Perguntas do paciente (6)

  • É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Como Professor de Psicanálise, fico feliz em responder essa pergunta.Na psicanálise, não é que o terapeuta “quase não fale” — o principal é que ele não te interrompe a todo momento e procura não conduzir sua fala com muitas opiniões, conselhos ou explicações prontas. Por isso, é comum que exista mais espaço de escuta e, às vezes, até alguns silêncios durante a sessão.Esses silêncios, porém, não significam vazio. Muitas vezes, é justamente nesse intervalo que o paciente consegue organizar melhor o que sente, perceber contradições, lembrar de detalhes e elaborar o que está dizendo. Ou seja: pode haver silêncio na sala, mas a mente do paciente continua trabalhando — e isso costuma aumentar a profundidade do processo.A psicanálise também respeita o indivíduo no sentido de não oferecer “dicas” ou receitas como resposta imediata para tudo. Em vez disso, o analista intervém no momento oportuno, com perguntas, pontuações e devoluções que ajudam o paciente a reinterpretar o que trouxe, ligar pontos e dar sentido ao que aparece (inclusive ao que às vezes surge “sem querer”, como lapsos, repetições e emoções).Na prática, a fala do terapeuta tende a ser mais objetiva e precisa, e não necessariamente frequente. E isso pode variar de profissional para profissional e também conforme a fase do atendimento: em alguns momentos o analista fala menos; em outros, pode falar mais para sustentar, esclarecer e favorecer o entendimento, sempre sem tomar o lugar do paciente naquilo que ele precisa construir.
    Estarei a sua disposição. Att Prof Jorge Siqueira


  • Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois

    Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Sim, isso pode ser natural depois de uma crise de ansiedade mais intensa. Muitas pessoas melhoram do “pico” da crise, mas ficam com uma sensação de que algo mudou: hipervigilância, medo de ter outra crise, insegurança com o próprio corpo (coração, respiração, tontura), alterações no sono e uma tendência a “se observar demais”. Isso não significa fraqueza nem que “vai ser assim para sempre” — em geral é o seu sistema nervoso ainda se reajustando, e a mente tentando evitar que aquilo se repita.O ponto mais importante é: dá para trabalhar isso de forma responsável. Em um acompanhamento, a gente busca entender o que a crise comunicou, quais gatilhos ficaram associados e o que mantém essa sensação de “não voltei ao normal” (às vezes, é o medo do medo; outras, é algo emocional que ficou sem elaboração).
    Estarei a sua disposiçao.

    Att Jorge Siqueira


  • Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não

    Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não tive do que reclamar, mas infelizmente acabou, apesar de ter sido bom, houve desgaste emocional e falta de propósito, estávamos vivendo no automático, eu tinha o objetivo de casar, construir uma família, mas estava em uma fase que vivia em constantes crises depressivas, com dificuldades financeiras e problemas em casa, isso as vezes afetava o namoro, ela dizia que não sentia segurança nenhuma pra casar comigo e ter uma família, ela falava que sentia que eu ia jogar tudo pra cima dela e se o bebê chorasse, ia deixar pra ela resolver... Isso é um pensamento absurdo, porque eu nunca fui irresponsável com minhas coisas, quanto mais em relação a uma vida de uma criança que precisa de cuidado. Nós seguimos sendo amigos por um tempo mas depois nos afastamentos completamente e não temos mais vínculo nenhum. Apesar do término, da distância e do tempo, essa pessoa continua sendo um grande amor da minha vida. Ainda gosto dela e não sai da minha cabeça.

    Esse 1 ano de término eu não fiquei sem fazer nada, foquei na faculdade, trabalho, academia, meus hobbys, conheci outras pessoas, tive encontros casuais, foquei nas minhas coisas. Mesmo assim ela me visita na mente todos os dias, tem dias que dói mais do que outros, e eu já não sei mais o que fazer. Faço terapia desde o início do término e venho melhorando bastante, só que a pessoa nunca sai da minha cabeça, não importa o que eu esteja fazendo, penso sempre nela. Eu sonho com ela, fico conversando internamente com ela, simulando conversas, sinto vontade de vê-la para dar um abraço e saber como ela está. Só que ela deixou claro que não queria absolutamente contato nenhum, então eu não insisti e respeitei o espaço dela.

