Perguntas do paciente (1323)

  • Tomei sertralina 25mg por 1 mês o medico aumentou a dose p 50mg hoje 5 dias tomando sentindo tontura

    Tomei sertralina 25mg por 1 mês o medico aumentou a dose p 50mg hoje 5 dias tomando sentindo tontura dor de cabeça e formigamento. É normal ?
    Todas as vezes que houver ajuste do medicamento esses efeitos colaterais são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Tontura, cefaleia e alterações de sensibilidade, como formigamento, podem ocorrer durante o período de adaptação à sertralina, especialmente após aumento da dose. Em muitas pessoas, esses sintomas diminuem progressivamente conforme o organismo se adapta. Entretanto, não é correto considerar que todo ajuste de antidepressivo necessariamente provocará efeitos colaterais. A intensidade, duração e evolução devem ser avaliadas individualmente. Se os sintomas forem leves e recentes, o médico pode optar por acompanhar a adaptação; se forem intensos, persistentes ou acompanhados de desmaio, confusão, fraqueza importante ou outros sinais neurológicos, é necessária avaliação médica. Não aumente ou reduza a dose por conta própria. O acompanhamento psiquiátrico permite diferenciar efeitos iniciais da medicação, sintomas de ansiedade e outras causas, ajustando o tratamento quando necessário.


  • Tomei um clonazepam 1mg quinta feira Hj posso beber cerveja?

    Tomei um clonazepam 1mg quinta feira
    Hj posso beber cerveja?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O clonazepam possui efeito sedativo prolongado, e o álcool pode potencializar essa ação. Mesmo tendo tomado 1 mg alguns dias antes, a segurança de consumir bebida alcoólica depende de fatores como dose, frequência de uso, metabolismo, idade, outras medicações e sensibilidade individual. A associação pode aumentar sonolência, tontura, prejuízo de coordenação, alterações de memória e capacidade de julgamento. Por isso, não é recomendável considerar automaticamente que após determinado número de horas a combinação seja segura. Também é importante evitar dirigir ou realizar atividades que exijam atenção caso ainda exista qualquer efeito sedativo. Se você utiliza clonazepam regularmente, o cuidado deve ser ainda maior. O ideal é conversar com o médico que prescreveu antes de associar álcool ao tratamento, especialmente se houver ansiedade, insônia ou transtorno do pânico.


  • Comecei o uso do escitalopram em gotas, mas tenho problemas de anemia, gostaria de saber se posso to

    Comecei o uso do escitalopram em gotas, mas tenho problemas de anemia, gostaria de saber se posso tomar sulfato ferroso, noripurum mastigável, há alguma interação entre os medicamentos??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Em geral, não existe uma interação clinicamente relevante que impeça o uso de escitalopram junto com sulfato ferroso ou apresentações de ferro, como Noripurum, quando ambos foram corretamente indicados. Ainda assim, o ferro pode provocar efeitos gastrointestinais, como náuseas, desconforto abdominal, constipação ou alteração das fezes, enquanto o escitalopram também pode causar sintomas gastrointestinais no início do tratamento. Por isso, algumas pessoas podem perceber maior desconforto quando iniciam ambos simultaneamente. A anemia deve ser investigada e acompanhada com exames, especialmente para confirmar a causa da deficiência de ferro e a resposta ao tratamento. O horário de administração pode ser organizado conforme tolerabilidade e orientação médica. Em uma consulta, é possível revisar todos os medicamentos, sintomas e exames, evitando interações desnecessárias e garantindo um tratamento mais seguro para ansiedade, depressão e outras condições associadas.


