Perguntas do paciente (28)
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. Ilha de habilidade é uma "superpotência"? .
. Ilha de habilidade é uma "superpotência"? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do que considera uma "superpotência".
Ilhas de habilidades se referem a uma nomenclatura atualizada de "idiot savant" traduzido "sábio idiota" que foi uma maneira pejorativa de nomear uma execução acima da média em determinadas áreas, que não envolvem uma consciência lógica sobre aquilo que é feito, como saber tocar uma música extremamente complexa sem nunca ter feito aula.
Está presente na síndrome de Savant e em uma pequena parte de pessoas com TEA. Outra característica, é que apesar da alta habilidade numa "ilha" ou seja, num assunto específico, a pessoa pode apresentar dificuldade no desenvolvimento ou em outras áreas também. Então, nisso que situa como "superpotência" depende muito do contexto para afirmar ou não.
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O "Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)" afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo t
O "Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)" afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode afetar sim. Imagine que antes de realizar uma tarefa, sua atenção é levada para coisas que precisam ser organizadas, antes de iniciar a coisa em si. Então sim, não só pode afetar, como demanda níveis de energia, atenção organização e desgaste emocional relacionados a tarefas, sejam elas do dia a dia ou mais complexas como projetos e outros.
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Como a raiva, tristeza, ansiedade se apresentam no meu corpo?
Como a raiva, tristeza, ansiedade se apresentam no meu corpo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Raiva, tristeza e ansiedade são respostas emocionais a situações que afetam cada pessoa, a forma como se apresenta no corpo, varia de acordo com a relação que se estabelece com cada uma delas, por exemplo se a situação de estresse, tristeza ou algum risco específico acontece relacionado a alimentação, pode se apresentar com dores de estômago ou sintomas digestivos, por exemplo.. Mas também tem alergias, pequenos machucados que cada um faz no "automático" ou mesmo sem perceber, além de dores de cabeça ou outros..
O corpo pode manifestar de muitas formas aquilo que não é compreendido, ou seja, quando nos mantemos em situações que não são "resolvidas" de alguma forma, então vale lembrar que para além de entender como se manifesta no corpo, é importante ouvir o porque o corpo foi a saída desses sentimentos.
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Como é o gerenciamento de cuidados que beneficia os pacientes com doenças crônicas mentais?
Como é o gerenciamento de cuidados que beneficia os pacientes com doenças crônicas mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Gerenciar os cuidados de doenças crônicas mentais envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Assim como Psicólogos, Psiquiatras e rede de apoio que servirá de suporte para que a pessoa conviva com o impacto que algumas questões podem ter, ao longo de sua vida.
No âmbito biológico, pode incluir a psiquiatria que inclui questões como medicação, alimentação, higiene pessoal e controle de outras áreas da saúde, que podem impactar na saúde mental, um psiquiatra, para além da medicação, consegue avaliar com base no relato o impacto que as questões de saúde mental podem gerar;
No âmbito psicológico, está a terapia e a compreensão, principalmente pela pessoa, de como essa condição afeta a forma de sentir e reagir a acontecimentos e sua vida, isso ajuda a identificar coisas associadas ao sofrimento e como se relaciona com o ambiente social, além de criar uma rede de apoio, para momentos de crise, manejando tais aspectos junto as pessoas que são mais próximas também;
No âmbito social, envolve o ambiente em que está inserido, tendo tais questões em vista, para que possa ser incluído a partir de suas necessidades também, por exemplo, uma pessoa com fobia social, que trabalha diretamente com atendimento e grandes públicos, o mal desempenho nesse setor, pode não estar relacionado a performance, mas a algo de uma questão de saúde. Nesse sentido envolve a cada área e setor de trabalho, o reconhecimento e articulação entre setores, organizando de forma que cada pessoa também possa respeitar seus limites, o que se torna complexo no contexto atual de trabalho.
Esse gerenciamento, pensando coletivamente exige um olhar multidisciplinar, questão essa que torna a saúde mental tão complexa, pois na prática, devido a alta demanda e funcionamento, a tendência é cada setor trabalhar de forma isolada e a pessoa em sofrimento, muitas vezes sem conhecimento de suas questões de saúde, levar muito tempo para entender sua condição, o que culmina em grande sofrimento, sensação de insuficiência, "mal funcionamento", dificuldade nas relações e muitas vezes desencadeia crises que agravam o quadro.
