Perguntas do paciente (12)
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Olá, e a pergunta é: minha mãe que já está com 85 anos, sempre vem alegando não ter vontade de comer
Olá, e a pergunta é: minha mãe que já está com 85 anos, sempre vem alegando não ter vontade de comer, não sente fome, gostaria de saber se posso oferecer a ela Sustagen, será que faz mau? Ela já tem acompanhamento e toma remédios de pressão e colesterol, fora isso está bem. Mas como disse meio desanimada para comer, come mas sem vontade? O que aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação com a falta de apetite e infelizmente é uma queixa muito comum em idosos! Antes de iniciarmos uma suplementação, precisamos realizar uma avaliação extensa para entender o motivo da perda de apetite, que pode ser desde problemas na dentição, no paladar, até depressão ou problemas de memória, até mesmo outras doenças a serem investigadas. Também é importante tentarmos ajustar outros aspectos da dieta e da alimentação. Após tudo isso, muitas vezes precisamos mesmo realizar a suplementação, desde que as condições do paciente permitam, seja com o sustagen ou outras marcas, porém isso deve ser feito sempre após a avaliação médica e, se possível, nutricional. Espero ter ajudado!
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Estou com uma dúvida, minha vó está prestes a a completar 90 anos e ela intensificou esquecimento
Estou com uma dúvida, minha vó está prestes a a completar 90 anos e ela intensificou esquecimento nos últimos 3 meses e teima que falamos ou não falamos tal coisa, cria até cenários, sei que a idade dela é comum não ter memória ótima, mas neste caso há necessidade de uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é importante que sua avó passe por uma avaliação médica, pois o agravamento do esquecimento em poucos meses, junto com a confusão sobre eventos e criação de cenários, pode indicar algo além do envelhecimento natural.
Embora a memória tenda a piorar com a idade, o esquecimento comum não costuma causar desorientação ou alteração de fatos. O surgimento repentino desses sintomas pode estar relacionado a demência (como Alzheimer), depressão, efeitos colaterais de medicamentos, deficiência de vitamina B12, infecções ou problemas metabólicos, alguns dos quais podem ser reversíveis.
É importante observar sinais como dificuldade para lembrar eventos recentes, repetição de perguntas, troca de palavras, desorientação em locais familiares e mudanças de humor ou comportamento.
O ideal é que um geriatra ou neurologista faça uma avaliação, incluindo testes cognitivos e exames laboratoriais, para identificar a causa e determinar se há possibilidade de tratamento ou controle dos sintomas. Quanto mais cedo for diagnosticada, melhores as chances de melhorar a qualidade de vida dela.
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Meu pai é idoso e costuma falar muito sozinho, porém frases bem desconexas e muitas vezes de conteúdo
Meu pai é idoso e costuma falar muito sozinho, porém frases bem desconexas e muitas vezes de conteúdo sexual. Parece perder a noção que há pessoas por perto. Ele se recusa a procurar ajuda profissional. O que poderia ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comportamento do seu pai pode estar relacionado a alterações neurológicas, como demência frontotemporal, Alzheimer ou outro tipo de declínio cognitivo, já que essas condições afetam o controle dos impulsos e a percepção social. Também pode estar ligado a efeitos colaterais de medicamentos, ansiedade, solidão ou transtornos psiquiátricos.
Para ajudá-lo, é importante observar outros sinais, como esquecimentos frequentes, mudanças de humor e dificuldades em atividades diárias. Tente abordar o assunto com paciência, sem confrontá-lo diretamente, pois a recusa ao tratamento é comum em idosos. Manter uma rotina estruturada pode ajudar a reduzir confusão mental, e incentivar interações sociais pode evitar o agravamento do quadro.
Se os sintomas persistirem ou piorarem, mesmo sem a aceitação dele, um médico geriatra ou neurologista pode ser essencial para investigar a causa e buscar formas de ajudá-lo a aceitar ajuda
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É possível a pressão arterial normalizar com hábitos saudáveis e perda de peso e o médico retirar
É possível a pressão arterial normalizar com hábitos saudáveis e perda de peso e o médico retirar o remédio de hipertensão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a pressão arterial pode normalizar com hábitos saudáveis, e em alguns casos, o médico pode reduzir ou suspender a medicação. A perda de peso, aliada a uma alimentação equilibrada (rica em vegetais, frutas e com pouco sal), pode ter um impacto significativo no controle da pressão. Além disso, exercícios físicos regulares, a redução do estresse, um sono de qualidade e evitar álcool e cigarro também contribuem para a estabilização da pressão arterial.
Porém, é fundamental não suspender o remédio por conta própria. A hipertensão pode ser crônica, e nem todos os pacientes conseguem manter a pressão controlada apenas com mudanças no estilo de vida. O médico deve acompanhar o processo, ajustando a medicação conforme necessário. Se a pressão se mantiver estável por um período, a retirada do remédio pode ser avaliada com segurança.
