Perguntas do paciente (12)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Sinto muito que você esteja passando por isso. O fato de já buscar ajuda no CAPS e usar medicação mostra que você está tentando cuidar de si, mesmo com muita dificuldade. Como os sintomas estão atrapalhando tarefas básicas e sua rotina, talvez seja importante conversar com a equipe do CAPS ou com um psiquiatra sobre a possibilidade de intensificar o acompanhamento e avaliar se uma internação seria adequada no seu caso. Essa decisão precisa ser feita por profissionais, considerando sua segurança e suas necessidades.
    Se puder, peça à sua mãe para ajudar a marcar uma avaliação ou acompanhá-la ao CAPS. Você não precisa resolver tudo de uma vez; o próximo passo pode ser apenas explicar à equipe como você tem se sentido e o quanto está difícil funcionar no dia a dia. Se a situação ficar urgente ou você não se sentir segura, procure uma UPA ou pronto-socorro, ou ligue para o SAMU pelo 192.


  • Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz

    Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Pode acontecer: *dor de cabeça é um efeito colateral relativamente comum da sertralina**, especialmente ao iniciar ou voltar a tomar, e pode melhorar nas primeiras semanas. Porém, como a sua já dura **seis dias**, entre em contato com o médico que prescreveu para confirmar se deve manter a dose e avaliar outras causas. **Não aumente, reduza nem interrompa novamente por conta própria.**

    Enquanto isso, tome apenas conforme foi prescrito, mantenha-se hidratada e evite álcool. Não use remédios para dor se você tiver contraindicações; se precisar, confirme com um profissional ou farmacêutico qual opção é segura para você.

    Procure uma UPA ou pronto-socorro se a dor for muito intensa ou súbita, estiver piorando, ou vier acompanhada de febre, rigidez no pescoço, confusão, desmaio, fraqueza, alteração na visão, vômitos persistentes, agitação intensa ou pensamentos de se machucar. Caso contrário, tente falar com o CAPS ou prescritor ainda hoje ou assim que possível.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    O receio faz sentido: quando certas características fogem do estereótipo do grupo, é natural temer comentários. Mas você não precisa escolher entre **se esconder completamente** e **se exibir**. O caminho costuma ser mostrar-se aos poucos, em ambientes e com pessoas que demonstram respeito.

    Primeiro, tente separar **autenticidade** de necessidade de aprovação. Ser dedicado, inteligente, detalhista, pragmático e cuidadoso com a aparência não é errado nem “menos masculino”. Cuidar da roupa, do cabelo e da aparência pode ser apenas uma forma legítima de expressão e autocuidado.

    Uma estratégia útil é a exposição gradual. Escolha uma qualidade e demonstre-a em uma situação de baixo risco: use uma roupa de que goste, compartilhe uma opinião com alguém confiável ou mostre um projeto sem tentar justificar demais. Depois, observe o que realmente aconteceu, em vez de avaliar apenas o que você imaginou que poderia acontecer. Repita até a ansiedade diminuir.

    Também pode ajudar trocar frases defensivas por frases simples. Em vez de explicar muito por que se veste bem, você pode dizer: **“Eu gosto de me cuidar”**. Se alguém zombar: **“Tudo bem você não gostar; eu gosto”** ou **“Prefiro falar de outra coisa”**. Uma resposta calma e curta costuma proteger melhor seus limites do que tentar convencer a pessoa.

    Ao mesmo tempo, procure não interpretar automaticamente toda reação negativa como inveja. Às vezes é preconceito, imaturidade, incompatibilidade ou apenas uma brincadeira sem noção. O ponto principal não é descobrir a intenção exata, mas perceber se a pessoa respeita seus limites. Quem insiste em ridicularizá-lo talvez não seja um bom ambiente para você se expor.

    Vale ainda observar se o medo está fazendo você evitar quase todas as relações ou se está ligado à depressão e à autoestima. Nesse caso, conversar sobre isso com um psicólogo pode ajudar bastante, especialmente com técnicas de exposição gradual e reestruturação de pensamentos. Você não precisa apagar suas qualidades para evitar rejeição; precisa aprender a oferecê-las com naturalidade e selecionar melhor quem merece conhecê-las.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Ser uma pessoa interessante e atraente — principalmente para si mesma — não depende de parecer perfeita ou agradar todo mundo. Geralmente nasce de **ter curiosidade, presença e uma relação mais gentil consigo**.