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Qual é relação entre doenças crônicas e saúde mental ?
Qual é relação entre doenças crônicas e saúde mental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Doenças crônicas afetam a saúde mental, porque impacta como um todo o funcionamento da vida de cada pessoa, gerando alterações que limitam ou modificam de alguma forma algumas coisas consideradas """normais"""" (sim com muitas aspas) no dia a dia..
Essas doenças levam pessoas a adaptarem toda a sua vida, para que possam fazer um tratamento adequado, por exemplo a doença de crohn que afeta o intestino, essa doença implica em limitações como alimentação, tempo que a pessoa pode ficar sem se alimentar, períodos em que precisa ir ao médico para fazer tratamento e essas necessidades mudam o funcionamento da vida. Ir a um show, pode se tornar um grande desafio, fazer viagens onde a alimentação muda muito, pode agravar inflamações e exige adaptação, o que pode muitas vezes gerar uma relação de "impossibilidade" que afeta diretamente a autoestima e a maneira como cada um se vê, a tal ideia de "inadequação".
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Como é feito o diagnóstico de um problema de saúde mental?
Como é feito o diagnóstico de um problema de saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O "problema" geralmente surge em um "mal" funcionamento relacionado a coisas do dia a dia, como a forma de reagir, processar sentimentos e até conviver depois de alguma situação que desencadeia algo. O trabalho de um diagnóstico, investiga os fatores relacionados a esse funcionamento. Profissionais da saúde, ao longo do tempo observaram questões similares no cérebro depressivo, mas a forma como se apresenta em cada indivíduo, é muito particular, o que torna o tratamento também complexo. Porque ainda que duas pessoas tenham o mesmo diagnóstico, a forma como cada um se sente e experimenta o sentimento da depressão, é muito individual.
Por isso, envolve terapia, acompanhamento psiquiátrico e em alguns casos atividades em grupo ou acompanhamento terapêutico. Mas também desenvolvemos socialmente uma forma "geral" de lidar com essas questões, que é buscar exclusivamente terapia ou psiquiatras. Coisa que ajuda em certa medida, mas trata "em partes" e por isso a cura do sofrimento em si ou a elaboração do mesmo, de forma que a pessoa possa ter uma vida funcional, pode levar tanto tempo.
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Ciúmes retroativos por minha esposa. Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os s
Ciúmes retroativos por minha esposa.
Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os seus 17 anos, sendo mais uns 4 ou 5 anos de namoro. Nunca almejei casar com uma virgem, até porque em tempos modernos isso seria quase impossível. O que vou relatar a seguir NÃO É JULGAMENTO, mas um pedido de socorro para não acabar com meu casamento.
Tivemos ao longo dos anos de convivio (namoro+casamento) diversas conversas sobre o passado sexual de ambos, mas infelizmente muitas verdades não foram didas nas primeiras, e recentemente ela me falou que quando havia terminado seu primeiro namoro com 14 anos (idade na qual já fazia sexo), conheceu um homem bem mais velho, cerca de 15 anos mais que ela, e CASADO, com o qual manteve um relacionamento por cerca de 1 ano. O pior é o relato dela do que faziam nos encontros, sendo tudo liberado, sexo desprotegido, sexo anal, oral, enfim, coisas que quando começo a pensar me enojam muito e me dão um embrulho no estômago difícil de suportar.
Eu não casei virgem, mas minhas experiências sexuais até conhece-lá eram bem limitadas, à umas 3 ou 4 transas no máximo, ao contrário dela, em que supera mais de 100 com facilidade, e volto a dizer NÃO ESTOU CONDENANDO NEM JULGANDO ELA, só estou pedindo ajuda para enteder como proceder daqui para frente, uma vez que minhas concepções filosóficas e de vida não me permitem aceitar alguém que participou de traição, no caso dela sendo AMANTE, de um homem casado, e pior, pessoa essa que eu conheço e de vez enquando ainda o encontro por ai, o que torna a situação mais insuportável ainda.