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Tenho ansiedade, mas não vou no médico porque não quero tomar tarja preta. Meu amigo já tomou e disse
Tenho ansiedade, mas não vou no médico porque não quero tomar tarja preta. Meu amigo já tomou e disse que ficou abobado. Existe tratamento mais natural para insônia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
ara tratar a insônia de forma natural, é essencial primeiro melhorar a higiene do sono e tratar a ansiedade ou outras condições médicas associadas antes de recorrer a medicações.
Adotar uma rotina de sono regular, evitar telas antes de dormir e manter um ambiente adequado (quarto escuro, silencioso e confortável) são medidas fundamentais. Além disso, técnicas de relaxamento como meditação, respiração profunda e alongamento podem ajudar a reduzir a ansiedade e facilitar o sono. A prática regular de exercícios físicos também contribui para o bem-estar e melhora da qualidade do sono, desde que não seja feita próximo ao horário de dormir.
Caso os sintomas persistam, é importante buscar avaliação médica ou psicológica para um tratamento adequado.
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Minha mãe tem 82 anos e sempre teve personalidade autoritária e deprimida, mas ultimamente vem se apresentando
Minha mãe tem 82 anos e sempre teve personalidade autoritária e deprimida, mas ultimamente vem se apresentando muito esquecida, agressiva e com obsessão por limpeza. Ela tem acompanhamento com psicóloga mas não há diagnóstico da parte dela. Pode ser Alzheimer? Qual especialidade procurar? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas da sua mãe podem estar relacionados a Alzheimer ou outro tipo de demência, mas também podem ser consequência de transtornos psiquiátricos, depressão agravada ou até efeitos de medicamentos.
O esquecimento progressivo, agressividade e mudanças de comportamento, como obsessão por limpeza, podem indicar demência frontotemporal, Alzheimer ou comprometimento cognitivo leve. Entretanto, também é possível que essas mudanças sejam resultado de ansiedade, TOC ou agravamento de um quadro depressivo.
O ideal é procurar um neurologista ou geriatra, pois esses especialistas podem solicitar exames, como testes cognitivos, exames de imagem e exames laboratoriais, para identificar possíveis causas. A psicóloga pode ajudar no suporte emocional, mas um diagnóstico preciso exige uma avaliação médica mais ampla.
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A aposentadoria precoce desencadeia depressão?
A aposentadoria precoce desencadeia depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a aposentadoria precoce pode, em alguns casos, desencadear sintomas de depressão, embora isso dependa de uma série de fatores individuais e contextuais. A transição de uma rotina estruturada e ativa para a aposentadoria pode ser desafiadora, especialmente se a pessoa não estiver preparada psicologicamente ou se não tiver atividades que a mantenham engajada. Muitos fatores podem estar associados a isso, como a perda da identidade pessoal (muitas vezes ligada à profissão), o isolamento social, esgotamento de recursos financeiros, falta de rotina estruturada e até questões de saúde.
No entanto, nem todos que se aposentam precocemente experimentam esses desafios. Ter um plano para a aposentadoria, estabelecer novos objetivos e atividades, manter conexões sociais e cuidar da saúde física e mental pode ajudar a evitar ou minimizar esses efeitos negativos. É importante procurar apoio psicológico caso a aposentadoria gere esses sentimentos de tristeza ou desesperança
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Remédios antipsicóticos administrados em baixa dosagem para insônia podem afetar a memória e função
Remédios antipsicóticos administrados em baixa dosagem para insônia podem afetar a memória e função cognitiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de antipsicóticos em baixa dosagem para insônia pode afetar a memória e a função cognitiva, especialmente com o uso prolongado. Esses medicamentos atuam bloqueando receptores de dopamina e, em alguns casos, serotonina, histamina e acetilcolina, o que pode interferir em processos essenciais para a atenção, memória e aprendizado.
Os principais efeitos colaterais incluem sonolência diurna, dificuldade de concentração, lentificação cognitiva e prejuízo na memória de curto prazo. A intensidade desses efeitos varia conforme a sensibilidade individual, o tipo de antipsicótico utilizado e a duração do tratamento.
Pessoas mais vulneráveis, como idosos, podem ter maior risco de comprometimento cognitivo. Por isso, antes de recorrer a antipsicóticos para insônia, é essencial avaliar outras abordagens, como melhoria da higiene do sono, técnicas de relaxamento e terapia para insônia.
Se houver sinais de prejuízo cognitivo, é importante buscar acompanhamento médico para revisar o tratamento e considerar opções mais seguras, evitando riscos desnecessários à memória e ao funcionamento cerebral.
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Alguns medicamentos tem o "sódico" no nome, por exemplo o pantoprazol sódico. Esses medicamentos aumentam
Alguns medicamentos tem o "sódico" no nome, por exemplo o pantoprazol sódico. Esses medicamentos aumentam a pressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Medicamentos com “sódico” no nome (como pantoprazol sódico) usam a forma salina do princípio ativo, mas a quantidade de sódio é muito pequena e não aumenta a pressão arterial de forma clinicamente relevante. A exceção são formas efervescentes ou injeções com alto teor de sódio, que podem ser problemáticas em pacientes com restrição severa de sal (ex: insuficiência cardíaca, cirrose, doença renal). No geral, medicamentos em comprimidos com “sódico” são seguros mesmo para hipertensos.
