Perguntas do paciente (44)
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível ter receio de ser julgado ou rejeitado quando sentimos que determinadas características nossas podem nos diferenciar dos outros. Talvez o caminho não seja eliminar completamente o medo de rejeição, mas desenvolver mais segurança para sustentar quem você é mesmo diante da possibilidade de alguém não aprovar.
A terapia pode ajudar a compreender de onde vem esse medo, quais situações o intensificam e construir, gradualmente, mais liberdade para expressar suas características e interesses sem depender tanto da aprovação externa.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chegada de um filho pode despertar sentimentos muito diferentes, inclusive medo, ambivalência e a sensação de perder a própria identidade. É possível desejar o filho e, ao mesmo tempo, sentir medo de que a maternidade ocupe todo o espaço da sua vida.
Talvez o ponto não seja escolher entre a sua vida e a vida do bebê, mas começar a construir uma forma de viver a maternidade sem deixar de existir como pessoa, com seus próprios desejos, planos e necessidades. A terapia pode ser um espaço importante para compreender esses sentimentos, especialmente diante de tantas mudanças acontecendo ao mesmo tempo.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa mudança nos sentimentos gere dúvidas e ansiedade, especialmente em uma relação de quase três anos. O fato de você não sentir a mesma euforia do início não significa necessariamente que o amor acabou. Ao longo de um relacionamento, a forma de vivenciar o vínculo pode mudar, e a intensidade da paixão pode dar lugar a sentimentos de maior intimidade, companheirismo e segurança.
Mais importante do que tentar responder imediatamente se você ainda o ama é compreender o que está acontecendo com você e com a relação. A terapia pode ser um espaço para explorar essas dúvidas com calma, sem precisar tomar uma decisão antes de entender melhor seus sentimentos. E sim, é possível reconstruir conexão e carinho em um relacionamento, desde que exista desejo e disponibilidade de ambos para compreender o que mudou e cuidar desse vínculo.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia pode ajudar a compreender esse ciclo, trabalhar os pensamentos e medos envolvidos e, gradualmente, retomar situações que você passou a evitar. Também é importante conversar com o médico que prescreveu o escitalopram sobre os sintomas e sobre a resposta à medicação, sem fazer alterações por conta própria.
Você não precisa enfrentar esse medo sozinho. Com acompanhamento adequado, é possível compreender melhor o que está acontecendo e construir, gradualmente, mais segurança para voltar a viver sua rotina.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo o que você passou. Quando uma experiência traumática é ativada, é possível que o corpo e a mente reajam com esses sentimentos, mesmo quando racionalmente você sabe que está segura.
Um acompanhamento psicológico especializado em trauma pode ajudá-la a compreender essas reações e, respeitando o seu ritmo, construir novamente uma sensação de segurança. Você também pode conversar com seu namorado sobre seus limites e sobre o que você precisa para se sentir segura. Você merece cuidado e acolhimento, não precisa enfrentar isso sozinha.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre ter sentimentos difíceis durante a gravidez significa rejeitar o bebê. A gestação envolve muitas mudanças físicas, emocionais e na própria identidade, e é natural que possam surgir medo, insegurança, ansiedade e até sentimentos ambivalentes em relação à maternidade. O mais importante é compreender o que esses sentimentos significam para você e como eles têm aparecido ao longo da gestação.
A terapia pode ser um espaço seguro para falar sobre tudo isso sem culpa e sem julgamento, ajudando você a compreender melhor o que está sentindo e a construir sua relação com a maternidade no seu próprio ritmo.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! De modo geral, o paciente pode solicitar documentos relacionados ao seu atendimento, como um relatório psicológico, especialmente quando há a necessidade de dar continuidade ao cuidado com outro profissional. O relatório pode conter informações relevantes sobre a demanda apresentada, o acompanhamento realizado e outros aspectos que o psicólogo considere pertinentes, sempre de acordo com critérios técnicos e éticos.
Em relação ao prontuário, o paciente também pode solicitar acesso às informações do seu atendimento. É importante destacar que o prontuário não é uma transcrição das sessões, mas um registro técnico elaborado pelo psicólogo. A forma como essas informações serão disponibilizadas pode variar conforme a finalidade da solicitação e o entendimento técnico do profissional.
Caso o objetivo seja dar continuidade ao tratamento com outro psicólogo, vale a pena conversar com o profissional anterior sobre quais informações podem contribuir para essa transição. Espero ter ajudado!