Recentemente na família de minha esposa teve um caso de traição, do esposo de sua irmã, com uma desconhecida, que culminou em separação, e agora minha esposa fala grosseiramente desta pessoa, sobre do mal que ela fez à sua irmã, dai fico pensando na tremenda contradição que ela está fazendo, uma vez que no passado também fez isso, e isso também só faz aumentar ainda mais o nojo de toda situação.
Mas, não quero acabar com meu casamento, apesar de tudo ainda somos felizes juntos e temos duas filhas adolescentes. Por favor me orientem o que fazer? que profissional consultar? Muito obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oláa, li todo o seu relato e gostaria de pontuar que:
- Reconhecer que o nojo, o sentimento ruim com toda a situação, é um sentimento seu, mas que não tem a intenção de fazer disso um julgamento sobre ela, é um passo e tanto.
Esse reconhecimento é fundamental, pra que possa compreender como esse sentimento se organiza para você, considerando a sua experiência e visão de mundo também.
- Acho que nenhuma resposta ou afirmação por aqui, consegue acolher a complexidade do que relatou, sugiro que procure um psicólogo, que ouça suas questões e te ajude a elabora o que tem causado tanto desconforto nessa situação.
Denovo, o reconhecimento dos teus sentimentos e separação do julgamento, já é um movimento e tanto, espero que encontre espaço para que possa elaborar seus pontos!
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Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldad
Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldades para ir para escola (tenho crise quase sempre la), não sei exatamente porque mas apenas pensar ou falar a palavra é o suficiente para me fazer passar mal e vomitar, não tenho problemas la mas estou pensando diariamente em abandonar, não consigo aprender, as vezes quando estou la só quero fugir, isso tambem acontece quando estou em casa, as vezes quero sair (mesmo que estejamos bem la), não tenho exatamente problemas com meus pais, mas não sinto uma forte aversão a pessoas tentando entrar na minha vida ou fazer acordos comigo, mesmo sabendo que são para me ajudar. Me afasto das pessoas sem um motivo específico, a primeira impressão geralmente é a que fica, não mudo meus pensamentos com facilidade. Deixei de falar com minha melhor amiga a meses mesmo que eu ainda ame ela e me preocupe, não sei porque fiz isso. Sei que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria me sentir assim. Não gosto nem pretendo me expor a situações desconfortáveis mas as vezes penso em coisas extremas para resolver um problema pequeno, como chegar ate a pensar em me machucar ou pior. Eu odeio quando me obrigam a fazer algo e isso me faz perder o interesse, não gosto de livros de alto ajuda, nem de pessoas que vivem falando sobre saúde, não gosto de exageros. Criação (tanto para os pais, quanto para os filhos) me parece um castigo. As vezes só penso em andar sem rumo e nunca mais voltar, tenho uma alta dificuldade em me expressar e dizer oque estou sentindo sem parecer defencivo de mais, tenho sentido ansiedade todos os dias o dia todo des de quando acordo, a melhor parte do meu dia é quando vou dormir, mesmo assim não exatamente "gosto disso".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato é bastante intimo e pessoal, vou tentar responder ele de forma pessoal também, sem auto ajuda ou algo assim. Particularmente, parece que você tem se deparado com a sua própria forma de pensar sobre as situações e dependendo de onde estamos, no caso de um ambiente onde as pessoas tem uma forma de funcionar que não se alinham com o que a gente pensa e sente, entre em conflito com a vontade que sentimos de estar ali ou entregar o que as pessoas esperam de nós de alguma forma e entendo que pode "castigo" muitas vezes. Não posso afirmar sobre o que precisa ou não, você tem razão quando fala sobre a questão de autoajuda, porque nem sempre essas ideias consideram a complexidade de lidar com as coisas no dia a dia, mas minha aposta aqui é pensar em qual espaço você tem, pra perceber o que sente, sem que tenha a necessidade de "não estar na defensiva"? Lendo sua mensagem, parece que tem uma parte sua, que se posiciona fortemente em não ser castigado(a), sobre como dar sentido e lidar com isso é algo que você mesmo(a) vai precisar entender, sem uma receita mágica.. se tiver alguém próximo ou como buscar de fato uma pessoa (pode sim ser um profissional que seja) pode ser uma boa forma de abrir espaço pra se acolher um pouco em meio a tantos sentimentos neste momento. Espero ter ajudado :)
