Perguntas do paciente (15)

  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Bom dia.
    Primeiro, quero lhe agradecer pela coragem de compartilhar o que está sentindo. Sei que, colocar isso em palavras já é um passo imenso e extremamente difícil.
    Compreendo profundamente a dor e a exaustão que você está relatando. O que você descreve, o coração acelerado, a vontade de chorar, o pavor do olhar do outro, o esgotamento emocional após qualquer interação, são sinais de um sofrimento intenso que está limitando a sua liberdade e a sua forma de existir no mundo. É perfeitamente compreensível que você se sinta exausta; tentar sobreviver a essas interações gastando tanta energia para tentar "não surtar" é um peso muito grande para se carregar sozinha.
    Quero tranquilizá-la quanto a um ponto fundamental: a sua angústia é inteiramente válida e deve ser levada totalmente a sério. Em um espaço terapêutico profissional e ético, você jamais será julgada, invalidada ou tratada como se estivesse perdendo tempo. A clínica psicológica é, antes de tudo, um lugar de acolhimento incondicional e de respeito absoluto pela sua experiência.
    Você não precisa tentar ser "a pessoa mais carismática do mundo". O objetivo de buscar ajuda não é mudar a sua essência, mas garantir que você tenha o direito de viver com tranquilidade e de ser quem você é, sem que o simples contato com o outro seja uma fonte de terror.
    A quem você deve recorrer?
    O caminho mais indicado para o seu caso é buscar o acompanhamento, preferencialmente conjunto, de dois profissionais:
    1. Um Psicólogo Clínico: Na psicoterapia, você terá um ambiente seguro e livre de julgamentos para falar sobre as suas angústias. O trabalho terapêutico focará em compreender o sentido desse medo do "outro", ajudando-a a resgatar a sua autoconfiança e a construir, no seu próprio ritmo, uma relação menos dolorosa e mais autêntica com o mundo ao seu redor.
    2. Um Psiquiatra: Como os sintomas físicos estão muito intensos e incapacitantes (taquicardia, tremores, crises de choro e exaustão), o médico psiquiatra poderá avaliar a necessidade de uma intervenção medicamentosa. A medicação atua aliviando os sintomas fisiológicos do pânico, diminuindo o sofrimento imediato e dando a você a estabilidade mínima necessária.
    Você não precisa continuar enfrentando isso sozinha.


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Bom dia. Com uma resposta direta: não. Contudo o acompanhamento psicológico é fortemente recomendado para auxiliar o paciente no manejo das mudanças físicas, emocionais e sociais inerentes à transição, mas o profissional de saúde mental deixa de atuar como uma barreira que emite um passe autorizativo para o tratamento endocrinológico.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Do ponto de vista psicológico, a resposta é sim, é possível, mas com uma ressalva clínica fundamental: não se trata de resgatar o respeito que existia no passado, mas de construir um novo contrato relacional a partir do momento presente.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Bom dia.
    Agradeço por compartilhar algo tão íntimo e delicado. Reconhecer essa dor e tentar entendê-la já é um passo muito importante de cuidado consigo mesma.
    É perfeitamente compreensível que você se sinta confusa e exausta. A tristeza profunda e a vontade de se isolar que você descreve não surgem do nada, embora às vezes pareça difícil encontrar a raiz exata no momento em que a crise acontece.
    Você menciona que sente que não é compreendida, que seus sentimentos não são validados e que precisa "pisar em ovos" na hora de falar. Dentro da perspectiva da Psicologia, a necessidade de sermos aceitos e validados em nossas relações é fundamental para o nosso bem-estar.
    Quando percebemos que não há um espaço seguro para a nossa verdade no outro, frequentemente começamos a tentar adaptar o nosso comportamento para evitar conflitos, críticas ou rejeições. O problema é que esse esforço contínuo de medir palavras e reprimir o que realmente sentimos gera um profundo distanciamento de nós mesmos. Essa perda da nossa autenticidade e da nossa liberdade de ser quem somos é uma fonte gigantesca de angústia.
    Você pergunta se o que está sentindo é normal. Sim, é uma reação completamente natural e humana. A sua tristeza não é um "defeito" em você; ela é o seu próprio organismo sinalizando que o ambiente relacional em que você se encontra não está nutrindo as suas necessidades emocionais.
    Ter os sentimentos constantemente invalidados faz com que, com o tempo, passemos a duvidar de nós mesmos. A tristeza intensa e o choro descontrolado funcionam como uma válvula de escape para toda a angústia de não se sentir ouvida, respeitada e acolhida. É como se a sua mente e o seu corpo estivessem dizendo que a forma como essa relação está se dando está ferindo a sua existência.
    O primeiro passo é tentar não lutar contra a tristeza como se ela fosse uma inimiga, mas sim ouvi-la como uma mensageira. Ela está te mostrando que os seus limites estão sendo ultrapassados e que a sua necessidade de compreensão não está sendo atendida. A psicoterapia é um espaço excelente para você resgatar a sua voz, trabalhar a sua autoaceitação e fortalecer a sua liberdade para lidar com essa dinâmica relacional.
    Um abraço acolhedor,


