Perguntas do paciente (13)

  • O que é necessário para desenvolver o autoconhecimento?

    O que é necessário para desenvolver o autoconhecimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    Desenvolver o autoconhecimento não começa com respostas prontas, mas com a disposição de se auto-observar com honestidade. É preciso criar pausas para escutar o que sentimos, perceber nossos padrões de comportamento, nossas reações emocionais e as histórias que contamos sobre nós mesmos. Esse processo costuma envolver desconforto, porque olhar para si inclui reconhecer limites, fragilidades e contradições. Por isso, muitas vezes o acompanhamento terapêutico é um facilitador importante: ele oferece um espaço seguro para elaborar essas descobertas, dar sentido às experiências vividas e transformar a consciência de si em escolhas mais alinhadas com quem se é hoje e não apenas com quem aprendemos a ser.


  • Qual a importância do autoconhecimento para as relações pessoais e profissionais?

    Qual a importância do autoconhecimento para as relações pessoais e profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    O autoconhecimento é fundamental porque influencia diretamente a forma como nos relacionamos. Quando compreendemos nossas emoções, limites, expectativas e feridas, conseguimos nos comunicar com mais clareza e assumir responsabilidade pelas nossas reações, em vez de projetá-las no outro. Nas relações pessoais, isso favorece vínculos mais honestos e menos repetição de conflitos. No contexto profissional, amplia a capacidade de lidar com frustrações, feedbacks e diferenças, além de ajudar na tomada de decisões mais conscientes. Pessoas que se conhecem tendem a se posicionar melhor, escolher relações mais saudáveis e construir ambientes de convivência mais equilibrados consigo mesmas e com os outros.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    Sim, faz sentido e muitas vezes faz muita diferença.
    O luto é uma experiência profundamente humana, mas nem sempre é possível atravessá-lo sozinho. A ajuda de um profissional de saúde mental oferece um espaço seguro para expressar a dor, organizar sentimentos confusos e dar sentido à perda sem pressa ou julgamentos. A psicoterapia não tem como objetivo “apagar” a saudade, mas ajudar a pessoa a integrar a ausência à própria história, evitando que o sofrimento se transforme em isolamento, culpa ou adoecimento emocional. Buscar apoio é um gesto de cuidado consigo mesmo, especialmente quando a dor começa a interferir na vida, nas relações ou na capacidade de seguir adiante.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    Sim, é normal.
    A morte de um filho é uma perda que atravessa a vida inteira, não segue um prazo e não se encerra com o passar dos anos. O tempo não apaga o vínculo, nem a dor ligada a ele. Chorar ao falar sobre essa perda, mesmo após muitos anos, não significa que algo esteja “errado” ou que o luto não foi elaborado; significa que o amor permanece e que essa história continua sendo sensível.
    O que costuma mudar ao longo do tempo não é a ausência da dor, mas a forma como ela é integrada à vida. Quando o sofrimento ainda é muito intenso ou difícil de ser compartilhado, pode ser um sinal de que essa dor precisa de um espaço de escuta mais cuidadoso. A psicoterapia pode ajudar a acolher esse luto sem tentar silenciá-lo, permitindo que a memória e a saudade existam sem que isso machuque de forma tão avassaladora.
    Cada luto é único e o seu merece ser respeitado.


  • Minha minha sogra morreu há três anos, mas meu esposo não se recuperou. Como ajudá-lo?...

    Minha minha sogra morreu há três anos, mas meu esposo não se recuperou. Como ajudá-lo?...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    A morte de uma mãe pode deixar marcas muito profundas, e três anos não significam que o luto “deveria” estar resolvido. Para algumas pessoas, o sofrimento permanece porque a perda não conseguiu ser elaborada, seja pela forma como aconteceu, pelo vínculo que existia ou pelas circunstâncias de vida que não permitiram que a dor fosse vivida com espaço.
    Como parceira, a principal ajuda que você pode oferecer não é tentar “fazer ele melhorar”, mas acolher sem pressionar. Evite frases que minimizem a dor ou sugiram que já passou tempo demais. Muitas vezes, o que mantém o luto congelado é justamente a sensação de que não se pode mais falar sobre ele. Estar disponível para ouvir mesmo quando ele repete as mesmas histórias ou sentimentos, já é uma forma importante de cuidado. A repetição faz parte do processo de elaboração da perda.
    Também é fundamental reconhecer os seus próprios limites. Você pode apoiar, mas não substituir o trabalho que precisa ser feito por ele. Incentivar, com delicadeza, a busca por acompanhamento psicológico pode ser um passo importante, especialmente se o luto estiver interferindo no humor, nas relações, no trabalho ou na capacidade de viver o presente. A terapia pode ajudá-lo a dar lugar à perda sem que ela ocupe tudo.
    Ajudar alguém em luto não é acelerar o processo, mas caminhar ao lado, respeitando o tempo dele e cuidando para que você também não se anule nesse percurso.


  • Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais a

    Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais atenção aos sinais, de ter falado menos sobre mim, e mais sobre ele, ter o ouvido mais, ter sido uma pessoa melhor...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    A perda inesperada costuma deixar feridas mais profundas justamente porque vem acompanhada de perguntas sem resposta e de muitos “e se…”. A culpa é uma reação comum nesse tipo de luto: a mente tenta voltar ao passado na tentativa de encontrar algum controle sobre o que aconteceu. Mas essa culpa geralmente nasce do amor, do vínculo e do desejo de que a história tivesse sido diferente não de uma falha real.
    'Superar' uma perda assim não significa esquecer ou deixar de sentir, e sim elaborar o que foi vivido, incluindo a dor, a saudade e esses sentimentos de responsabilidade que aparecem depois. É importante lembrar que ninguém se relaciona sabendo que o tempo vai acabar de forma abrupta. Fazemos o que é possível com os recursos emocionais que temos naquele momento. Na psicoterapia, esse luto pode ser cuidado com mais profundidade, ajudando a ressignificar a culpa, integrar a perda à própria história e permitir que a lembrança dessa pessoa exista sem tanto sofrimento. O caminho não é apagar o vínculo, mas transformá-lo para que a vida possa seguir, com mais gentileza consigo mesma.


  • Como faço pra resolver o medo do "vazio" pós morte?

    Como faço pra resolver o medo do "vazio" pós morte?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    O medo do “vazio” pós-morte costuma aparecer quando entramos em contato com a finitude não só da vida, mas do sentido, dos vínculos e da continuidade do que somos. Ele não é sinal de fraqueza nem de falta de fé é um medo profundamente humano, que surge quando a mente tenta imaginar algo que, por definição, escapa à experiência.
    Esse medo não se resolve tentando encontrar respostas definitivas sobre o que vem depois. Geralmente, ele se suaviza quando conseguimos nos ancorar mais na vida que está acontecendo agora. O vazio assusta menos quando a existência ganha densidade: vínculos significativos, experiências que fazem sentido, possibilidade de sentir, criar, amar e deixar marcas afetivas. Muitas vezes, o medo da morte fala mais sobre o medo de não ter vivido plenamente do que sobre a morte em si.
    Na psicoterapia, esse tema pode ser cuidado com profundidade, ajudando a diferenciar o vazio como fantasia do vazio como experiência emocional que muitas vezes está ligada a perdas, lutos não elaborados ou momentos de desconexão consigo mesmo. Ao dar nome a isso, o medo deixa de ser algo difuso e passa a ser compreendido.
    Você não precisa “eliminar” esse medo para seguir vivendo. Em geral, o caminho é aprender a conviver com a incerteza, fortalecendo o sentido da vida possível, aqui e agora. Quando a vida ganha lugar, a ideia do vazio perde força.


  • Perdi uma pessoa que amo muito há quase 2 meses, perdi a vontade de viver, de sair, e até a fome eu