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Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, cre
Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, creio que a raiz dela é desde minha infância, tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, manter conversas e etc, até ai ok eu vivi minha vida, resultado: solitude e bloqueio emocional, tenho apenas 1 amigo que está desde minha infância comigo, ainda tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, isso pode parecer bobo mas já arruinou, amizades, trabalho em grupo, questões amorosas, basicamente tudo em minha vida, como posso lidar com isso? Creio que não sou tímido, mas a falta de conhecimento nesse tipo de interação me gera insegurança, consequentemente levando a timidez de qualquer forma, também gostaria de saber lidar com o fato de que amadureci demais, me sinto sem graça e estóico, rejeito pessoas e amizades para evitar frustrações, a propósito tenho toc diagnósticado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, boa tarde
É um recorte pequeno em relação ao que comenta, mas a dificuldade no caso da depressão, costuma vir associado com uma certa cobrança excessiva ou julgamento em relação a como você pensa que deve ser a relação com as pessoas ou o que é esperado e muitas vezes é idealizado nas relações .Isso pode ser muito desgastante e exigir uma constante elaboração sobre as trocas, o que além de cansativo, impacta bastante no isolamento. Os caminhos para lidar com situações como o afastamento ou o que chamou de "estoicismo" também tem a ver com o porque você estabeleceu essa forma de se relacionar, porque ainda que seja algo importante você tem dificuldade e isso não surge do nada, mas pra além de fazer algo a qualquer custo, vale entender quais são as ações que estão ao seu alcance também e compreender o que da sua vida, esse posicionamento sustenta.. espero que tenha um espaço para ser ouvida(o) e consiga elaborar suas questões com alguém, espero ter ajudado :)
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Como reduzir os riscos de transtorno mental em crianças e adolescentes?
Como reduzir os riscos de transtorno mental em crianças e adolescentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vale pensar em qual função essas fases de desenvolvimento implicam para o bem estar de uma pessoa, a infância e adolescência compõe parte importante, no sentido de construção de ferramentas e recursos de enfrentamento, que cada pessoa vai utilizar em momentos de crise. Quando uma crise ( quando me refiro a crise quero dizer, momentos estressantes, que naturalmente vão acontecer com cada indivíduo) acontece, a pessoa vai utilizar desses recursos para lidar, caso não tenha esses recursos, é possível que quadros que já tenham uma pré disposição, como depressão, ansiedade, bipolaridade e afins, aconteça.
Então uma forma de evitar, é proporcionar um ambiente familiar e de desenvolvimento que proporcione escuta acolhedora, elabore com a criança as dúvidas e formas de enfrentar frustrações, medos e maneiras de se expressar em relação a elas. O modelo ideal, nunca vai existir, porque cada um existe a sua maneira, inserido num grupo social, com questões próprias do seu organismo biológico e psicológico, mas um ambiente que abra espaço para que essas questões sejam elaboradas, é fundamental para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Espero ter ajudado :)
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Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, el
Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, ele já me falou que se interessou por mim e eu já gostava dele também. Acabei que chamei ele pra ser meu psicólogo e ele aceitou, mais nunca falamos disso na terapia. Eu deveria entrar nesse assunto na terapia com ele? Porque as vezes acho constrangedor
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vinculo transferencial, é fundamental para criar um ambiente, que não se restringe somente a sessão com o seu psicólogo, mas a um ambiente psicológico, o seu.
Onde você passa a ouvir e reconhecer seus sentimentos, emoções, coisas que ainda não foram nomeadas, a partir dessa dinâmica, então acho que vale uma reflexão, em como você tem estabelecido uma elaboração consigo mesmo, tendo essa dúvida ou esse constrangimento em cena? E o que essa forma de estabelecer vínculo comunica também. (ps: se é com ele que tem construído esse vínculo, acredito que sim, seja importante levar para um diálogo com ele EEE ficar muito atento ao seu desconforto, afinal é da elaboração de coisas muito sensíveis para você, que estamos falando.)
