Perguntas do paciente (7)

  • Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a

    Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    O que você descreve parece muito com angústia e ansiedade. Algo como uma sensação de ameaça sem causa clara, culpa “sem crime” e medo de perder alguém. Isso pode aparecer mesmo quando não há um perigo real naquele momento, porque a ansiedade pode agir como um alarme interno que fica ligado demais.
    Numa leitura psicanalítica, esse “fiz algo errado sem ter feito” pode lembrar uma culpa difusa, como se uma parte muito exigente de você ficasse cobrando o tempo todo. E o medo de acontecer algo ruim pode ser uma forma de a angústia pedir endereço no corpo e no pensamento. Isso não significa que você esteja “inventando”; significa que você está sofrendo de verdade.
    O mais importante agora é contar isso exatamente assim para sua psicóloga ou psiquiatra. Diga quando começa, o que sente no peito, quais pensamentos vêm, e se piora em momentos de separação ou preocupação com a família. Uma escuta atenta, principalmente de uma psicóloga, pode te ajudar a investigar melhor esses sintomas e elabora-los.


  • O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    Pensando de acordo com a psicanálise, o desmentido é um mecanismo psíquico em que a pessoa, ao mesmo tempo, reconhece e nega uma realidade que lhe é dolorosa. Em outras palavras: ela até percebe algo, mas recusa dar pleno valor a esse saber para não entrar em contato com uma angústia muito intensa. Isso pode afetar a pessoa ao manter um conflito interno, gerar confusão, repetir situações de sofrimento e dificultar a elaboração do que foi vivido. Na clínica, o desmentido costuma aparecer como uma forma de proteção diante de algo que ainda não pode ser suportado.


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    Quando a confiança aparece como “tudo ou nada” no TPB, não é exagero ou “drama”; é uma forma de o psiquismo tentar se proteger de uma angústia muito intensa, sobretudo ligada ao medo de abandono.
    Pensando numa leitura psicanalítica, muitas vezes há dificuldade em sustentar que o outro pode ser bom e falho ao mesmo tempo. Para não entrar em colapso diante dessa ambivalência, o psiquismo recorre à clivagem: em certos momentos, o outro é vivido como totalmente seguro, acolhedor, quase indispensável; em outros, diante de uma frustração ou sinal de distância, passa a ser sentido como alguém que ameaça, decepciona ou vai embora.
    Essa oscilação não acontece por escolha consciente. Ela costuma emergir quando algo toca experiências mais profundas de insegurança ou perda. Pequenos gestos, como: um atraso, uma resposta mais fria, um silêncio... podem ganhar um peso enorme, como se confirmassem um risco maior.
    Por isso, a confiança não vai se construindo aos poucos; ela tende a subir muito rápido e cair muito rápido. É uma tentativa de garantir vínculo e, ao mesmo tempo, evitar a dor de se sentir desamparada.
    O trabalho terapêutico, com o tempo, vai ajudando a dar mais continuidade ao "outro dentro de si". Ou seja, poder confiar sem precisar idealizar totalmente, e suportar falhas sem que isso vire prova de abandono. Isso não se resolve de uma vez, mas pode ir se tornando mais estável e menos sofrido.


  • Qual a melhor abordagem psicoterápica indicada para pessoas narcisistas? Seria um psicólogo especial

    Qual a melhor abordagem psicoterápica indicada para pessoas narcisistas? Seria um psicólogo especialista em TCC, ou em Psicanálise, ou Gestalt, ou algum outro? Qual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    Primeiramente seria interessante saber um pouco mais sobre o que você chama de "pessoas narcisistas". Seguindo as orientações psicanalíticas, narcisismo é um tempo, ou uma fase, em que passamos todos nós, e que serve como base para consolidação da nossa ideia de Eu. Não há, de fato, uma abordagem que seja mais indicada para cada coisa. Eu indicaria que você buscasse o profissional com quem você se identifica e que possa conduzir uma análise, ou uma terapia, no sentido de aprofundar um pouco mais nessa questão e, consequentemente, nas elaborações sobre o próprio narcisismo num contexto mais próprio e singular.


  • Vícios em jogos de azar online, deveria procurar um médico em que especialidade?

    Vícios em jogos de azar online, deveria procurar um médico em que especialidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    Como esse vício está interferindo na sua vida?
    Falar um pouco mais sobre isso, buscando lançar luz às posíveis causas, pode ajudar muito a compreender a questão e até encontrar as direções para resolvê-la. Uma psicóloga/psicanalista pode contribuir muito nesse sentido.


  • Psicanalistas comentam muito sobre a possibilidade de um corte da sessão por parte do psicanalista,

    Psicanalistas comentam muito sobre a possibilidade de um corte da sessão por parte do psicanalista, muitas vezes necessário inclusive, mas hoje quem encerrou a sessão fui eu depois de algumas colocações importantes que ele fez e ele aceitou naturalmente. Fiquei depois com essa dúvida é previsto tb o paciente interromper a sessão de psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    É possível sim. Cada caso é um caso, assim como em cada sessão se faz uma análise. O corte, quando feito pelo analista, deve servir a algum propósito (ou objetivo), de que, em alguma medida, o analisando possa refletir um pouco mais sobre o que estava sendo dito até ali, ou para dar luz à alguma fala específica. No seu caso, quando fizestes o corte da sessão, fizestes por qual motivo? É uma boa questão a se fazer, pode refletir no seu processo de análise :)


  • Gente estou um poço de tarja preta, tenho TAG, e já faço tratamento há 5 meses com desvenlafaxina150

    Gente estou um poço de tarja preta, tenho TAG, e já faço tratamento há 5 meses com desvenlafaxina150mg pela manhã, e a noite tomo 10gts de clonazepam e 1 comp. de quetiapina pra poder dormir bem. Porém estava tendo déficit de memórias e meu médico passou RItalina de 10mg. Informei da minha preocupação com tantos remédios, mas ele falou que é necessário.
    Isso está correto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laís Comini

    Como você se sente? Fazer uso de medicação pode ajudar sim a amenizar alguns sintomas, mas é importante que você tenha um espaço para elaborar sobre eles. Tomar consciência das causas que te levaram ao estado em que está pode ser de grande ajuda no que se refere à ansiedade ligada aos seus sintomas.


Perguntas frequentes

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