  • Pode tomar o Vatis e Trazodona juntos? Tomo Trazodona para depressão e induzir o sono Tenho arritmi

    Pode tomar o Vatis e Trazodona juntos? Tomo Trazodona para depressão e induzir o sono
    Tenho arritmia cardíaca tomo o Vatis

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A associação entre Vatis e trazodona precisa ser avaliada com cautela, principalmente porque você relata arritmia cardíaca. Dependendo do princípio ativo do Vatis e do tipo de arritmia, pode existir preocupação com sedação, pressão arterial e alterações do ritmo cardíaco. A trazodona pode causar sonolência e, em algumas situações, alterações cardiovasculares. Por isso, não é adequado confirmar a segurança apenas pelo nome comercial. O ideal é informar ao psiquiatra e ao cardiologista todos os medicamentos utilizados e, quando indicado, realizar avaliação clínica e eletrocardiograma. Não suspenda a trazodona ou o medicamento cardíaco por conta própria. Uma avaliação individualizada permite equilibrar o tratamento da depressão e da insônia com a segurança cardiovascular.


  • estou tomando bupropiona há uma semana e me sentindo muito irritada, esse efeito passa? além disso,

    estou tomando bupropiona há uma semana e me sentindo muito irritada, esse efeito passa?
    além disso, sinto minha cabeça leve... como se qualquer movimento pudesse me levar a tontura. É norma? Passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Irritabilidade, sensação de inquietação, cefaleia, alteração do sono e tontura podem ocorrer nas primeiras semanas de tratamento com bupropiona, especialmente durante a fase de adaptação. Em algumas pessoas esses efeitos diminuem progressivamente conforme o organismo se adapta, mas a intensidade deve ser acompanhada. A sensação de cabeça leve também pode estar relacionada à ansiedade, alimentação inadequada, desidratação ou outras causas. Se os sintomas forem intensos, persistirem ou estiverem piorando, é importante comunicar o psiquiatra antes de realizar qualquer mudança na dose. Também é necessário avaliar se existe transtorno de ansiedade associado, pois a bupropiona pode aumentar a ativação em alguns pacientes. O acompanhamento permite diferenciar efeito inicial, ansiedade e eventual intolerância ao medicamento, ajustando o tratamento com segurança.


  • Nos últimos seis meses vinha tomando Fluvoxamina de 150mg com aprazolan divido em doses de 1mg três

    Nos últimos seis meses vinha tomando Fluvoxamina de 150mg com aprazolan divido em doses de 1mg três vezes ao dia e quetiapina a noite de 25mg. Mas durante esses seis meses sempre vinham recaídas de ansiedade. Fui ao médico agora dia 23 de março e ele mudou o antidepressivo. Fiquei sete dias tomando 50mg de Fluvoxamina e 50mg de Sertralina, porém estou no 10 dia e agora só com a Sertralina, mas esses últimos dois dias foi pesado. Tá judiando mesmo. E querendo chorar, ansiedade e aperto no peito, os medos voltaram e estou me segurando nas doses de aprazolan. É normal sentir isso? Estou apreensivo, pois como falei está judiando. Estou ativo, mas está bem difícil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Durante a mudança de um antidepressivo para outro, especialmente após redução rápida da fluvoxamina, podem ocorrer sintomas de adaptação ou descontinuação, além de retorno temporário dos sintomas de ansiedade. Choro, aperto no peito, medo, ansiedade intensa e necessidade maior de medicação de resgate podem acontecer durante essa fase, mas a intensidade que você descreve merece contato com o psiquiatra que realizou a troca. A sertralina também pode precisar de algumas semanas para apresentar efeito terapêutico consistente. O uso frequente de alprazolam deve ser acompanhado devido ao risco de tolerância e dependência. Não faça ajustes por conta própria. Uma avaliação psiquiátrica pode verificar se a transição está adequada, se a dose da sertralina é suficiente e se existe necessidade de uma estratégia temporária para controle das crises, especialmente diante de ataques de pânico e ansiedade intensa.