    Comece construindo uma vida que tenha pequenos elementos de interesse para você: ouvir músicas novas, aprender algo, observar assuntos que despertam curiosidade, cuidar do corpo, escrever, cozinhar, ler ou sair para lugares diferentes. Não precisa fazer tudo; escolha uma coisa pequena e possível, especialmente nos dias em que a depressão tornar tudo mais difícil.

    Também ajuda desenvolver opiniões próprias. Em vez de tentar descobrir “o que os outros acham interessante”, pergunte: **“O que eu realmente penso? O que me emociona? O que eu gostaria de entender melhor?”** Pessoas atraentes costumam transmitir autenticidade, não uma personalidade fabricada.

    Nas conversas, procure demonstrar interesse genuíno, fazer perguntas e também compartilhar um pouco de si. Escutar bem, ter humor sem humilhar os outros, cumprir o que promete e tratar as pessoas com respeito são qualidades mais marcantes do que tentar impressionar.

    E tente não transformar isso em mais uma cobrança. Você não precisa se tornar interessante para merecer carinho. O objetivo é se conhecer aos poucos e criar uma vida em que você mesma consiga encontrar algum sentido — a atração e as conexões tendem a surgir como consequência, não como obrigação.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    A suspeita de **TOC** costuma fazer sentido quando existe um ciclo de:

    > **pensamento, imagem ou impulso intrusivo e indesejado → ansiedade ou desconforto → ritual para aliviar → alívio breve → retorno da dúvida ou do pensamento.**

    As obsessões não são apenas preocupação com fazer algo bem. Elas costumam ser pensamentos repetitivos, difíceis de controlar e percebidos como excessivos ou indesejados. As compulsões podem ser comportamentos visíveis, como checar, limpar, organizar ou perguntar repetidamente, mas também podem ser mentais, como revisar memórias, repetir frases, fazer cálculos, buscar certeza absoluta ou pedir garantias.

    | Pode apontar mais para TOC | Pode apontar mais para perfeccionismo ou ansiedade, sem necessariamente ser TOC |
    |---|---|
    | Você sente que precisa realizar um ritual para neutralizar um medo ou obter alívio. | Você prefere fazer as coisas de determinado modo, mas consegue flexibilizar sem grande sofrimento. |
    | A dúvida retorna mesmo depois de checar ou receber garantias. | A preocupação diminui quando o problema é resolvido ou quando você recebe informação suficiente. |
    | Os comportamentos ocupam bastante tempo, causam sofrimento ou atrapalham estudos, trabalho, relações e rotina. | O padrão é principalmente uma busca por qualidade, organização ou desempenho, sem rituais compulsivos. |
    | Você reconhece que a resposta é excessiva, mas sente que não consegue resistir. | Você age por escolha ou preferência, e não por uma sensação de obrigação ou ameaça. |

    Não é preciso ter “certeza absoluta” para procurar ajuda. Vale conversar com psicólogo ou psiquiatra quando esses pensamentos e comportamentos são frequentes, consomem cerca de uma hora ou mais por dia, provocam sofrimento relevante, fazem você evitar situações ou prejudicam sua vida. Esse tempo é apenas uma referência clínica, não um requisito obrigatório.

    A impulsividade diante da incerteza, sozinha, não define TOC. Ela pode aparecer em ansiedade, dificuldade de tolerar incerteza, estresse, depressão ou outras condições. O diagnóstico depende de uma avaliação completa, não de uma lista isolada de sintomas. Como você já tem contato com o CAPS, pode levar um registro breve de uma semana: situação, pensamento, comportamento que fez para aliviar, quanto tempo durou e como afetou sua rotina. Evite usar esse registro para checar infinitamente; a finalidade é apenas ajudar o profissional a entender o padrão.

    Há tratamento eficaz para TOC e ansiedade, frequentemente com psicoterapia especializada — como terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta — e, quando indicado, medicação prescrita por profissional. Não tente provocar ansiedade ou interromper rituais intensos sozinho; faça isso com orientação. Se o sofrimento se tornar insuportável ou surgir risco de se machucar, procure psicólogo.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Sim, crenças centrais e intermediárias podem mudar de forma significativa, mas geralmente não no sentido de serem **apagadas para sempre**. O objetivo da terapia costuma ser torná-las menos rígidas, menos convincentes e menos capazes de controlar o comportamento, além de fortalecer crenças alternativas mais realistas e flexíveis.

    Uma crença antiga funciona um pouco como um caminho muito conhecido no cérebro. Mesmo depois de construir um caminho novo, situações de estresse, rejeição, cansaço, perdas ou sintomas depressivos podem fazer a pessoa voltar temporariamente ao caminho antigo. Isso não significa que todo o trabalho foi perdido. Significa que a crença antiga ainda pode ser ativada em determinadas condições, mas a pessoa pode reconhecê-la mais rapidamente, acreditar menos nela e escolher uma resposta diferente.