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O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lu
O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lutar quase 3 meses contra um câncer. Não consigo superar, sei que ela agora descansa mas sinto que não passei tempo com ela porque estava muito mais ocupada mofando em meu quarto para tirar 15 minutos do meu dia para ir visitar ela quando ela ainda estava bem, eu tinha tantas coisas para falar para ela, eu prometi que, quando ela melhorasse, iria ir morar junto de mim e os meus pais, que eu a levaria na igreja como ela tanto queria, que faria um café do bom pra ela... Não vou poder mais ver ela, falar com ela, abraçar ela, falar o quanto eu a amava e cumprir as minhas promessas... Sinto como se meu coração estivesse se despedaçando e não tem nada que diminua a minha dor. O pior de tudo é que eu tive que ouvir do meu irmão e da minha mãe que agora eu estava chorando mas, quando ela estava viva, eu não me importava e isso só ajudou a me corroer por dentro.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que pode ser feito é sentir, chorar a partida dela e deixar que todos esses pensamentos venham a tona e se puder, buscar suporte para atravessar este momento. Encontrar um espaço seguro para falar sobre a sua dor e tudo que envolve ficar sem a sua avó será fundamental para que o passar do tempo ajude a viver e não inflamar ainda mais, sentimentos de culpa.
Um ponto também importante, é que acabou de acontecer e é natural que para algumas pessoas este impacto seja muito doloroso.
Lendo o que comentou, gostaria de pontuar que conviver com a perda de alguém próximo é um processo único, individual e que por mais próximas que as pessoas a sua volta fossem de vocês, a interpretação que elas fazem, diz respeito a elas, mas não define o que representa para você.
E em relação a coisas que gostaria de fazer com ela, a forma como tem machucado se deparar com isto, são sentimentos centrais, relacionados a culpa e a dor da perda, que merecem ser ouvidos com tempo e cautela, porque dizer algo sobre apenas em um comentário, seria muito superficial. De todo modo espero ter ajudado e sinto muito pela perda!
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Namoro a 2 anos com a mesma pessoa, porém, não sinto mais atração sexual por ele, mas sinto por outr
Namoro a 2 anos com a mesma pessoa, porém, não sinto mais atração sexual por ele, mas sinto por outras pessoas.
Gosto demais dele e da forma como ele me trata, sempre foi extremamente carinhoso comigo, mas quando ele tenta algo no sentido sexual eu recuso, por não sentir a mínima atração. O que posso fazer a respeito disso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sexo, no limite do afeto, materializa as últimas consequências do desejo na dinâmica de uma relação. Antes de pensar "o que se pode fazer" uma pontuação seria: "Para que quer fazer algo?"
O que se sustenta na relação? E o que, não é sustentando em você, quando permanece na relação?
Cada um de nós, humanos, se relaciona com as próprias fantasias, vale entender como teu relacionamento, dialoga com elas e os efeitos disso para ti. Espero ter ajudado :)
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Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe.
Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe. Começaram com um namoro há 2 anos, um namoro tranquilo bem infantil mesmo , eram da mesma sala, mandavam cartinha um para o outro nossas famílias se conheciam e até aí estava tudo bem. Com o passar do tempo esse namoro foi ficando cada vez mais tóxico, excessivo e doentio, meu filho já não tinha amigos, já não queria estar perto da família ( coisas que ele amava fazer) e a namorada disse que não gostava da família dele ( sem qualquer motivo) e se ele quisesse continuar o namoro teria que ser seguindo suas regras. A partir desse momento ele passou a se afastar cada vez mais de mim e do seu pai. Somos bons pais, orientamos, conversamos, aconselhamos e acolhemos quando por diversas vezes ela o deixa na pior (o que é cada vez mais frequente. Tenho a impressão que a menina tenha traços de narcisismo, o que tem deixado meu filho extremamente depressivo, ansioso, irreconhecível… Busquei ajuda, conversei com vários psicólogos, psiquiatras que me orientaram não intervir no namoro, deixar que ele consiga resolver. Tenho muito medo do término também, por ver que com certeza ele não está preparado. A única vez que isso ocorreu me deixou muito assustada. Medo de auto-extermínio. Não sei mais o que posso fazer. Vejo que existe a obsessão de ambos os lados e que realmente não está normal! Fico arrasada pois ele sempre foi um menino educado, alegre, amável e todos que o conhecem me perguntam o que está acontecendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, primeiramente gostaria de pontuar, que o seu relato é muito complexo para que se possa que isso ou aquilo é melhor ou pior nessa situação. O que posso fazer aqui é pontuar algumas informações importantes sobre: 1. É importante que ele tenha, um espaço dele, para que possa falar, se expressar, dizer o que pensa e conseguir elaborar os desejos dele, ou seja, acredito que seja benéfico para ele um processo de terapia, algo mais amplo, sabe? Não necessariamente por causa do namoro em si, mas para que dentre tantas informações ele consiga se ouvir. 2. Fatores de risco, esses são pontos a serem observados sempre, no sentido de oferecer risco a vida, adultos em geral, tendem a ser as pessoas em quem as crianças e adolescentes observam e buscam como referência, estabelecer certos limites, presando pelo bem estar (veja, bem estar é diferente de exercer controle e é importante estar atento a isso) pode ser fundamental para o desenvolvimento. Com certeza é uma resposta rasa frente a profundidade das questões que trouxe, mas espero ter ajudado!