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua companheira. A perda de um animal de estimação pode ser vivida com a mesma intensidade de outros lutos, especialmente quando ele fez parte da rotina e da história de vida por tantos anos. É compreensível que ainda exista saudade e o pensamento de que "poderia ter feito mais", pois esses sentimentos são frequentes durante o processo de luto. Com o tempo, eles costumam ser ressignificados, mas isso acontece no ritmo de cada pessoa. Se você perceber que essa dor continua muito intensa ou tem dificultado sua vida de forma significativa, buscar um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para elaborar essa perda e acolher tudo o que ela representa para você.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo significativo, de expectativas, planos e, muitas vezes, de uma forma de imaginar o futuro. Superar um término não significa deixar de sentir a dor rapidamente, mas permitir-se vivenciar esse processo, respeitando o próprio tempo, buscando apoio quando necessário e retomando, aos poucos, aspectos importantes da própria vida. Quando o sofrimento se torna muito intenso ou persistente, comprometendo significativamente o bem-estar e a rotina, o acompanhamento psicológico pode ser um importante recurso para ajudar na elaboração dessa experiência e na reconstrução de novos sentidos para a vida.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que descreve, esse sofrimento tem impactado de forma importante sua vida, especialmente no trabalho e nas relações com outras pessoas. E, antes de tudo, é importante dizer que o que você sente merece ser levado a sério. O foco da terapia não é julgar ou "forçar" você a ser uma pessoa diferente, mas compreender o significado desse medo, como ele se constituiu e quais experiências podem estar relacionadas a ele.
Buscar ajuda de um psicólogo é um passo importante. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra, especialmente quando a ansiedade é muito intensa e compromete significativamente a rotina. O fato de você desejar compreender o que está acontecendo e buscar ajuda já é uma iniciativa muito importante e um movimento de cuidado consigo mesma.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você conseguir refletir sobre o que está vivendo e reconhecer que há uma idealização envolvida já demonstra uma importante capacidade de olhar para si. Buscar entender o significado emocional dessa conexão com o grupo de Kpop, e compreender o lugar que esse vínculo ocupa na sua vida e o que ele representa para você. O foco está nas suas necessidades emocionais, desejos ou aspectos importantes da sua experiência psíquica, que merecem ser acolhidos e compreendidos.
É possível que esse sofrimento diminua com o tempo, principalmente à medida que você construa novas experiências, vínculos e fontes de satisfação. No entanto, se essa angústia permanecer intensa, causar muito sofrimento ou interferir na sua rotina, pode ser importante buscar acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudar a compreender essa experiência de forma mais profunda, sem julgamentos, favorecendo o autoconhecimento e a construção de relações que também tragam sentido e pertencimento.
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Como o processo terapêutico contribui para a construção de uma expressão subjetiva autêntica em paci
Como o processo terapêutico contribui para a construção de uma expressão subjetiva autêntica em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O processo terapêutico pode contribuir para a construção de uma expressão subjetiva mais autêntica no Transtorno de Personalidade Borderline ao favorecer o contato consciente com emoções, conflitos internos e aspectos da personalidade que muitas vezes são vividos de forma intensa e fragmentada.
Ao longo da terapia, pode começar a reconhecer melhor seus próprios sentimentos, necessidades e padrões relacionais, diferenciando gradualmente aquilo que corresponde à sua experiência interna daquilo que foi construído a partir de medos, defesas ou expectativas externas.
A relação terapêutica oferece um espaço seguro para que essas vivências possam ser expressas, refletidas e elaboradas sem julgamento.
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Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e
Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
E ele fala isso que quer ir embora
Sem eu tá brigando com ele
Não tô entendendo essa atitude dele
Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nessa faixa etária, as crianças ainda estão desenvolvendo a forma de compreender e expressar sentimentos, desejos e experiências emocionais. Às vezes, dizer que quer “ir embora” ou que outro lugar é “a casa dela” pode estar relacionado a vínculos afetivos, busca por segurança, saudade de alguém ou até formas simbólicas de expressar emoções que ela ainda não consegue explicar claramente.
Você pode continuar conversando com ele de forma tranquila, tentando entender o que ele sente quando fala isso, demonstrando acolhimento e curiosidade, sem pressiona-lo.
Caso essas falas se tornem muito frequentes, intensas ou venham acompanhadas de sofrimento emocional e mudanças no comportamento, buscar avaliação com um psicólogo infantil pode ser importante. O acompanhamento pode ajudar a compreender melhor o que a criança está tentando comunicar através dessas falas e oferecer suporte tanto para ela quanto para a família.
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Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo o que você tem vivido. A falta de apoio emocional, especialmente vinda da família e em relação a algo tão importante como quem você é, pode ser profundamente dolorosa e solitária. É compreensível que, diante disso, as coisas pareçam mais difíceis e pesadas.
Quando não há acolhimento no ambiente familiar, muitas vezes a pessoa precisa encontrar dentro de si recursos para se sustentar. Esse caminho não é fácil, mas pode, aos poucos, ajudar a construir uma relação mais forte e verdadeira consigo mesmo.
Também pode ser muito importante buscar apoio fora desse contexto, em pessoas, amizades ou espaços onde você se sinta respeitado e acolhido como você é. A psicoterapia também pode ser um espaço seguro para cuidar dessas dores, fortalecer sua identidade e te ajudar a atravessar esse momento com mais suporte.
Mesmo que hoje pareça difícil, você não está sozinho, e é possível, com o tempo, construir relações mais acolhedoras e um maior senso de pertencimento na sua vida.