    Perdi uma pessoa que amo muito há quase 2 meses, perdi a vontade de viver, de sair, e até a fome eu perdi. Preciso de alguma coisa pra melhorar, pois tenho um bebê de 11 meses que precisa de mim, e pessoas que me amam. Tenho 20 anos, as vezes sinto angústia por ele ter nos deixado. Sinto culpa também mesmo estando longe e desligada do motivo da morte. Só quero viver, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    O que você está vivendo é uma reação normal a esse tipo de perda, tão importante para você. É normal, especialmente quando a perda é recente, significativa e atravessa um momento tão sensível da vida como a maternidade. A perda da vontade de sair, de comer e até de sentir prazer nas coisas não significa que você não queira viver, significa que sua energia psíquica está profundamente tomada pela dor. E a culpa e a angústia que aparecem, mesmo sem relação direta com a morte, são reações muito comuns no luto. A mente tenta encontrar explicações para algo que foi grande demais para ser compreendido.
    O fato de você dizer “só quero viver” é muito importante. Isso mostra que, apesar do sofrimento, existe em você um desejo de cuidado por você, pelo seu bebê e pelos vínculos que permanecem. O luto não precisa ser atravessado sozinho, ainda mais quando começa a comprometer o apetite, o ânimo e o funcionamento diário. Procurar ajuda psicológica agora não é exagero nem fraqueza é uma forma de amparo para que essa dor não se transforme em adoecimento.
    Você não precisa “dar conta” sozinha nem se cobrar força o tempo todo. Seu bebê precisa de você viva e você também merece ser cuidada. Com acompanhamento adequado, é possível atravessar esse momento, elaborar a perda e, aos poucos, reencontrar sentido e presença na vida, sem apagar o amor que existiu.


  • Bom dia, alguém que terminou recentemente um relacionamento tóxico e está sofrendo absurdamente as f

    Bom dia, alguém que terminou recentemente um relacionamento tóxico e está sofrendo absurdamente as fases iniciais como o luto, sem apetite, com insônia, pensamentos negativos, é recomendado o uso de algum tipo de medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    O término de um relacionamento tóxico pode desencadear um luto intenso, com sintomas físicos e emocionais muito parecidos com os que você descreve: falta de apetite, insônia, pensamentos negativos, angústia e sensação de desorganização interna. Isso, por si só, não significa automaticamente que seja necessário usar medicação.
    Em muitos casos, esses sintomas tendem a se reorganizar quando a pessoa tem espaço para elaborar a perda, compreender a dinâmica da relação e reconstruir a própria identidade fora daquele vínculo. A psicoterapia costuma ser o primeiro e principal cuidado nesse momento, justamente para ajudar a atravessar essa dor sem silenciá-la.
    O uso de medicamentos pode ser indicado em algumas situações específicas, quando os sintomas são muito intensos, persistentes ou começam a comprometer gravemente o funcionamento diário (sono, alimentação, trabalho, risco emocional). Essa avaliação deve ser feita por um médico psiquiatra, de forma cuidadosa e individualizada. Medicação não “cura” o luto, mas pode, quando bem indicada, oferecer sustentação para que a pessoa consiga se cuidar e seguir em tratamento.
    O mais importante é não banalizar o sofrimento nem tentar resolvê-lo sozinho. Buscar ajuda profissional é um passo de responsabilidade emocional e não de fragilidade. Cada caso pede uma escuta atenta para decidir qual tipo de cuidado é necessário naquele momento.


  • Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alg

    Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alguém, mas no de desvincilações simbólicas com os objetos que interagimos ao longo da vida — amores platônicos, mudanças de cidade etc. Sinto "ressaca afetiva" de coisas simples e pareço ficar triste por perdas bobas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    A elaboração do luto não se restringe à morte concreta de alguém, mas a qualquer ruptura significativa de vínculo. Sempre que algo que nos organizava internamente deixa de existir (um lugar, uma relação importante, um vínculo, uma versão da vida ou uma fase específica...) o psiquismo precisa trabalhar para se reorganizar. Esse trabalho é o luto.
    O processo envolve reconhecer a perda, permitir-se sentir o impacto afetivo dela e, aos poucos, deslocar o investimento emocional que estava ali para outras experiências possíveis. A chamada “ressaca afetiva” costuma surgir quando essas perdas são desautorizadas quando dizemos a nós mesmos que “não era nada demais” ou que “não deveríamos ficar assim”. O afeto, então, não encontra simbolização suficiente e se manifesta como tristeza, sensibilidade excessiva ou cansaço emocional.
    Não se trata de perdas bobas, mas de vínculos que tiveram sentido naquele momento da vida. Elaborar esses lutos simbólicos é justamente dar lugar ao que foi importante, para que a despedida aconteça de forma mais integrada e saudável.