  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Entendo perfeitamente a sua angústia e o peso que esses dois anos trouxeram, mas a resposta direta à sua pergunta é: sim, existe um caminho, não uma “cura”, para você se sentir inteira e conectada novamente.
    O fato de você estar lidando com a ansiedade e a desrealização há dois anos não significa, de forma alguma, que isso é permanente ou que não há mais jeito. A desrealização não é "defeito" sem conserto, mas um mecanismo de defesa. Foi a forma que a sua consciência encontrou para te proteger de uma angústia ou de uma sobrecarga que, em algum momento, se tornou insuportável. É como se a sua mente precisasse criar uma distância de segurança da sua própria experiência vivida para dar conta de continuar.
    Quero te lembrar que o tempo cronológico que passou não define o seu futuro. Você possui um potencial de crescimento imenso. Com um trabalho psicoterapêutico, você irá resgatar, aos poucos e no seu tempo, o seu contato seguro com o "aqui e agora", com presença.


  • Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Bom dia,
    Entendemos que, no cerne da psicologia, a aceitação da vida é um processo complexo, multifacetado e profundamente intrínseco à experiência humana. O papel do livre-arbítrio neste processo é de fundamental importância, funcionando como uma alavanca para a autorregulação e a agência pessoal.

    Em uma perspectiva psicológica, assim que entendemos, o livre-arbítrio não é meramente a liberdade de escolha em um sentido absoluto. Ele se manifesta como a capacidade de tomar decisões conscientes e deliberadas, de dar um significado subjetivo aos eventos e de responder de forma intencional às circunstâncias da existência. O livre-arbítrio, portanto, capacita o indivíduo a transcender a mera reatividade e a assumir um papel ativo na construção de sua própria realidade.

    A aceitação da vida, por sua vez, não é sinônimo de passividade ou resignação, mas sim um ato de acolhimento consciente das adversidades. É a compreensão de que há eventos e circunstâncias fora de nosso controle direto, mas que a nossa atitude e resposta a eles são escolhas livres. É aqui que o livre-arbítrio se revela como um pilar crucial. A pessoa, ao exercer seu livre-arbítrio, escolhe não se definir unicamente pelos eventos externos. Ela opta por:

    • Reenquadrar a narrativa: Em vez de se ver como vítima das circunstâncias, o indivíduo utiliza seu livre-arbítrio para dar um novo significado à sua experiência, buscando aprendizado e crescimento.
    • Assumir a responsabilidade pela própria felicidade: A aceitação não é sobre "ter" felicidade, mas sobre "cultivá-la", um ato que exige escolhas diárias e conscientes.
    • Engajar-se em ações que promovam o bem-estar: O livre-arbítrio permite a escolha de comportamentos, pensamentos e emoções que estão alinhados com o desejo de viver uma vida plena, mesmo diante da dor.