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sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve
sempre tive que pensar em tudo
como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática
por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões
por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"
" você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "
" o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "
isso é extremamente cansativo
tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir
fico exausto demaisRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto isso pode ser cansativo para você. O que você descreve não é exagero nem “frescura”, mas um funcionamento mental que parece estar em estado constante de alerta, como se você precisasse monitorar e controlar tudo o tempo inteiro.
Processos que normalmente seriam mais espontâneos passam a ser conduzidos de forma muito racional e controlada. Muitas vezes, esse tipo de funcionamento se desenvolve como uma forma de proteção, possivelmente ligada a experiências em que foi necessário estar mais atento, evitar erros ou antecipar situações. Embora essa estratégia possa ter tido uma função importante em algum momento, hoje ela parece estar gerando sobrecarga e exaustão. O fato de você perceber isso já é um passo importante.
O trabalho terapêutico pode te ajudar a compreender melhor a origem dessa necessidade de controle, além de favorecer, aos poucos, uma relação mais flexível com seus pensamentos e reações. Com o tempo, isso pode permitir que algumas respostas voltem a acontecer de forma mais espontânea, sem exigir tanto esforço consciente.
Você não precisa lidar com isso sozinho, e esse tipo de experiência pode ser trabalhado com cuidado e no seu ritmo dentro de um processo terapêutico.
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Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso
Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivenciando pode ser compreendido como uma intensa ativação emocional diante de uma situação que representa mudança, responsabilidade e exposição. O início de um novo emprego pode mobilizar não apenas a realidade atual, mas também conteúdos inconscientes ligados a medo de falhar, insegurança, autocrítica ou experiências anteriores em que você pode ter se sentido incapaz ou sobrecarregado. Assim, a intensidade do que você sente não está relacionada apenas ao trabalho em si, mas ao significado que essa situação assume na sua vida psíquica.
O processo terapêutico pode ajudar a entrar em contato com esses conteúdos de forma mais segura, favorecendo a ampliação da consciência e a integração dessas experiências. Com o tempo, isso tende a reduzir a intensidade das reações e permitir que você se posicione diante dessas situações com mais estabilidade.
Ainda assim, considerando a intensidade dos sintomas físicos e o impacto no seu dia a dia, é importante buscar apoio profissional. Você não precisa enfrentar isso sozinho, e esse tipo de sofrimento tem cuidado e possibilidade de melhora.
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Por que pequenas situações causam reações tão grandes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB
Por que pequenas situações causam reações tão grandes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Determinadas situações do presente podem funcionar como gatilhos, mobilizando experiências emocionais anteriores, como sentimentos de rejeição, abandono ou desvalorização. Assim, a intensidade da reação não está apenas ligada ao evento atual, mas ao conjunto de significados e vivências que ele evoca na psique.
Esse processo pode fazer com que a pessoa vivencie emoções de forma amplificada, como se diferentes camadas emocionais fossem ativadas ao mesmo tempo. O trabalho terapêutico busca justamente ampliar a consciência sobre esses conteúdos, favorecendo sua elaboração e integração, o que pode contribuir para respostas emocionais mais proporcionais e conscientes ao longo do tempo.
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta o apego adulto?
Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta o apego adulto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas vezes, há uma intensidade emocional elevada nas relações, acompanhada de medo de abandono, necessidade de proximidade e, ao mesmo tempo, insegurança quanto à estabilidade do vínculo. Isso pode levar a oscilações entre maior aproximação e afastamento, além de dificuldades em manter uma percepção mais estável do outro e de si na relação.
Esses padrões podem estar relacionados a experiências emocionais anteriores e a conteúdos inconscientes que influenciam a forma de se vincular. O processo terapêutico busca favorecer a ampliação da consciência sobre essas dinâmicas, permitindo que desenvolva formas mais seguras e estáveis de se relacionar ao longo do tempo.
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Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ao oferecer uma escuta atenta, empática e sem julgamentos, o psicólogo cria um espaço seguro para que o paciente possa expressar suas experiências, emoções e conflitos internos. Esse tipo de escuta favorece que conteúdos psíquicos, muitas vezes difíceis de acessar ou verbalizar, possam emergir gradualmente na relação terapêutica. A partir dessa abertura, o paciente tende a se sentir mais compreendido e acolhido, o que contribui para o desenvolvimento de confiança no processo.
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Como lidar com quebra de vínculo de confiança causada por atrasos ou imprevistos do terapeuta?
Como lidar com quebra de vínculo de confiança causada por atrasos ou imprevistos do terapeuta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Situações como atrasos ou imprevistos do terapeuta podem impactar a percepção de confiança, especialmente quando despertam sentimentos de frustração, desvalorização ou insegurança na relação terapêutica.
Nesses casos, é importante que a situação possa ser reconhecida e conversada abertamente no próprio espaço terapêutico. Falar sobre o que foi sentido permite que expresse como foi afetado pela situação e ajuda a fortalecer a transparência na relação.
Quando há abertura para esse diálogo, momentos de tensão ou desconforto podem se tornar oportunidades para fortalecer o vínculo terapêutico, favorecendo maior compreensão mútua e um ambiente de confiança no processo de terapia.
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