Perguntas do paciente (16)

  • Quais são os objetivos da psicoterapia e como ela pode ajudar a melhorar a cognição social?

    Quais são os objetivos da psicoterapia e como ela pode ajudar a melhorar a cognição social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A psicoterapia tem como objetivo promover autoconhecimento, auxiliar no manejo de emoções, identificar padrões de pensamento e comportamento e desenvolver recursos para lidar melhor com os desafios do dia a dia.

    No que se refere à cognição social, a psicoterapia ajuda a compreender melhor as próprias emoções e as dos outros, favorecendo empatia, habilidades de comunicação e relacionamentos mais saudáveis. Assim, o paciente aprende a interpretar situações sociais de forma mais realista e construtiva, fortalecendo sua qualidade de vida e bem-estar.


  • Quais os benefícios da neuroplasticidade na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para a cognição s

    Quais os benefícios da neuroplasticidade na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para a cognição social ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ela é estimulada quando o paciente aprende novas formas de pensar e agir, substituindo padrões desadaptativos por estratégias mais saudáveis.

    Na cognição social, isso se traduz em benefícios como melhora na empatia, na interpretação de situações sociais e na comunicação. Dessa forma, a TCC, apoiada pela neuroplasticidade, favorece relacionamentos mais saudáveis e maior qualidade de vida.


  • Como posso fortalecer os vínculos com as pessoa por meio da valorização ?

    Como posso fortalecer os vínculos com as pessoa por meio da valorização ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Fortalecer vínculos por meio da valorização significa reconhecer e demonstrar apreço genuíno pelas pessoas ao nosso redor. Pequenos gestos e palavras têm grande impacto na forma como nos conectamos e mantemos relações saudáveis.

    Algumas formas práticas incluem:

    Reconhecer conquistas e qualidades de forma sincera, sem esperar algo em troca.

    Ouvir com atenção, mostrando interesse real pelo que a outra pessoa sente e pensa.

    Expressar gratidão por atitudes e presenças no seu dia a dia.

    Respeitar opiniões, mesmo quando diferentes das suas.

    Quando valorizamos o outro, transmitimos segurança emocional e fortalecemos a confiança — pilares essenciais de qualquer relação. Com o tempo, essa postura cria conexões mais profundas e relações mais duradouras, seja na vida pessoal ou profissional.

    Se desejar, na terapia podemos aprofundar estratégias personalizadas para melhorar a comunicação e fortalecer vínculos de forma saudável.


  • Como a atenção plena melhora o autocuidado? .

    Como a atenção plena melhora o autocuidado? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A atenção plena, ou mindfulness, é uma prática que nos ajuda a estar presentes no momento, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgamento.
    Quando aplicamos essa consciência ao nosso dia a dia, começamos a perceber com mais clareza o que nosso corpo e mente realmente precisam — seja descanso, alimentação adequada, atividade física ou momentos de pausa.

    Isso melhora o autocuidado porque:
    1 - Aumenta a percepção dos sinais do corpo (como cansaço, fome, estresse) antes que eles se tornem problemas maiores.
    2 - Reduz o piloto automático, permitindo escolhas mais conscientes e alinhadas com o bem-estar.
    3 - Fortalece o autoconhecimento, ajudando a identificar hábitos nocivos e substituí-los por outros mais saudáveis.

    Com o tempo, a atenção plena se torna um aliado poderoso para manter uma rotina equilibrada e cuidar de si de forma consistente.


  • Quais são as doenças causadas pela tecnologia? .

    Quais são as doenças causadas pela tecnologia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    O uso excessivo da tecnologia pode contribuir para o surgimento de várias doenças, tanto físicas quanto mentais. Entre as mais comuns estão: ansiedade, depressão, insônia, além da síndrome do olho seco, dores musculares e tendinites por uso prolongado de telas e dispositivos. Também pode causar dependência digital e isolamento social. O equilíbrio no uso é essencial para prevenir esses problemas.


  • Como podemos utilizar a tecnologia para proporcionar uma melhor saúde física e mental?

    Como podemos utilizar a tecnologia para proporcionar uma melhor saúde física e mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A tecnologia pode ser uma grande aliada na promoção da saúde física e mental. Para a saúde mental, aplicativos de meditação, terapia online e diários emocionais ajudam a reduzir o estresse, controlar a ansiedade e promover o autoconhecimento. Já para a saúde física, relógios inteligentes e apps de treino incentivam a prática de exercícios, monitoram o sono e acompanham sinais vitais. Além disso, a telemedicina facilita o acesso a profissionais de saúde, e aplicativos de alimentação auxiliam na criação de hábitos mais saudáveis. O importante é usar esses recursos com equilíbrio, sem se sobrecarregar ou se tornar dependente deles.