  • Meu médico receitou exitalopran 40 mg isto é possível pois todas as pesquisas que fiz dizem que 40 m

    Meu médico receitou exitalopran 40 mg isto é possível pois todas as pesquisas que fiz dizem que 40 mg e dose muito alta, já estou tomando 20 mg e estou tentando uma recaída no TOC e ansiedade

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A dose de escitalopram deve ser individualizada e a utilização de doses superiores às habitualmente recomendadas exige avaliação médica criteriosa, especialmente por questões relacionadas à segurança cardiovascular e ao risco de efeitos adversos. Em alguns transtornos, como o TOC, o tratamento pode exigir estratégias farmacológicas específicas e acompanhamento mais próximo, mas isso não significa que aumentar indefinidamente a dose seja necessariamente melhor. Antes de qualquer mudança, o psiquiatra deve avaliar resposta aos 20 mg, duração do tratamento, intensidade da recaída, outras medicações, histórico clínico e fatores de risco. Dependendo do caso, pode ser mais adequado ajustar a estratégia, associar psicoterapia especializada ou considerar outro medicamento. Não altere a dose sozinho. Uma consulta psiquiátrica permite analisar a recaída do TOC e da ansiedade e construir uma estratégia terapêutica segura e individualizada.


  • Estou tomando velafaxina 75mg a 19 dias não tô me sentindo muito triste mas também não me sinto empo

    Estou tomando velafaxina 75mg a 19 dias não tô me sentindo muito triste mas também não me sinto empolgado e nem muito feliz no dia a dia
    O que esperar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Com 19 dias de tratamento com venlafaxina 75 mg, ainda pode ser cedo para avaliar o efeito antidepressivo completo. A resposta costuma ocorrer gradualmente e algumas pessoas apresentam primeiro redução da tristeza ou da ansiedade, enquanto motivação, prazer e energia podem melhorar posteriormente. Também é importante diferenciar ausência de resposta de uma melhora parcial. O psiquiatra deve avaliar intensidade da depressão, sono, ansiedade, funcionamento diário, efeitos adversos e tempo total de tratamento antes de decidir por aumento de dose ou mudança de medicamento. Não é necessário sentir euforia para considerar o tratamento eficaz; o objetivo é recuperar interesse, disposição, funcionalidade e bem-estar de forma estável. Se após um período adequado a resposta continuar insuficiente, uma avaliação psiquiátrica pode indicar ajuste terapêutico ou investigação de comorbidades.


  • A abordagem farmacológica é eficaz no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    A abordagem farmacológica é eficaz no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a farmacoterapia pode ter utilidade, mas geralmente não constitui o tratamento principal nem existe um medicamento único capaz de tratar todos os aspectos do transtorno. Medicamentos podem ser utilizados de forma adjuvante para sintomas específicos ou comorbidades, como depressão, transtorno de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade ou outros quadros associados. A psicoterapia estruturada possui papel central, especialmente para desenvolver regulação emocional, controle da impulsividade e melhora dos relacionamentos. O psiquiatra deve evitar polifarmácia sem objetivos definidos e reavaliar periodicamente eficácia, efeitos adversos e necessidade de cada medicamento. O tratamento ideal é individualizado e busca reduzir crises, melhorar funcionamento global e qualidade de vida. Uma avaliação psiquiátrica completa permite identificar as comorbidades e estabelecer uma estratégia terapêutica mais adequada.


  • Meu psiquiatra quer remover o escitalopram de 20mg que tomo há 6 anos, que não está mais surtindo ef

    Meu psiquiatra quer remover o escitalopram de 20mg que tomo há 6 anos, que não está mais surtindo efeito, pela paroxetina 25mg (pondera)… como essa troca deve ser feita de forma segura? ele simplesmente quer trocar de forma abrupta, sem desmame, não sei se é o certo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Após seis anos de uso de escitalopram, a troca por paroxetina pode ser uma estratégia válida quando houve perda de resposta, mas a forma de realizar a transição depende do quadro clínico, doses utilizadas, histórico de efeitos adversos e risco de sintomas de descontinuação. Em algumas situações é possível fazer uma troca direta ou uma transição mais rápida; em outras, uma redução gradual do escitalopram é preferível. Não existe um único esquema adequado para todos os pacientes. Como ambos atuam sobre serotonina, também é necessário considerar o risco de efeitos adversos durante a sobreposição. O ideal é seguir exatamente o planejamento do psiquiatra que conhece seu histórico e não realizar mudanças sozinho. Uma consulta permite individualizar a transição e monitorar ansiedade, depressão, insônia e eventual síndrome de descontinuação, aumentando a segurança do tratamento.