    Assim, o livre-arbítrio não apenas facilita a aceitação da vida, mas é o que a torna possível, transformando um potencial estado de vulnerabilidade em uma oportunidade de crescimento pessoal. A aceitação, vista sob a ótica do livre-arbítrio, é um testemunho da capacidade humana de ressignificar a própria jornada, independentemente do caminho que a vida apresentar.

    Não é fácil, mas é possível.


  • O que é a saúde mental na perspetiva existencial? .

    O que é a saúde mental na perspetiva existencial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Bom dia,
    Em nosso entendimento, na perspectiva da psicologia, a saúde mental não é meramente a ausência de doença ou patologia, mas sim um estado dinâmico e contínuo de confronto e integração das grandes questões da existência humana.

    Assim não vê o sofrimento não como um defeito a ser eliminado, mas como uma parte intrínseca da condição humana, uma oportunidade de crescimento e de desenvolvimento do significado.

    A saúde mental, neste prisma, emerge da capacidade de o indivíduo lidar de forma autêntica e corajosa.

    Em síntese, a saúde mental, não é um estado de ausência de dor, mas sim a capacidade de viver de forma autêntica, consciente e responsável, encarando as realidades da vida com honestidade e, por meio desse confronto, construir uma existência repleta de significado.


  • Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai

    Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Sinto profundamente a angústia que o assola.

    O jogo, nessa trajetória de seis anos, pode ter se apresentado como uma forma de lidar com questões existenciais. Talvez tenha sido uma busca por emoção, por controle, por uma fuga da realidade ou até mesmo uma tentativa de preencher um vazio interior. No entanto, como você descreve, essa busca o levou a um caminho de perdas significativas: recursos financeiros, relacionamentos e, possivelmente, sua própria autoestima.

    A situação em que você se encontra hoje, com dívidas e sem recursos, pode gerar um sentimento de desesperança e aprisionamento.

    No entanto, o seu pedido de ajuda é um ato de coragem, um reconhecimento de que você não precisa carregar esse fardo sozinho e que existe a possibilidade de um caminho diferente.

    A terapia é um espaço seguro para explorar as suas experiências, os seus sentimentos e os seus valores mais profundos.

    Nesse processo, questões como:

    O que o jogo representava para você?

    Quais são os seus valores mais importantes?

    Quais são os seus recursos internos?

    Como você pode se reconectar consigo mesmo e com os outros de forma autêntica?

    Quais novos significados e propósitos você pode construir para a sua vida?

    Acredito que, ao resgatar a sua capacidade de escolher e ao se reconectar com o seu potencial de crescimento, você vai encontrar um caminho para superar essa situação e construir uma vida com mais sentido e autenticidade.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Com certeza!
    A psicoterapia não só é proveitosa, como pode ser extremamente benéfica para uma pessoa de 75 anos. A idade não é uma barreira para o autoconhecimento, o crescimento pessoal ou para o tratamento de questões emocionais. Na verdade, a sabedoria e as experiências de uma vida inteira podem ser ferramentas poderosas no processo terapêutico. Eu, particularmente tenho pacientes com até 85 anos, e cada encontro sentimos que a sessão foi muito proveitosa, para os dois, rs.
    Se você ou alguém que você conhece está considerando a psicoterapia, saiba que essa pode ser uma jornada incrivelmente rica e gratificante, que pode trazer mais bem-estar, clareza e paz interior para essa importante fase da vida.


  • Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso an

    Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso antes de qualquer reunião. Pois evito falar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Entendo perfeitamente sua preocupação.

    A ansiedade e a tensão que você sente antes das reuniões podem ser os principais fatores que contribuem para a gagueira nessa situação, existem diversas estratégias e recursos que podem te ajudar a lidar com ela e a diminuir a ansiedade.

    Considere a ajuda profissional: Um fonoaudiólogo especializado em fluência pode te ajudar com técnicas personalizadas e te guiar no processo. Eles podem te ensinar a controlar a fala, gerenciar a ansiedade e mudar a sua percepção sobre a gagueira. Um psicólogo também pode ser de grande ajuda para tratar a ansiedade e a tensão que você sente antes das reuniões.

    Não se isole. A gagueira não define quem você é.