    Só queria superar isso e esquecer... Quais seus conselhos? Confesso que sinto um profundo desejo de um dia retomar o relacionamento, eu a amo bastante e já me conheci o suficiente para saber que isso que sinto não é apego. Só não sei o que fazer, talvez ela esteja com outro... Talvez não... Mas eu realmente me sinto muito triste por não tê-la mais em minha vida. Eu sou um cara sozinho e com poucos amigos, ela tem uma família enorme, um ciclo social gigantesco, tem irmãos, pais, avós... Eu não tenho absolutamente ninguém, moro sozinho e não tenho família, meu único ciclo social é a academia e o pessoal da faculdade, e mesmo assim, não são pessoas próximas com quem eu posso contar verdadeiramente. Acho que todo homem está fadado a viver sozinho e aceitar isso sem reclamar... não sei mais o que dizer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Você viveu um relacionamento que foi bom, com afeto real e projeto de futuro — e, ao mesmo tempo, terminou num período em que você estava no limite (crises depressivas, pressão financeira, problemas em casa). Quando uma história assim acaba, não é estranho que o “fim” vire uma espécie de ferida aberta: não necessariamente porque você esteja “preso”, mas porque ficou muita coisa sem lugar dentro de você — esperança, frustração, saudade, raiva, culpa, e principalmente a sensação de que você foi mal compreendido quando ela disse que não se sentia segura para construir família com você.O que você descreve — ela “visitar sua mente todos os dias”, sonhos, diálogos internos, vontade de abraçar, dias em que dói mais — costuma acontecer quando a pessoa se tornou um símbolo de algo muito maior do que o namoro em si: pertencimento, família, segurança emocional, ter “alguém no mundo”. E aí entra um ponto sensível do seu relato: você não está sofrendo só por ela; você também está sofrendo por uma solidão antiga, por uma rede de apoio pequena, por carregar tudo sozinho. Quando falta “base” do lado de fora, a mente tenta construir base por dentro — e ela vira a personagem principal desse lugar. Isso não diminui o amor; só explica por que a lembrança insiste.Sobre “superar e esquecer”: talvez o caminho mais justo não seja apagar, mas elaborar. Você está fazendo terapia e melhorando — isso já é um sinal forte de saúde psíquica e de compromisso com você. O fato de ela ainda estar na sua cabeça não prova fracasso; muitas vezes prova que o vínculo foi importante e que seu psiquismo ainda está tentando dar um sentido ao que aconteceu, especialmente porque houve uma ruptura com “porta fechada” (ela pediu nenhum contato). Respeitar isso foi uma atitude madura. E é justamente essa ausência de conversa final, de reparo, de reconhecimento, que costuma alimentar as “conversas simuladas” internas


  • Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?

    Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Ambos tem o objetivo de te ajudar a se desenvolver emocionalmente.
    A psicologia usa de diversa ferramentas, inclusive a própria psicanálise, já o psicanalista puro, te ajuda a olhar para seu passado e dar novo significado a seus traumas e dores.

    Estarei a disposição caso tenhas duvidas mais especificas.

    Att Jorge Siqueira


  • Olá, Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entan

    Olá,

    Estou casado há 24 anos e, no geral, temos um excelente relacionamento, sem brigas. No entanto, tenho algumas questões que gostaria de entender melhor, especialmente no que diz respeito ao comportamento da minha esposa.

    No aspecto sexual, ela não tem muita vontade de transar com frequência e, quando o faz, prefere que seja no escuro. Além disso, ela não é muito fã de beijos prolongados. Por outro lado, ela gosta de se arrumar, cuidar do corpo e se vestir bem. Quando saímos para lugares públicos, percebo que ela frequentemente troca olhares com outros homens, independentemente de sua aparência. Ela se vira e fica olhando, como se estivesse buscando essa interação visual. Já conversei com ela sobre isso e ela afirmou não perceber que faz isso, e diz que, se um homem achar que tem chance, a malícia está na cabeça dele, não na dela.

    No entanto, essa situação me deixa desconfortável, pois sinto que ela está procurando e desejando a atenção de outros homens. Quando isso acontece, ela tende a se afastar, não me dá a mão e evita demonstrar afeto em público, como se estivesse "encantada" ou absorta na troca de olhares.

    Gostaria de entender se isso pode estar relacionado a algum transtorno ou se é um comportamento comum. Será que ela tem alguma insegurança ou uma necessidade de se sentir desejada? Como lidar com isso de maneira saudável para ambos?

    Agradeço pela sua ajuda!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Olá! Meu nome é Jorge Siqueira, sou psicanalista e terapeuta de casais, e percebo que essa situação tem gerado dúvidas e desconforto para você. Quero que saiba que sua angústia é válida .

    O comportamento da sua esposa pode não ser uma escolha consciente ou um transtorno, mas algo inconsciente que ela mesma não percebe. Muitas vezes, isso está ligado a experiências passadas ou aprendizados que influenciam nossas ações sem que tenhamos consciência disso.

    A psicanálise nos ajuda a identificar essas raízes e ressignificá-las, permitindo decisões mais saudáveis na vida adulta.
    Se precisar de apoio nesse processo eu e a Dra Janaina que é minha esposa, e conduzimos as sessões de casais estamos a disposição.


  • Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair

    Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair de casa direito, pois tenho medo de encontrar com o assaltante novamente e ele querer fazer algum mal comigo. Acredito que estou com Estresse Pós-Traumático. Eu gostaria de mudar isso, pois quero sair de casa para caminhar/pedalar novamente, e até encontrar alguns amigos (coisa que não estou fazendo com medo de encontrar o assaltante). Há alguns dias, vi uma pessoa com a mesmas características dele, não sei se era ele, mas isso foi o suficiente para fazer minha ansiedade explodir e o medo de sair de casa aumentar, pois, novamente, tenho medo de me encontrar com ele e o mesmo querer fazer algum ruim comigo. Gostaria de saber o que realmente está acontecendo comigo e como posso mudar isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Jorge Siqueira

    Seu mente entrou em um estado de luta e fuga constante, devido ao trauma, isso ocorre com o objetivo de te proteger, mas como tem percebido, te faz sofrer.

    No entanto com a psicanálise e até mesmo com a hipnoterapia, é possível superar essa questão.

    Se quiser saber mais entre em contato e podemos falar mais sobre o assunto.

    Att Jorge Siqueira


Perguntas frequentes

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