  • Minha mãe faleceu há 4 meses e sinto vontade de chorar todos os dias quando penso nela, mesmo pensan

    Minha mãe faleceu há 4 meses e sinto vontade de chorar todos os dias quando penso nela, mesmo pensando só nos momentos bons que vivemos, sinto uma angústia muito grande por saber que tudo acabou.É normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    Sim, é normal e, sobretudo, é compreensível.
    O vínculo materno é estruturante, atravessa a vida inteira, e a consciência de que “não haverá mais” costuma doer tanto quanto a própria saudade. Chorar ao lembrar dos momentos bons não significa que algo esteja errado, muitas vezes, é justamente o amor e a dimensão do vínculo que fazem a angústia aparecer com tanta força.
    No luto, alegria e dor caminham juntas. As boas lembranças podem intensificar o sofrimento porque evidenciam a ausência definitiva. Essa sensação de que “tudo acabou” é uma das faces mais difíceis do processo, e costuma vir acompanhada de um vazio profundo, que não se resolve rapidamente. Com o tempo (e com espaço para sentir e elaborar) essa dor tende a se transformar, não desaparecer, mas encontrar um lugar menos avassalador dentro da vida.
    Você não está exagerando nem “demorando demais”. Está vivendo um luto legítimo. Se essa angústia estiver muito intensa ou solitária, buscar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse momento com mais cuidado e menos peso. Você não precisa dar conta disso sozinha.


  • Eu não me sinto à vontade em falar. Eu tenho vergonha, eu nem sequer sei que especialidade eu devo p

    Eu não me sinto à vontade em falar. Eu tenho vergonha, eu nem sequer sei que especialidade eu devo procurar. Eu fico pensando que isso seria só fraqueza e vaidade. Será que teria algum tipo de assistência, algum tipo de lugar onde eu pudesse me questionar? Eu não consigo mais resolver minha vida só eu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    O que você descreve não é fraqueza nem vaidade é sofrimento. E sofrimento precisa de cuidado.
    A vergonha e a dificuldade de falar costumam aparecer justamente quando a dor ficou grande demais para ser carregada sozinho. Muitas pessoas chegam ao atendimento dizendo exatamente isso: “eu não sei nem por onde começar” e isso já é um começo.
    Não é necessário saber “o que você tem” ou qual especialidade procurar com precisão. Um psicólogo ou psicóloga é um profissional preparado para oferecer esse primeiro espaço de escuta, onde você pode se questionar, organizar o que sente e compreender o que está acontecendo com você, no seu tempo. A terapia não exige discursos prontos, nem força emocional, ela existe justamente para quando não se dá mais conta sozinho.
    Reconhecer que precisa de ajuda não diminui você ao contrário, é um gesto profundo de honestidade e cuidado consigo mesmo. Você não precisa passar por isso sem apoio. Há, sim, lugares e profissionais preparados para caminhar ao seu lado nesse momento.


  • Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade

    Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade de falar com ninguém, porque essa Angústia que sinto, essa vontade de explodir e pelo contrário me implodo? Porque nunca término nada que começo, porque tenho tanto medo de conflito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Karine Meneguim

    Essas perguntas que você traz já dizem muito sobre o que está acontecendo dentro de você. Sentir que não pertence, se calar com frequência, conviver com uma angústia constante e perceber um movimento de “implodir” em vez de se expressar costuma estar ligado a experiências emocionais que, em algum momento, precisaram ser contidas para que fosse possível seguir. Quando sentimentos não encontram espaço para serem nomeados ou acolhidos, eles tendem a se voltar para dentro, gerando cansaço, medo de conflito, dificuldade de sustentar escolhas e de concluir o que se inicia.
    Esse tipo de sofrimento não se resolve com força de vontade ou explicações rápidas. Ele pede um espaço de escuta onde essas perguntas possam ser exploradas com cuidado, respeitando sua história, seus vínculos e a forma como você aprendeu a se proteger emocionalmente. A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões, dar sentido à angústia e construir, pouco a pouco, maneiras mais seguras de se expressar e de se colocar no mundo. Não se trata de “consertar” quem você é, mas de entender o que fez você precisar ser assim e o que ainda pode mudar.


Autor

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.