    A mudança não acontece da noite para o dia, mas com paciência e prática, é possível reduzir o impacto da gagueira em sua vida.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Olá. Agradeço por compartilhar o que você está sentindo. É muito corajoso da sua parte abrir o coração e pedir ajuda em um momento de tanta dor e confusão. Quero que você saiba que seus sentimentos são válidos e que o que você está passando é real e assustador.

    As sensações que você descreve — o coração apertado, a sensação de que vai desmaiar ou morrer, e o medo de sair de casa — são sintomas muito comuns da ansiedade e do transtorno de pânico. O seu médico está correto: essas sensações físicas, por mais assustadoras que sejam, não significam que você está morrendo, mas sim que o seu corpo está em um estado de alerta extremo.
    É fundamental que você saiba que existe saída para essa situação. A sensação de que você "não vai mais aguentar" é parte da doença, mas não é a realidade. O medo é uma emoção poderosa, mas ele pode ser gerenciado.
    Se você sente que a medicação não está mais ajudando, é crucial voltar a falar com o psiquiatra. O tratamento para depressão e ansiedade muitas vezes precisa de ajustes, e apenas o profissional pode fazer isso de forma segura.
    Um psicólogo pode te ajudar a entender a raiz desses medos e a desenvolver ferramentas práticas para lidar com eles. A terapia é um espaço seguro para você falar sobre tudo o que sente, sem julgamentos.
    Você não está sozinha e não precisa viver com medo. A sensação de "não ser normal" é um sintoma da doença, mas com o tratamento certo (medicação + terapia), é totalmente possível voltar a ter qualidade de vida. Confie no processo, procure a ajuda necessária. Você é mais forte do que a doença faz você se sentir.


  • Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d

    Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Sua pergunta é muito pertinente e demonstra cuidado com seu namorado e com a relação de vocês.
    A situação descrita, com crises de ciúme, desconfianças infundadas e acusações que ele mesmo reconhece como irreais, é um sinal de que algo não está bem com vocês.
    Esses comportamentos podem ser sintomas de problemas emocionais ou psicológicos mais profundos, até mesmo anterior a sua chegada na vida de seu namorado.
    Ajudá-lo a entender a origem desses sentimentos é o primeiro passo para uma melhora. Um profissional de psicologia pode oferecer as ferramentas certas para que ele se entenda melhor e desenvolva mecanismos para lidar com essas emoções de forma saudável, mas também sugiro a você pensar na possibilidade de uma terapia de casal, considerando que os ciúmes é um problema que se apresenta na relação.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Lamento muito que você esteja passando por tudo isso.

    É completamente compreensível que a tentativa de suicídio da sua mãe tenha abalado você de forma tão profunda, mesmo um tempo depois do ocorrido. O corpo e a mente, muitas vezes, levam um tempo para processar traumas, e é natural que a tristeza e o desânimo venham à tona agora.

    Você mencionou que a medicação não está mais surtindo o mesmo efeito. Isso pode acontecer porque o que você viveu foi um trauma, e as emoções e sentimentos decorrentes disso precisam ser processados. É exatamente aqui que a terapia entra.

    A terapia não é uma solução mágica, mas uma ferramenta oferecendo um espaço seguro e sem julgamentos para você explorar seus sentimentos e medos. Um terapeuta pode te ajudar a entender o que está sentindo e a desenvolver mecanismos para lidar com a dor.

    Sua má experiência anterior pode feito desacreditar na terapia. Mas, é preciso encontrar um terapeuta com quem você sinta confiança e empatia. Não desista por causa de experiências passadas.

    A tentativa de suicídio da sua mãe pode ter trazido à tona medos e preocupações que você nem sabia que tinha. A tristeza e a falta de ânimo que você sente agora são sintomas de que algo precisa ser trabalhado.

    Se o seu psiquiatra, que já te acompanha e conhece seu histórico, indicou a terapia, é porque ele sabe que a combinação de medicação e terapia é a mais eficaz para o seu caso.