    Por exemplo, alguém pode passar de “sou incapaz” para “tenho dificuldades em algumas situações, mas também consigo aprender e realizar coisas”. Em um dia muito difícil, o pensamento antigo pode reaparecer. A mudança não exige nunca mais pensar “sou incapaz”; ela aparece quando esse pensamento deixa de ser tratado como um fato absoluto e passa a ser visto como uma interpretação influenciada pelo estado emocional.

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  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Sim, crenças centrais e intermediárias podem mudar de forma significativa, mas geralmente não no sentido de serem **apagadas para sempre**. O objetivo da terapia costuma ser torná-las menos rígidas, menos convincentes e menos capazes de controlar o comportamento, além de fortalecer crenças alternativas mais realistas e flexíveis.

    Uma crença antiga funciona um pouco como um caminho muito conhecido no cérebro. Mesmo depois de construir um caminho novo, situações de estresse, rejeição, cansaço, perdas ou sintomas depressivos podem fazer a pessoa voltar temporariamente ao caminho antigo. Isso não significa que todo o trabalho foi perdido. Significa que a crença antiga ainda pode ser ativada em determinadas condições, mas a pessoa pode reconhecê-la mais rapidamente, acreditar menos nela e escolher uma resposta diferente.

    Por exemplo, alguém pode passar de “sou incapaz” para “tenho dificuldades em algumas situações, mas também consigo aprender e realizar coisas”. Em um dia muito difícil, o pensamento antigo pode reaparecer. A mudança não exige nunca mais pensar “sou incapaz”; ela aparece quando esse pensamento deixa de ser tratado como um fato absoluto e passa a ser visto como uma interpretação influenciada pelo estado emocional.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Sim — **você deve procurar ajuda, de preferência hoje**. O vazio, a perda de vontade, a sensação de desconexão e principalmente os pensamentos de “acabar com tudo” merecem ser levados a sério. Isso não é algo que você precise suportar sozinho, e existe tratamento.

    Agora, por favor, **conte à sua mãe ou a outra pessoa de confiança exatamente o que está acontecendo**, peça para ela ficar com você e não permaneça sozinho. Vá a uma **UPA ou pronto-socorro** para uma avaliação, ou ligue para o **SAMU (192)** se sentir que pode agir contra si mesmo ou não consegue se manter seguro. Você também pode ligar gratuitamente para o **CVV (188)**, 24 horas.

    Até conseguir atendimento, afaste-se de qualquer coisa que possa ser usada para se machucar e fique em um lugar acompanhado. Não precisa resolver sua vida nem planejar o futuro agora; o próximo passo é apenas **passar por este momento com outra pessoa e chegar a um atendimento**.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    A sua conclusão é compreensível: quando várias pessoas se afastam, criar distância parece uma maneira de evitar novas perdas. **Ser autossuficiente é uma qualidade; acreditar que precisa ser completamente autossuficiente para nunca sofrer pode virar isolamento.**

    Relacionamentos não valem apenas porque duram para sempre. Eles também podem oferecer companhia, troca, aprendizado, afeto e momentos significativos durante o período em que existem. O fato de alguém mudar de cidade, começar um namoro ou priorizar o trabalho não significa necessariamente que o vínculo foi falso; às vezes ele apenas muda de forma. Ainda assim, é legítimo sentir tristeza e não querer manter a mesma proximidade.

    Você não precisa escolher entre depender dos outros e não precisar de ninguém. Uma posição mais equilibrada seria: **“Eu consigo ficar bem comigo, mas permito que algumas pessoas façam parte da minha vida.”** Assim, um amigo não precisa preencher todas as lacunas, e o afastamento de uma pessoa não precisa significar a perda de todo o seu apoio.

    Pode ajudar investir de maneira gradual e seletiva: observar reciprocidade, não oferecer mais intimidade do que a relação comporta, manter interesses e rotina próprios, cultivar mais de um vínculo e aceitar que diferentes amizades têm diferentes níveis de profundidade. Também é importante diferenciar “as pessoas vão embora” de “toda relação está destinada a me abandonar”; a primeira frase reconhece uma realidade da vida, enquanto a segunda pode ser uma previsão dolorosa criada pelas experiências anteriores.

    Você não precisa obrigar-se a confiar rapidamente nem manter relações que fazem mal. Mas talvez não seja necessário desistir de todas as conexões para se proteger de algumas perdas. O objetivo pode ser construir vínculos suficientemente bons, com liberdade para que cada pessoa tenha sua própria vida e com espaço para você continuar sendo você mesmo.

