus medos, suas inseguranças, e entender o que pode ser feito para te trazer mais força, autonomia e confiança.


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Joana Donati

    A Síndrome de Burnout é um estado de esgotamento físico e mental causado por situações crônicas de estresse relacionadas ao trabalho. Por isso, também é conhecida como “Síndrome do Esgotamento Profissional”.
    Ela pode surgir quando a pessoa trabalha demais, não se identifica com as tarefas que realiza, tem pouca autonomia, sofre com injustiças ou se vê em um ambiente de trabalho que não compartilha dos seus valores. Com o tempo, esse cenário leva a um estresse contínuo que afeta não só a mente, mas também o corpo.
    O tratamento da Síndrome de Burnout envolve uma abordagem integrada e multidisciplinar:
    Psicoterapia: ajuda no reconhecimento das causas e no desenvolvimento de estratégias para lidar com o estresse.
    Medicamentos: em alguns casos, o uso de antidepressivos ou ansiolíticos pode ser indicado por um médico.
    Mudanças no estilo de vida: estabelecer limites, organizar a rotina, dormir bem, se alimentar adequadamente e praticar exercícios físicos são medidas essenciais.
    Redução da carga de trabalho: quando possível, reorganizar as demandas profissionais e estabelecer pausas durante o dia.
    Apoio emocional: contar com uma rede de apoio (amigos, familiares, colegas de trabalho) faz diferença no processo de recuperação.
    Hobbies e lazer: incluir na rotina atividades que tragam prazer, leveza e descontração.
    Burnout tem tratamento. Com o suporte certo, é possível se recuperar e reconstruir uma vida com mais equilíbrio e sentido.


Perguntas frequentes

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