  • Como cuidar da saúde mental na era digital? .

    Como cuidar da saúde mental na era digital? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade


    Cuidar da saúde mental na era digital exige equilíbrio. É importante limitar o tempo nas redes sociais, evitar comparações, filtrar as informações que se consome e fazer pausas das telas. Praticar atividades offline, manter conexões reais, dormir bem e usar a tecnologia a favor — como com aplicativos de meditação ou terapia online — também ajuda. O essencial é estabelecer limites e priorizar o bem-estar.


  • Qual é a relação entre tecnologia e saúde mental? .

    Qual é a relação entre tecnologia e saúde mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A tecnologia tem uma relação dupla com a saúde mental. Quando usada com equilíbrio, pode ser uma aliada, oferecendo acesso à terapia online, aplicativos de meditação e espaços de apoio. Porém, o uso excessivo, especialmente de redes sociais, pode causar ansiedade, baixa autoestima e isolamento. Por isso, o mais importante é usá-la de forma consciente e moderada.


  • Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Os problemas neuropsiquiátricos são condições que envolvem alterações no funcionamento do cérebro e afetam aspectos como comportamento, humor e cognição. Envolvem transtornos como depressão, ansiedade, esquizofrenia, demências, entre outros, e costumam exigir uma abordagem multidisciplinar.
    Já os transtornos de pensamento são manifestações específicas, geralmente associadas a quadros psicóticos, como a esquizofrenia. Nesses casos, o indivíduo pode apresentar delírios, fala desorganizada ou pensamento desconexo.
    Em resumo, enquanto os problemas neuropsiquiátricos abrangem um conjunto mais amplo de condições, os transtornos de pensamento são alterações cognitivas presentes em algumas dessas doenças.


  • Qual é a Importância da Avaliação Neuropsicológica na Identificação do Transtorno do Desenvolvimento

    Qual é a Importância da Avaliação Neuropsicológica na Identificação do Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A avaliação neuropsicológica é fundamental para identificar o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), pois permite entender com mais precisão como a pessoa pensa, aprende e se comporta.
    Por meio de testes e observações, é possível avaliar funções como memória, atenção, linguagem, raciocínio e habilidades sociais. Isso ajuda a diferenciar o TDI de outras condições com sintomas parecidos e a entender o nível de comprometimento intelectual e adaptativo da pessoa.
    Com essas informações, é possível planejar intervenções mais eficazes, adaptar o ambiente escolar ou familiar e garantir um melhor suporte ao desenvolvimento e à qualidade de vida do indivíduo.


  • Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Int

    Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) são imaturas mentalmente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), também chamado de deficiência intelectual, costumam apresentar um desenvolvimento mental mais lento ou limitado. Isso acontece porque há alterações no funcionamento do cérebro que afetam tanto o raciocínio lógico quanto a capacidade de lidar com situações do dia a dia, o que inclui aspectos emocionais e sociais.
    Por isso, muitas vezes, elas demonstram uma "imaturidade" mental, ou seja, reações e comportamentos semelhantes aos de pessoas mais jovens do que a sua idade cronológica. Isso pode ser visto em atitudes mais impulsivas, dificuldade para resolver problemas sozinhas, menor autonomia ou dificuldade em compreender regras sociais mais complexas.
    Essa imaturidade não é uma escolha ou preguiça, mas sim uma característica do funcionamento cognitivo e adaptativo dessas pessoas. E com o apoio adequado — como acompanhamento psicológico, educacional e familiar — elas podem desenvolver habilidades e alcançar mais independência dentro de suas possibilidades.


  • Quais são os tipos de Transtornos de neurodesenvolvimento ?

    Quais são os tipos de Transtornos de neurodesenvolvimento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Os Transtornos do Neurodesenvolvimento são condições que se manifestam na infância e afetam o desenvolvimento cognitivo, motor, comportamental e social. Costumam ter início nos primeiros anos de vida e podem impactar significativamente o funcionamento diário.

