Perguntas do paciente (6)

  • Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita se

    Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita ser contrariado pelas coisas que ele gosta, fica irritado, chora grita, joga as coisas no chão, me agrade, morde e faz muito escândalo. Ele é uma criança muito intensa, faz amizade com facilidade, alegre demais, super inteligente e tira boas notas na escola. Única coida que me deixa irritada é o comportamento dele de impulsividade. Ele se entrega nas brincadeiras e acaba passando alguns limites, as vezes esbara e bate sem querer. Depois de nervosismo, pede colo e pede desculpa e fala que foi sem querer. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    Olá! O seu filho apresenta muitas qualidades é inteligente, sociável e afetuoso, mas está encontrando uma barreira comum aos 6 anos: a autorregulação e o controle de impulsos.

    Crianças intensas e rápidas no pensamento muitas vezes sentem a frustração com a mesma intensidade. Como o cérebro ainda está amadurecendo, a contrariedade vira uma "tempestade" física (gritos, mordidas). O fato de ele pedir desculpas e colo depois mostra que ele reconhece o limite, mas na hora do estopim, falta a habilidade de frear o comportamento.

    Como ele já vai muito bem na escola, muitos pais não sabem que o psicopedagogo também é o profissional indicado aqui. Esse especialista analisa o desenvolvimento das funções executivas, que envolvem o controle inibitório e a forma como a criança processa regras e limites. Uma avaliação psicopedagógica, se necessário em conjunto com a psicologia infantil, ajudará a dar ferramentas para ele canalizar essa intensidade de forma saudável.

    Espero ter ajudado! Um abraço.


  • Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da prof

    Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da professora , mais houve uma mudança de auxiliar de sala e ela se apegou demais a que entrou. E de uns meses pra cá , chora quando a auxiliar falta porque diz não gostar da professora.
    Semana passada a professora veio questionar o comportamento dela, isso dois dias em seguida .
    Conversei com ela , ela chorou muito e não queria ir mais pra creche .
    Eu não sei o que está acontecendo .
    Ela não gosta da professora , ela deve ter falando com ela de forma grosseira.
    Hoje fui deixa - lá , mesmo não sendo a professora do ocorrido , ela chorou muito . Eu não sei o que devo fazer !
    Tenho medo dela criar certa resistência e não querer ir pra creche de forma alguma .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    Olá! Essa mudança no comportamento da sua filha merece atenção, principalmente porque aconteceu após ela já estar adaptada à creche. Aos 3 anos, as crianças ainda têm dificuldade para expressar exatamente o que estão sentindo e, muitas vezes, demonstram seu desconforto por meio do choro, da recusa em ir à escola ou do apego a um adulto específico.

    O primeiro passo é conversar com calma com a professora e a coordenação para compreender como tem sido a rotina dela na sala, como ocorrem as interações e em quais momentos ela demonstra maior sofrimento. É importante ouvir todos os envolvidos antes de tirar conclusões.

    Em casa, acolha os sentimentos da sua filha, valide o que ela sente (“Eu sei que você está triste”) e evite insistir para que ela explique detalhes, pois isso pode aumentar a ansiedade. Observe se ela menciona espontaneamente algum acontecimento durante as brincadeiras ou conversas.

    Caso esse comportamento persista por algumas semanas, aumente de intensidade ou venha acompanhado de alterações no sono, alimentação ou humor, vale buscar uma avaliação com um psicólogo infantil ou psicopedagogo para compreender melhor o que está acontecendo e orientar a família e a escola.

    Lembre-se: a adaptação à escola envolve vínculos. Às vezes, a ausência de uma pessoa de referência é suficiente para gerar insegurança, mas também é importante investigar se existe algum fator no ambiente escolar que esteja causando esse sofrimento. O diálogo entre família e escola é o melhor caminho.


  • Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não t

    Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não tem Pei, e nunca me chamaram para fazer, estou na dúvida pq uma colega me informou que a escola chamou ela pra fazer do filho dela que tem TEA.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    Olá! O diagnóstico de TDAH, por si só, não significa que todo estudante deva obrigatoriamente ter um Plano Educacional Individualizado (PEI). A necessidade do PEI é definida a partir de uma avaliação das demandas educacionais e dos apoios necessários para garantir a aprendizagem e a participação do aluno.

    As adaptações pedagógicas, como adequação de provas, tempo adicional, organização das atividades e outras estratégias, podem ser implementadas mesmo quando não há um PEI formalizado. No entanto, quando o estudante apresenta necessidades que exigem um planejamento individualizado, é importante que a escola dialogue com a família e avalie a elaboração desse documento.

    Sugiro que você solicite uma reunião com a coordenação pedagógica para compreender quais adaptações já estão sendo realizadas e pergunte se, no caso da sua filha, há indicação para a construção de um PEI. Essa conversa favorece o alinhamento entre família e escola e contribui para que as intervenções atendam às necessidades específicas da criança.

    Caso persistam dúvidas ou dificuldades no processo de aprendizagem, uma avaliação psicopedagógica também pode auxiliar na identificação das necessidades educacionais e fornecer orientações para a família e a escola.