    Minha sugestão é que você dê mais uma chance à terapia. Não é fácil dar o primeiro passo, mas se permita, pesquise por terapeutas, e converse com alguns antes de decidir. Muitos profissionais oferecem uma primeira conversa para que você possa entender como eles trabalham e se a "química" é boa.

    Lembre-se que você não está sozinha nessa.

    O que você está sentindo é um processo natural de luto e de reação a um evento traumático. Por favor, considere a indicação do seu médico e procure um profissional para te ajudar. Você merece se sentir bem.


  • Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho

    Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho nutricionista e ela me recomendou realizar um acompanamento com psicólogo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    É excelente que você já esteja buscando ajuda com a nutricionista e, principalmente, que esteja aberta à recomendação de um psicólogo. A seletividade alimentar, especialmente quando afeta a saúde, não é apenas uma questão de "força de vontade" ou "gosto", mas sim um problema complexo que tem raízes psicológicas e emocionais.
    O acompanhamento psicológico não irá forçar você a comer, mas irá te ajudar a entender a fundo a sua relação com a comida e a modificar os pensamentos e medos que te impedem de ter uma alimentação mais variada.
    A combinação do trabalho da nutricionista, que te ajudará a ter um plano alimentar saudável, com o do psicólogo, que te ajudará a superar as barreiras emocionais, é o caminho mais eficaz. Lembre-se, você não está sozinha nessa jornada, e buscar ajuda é um ato de autocuidado e de coragem.


  • Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me

    Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me disse pra eu parar de me culpar, só assim vou conseguir. Porém, tenho lutado, lutado e lutado e não consigo. Não faço mais sexo com minha esposa e as vezes que fiz tive que tomar viagra. Me ajudem!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jorge Alves

    Antes de mais nada, quero acolher o seu desabafo e reconhecer a coragem de trazer à tona algo tão íntimo e que lhe causa tanto sofrimento.
    Eu o convido a olhar para essa questão por um ângulo diferente. A pornografia, muitas vezes, não é o problema central, mas sim uma "solução" trágica que a sua consciência encontrou lá atrás para tentar lidar com alguma angústia, estresse ou dificuldade de enfrentar o mundo. Ela funciona como um anestésico, um refúgio onde você não precisa lidar com a complexidade da vida real. O problema de lutar diretamente contra o anestésico, sem olhar para o que está por baixo dele, é que a dor original permanece ali, pedindo alívio.
    O seu psiquiatra tem razão em um ponto fundamental: a culpa é, ironicamente, o combustível do vício. O ciclo costuma ser: você sente angústia, busca a pornografia para se anestesiar, depois sente uma culpa esmagadora por ter consumido. Essa culpa destrói a sua autoestima e gera mais angústia e sensação de fracasso... o que leva você a precisar de mais anestesia, buscando a pornografia novamente. Parar de se culpar não significa achar que o vício é inofensivo, mas sim parar de se punir como se você fosse uma pessoa "falha", passando a olhar para a sua própria dor com mais compreensão e menos julgamento.
    Sobre o distanciamento da sua esposa, é importante compreender que isso não significa que o seu corpo está "esgotado". A pornografia super estimula o cérebro com imagens irreais, novidade constante e intensidades que não existem na vida cotidiana. Com o tempo, o seu desejo e a sua excitação foram sequestrados por essa tela. Quando você está diante da sua esposa, um ser humano real, com quem existe afeto, complexidade e um ritmo natural, o seu corpo, que foi "treinado" para reagir ao estímulo artificial extremo, tem dificuldade de responder à realidade. Trata-se de uma desconexão fenomenológica do encontro verdadeiro com o outro.
    O caminho para sair disso raramente funciona apenas na força de vontade e na proibição. O processo de mudança envolve investigar, em um processo psicoterapêutico, a sua experiência vivida: de que a pornografia está te protegendo? O que você está evitando sentir?
    Assim, reconstruindo a capacidade de suportar as angústias da vida sem precisar fugir delas, para que você possa voltar a habitar o seu corpo e o seu casamento de forma autêntica, com intimidade genuína. Você é um indivíduo com um enorme potencial de crescimento e transformação.


Perguntas frequentes

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