Perguntas do paciente (9)

  • Quais são as diferenças na manifestação da comunicação entre homens e mulheres com Transtorno do Esp

    Quais são as diferenças na manifestação da comunicação entre homens e mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Homens com TEA tendem a apresentar déficits mais evidentes na linguagem social, como fala monótona, ecolalia, dificuldades claras em iniciar e manter conversas, literalidade extrema e pouca preocupação em camuflar essas diferenças.
    Mulheres com TEA frequentemente mostram déficits mais sutis ou internalizados, como: compreensão literal de linguagem, dificuldade com nuances sociais e sarcasmo, mas compensadas por camuflagem (masking); imitam expressões e padrões sociais para parecer “normal”; mantêm interesses intensos, porém socialmente aceitos; e podem aparentar sociabilidade superficial, mesmo sentindo grande esforço e exaustão interna.
    Ou seja, nos termos do DSM: ambos apresentam déficits na comunicação social e interação, mas nos homens esses sinais são mais evidentes, enquanto nas mulheres são mais sutis, internalizados e mascarados, tornando o diagnóstico mais difícil.
    Se você quiser explorar essas experiências de forma segura e acolhedora, compreender melhor suas dificuldades e questões existenciais, pode agendar uma consulta comigo; como psicóloga e mulher que também está no espectro autista, posso oferecer uma abordagem humanista que te ajudará a se conhecer mais profundamente, lidar com a ansiedade social, fortalecer a identidade e refletir sobre sentido e propósito na vida.


  • O que acontece quando a mulher autista tenta interagir socialmente, mas não tem sucesso?

    O que acontece quando a mulher autista tenta interagir socialmente, mas não tem sucesso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Quando uma mulher autista tenta interagir socialmente e não consegue se conectar ou ser compreendida, ela frequentemente sente frustração, exaustão emocional e ansiedade, podendo se retraír, duvidar de si mesma ou recorrer à camuflagem ainda mais intensa para tentar se encaixar. Essa experiência repetida pode gerar sensação de inadequação crônica, sobrecarga mental e, em alguns casos, isolamento social, mesmo que ela deseje se relacionar.
    Por este motivo é muito importante um diagnóstico precoce, para intervenções assertivas!
    Se você quiser explorar essas experiências de forma segura e acolhedora, compreender melhor suas dificuldades e questões existenciais, pode agendar uma consulta comigo; como psicóloga e mulher que também está no espectro autista, posso oferecer uma abordagem humanista que te ajudará a se conhecer mais profundamente, lidar com a ansiedade social, fortalecer a identidade e refletir sobre sentido e propósito na vida.


  • Quais são os sinais de autismo em mulheres que podem ser ignorados?

    Quais são os sinais de autismo em mulheres que podem ser ignorados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Em mulheres, os sinais autísticos costumam ser mais internalizados e socialmente adaptados. Assim, em vez de comportamentos evidentes como movimentos repetitivos, linguagem muito formal ou isolamento explícito (mais comuns em homens), aparecem manifestações mais sutis, como: timidez extrema ou retraimento social discreto, interpretado como traço de personalidade; interesses intensos, porém socialmente aceitos (psicologia, animais, literatura, moda, causas sociais); rigidez mental disfarçada de perfeccionismo; controle emocional forçado, com crises apenas em ambientes seguros (casa); imitação naturalizada de expressões e gestos, parecendo sociável, mas de forma aprendida; ansiedade e sobrecarga social crônicas, vistas como sensibilidade ou “drama”; dificuldade de compreender entrelinhas e intenções, mas compensada por observação e memorização de padrões sociais.
    Esses traços são mais sutis porque não destoam fortemente das normas sociais femininas, o que faz com que passem despercebidos por familiares, professores e até profissionais de saúde mental.
    Se você quiser explorar essas experiências de forma segura e acolhedora, compreender melhor suas dificuldades e questões existenciais, pode agendar uma consulta comigo; como mulher que também está no espectro autista, eu posso oferecer uma abordagem humanista que ajuda a se conhecer mais profundamente, lidar com a ansiedade social, fortalecer a identidade e refletir sobre sentido e propósito na vida.


  • Autistas podem ter dificuldades com a compreensão de frases complexas?

    Autistas podem ter dificuldades com a compreensão de frases complexas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Sim. Pessoas autistas podem apresentar dificuldades na compreensão de frases complexas, especialmente aquelas que envolvem metáforas, ironias, duplos sentidos ou construções sintáticas mais elaboradas.
    Essas dificuldades estão contempladas nos critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme o DSM-5-TR e não decorrem, necessariamente, de um déficit de inteligência ou vocabulário, mas sim de uma diferença na pragmática da linguagem, ou seja, na capacidade de entender o sentido contextual, implícito e relacional das frases.