  • Como ter estratégias de enfrentamento para me ajudar a lidar com o funcionamento intelectual limítro

    Como ter estratégias de enfrentamento para me ajudar a lidar com o funcionamento intelectual limítrofe com prejuízos de: saúde mental, social, acadêmico, independência, profissional, memória, delay cognitivo, dificuldade de ter sucesso na vida, sobrecarga sensorial, lentidão, confusão mental, desatenção, baixa autoestima, dificuldades em multitarefas, dificuldade de seguir instruções complexas, dificuldade de como se escreve as palavras, compulsão por compras, dificuldade de aprendizagem, alta inclinação de desistência e raciocínio lento. Levando em consideração que tenho transtorno de ansiedade generalizada por conta da minha falta de habilidade em lidar com todas essas dificuldades.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    Olá! O conjunto de dificuldades que você descreve pode impactar significativamente a vida acadêmica, profissional, social e emocional. Independentemente do diagnóstico, é importante saber que existem estratégias que podem melhorar sua funcionalidade e qualidade de vida.

    Algumas delas incluem organizar uma rotina previsível, dividir tarefas complexas em pequenas etapas, utilizar agendas e lembretes, reduzir distrações durante atividades que exigem concentração, fazer pausas programadas e investir em recursos que auxiliem a memória e a organização.

    Além disso, é fundamental que a ansiedade também seja tratada, pois ela pode intensificar dificuldades de atenção, memória e raciocínio, criando um ciclo que aumenta a sensação de incapacidade.

    Como psicopedagoga, ressalto que uma avaliação detalhada do perfil cognitivo e de aprendizagem é essencial para identificar suas potencialidades, compreender quais funções cognitivas estão mais comprometidas e elaborar um plano de intervenção individualizado. Muitas pessoas apresentam melhora importante quando recebem orientações específicas e estratégias adaptadas às suas necessidades.

    Buscar acompanhamento com profissionais especializados pode ajudá-lo não apenas a compreender melhor seu funcionamento, mas também a desenvolver recursos que favoreçam sua autonomia, autoestima e desempenho nas diferentes áreas da vida


  • Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados mome

    Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados momentos quer ficar sozinha. Uma colega não respeita isso e fica atormentando ela dizendo como deve brincar. Hoje minha filha chorou e disse que gostaria que a colega estivesse "enterrada". Me assustei com essas palavras, mas entendo que ela estava com raiva no momento. Ainda assim fiquei preocupada, é normal nessa idade esses sentimentos tão intensos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    É perfeitamente compreensível o seu susto, mas pode se tranquilizar: esse comportamento e a intensidade dos sentimentos são normais para a idade e o contexto.
    Aos 9 anos, a criança busca mais autonomia e espaço pessoal. Quando a colega insiste em ditar as regras e não respeita o momento dela de brincar sozinha, sua filha sente uma frustração extrema.
    O que você precisa saber para lidar com a situação:
    Não é literal: Expressões fortes como "queria que estivesse enterrada" são a forma que a criança encontra para dizer "estou com muita raiva e quero que ela fique longe". Não significa que ela deseje o mal real da colega.
    Brincar sozinha é saudável: Mostra criatividade e capacidade de autorregulação. O conflito ocorre porque a colega não aceita a recusa.
    Como ajudar: Valide a raiva dela ("Entendo que você ficou muito brava"), mas ajude-a a traduzir isso em atitudes assertivas, ensinando-a a dizer de forma firme para a colega: "Agora eu quero brincar sozinha, por favor respeite o meu espaço".
    Quando ligar o alerta? Se esse tipo de fala agressiva se tornar frequente, se ela começar a se isolar de todo mundo ou demonstrar sofrimento constante. Fora isso, foi apenas um desabafo de um momento de muita raiva. Se precisar de ajuda para mediar esses sentimentos, um psicólogo infantil pode orientá-las.


  • É normal lembrar apenas de recortes da infância? Sem diálogos, lembrança de rostos, cenas completas,

    É normal lembrar apenas de recortes da infância? Sem diálogos, lembrança de rostos, cenas completas, etc, apenas pequenos recortes.
    Consigo lembrar das coisas a partir de que idade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laysla Baptista

    Olá! Sim, isso pode ser considerado normal. A memória autobiográfica da infância costuma ser fragmentada, e muitas pessoas se lembram apenas de pequenos recortes, imagens ou situações isoladas, sem conseguir recordar diálogos completos, rostos ou uma sequência detalhada dos acontecimentos.

    Em geral, as lembranças mais consistentes começam a se formar entre os 3 e 5 anos de idade, embora isso varie bastante de uma pessoa para outra. Fatores como o desenvolvimento da linguagem, as experiências vividas e a forma como essas memórias foram reforçadas ao longo da vida influenciam o que conseguimos recordar.

    Ter poucas lembranças da infância, por si só, não indica um problema de memória ou um transtorno. No entanto, se essa dificuldade também estiver presente em relação a fatos recentes ou vier acompanhada de prejuízos no dia a dia, vale a pena procurar uma avaliação com um neuropsicólogo ou outro profissional habilitado para investigar a memória e outras funções cognitivas.

    Uma avaliação individualizada permite compreender se esse padrão faz parte da variabilidade normal ou se há algum aspecto que merece maior atenção.


Perguntas frequentes

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