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Já li que o Parkinson, a doença que provoca tremores involuntários pode causar uma desenervação
Já li que o Parkinson, a doença que provoca tremores involuntários pode causar uma desenervação do estomago, e a distonia sera que pode causar isso, essa desenervação causa arrotos, ânsia, azia tudo o que sinto, é possível a distonia causar essa desenervação,?pois ja fiz outros exames e esta normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a doença de Parkinson pode afetar não apenas os movimentos, mas também o funcionamento de órgãos internos, incluindo o sistema gastrointestinal. Isso acontece porque o Parkinson compromete o sistema nervoso autônomo, podendo levar à gastroparesia (esvaziamento lento do estômago), o que explica sintomas como náuseas, azia, arrotos e sensação de estômago cheio. Mesmo que os exames estejam normais, essas alterações funcionais são frequentes e podem passar despercebidas em investigações tradicionais.
Já a distonia, embora também seja um distúrbio do movimento, normalmente não provoca essa desenervação visceral da mesma forma que o Parkinson. No entanto, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, pois os sintomas digestivos podem ter mais de uma causa associada.
Recomendo que você procure um(a) neurologista ou médico(a) geriatra com experiência em distúrbios do movimento e em sintomas não motores, para uma avaliação mais aprofundada e abordagem integrada dos seus sintomas. Seu relato é muito importante e merece atenção cuidadosa.
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meu pai tem 79 anos, ele é surdo, usa aparelho, acho que ele tem mania de perseguição, pois ele costuma
meu pai tem 79 anos, ele é surdo, usa aparelho, acho que ele tem mania de perseguição, pois ele costuma formar imagens de situações cotidianas na mente, e estas situações que ele monta na mente são sempre contra ele,quando na verdade elas nem se quer existem, como o posso ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu pai pode estar enfrentando delírios persecutórios, interpretando situações cotidianas como ameaças contra ele. Isso pode estar relacionado à perda auditiva, isolamento, depressão, ansiedade, efeitos colaterais de medicamentos ou condições neurológicas, como demência.
Para ajudá-lo, primeiro é importante verificar se o aparelho auditivo está ajustado corretamente, pois dificuldades na audição podem levar a interpretações equivocadas. Além disso, manter um ambiente tranquilo e evitar confrontos diretos pode reduzir a angústia. Em vez de tentar convencê-lo de que suas percepções são erradas, tente validar seus sentimentos e mudar o foco da conversa.
Estimular a socialização também é fundamental, pois o isolamento pode agravar esses pensamentos. Incentivá-lo a interagir com familiares ou grupos da terceira idade pode ajudar a trazer mais equilíbrio emocional.
Se os sintomas persistirem ou piorarem, buscar a avaliação de um geriatra, neurologista ou psiquiatra é essencial para investigar possíveis causas e definir o melhor tratamento.
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Um doente de Parkinson, com 86 anos, que usa andador para se locomover (até por ter fraturado o fêmur)
Um doente de Parkinson, com 86 anos, que usa andador para se locomover (até por ter fraturado o fêmur) pode ficar sem vigilância efetiva de um cuidador ou parente, e subir e descer escadas por conta própria? Até que ponto pode-se confiar nos medicamentos e seus efeitos colaterais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um paciente de 86 anos com doença de Parkinson, histórico de fratura de fêmur e que depende de andador para se locomover não deve permanecer sozinho para realizar atividades de risco, como subir e descer escadas. Mesmo com uso adequado das medicações antiparkinsonianas, os sintomas motores podem flutuar ao longo do dia, e o risco de queda é elevado. Além disso, esses pacientes frequentemente apresentam alterações no equilíbrio, hipotensão postural e, em alguns casos, comprometimento cognitivo, o que agrava o risco de acidentes domésticos.
As medicações, embora importantes para o controle dos sintomas, podem causar efeitos colaterais como sonolência, confusão, ou queda da pressão arterial, o que torna ainda mais perigosa a execução de atividades sem supervisão. Portanto, não se deve confiar unicamente nos medicamentos para garantir segurança.
Recomenda-se fortemente uma avaliação médica com equipe geriátrica e/ou neurologista, para reavaliar a segurança do ambiente, o plano terapêutico e o nível de supervisão necessário. Em muitos casos, ajustes no tratamento e na rotina diária, além de apoio de um cuidador treinado, são fundamentais para preservar a autonomia com segurança.
Perguntas frequentes
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Como é possível melhorar a relação entre pais e filhos que moram juntos, sem brigas existentes, mas
Olá! Quando pais e filhos moram na mesma casa, não vivem em conflitos abertos,…