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Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e mei
Tenho 35 anos e ainda sou virgem (um pouco por escolha tbem) e namoro um rapaz há quase um ano e meio... Não tivemos ainda o nosso momento porque até então não me sentia totalmente confiante entre outros motivos já resolvidos, com ele pra perder a virgindade apesar de praticarmos oral e conversarmos bastante sobre esses assuntos. Acontece que recentemente dei uma escolha a ele, se quer continuar comigo pois não sei se sou capaz de dar o prazer a ele do jeito que ele gostaria e espera ter acredito... E que talvez seria melhor ele procurar alguém que dê essa satisfação total a ele, alguém que já está acostumada a praticar e não eu que nem fiz nada ainda. Apesar de estar sempre em busca de informações sobre o assunto e estar aberta a tentar coisas diferentes como posições etc depois que já tivesse perdido a virgindade. Eu gosto muito dele mas se é pra viver infeliz do meu lado, é melhor deixar ir pra conseguir ser realizado com outra pessoa que ele venha a encontrar.
Será que agi bem dando essa escolha a ele?
Obrigada pela atenção!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi oi, lendo o que trouxe, percebi que fala sobre ser uma escolha, a partir do momento que fala para ele, que pode buscar alguém que "o satisfaça por completo" como se antes disso, não fosse também uma escolha dele estar contigo. Assim como a ideia de satisfação, é muito relativa e cada um sente prazer de formas diferentes, ainda que sem penetração. Sobre não estar a vontade com a penetração, este é o ponto que diz respeito a você, a algo que dialoga com a dinâmica de vocês e acredito que falar sobre, para que possa se localizar diante de suas questões seja algo importante! Espero ter ajudado :)
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O TOC atrelado a outras doenças pode me fazer questionar minha identidade de gênero?
O TOC atrelado a outras doenças pode me fazer questionar minha identidade de gênero?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito interessante! Me fez pensar que por muitos anos, a ideia de manutenção, cuidado e organização foram associadas a mulheres, ou seja, em alguma medida, pode remeter a situações ou contextos vinculados a figura feminina. Porém, a identidade de gênero envolve questões profundas que não necessariamente se relacionam com "transtornos", pois há toda uma construção de como se vê, se sente e se relaciona consigo mesmo e com os outros. Ouvir sobre o que te faz questionar e como questionar essa identidade te leva a associar ao transtorno, pode ajudar a dar contorno pra sua dúvida e formas de se perceber diante disso! Espero ter ajudado, abraço :)
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Ingressei num relacionamento com uma mulher que tem Bipolaridade, diagnosticada. Ela é uma pessoa in
Ingressei num relacionamento com uma mulher que tem Bipolaridade, diagnosticada. Ela é uma pessoa incrivel e eu a amo muito. Porem, devido ao termino de um noivado de 6 anos, onde o antigo noivo a traiu, meio que desencadeou nela uma especie de inconsequência, onde ela " chutou o balde" por dois anos ali. Acabou cedendo à desejos e vontades, como sexo e o uso de alcool e algumas drogas. Li sobre a bipolaridade e como ela pode afetar o discernimento em certas epocas e crises, busco entender isso, ate porque ela diz que se arrepende demais das coisas que fez. Porem, as vezes tenho dificuldade de digerir essas coisas que aconteceram, fico um pouco inseguro e ate mesmo desconfiado, embora nao haja sequer motivos para isso, pois ela sempre me contou e tambem nao guarda segredos ou nao gosta que eu tenha acesso a A ou B. Quero tirar isso da cabeca pois sei que é errado e que ela, mais do que ninguem, merece uma segunda chance, pois alem de ter um problema, passou por muitas coisas na vida, entao acaba sendo justificavel esse " surto" que ela teve. Gostaria de conselhos para buscar compreender melhor aquilo que ela passou. Obrigado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se relacionar envolve também ser afetado em alguma medida, por coisas que o outro passa e sente, principalmente por ser uma relação de intimidade muito próxima. Porém nesse processo que ela viveu, ao ler o seu relato, percebo que existem coisas em você que foram afetadas também e por mais compreensivo/a que seja com sua parceira, conseguir entender onde te afetou e reconhecer a sua necessidade dentro da relação, é importante para que não acabe anulando sentimentos importantes para você mesmo/a. Se acolher, se ouvir e se compreender dentro disso que te machucou, pode ser tão importante quanto compreender o processo dela, só assim vai conseguir se acolher e sinalizar limites importantes para você!