  • Meu psiquiatra quer remover o escitalopram que tomo há 6 anos, mas não está mais surtindo efeito, pe

    Meu psiquiatra quer remover o escitalopram que tomo há 6 anos, mas não está mais surtindo efeito, pela paroxetina… como deve fazer essa troca de forma segura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A substituição do escitalopram pela paroxetina deve ser planejada individualmente. O médico pode optar por uma troca direta, redução gradual ou outra estratégia, dependendo da dose, duração do tratamento, sintomas atuais, histórico de recaídas e sensibilidade aos antidepressivos. Como você utiliza escitalopram há vários anos, é importante considerar a possibilidade de sintomas de descontinuação, que podem incluir tontura, ansiedade, alterações do sono, irritabilidade e sensações corporais incomuns. A paroxetina também possui características próprias e pode produzir efeitos adversos durante a adaptação. Portanto, não é recomendável improvisar o esquema ou interromper o escitalopram sem orientação. O acompanhamento psiquiátrico durante a transição é importante para diferenciar sintomas de retirada, efeitos iniciais da nova medicação e retorno da depressão ou ansiedade, permitindo ajustes graduais quando necessários.


  • Qual intervalo posso tomar fluoxetina, e depois pressat, hidroclorotiazida e losartana?

    Qual intervalo posso tomar fluoxetina, e depois pressat, hidroclorotiazida e losartana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O intervalo entre medicamentos não pode ser definido apenas pelo horário, porque possíveis interações dependem do princípio ativo do Pressat, das doses, da função renal, pressão arterial e demais condições clínicas. A fluoxetina pode ser administrada em horário diferente dos anti-hipertensivos, mas isso não necessariamente elimina uma interação. Losartana e hidroclorotiazida também exigem acompanhamento da pressão, eletrólitos e função renal. Por isso, o ideal é levar ao médico a lista completa das medicações, incluindo suplementos e medicamentos de uso eventual. Não altere horários ou suspenda tratamentos por conta própria. Uma avaliação clínica e psiquiátrica permite organizar o esquema de maneira simples e segura, considerando o tratamento de ansiedade ou depressão juntamente com hipertensão e demais condições clínicas.


  • A medicação pode ser útil no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    A medicação pode ser útil no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, a medicação pode ser útil no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas geralmente como tratamento adjuvante e direcionado a sintomas específicos ou comorbidades. Não existe um medicamento único que elimine o transtorno. O psiquiatra pode considerar farmacoterapia quando há depressão, transtorno de ansiedade, ataques de pânico, insônia importante ou determinados sintomas de desregulação emocional e impulsividade. A escolha depende do perfil individual, histórico de resposta, efeitos adversos e outras condições clínicas. A psicoterapia estruturada continua sendo fundamental para mudanças duradouras na regulação emocional, relacionamentos e comportamento. O objetivo não é simplesmente aumentar a quantidade de medicamentos, mas selecionar intervenções que realmente melhorem funcionamento e qualidade de vida. Uma avaliação psiquiátrica detalhada permite identificar as principais necessidades e construir um plano terapêutico individualizado.


  • Tomei durante 1 mês o escitalopram 20 mg do laboratório biossíntese e agora estou usando da Geolab h

    Tomei durante 1 mês o escitalopram 20 mg do laboratório biossíntese e agora estou usando da Geolab há 7 dias porém percebi que estou mais agitada e tive crise de choro e estou desanimada isso é comum? Devo me preocupar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O escitalopram possui o mesmo princípio ativo independentemente do fabricante, mas uma mudança de apresentação pode coincidir com alterações de rotina, expectativas, adesão ou outros fatores que influenciam os sintomas. Uma piora de agitação, choro e desânimo após a troca merece atenção, porém não significa necessariamente que o novo laboratório seja responsável. Também é possível que exista uma oscilação natural do quadro ou uma fase de maior vulnerabilidade emocional. O psiquiatra deve avaliar dose, horário, regularidade do uso, outras medicações e evolução dos sintomas. Não é recomendável trocar novamente de fabricante ou suspender o antidepressivo por conta própria. Caso a piora seja intensa, especialmente com pensamentos de autoagressão, é importante buscar avaliação médica rapidamente. O acompanhamento permite identificar a causa e ajustar o tratamento de depressão e ansiedade de maneira segura.