    Se esse desejo de se afastar vier acompanhado de desesperança intensa, sensação de não valer a pena continuar ou pensamentos de se machucar, procure apoio imediato de alguém de confiança, procure um psicólogo, UPA ou seu médico de confiança.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Sua preocupação é legítima. Vou explicar como escolher um profissional que consiga acolher a não monogamia consensual sem tratá-la automaticamente como problema.

    Em geral, terapeutas de casal têm formação para trabalhar temas como comunicação, confiança, ciúme, acordos, conflitos e intimidade. Porém, nem todos têm preparo ou uma postura acolhedora em relação à não monogamia consensual, Por isso, se possível, vale procurar alguém que mencione experiência com relacionamentos abertos, não monogamia consensual, poliamor ou abordagem sex-positive.

    O mais importante não é apenas o profissional conhecer o “nicho”, mas não partir da ideia de que a monogamia é o único modelo saudável ou que a abertura é automaticamente sinal de crise. Um terapeuta competente deve ajudar vocês a compreender a dinâmica de vocês, sem tentar convertê-los a outro modelo de relacionamento.

    Antes de marcar, vocês podem enviar uma mensagem simples, por exemplo:

    Estamos em um relacionamento aberto há alguns anos e gostaríamos de fazer terapia de casal para trabalhar dúvidas e dilemas que surgem na nossa dinâmica. Você tem experiência com não monogamia consensual? Como costuma conduzir casos assim?”

    Também vale observar se a resposta é respeitosa e específica. Perguntem se o profissional consegue trabalhar temas como ciúme, limites, comunicação, acordos, mudanças de desejo, diferenças entre os parceiros e possíveis relações externas sem presumir que alguém está “errado”.

    Na primeira sessão, vocês podem avaliar se se sentem escutados, se ambos têm espaço para falar e se o terapeuta demonstra curiosidade em vez de julgamento. Caso ele trate a abertura como desvio, tente impor a monogamia como solução ou desconsidere os acordos de vocês, é perfeitamente aceitável procurar outro profissional.

    Portanto, não é obrigatório encontrar alguém exclusivamente especializado, mas uma indicação de profissional com experiência nesse campo pode economizar tempo e aumentar a chance de vocês se sentirem compreendidos. Se houver questões individuais importantes, terapia individual complementar também pode ser útil, desde que os profissionais respeitem os acordos e a privacidade do casal.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    A TCC atua nesses três pontos simultaneamente porque eles costumam se alimentar em um ciclo fechado. A baixa autoestima fornece as crenças de desvalia ("não sou capaz", "ninguém vai gostar de mim"), que ativam a ansiedade social nos momentos de interação ("vão perceber que sou inadequado") e culminam na depressão quando a pessoa se isola e perde o contato com fontes de satisfação.

    ​Em vez de tratar cada problema como um compartimento isolado, a TCC foca na estrutura cognitiva e nos comportamentos que mantêm esse ciclo ativo.

    ​O Ciclo de Manutenção ​Crenças Núcleo e Esquemas: A baixa autoestima funciona como a fundação vulnerável. Ideias centrais sobre si mesmo moldam a interpretação de qualquer evento interpessoal. ​Hipervigilância e Esquiva: Em situações sociais, a ansiedade dispara previsões de julgamento ou rejeição, levando à esquiva ou ao uso de "comportamentos de segurança" (como evitar contato visual ou falar pouco). ​Desamparo e Isolação: A esquiva social previne experiências corretivas. Com o tempo, a falta de conexão e a sensação de fracasso alimentam sentimentos de desamparo e sintomas depressivos. ​Estratégias Integradas na Prática ​Reestruturação Cognitiva Focal: Identificação dos pensamentos automáticos negativos (PANs) comuns às três condições (ex.: leitura mental, catastrofização e personalização). O trabalho consiste em examinar as evidências reais dessas interpretações e flexibilizar distorção cognitiva.


  • Tomo fluoxetina a 3 meses, ainda tenho ansiedade, é normal isso?

    Tomo fluoxetina a 3 meses, ainda tenho ansiedade, é normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karina Melo

    Boa tarde,
    . A doença é uma produção do próprio ser humano que adoece, ao interpretar o mundo exterior pelo seu mundo interior. Adoecemos porque não conseguimos controlar as emoções. Algumas pessoas não conseguem ver saída para os seus problemas. Procure um profissional da psicologia para te ajudar ver as várias possibilidades do pensar e do agir.


Perguntas frequentes

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