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tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas nã
tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas não sinto vontade de ter relação sexual
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A relação sexual, é uma das diversas formas de se relacionar e se expressar numa relação, ela é também sobre a intimidade que tem com as suas vontades, seus sentimentos em relação ao próprio corpo e desejos. Para além de ser algo que afeta o relacionamento, é a relação que você estabelece consigo, então vale entender o quão à vontade se sente e se essas questões dizem respeito a algo de como você lida com a sua intimidade ou coisas que podem acontecer na relação como um todo. Vai ficar tudo bem :)
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Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ou
Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ouvir sobre o meu histórico com a doença, mas ela me cortava e, de forma muito impositiva, dizia que eu deveria mudar minha rotina, por exemplo, indo para a academia de manhã ao invés de ir a noite.
Eu questionei isso e ela perguntou se eu ia fazer o que eu quero ou o que ela quer.
Sei que existe psicologia breve ou estratégica, mas achei ir longe demais escolher, por mim, o horário que eu devo ou não fazer minhas atividades.
Além disso, ela mencionou ajustar o meu remédio para dormir, ou que ela me mandaria ir para uma psiquiatra paga.
Esse tipo de atendimento é assim mesmo?
Foi minha primeira vez com ela. Meu TOC atrapalha muito minha vida e eu fui achando que seria escutado, e não fui.
Gostaria da opinião dos profissionais, porque estou muito decidido a procurar outro profissional.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Minha formação continuada é em Psicanálise, mas antes de atuar em uma linha específica, me formei em Psicologia e um principio básico para a formação, é a escuta ativa e ética. A partir do momento que se sente invalidada(o), incomodada(o) ou desrespeitada(o) afirmo que NÃO, diploma nenhum te licencia para isso. O problema é que muitos profissionais se valem de técnica para invalidar práticas que não dizem respeito ao diploma, mas a humanidade! Só você sabe o sofrimento que te causa, só você consegue mensurar a que pé está em meio aos teus sentimentos e quais ações pode colocar em prática para lidar com isso. Espero que encontre um espaço seguro. Abraço!
(não falo somente das breves, pode ser psicanalista, analista do comportamento, médico ou o que for)
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Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?
Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se a Síndrome de Otelo que comentou, for referente a ciúme, vale lembrar que os sentimentos eles existem independente da nossa vontade ou autorização de que eles venham, eles surgem, o processo de tratamento inclui tomar contato, reconhecer como eles foram parar ali e encontrar ferramentas para o enfrentamento dessa situação no dia a dia (vale lembrar que cada abordagem trabalhar e articula isso de uma forma específica). Na Psicanálise, por exemplo, a repetição é algo muito estudado e observado na clínica, ela existe enquanto houver função e uma dinâmica que se relaciona com isso, mas claro, essa é uma explicação geral!
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Perguntas frequentes
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ha 3 anos eu fiz cirurgia as cataratas que me causou bolhas de ar na córnea. o que poderei fazer par
Recomendo retornar para revisão ,de preferencia com o oftalmologista que…