  • Sou uma pessoa com TAG. Tomei prysma 3gm e desvenlafaxina 50 durante 5 anos, e agora, tanto por ques

    Sou uma pessoa com TAG. Tomei prysma 3gm e desvenlafaxina 50 durante 5 anos, e agora, tanto por questões financeiras e quanto por achar que já estou melhor da TAG, decidi, junto a meu médico trocar as duas medicações pelo Trazodona de 50mg à noite. Interrompi abruptamente o uso dos outros medicamentos, não fiz desmame. Tenho sentido sintomas ruins nesse período de troca. É normal? Fiz uma boa troca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A interrupção abrupta de antidepressivos como desvenlafaxina pode provocar sintomas de descontinuação, incluindo tontura, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, náuseas, sensação de choque ou piora transitória do humor. Portanto, o fato de você ter apresentado sintomas após interromper o tratamento é compatível com essa possibilidade. Isso não significa necessariamente que a nova medicação esteja causando todos os sintomas. A substituição de antidepressivos deve considerar o medicamento anterior, dose, tempo de uso e quadro clínico. Em muitos casos, a retirada gradual é preferível, mas a estratégia precisa ser individualizada pelo médico. Não retome ou interrompa medicamentos por conta própria. Uma avaliação psiquiátrica permite diferenciar descontinuação, recaída do transtorno de ansiedade e adaptação à trazodona, além de estabelecer uma transição mais segura.


  • Na primeira semana tomando escitalopram senti muito enjoo, o que depois melhorou. Porém, após 24 dia

    Na primeira semana tomando escitalopram senti muito enjoo, o que depois melhorou. Porém, após 24 dias de uso, comecei a ter dores de cabeça frequentes. Isso é um efeito colateral normal ou devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A cefaleia pode ocorrer como efeito adverso do escitalopram, inclusive durante as primeiras semanas de tratamento, embora nem toda dor de cabeça esteja necessariamente relacionada ao medicamento. Como você apresentou náuseas inicialmente e depois começou a ter cefaleias mais frequentes, é importante observar a intensidade, duração, frequência e relação temporal com a tomada. Desidratação, alterações do sono, tensão muscular, ansiedade, infecções e outros fatores também podem causar dor de cabeça. Se a dor for súbita e muito intensa, acompanhada de alterações neurológicas, febre, desmaio, confusão ou alterações visuais importantes, procure atendimento médico. Caso contrário, converse com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de suspender o medicamento. Uma avaliação permite verificar tolerabilidade, resposta antidepressiva e necessidade de ajustes.


  • 50 dias tomando sertralina sinto tontura e tremores o medico mandou fazer o desmame c desvanlexina e

    50 dias tomando sertralina sinto tontura e tremores o medico mandou fazer o desmame c desvanlexina estou com medo dos efeitos colaterais. Os efeitos da sertralina foram terriveis, vou sentir os mesmos efeitos colaterais da sertralina?
    Tenho 63 anos e moro sozinha estou muito apreensiva.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    É compreensível ter receio após uma experiência ruim com sertralina, mas isso não significa que você necessariamente terá os mesmos efeitos com desvenlafaxina. São medicamentos diferentes, com mecanismos e perfis de tolerabilidade distintos. Durante a transição podem ocorrer sintomas de adaptação, especialmente quando há redução de um antidepressivo e introdução de outro. Como você tem 63 anos e mora sozinha, é particularmente importante realizar essa mudança com acompanhamento médico, observando tontura, pressão arterial, equilíbrio, sono e estado emocional. O esquema de desmame deve ser individualizado, e não é recomendável antecipar reduções por conta própria. Se houver desmaio, confusão importante, queda, alteração neurológica ou piora intensa do humor, procure avaliação. O acompanhamento psiquiátrico próximo pode tornar a transição mais segura e reduzir a ansiedade associada ao tratamento.


