Perguntas do paciente (8)
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os três profissionais podem te ajudam em diferentes níveis - podendo até mesmo serem complementares entre si.
O psiquiatra é um médico com especialização no cuidado da saúde mental. Ele vai te avaliar e fazer um tratamento com medicação - o que pode te ajudar muito com os sintomas mais fisiológicos como o vômito, o refluxo, a enxaqueca forte e também o grau de severidade do estresse sentido.
O terapeuta precisa ser muito bem avaliado e ponderado, pois muitas terapias não exigem formação acadêmica formal (uma faculdade) e nem mesmo uma instituição que regulamente a qualidade e responsabilidade ética e profissional que o terapeuta deve ter com o paciente (diferentemente do psicólogo que responde ao Conselho de Psicologia e do médico que responde ao Conselho de Medicina). Recomenda-se que só vá até um terapeuta por indicação de um psicólogo ou psiquiatra.
O psicólogo irá te ajudar a compreender, elaborar, simbolizar e regular suas vivências psicoemocionais (como a insegurança, a ansiedade, a crise de pânico). Também te ajudará a lidar com os comportamentos e vivências difíceis (traumas, o impacto do bullying, o isolamento, a fuga da realidade e os choros repentinos). O psicólogo cuida do paciente com psicoterapia.
Há ainda uma submodalidade do psicólogo que é mais especializada em avaliação: o neurogpsicólogo. Ele realiza testes psicológicos, entrevistas e anamneses para buscar um diagnóstico psicológico mais preciso (especialmente para neurodivergências).
Dito tudo isso, o mais recomendado para o seu caso me parece ser o psicólogo. A partir de sua escuta e condução do caso, ele poderá encaminhar para os outros profissionais, caso veja necessidade.
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todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade
todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha se sentido pouco compreendido nos atendimentos anteriores. Ouvir que “você não quer melhorar” pode ser muito duro, especialmente quando você está tentando entender o que acontece e buscando ajuda.
O diagnóstico pode ajudar, sim. Ele orienta o tratamento, a comunicação entre profissionais e algumas decisões clínicas. Mas, na psicoterapia, ele não é a única base do cuidado.
Também é importante compreender como esse sofrimento aparece na sua vida: sua ansiedade, seus vínculos, suas emoções, seus padrões de reação, sua história e o que tem sido difícil mudar.
Buscar um diagnóstico não significa necessariamente “ficar preso”. Muitas vezes é uma tentativa legítima de dar nome e sentido ao que se vive. O cuidado é para que o diagnóstico seja uma ferramenta, não uma sentença.
Se TCC e antidepressivo não ajudaram como esperado depois de mais de um ano, isso não significa que você não quer melhorar. Pode ser sinal de que o tratamento precisa ser reavaliado com cuidado, seja na medicação, na abordagem terapêutica ou na compreensão do caso.
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Como identificar se estou em uma crise existencial?
Como identificar se estou em uma crise existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode estar vivendo uma crise existencial quando começa a sentir que a vida perdeu um pouco o sentido, mesmo que “por fora” as coisas pareçam estar funcionando.
Alguns sinais comuns são: questionar com frequência suas escolhas, sentir vazio, angústia ou desânimo sem uma causa muito clara, ter dificuldade de se reconhecer na própria rotina, pensar muito sobre morte, tempo, propósito, liberdade, culpa ou arrependimentos. Às vezes aparece como uma sensação de: “estou vivendo no automático” ou “não sei mais quem eu sou”.
Mas é importante dizer: nem toda crise existencial é algo ruim. Muitas vezes ela aparece quando algo dentro de você está pedindo escuta, mudança ou reorganização. O cuidado psicológico pode ajudar a compreender melhor o que essa crise está tentando mostrar, sem transformar tudo imediatamente em diagnóstico ou problema.
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Qual a diferença entre uma pessoa emotiva e uma pessoa sentimental?
Qual a diferença entre uma pessoa emotiva e uma pessoa sentimental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O emotivo se afeta facilmente no momento.
O sentimental se vincula profundamente ao significado afetivo das coisas.
A pessoa emotiva pode ser mais expressiva.
A pessoa sentimental pode ser mais nostálgica, sensível ao valor das relações e das memórias.
Claro que uma pessoa pode ser as duas coisas: reagir com emoção intensa e também carregar uma vida afetiva muito cheia de significados. Mas não são exatamente a mesma coisa.
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Quais são os tipos de crise emocional? .
Quais são os tipos de crise emocional? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Crises emocionais podem ser entendidas como momentos em que a pessoa perde, temporariamente, a possibilidade de se relacionar com aquilo que vive.
A crise pode vir por excesso de emoção, por incongruência, por ativação de feridas antigas, por conflito entre partes, por ruptura de sentido, por repetição de padrões, por tensão relacional ou por uma transição de vida.
Uma crise emocional não é apenas um descontrole. Muitas vezes, é uma experiência que ainda não encontrou um lugar seguro para ser sentida, compreendida e reorganizada.
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Quais são os pilares do autoconhecimento? .
Quais são os pilares do autoconhecimento? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os pilares do autoconhecimento envolvem aprender a se escutar com mais profundidade.
Um primeiro pilar é a percepção emocional: reconhecer o que você sente, em vez de apenas reagir. Outro é a consciência dos próprios padrões: perceber comportamentos, escolhas e relações que se repetem. Também é importante identificar suas necessidades, limites e valores, ou seja, aquilo que realmente importa para você.
Além disso, o corpo também comunica muito. Cansaço, tensão, ansiedade e incômodos recorrentes podem revelar aspectos importantes da sua vida emocional.
Na psicoterapia, o autoconhecimento não acontece como uma análise fria de si mesmo, mas como um processo de escuta, presença e compreensão. Aos poucos, a pessoa vai se percebendo com mais clareza e podendo fazer escolhas mais verdadeiras
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Quais são os passos para desenvolver o autoconhecimento?
Quais são os passos para desenvolver o autoconhecimento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O autoconhecimento começa quando você passa a se observar com mais honestidade e menos julgamento.
Alguns passos importantes são: perceber o que você sente, identificar quais situações despertam certas reações, reconhecer padrões que se repetem nos seus relacionamentos, entender suas necessidades emocionais e questionar as histórias que você conta sobre si mesmo.
Também ajuda muito prestar atenção ao corpo, aos incômodos, aos desejos, às escolhas que você evita e aos momentos em que você se sente mais verdadeiro ou mais distante de si.
Mas autoconhecimento não é apenas “pensar sobre si”. Muitas vezes, ele acontece no encontro: quando você fala, escuta a si mesmo com mais clareza e consegue perceber sentidos que sozinho talvez não percebesse. A psicoterapia pode oferecer justamente esse espaço de escuta, elaboração e descoberta.
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Pessoas sem experiência podem participar de programas de mindfulness ou fazer as práticas?
Pessoas sem experiência podem participar de programas de mindfulness ou fazer as práticas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A meditação não exige experiência prévia e nenhum tipo de pré-requisito. Os casos de contra-indicação são raros e avaliados individualmente para pacientes com quadros de sintomas psicóticos mais agudos.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…