  • Como o autismo pode afetar os relacionamentos amorosos?

    Como o autismo pode afetar os relacionamentos amorosos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    O autismo pode afetar os relacionamentos amorosos porque pessoas no espectro frequentemente têm dificuldades com a comunicação social, compreensão de sinais emocionais e reciprocidade, e apresentam déficits na teoria da mente, ou seja, na capacidade de perceber e entender os pensamentos e sentimentos do parceiro.
    Se você quiser explorar essas experiências de forma segura e acolhedora, compreender melhor suas dificuldades e questões existenciais, pode agendar uma consulta comigo; como psicóloga e mulher que também está no espectro autista, posso oferecer uma abordagem humanista que te ajudará a se conhecer mais profundamente, lidar com a ansiedade social, fortalecer a identidade e refletir sobre sentido e propósito na vida.


  • Como a validação emocional é usada na prática no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como a validação emocional é usada na prática no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Para alguém com TPB, sentir que suas emoções são validadas ajuda a reduzir a raiva, a ansiedade e o medo de abandono, e aumenta a confiança na relação terapêutica, tornando possível trabalhar mudanças comportamentais de forma mais efetiva. Entretatnto, é importante confirmar que o sentimento é legítimo, sem reforçar comportamentos prejudiciais.


  • Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressen

    Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressentimento de que vou morrer cedo. Não é algo que me causa medo ou angústia, é só uma certeza. Mesmo que eu consiga imaginar algum tipo de futuro, não sinto que vou chegar lá. Parece que tem uma parede que eu não sou/serei capaz de atravessar. Esse sentimento tem uns bons anos já. Só decidi perguntar isso aqui depois da minha mãe e da minha amiga, que estava presente na hora, me falarem que eu deveria ter reagido de um jeito diferente quando quase sofri um acidente um dia desses. E acho que elas estavam certas, não senti nenhuma preocupação, desespero ou coisa do gênero. Na hora, apenas aceitei a situação, acho que até pensei um "Então é isso" (mas tudo foi muito rápido, portanto não tenho tanta certeza). Mesmo logo depois, nada mudou, realmente só fiquei mal por ter atrapalhado o dia do motorista. Eu ainda não sei muito bem o que concluir disso... É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Essa sensação de que não vai viver muito e a forma como você reagiu diante de um risco real, sem medo ou desespero, podem estar apontando para algo que merece atenção, não necessariamente algo grave, mas algo que vale ser olhado com cuidado.
    Em alguns casos, isso pode ter relação com um certo apagamento do desejo, um distanciamento emocional, ou mesmo com um humor mais deprimido, mesmo sem tristeza evidente. Às vezes, o corpo e a mente vão se acostumando a um modo de existir mais resignado, como se viver fosse apenas suportar. E isso pode acabar fazendo com que situações de risco sejam recebidas com uma espécie de aceitação silenciosa, como você descreveu.
    Isso não quer dizer que você esteja doente, mas sim que talvez esteja atravessando a vida sem se sentir realmente conectado a ela. E isso importa. Se você quiser, podemos explorar isso juntos com calma. Às vezes, entender de onde vem esse tipo de certeza pode abrir espaço para uma relação mais viva com o presente e com o futuro. Fico à disposição.


  • eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?

    eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Apenas o laudo neuropsicológico não garante o acesso ao direito à CIPTEA.
    Primeiramente você precisa entrar em contato com a prefeitura da sua cidade para se informar sobre quais documentos serão necessários para a CIPTEA. Geralmente solicitam Laudo médico, Documento de identidade com foto, foto 3x4 e comprovante de endereço. O laudo médico é fundamental.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Karen Fagundes

    Baixa autoestima pode ser um sintoma de depressão, mas não necessariamente significa que a pessoa está deprimida. A depressão envolve um conjunto de sintomas, como tristeza persistente, perda de interesse, fadiga, alterações no sono e no apetite, além de pensamentos negativos recorrentes. Se a baixa autoestima vier acompanhada desses sinais, pode ser um indício de depressão e merecer avaliação profissional.
    Talvez a baixa autoestima não seja um "problema a ser resolvido", mas um chamado para olhar para sua existência com mais autenticidade. Como você se percebe? Como tem sido sua relação consigo? E com os outros? A verdadeira transformação não está em tentar encaixar-se num padrão de "autoestima alta", mas em reconhecer-se como um ser em construção, com liberdade para habitar sua própria existência de maneira mais genuína. Que sentido isso faz para você?


Perguntas frequentes

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