  • É normal de acontecer de se sentir extremamente mal até umas 4 horas após tomar o latuda? Me dá uma

    É normal de acontecer de se sentir extremamente mal até umas 4 horas após tomar o latuda? Me dá uma sensação muito estranha, sinto uma sonolência em que não consigo fazer nada, só ficar deitada com o olho fechado e ao mesmo tempo uma sensação de angústia intensa, com preocupações sobre coisas ruins que podem acontecer no futuro e uma sensação como de depressão, só que após esse efeito de umas 4 horas ela ajuda a sentir mais disposição e ânimo pra fazer as coisas, algo que não consegui com nenhuma outra medicação, mas esse efeito durante essas 4 horas é insuportável, será que ingerindo ela todos os dias com o tempo isso melhora???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A lurasidona (Latuda) pode causar sonolência, tontura, náusea, inquietação ou sensação de desconforto em algumas pessoas, especialmente no início do tratamento. Entretanto, uma reação intensa durante aproximadamente quatro horas, seguida de melhora significativa da disposição, merece ser discutida com o psiquiatra. A forma de administração também é importante, pois a lurasidona deve ser tomada com alimento em quantidade adequada para favorecer sua absorção. O médico pode avaliar horário, dose, alimentação e possibilidade de que a intensidade do efeito diminua conforme o organismo se adapta. Não altere a dose ou horário sozinho. Se houver desmaio, reação alérgica, movimentos involuntários importantes, agitação extrema ou outros sintomas graves, procure atendimento. Uma avaliação especializada pode verificar se é possível preservar o benefício antidepressivo e, ao mesmo tempo, reduzir esse período de desconforto.


  • Iniciei o venlafaxina pela manhã. Quando foi meio dia, comecei a sentir mal(sensação de pressão

    Iniciei o venlafaxina pela manhã. Quando foi meio dia, comecei a sentir mal(sensação de pressão baixa) aferi e estava normal. Senti tremedeiras, suor, ânsia de vômito, fraqueza, mal consegui comer. Eh normal ? Leva quanto tempo pra passar isso?
    Passei o restante do dia com esses sintomas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Tremores, sudorese, náusea, fraqueza e sensação de mal-estar podem ocorrer após o início da venlafaxina, especialmente nas primeiras doses, enquanto o organismo se adapta. O fato de a pressão ter sido medida e estar normal não exclui uma reação ao medicamento ou à própria ansiedade. Em muitas pessoas esses sintomas diminuem progressivamente, mas a intensidade e duração devem ser acompanhadas. Se houver dor no peito, falta de ar importante, desmaio, confusão, febre, agitação intensa ou batimentos cardíacos muito acelerados, é necessário atendimento médico. Não aumente ou interrompa a medicação sem orientação. O psiquiatra pode avaliar se os sintomas são transitórios, se a dose inicial precisa ser ajustada ou se existe outra condição contribuindo para o quadro. A adaptação aos antidepressivos deve ser acompanhada de forma individualizada.


  • Olá. A pregabalina tem algum efeito positivo na depressão? OBG por responder.

    Olá. A pregabalina tem algum efeito positivo na depressão? OBG por responder.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A pregabalina não é considerada um antidepressivo de primeira linha e não possui indicação principal para tratar depressão. Seu papel é mais estabelecido em condições como determinados transtornos de ansiedade, dor neuropática e outras situações específicas. Em pessoas que apresentam ansiedade importante associada à depressão, ela pode melhorar indiretamente o funcionamento ao reduzir sintomas ansiosos, mas isso não significa que substitua um tratamento antidepressivo quando este é indicado. A escolha depende do diagnóstico principal, comorbidades, sono, dor, histórico de resposta e outros medicamentos utilizados. O psiquiatra deve avaliar se existe depressão, transtorno de ansiedade, insônia ou uma combinação dessas condições antes de definir a estratégia. Uma consulta individualizada ajuda a escolher o tratamento mais adequado e evitar o uso de medicamentos sem benefício claramente estabelecido para o quadro apresentado.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.