    Segundo o DSM-5 ( Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), os principais transtornos que fazem parte desse grupo são:

    -Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI): envolve limitações no funcionamento intelectual e nas habilidades adaptativas, com início precoce.
    -Transtornos da Comunicação: afetam a fala, linguagem e comunicação social. Incluem transtorno da linguagem, transtorno fonológico, gagueira e transtorno da comunicação social (pragmática).
    -Transtorno do Espectro Autista (TEA): caracterizado por dificuldades na comunicação social e padrões de comportamento restritos e repetitivos.
    -Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH): marcado por desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade que interferem no desempenho acadêmico e social.
    -Transtornos Específicos de Aprendizagem: envolvem dificuldades persistentes em habilidades escolares básicas como leitura (dislexia), escrita (disgrafia) e matemática (discalculia).
    -Transtornos Motores: incluem o transtorno do desenvolvimento da coordenação, movimentos estereotipados e transtornos de tiques, como a Síndrome de Tourette.

    Esses transtornos podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto, e a avaliação clínica e neuropsicológica é fundamental para um diagnóstico preciso e planejamento de intervenções adequadas.




  • Qual o papel da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do transtorno do desenvolvimento intelectu

    Qual o papel da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do transtorno do desenvolvimento intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A avaliação neuropsicológica é fundamental para o diagnóstico do Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Ela permite identificar o nível de funcionamento intelectual, por meio de testes que medem o QI, e também avalia as habilidades adaptativas — como comunicação, autonomia e relações sociais. Além de confirmar o diagnóstico, ajuda a diferenciar o TDI de outros transtornos com sintomas parecidos e orienta intervenções mais adequadas às necessidades da pessoa.


  • Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas d

    Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas doenças podem ser congénitas ou conviver comigo pode influencia-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Entendo a sua preocupação — é natural pensar no impacto que o seu bem-estar pode ter na sua filha. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e a depressão têm, sim, fatores genéticos e biológicos que podem aumentar a predisposição de um filho desenvolver condições semelhantes.

    No entanto, isso não significa que sua bebê necessariamente terá esses transtornos. O ambiente em que a criança cresce, o vínculo afetivo, a forma como ela aprende a lidar com emoções e o apoio que recebe ao longo do desenvolvimento têm papel muito importante na prevenção e no fortalecimento emocional.

    Cuidar da sua saúde mental é, inclusive, uma forma poderosa de proteger e beneficiar sua filha — mostrando a importância do autocuidado e ensinando, pelo exemplo, estratégias saudáveis para lidar com dificuldades.

    Manter o tratamento psicológico e, se indicado, o acompanhamento psiquiátrico, é fundamental tanto para o seu bem-estar quanto para criar um ambiente seguro e acolhedor para ela.


  • Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão

    Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    Pelos sinais que você descreveu, sua filha pode ter passado por um momento de forte descarga emocional, algo que pode ocorrer em casos de ansiedade ou de dificuldade para lidar com emoções intensas. Nessas situações, o mais importante é garantir a segurança física dela e manter um ambiente calmo.

    Durante a crise, pode ajudar:

    Ficar próximo, mas sem invadir o espaço dela.

    Falar com tom de voz suave e pausado.

    Incentivar respirações lentas e profundas.

    Reduzir barulhos, luzes fortes e excesso de pessoas no local.

    Depois que o momento passar, é fundamental conversar com ela em um ambiente tranquilo, tentar identificar possíveis gatilhos e buscar acompanhamento psicológico. Na terapia, ela poderá aprender estratégias de regulação emocional, reconhecer sinais de crise e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a raiva ou a ansiedade.

    Se os episódios forem recorrentes ou muito intensos, também é indicado procurar um psiquiatra para avaliação complementar. O tratamento precoce pode evitar o agravamento e trazer mais qualidade de vida para ela e para a família.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Miranda Zandonade

    A falta de ar que aparece e desaparece, especialmente quando os exames médicos estão normais, pode estar relacionada a fatores emocionais, como ansiedade. Em muitas pessoas, a ansiedade provoca sintomas físicos reais — como respiração encurtada, aperto no peito ou sensação de que o ar “não entra” completamente — mesmo sem alterações no coração ou pulmão.

    Isso acontece porque, durante momentos de tensão, o corpo ativa uma resposta de alerta, alterando o ritmo da respiração e aumentando a percepção de falta de ar. Com o tempo, esse padrão pode se repetir, mesmo fora de crises evidentes.

    O ideal é manter o acompanhamento médico para descartar causas físicas e, em paralelo, iniciar psicoterapia. Na terapia, é possível aprender técnicas de respiração, estratégias para reduzir a ansiedade e identificar gatilhos emocionais que possam estar contribuindo para o sintoma.

    Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de reduzir ou até eliminar o desconforto e melhorar sua qualidade de vida.


Perguntas frequentes

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