Perguntas do paciente (5)
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você relata, essa experiência no trabalho e, principalmente, o fato de ter se sentido desacreditado(a) e não acolhido(a) pela sua mãe, deixaram marcas importantes. Na Psicoterapia Científica Existencialista, buscamos compreender a pessoa a partir da sua história, das relações que estabelece e das situações concretas que vivencia, considerando também o significado que essas experiências passaram a ter em sua vida.
Nesse caso, a psicoterapia pode ajudar a compreender o sentimento de abandono e traição, assim como a forma como essas experiências estão influenciando atualmente sua maneira de confiar, se relacionar e interpretar as atitudes das outras pessoas. O trabalho não seria simplesmente tentar deixar o passado para trás, mas compreender como essas experiências estão presentes hoje e como você tem se mediado diante delas.
A partir desse processo, podemos buscar condições para que você encontre maneiras mais viabilizadoras de lidar com essas relações, com seus sentimentos e com aquilo que deseja construir para sua vida. A psicoterapia pode ser um espaço para compreender esses impasses e ampliar suas possibilidades de escolha e de posicionamento diante das situações que surgem no cotidiano.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você relata, essa situação parece ter provocado um sofrimento muito grande, principalmente pela culpa, pela angústia e pelo significado que você passou a atribuir ao que aconteceu. Mas ter se deparado com um conteúdo que lhe causou repulsa não significa, por si só, que você seja aquilo que viu, que tenha uma determinada preferência ou que tenha “recaído” em um vício.
Na Psicoterapia Científica Existencialista, buscamos compreender a pessoa a partir de sua história, de suas relações e das situações concretas que vivencia. Nesse processo, é importante compreender o que essa experiência despertou em você, por que ela adquiriu um significado tão doloroso e como questões relacionadas à sexualidade, autoestima, culpa, ansiedade e às suas experiências de vida podem estar se articulando.
Por isso, considero muito importante que você passe por um processo psicoterapêutico, e não apenas procure ajuda quando essa situação voltar a acontecer. A psicoterapia pode possibilitar um trabalho mais profundo sobre essas vivências, alcançando, conforme a necessidade de cada caso, aspectos da história pessoal, das relações e dos sentimentos que estão envolvidos nesse sofrimento.
O objetivo não é julgá-la pelo que aconteceu, nem dizer o que você deveria sentir. É compreender o que está acontecendo com você e construir condições para que possa lidar com sua própria história e com sua sexualidade de uma maneira menos marcada pela culpa e pelo sofrimento. Esse processo pode ser feito com acolhimento, sigilo e sem julgamentos.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dor de um término de relacionamento pode, sim, ser compreendida como uma experiência de luto, pois envolve a perda de um vínculo, de uma rotina, de projetos e de expectativas construídas com outra pessoa. Isso não significa que exista um tempo determinado ou uma forma única de vivenciar esse processo.
A psicoterapia é fundamental nesse momento, não para apagar a dor, mas para ajudar a compreender o significado que esse relacionamento e essa ruptura assumiram na sua vida.
Na perspectiva da Psicologia Existencialista de Sartre, buscamos compreender a pessoa em sua história, suas relações, suas circunstâncias e na maneira como ela se posiciona diante do que viveu. A terapia ajuda a identificar sentimentos, conflitos, significados e escolhas construídos ao longo dessa trajetória.
O objetivo não é culpabilizar a pessoa pelo término, mas ajudá-la a compreender o que viveu e perceber que, mesmo diante de uma perda que não escolheu, existem possibilidades de reconstrução e novos posicionamentos.
Assim, superar não significa simplesmente esquecer ou deixar de sentir. Significa elaborar essa experiência, compreender o que ela representa e, gradualmente, construir novas possibilidades para a própria existência.
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Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?
Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva existencialista de Sartre, o contexto sociocultural é fundamental para compreender os transtornos mentais, pois o indivíduo está sempre inserido em uma realidade histórica e social que influencia sua maneira de pensar, sentir e agir. A cultura, a família, as relações sociais e as condições de vida participam da construção dos significados que a pessoa atribui à sua existência. Assim, o sofrimento psíquico não deve ser compreendido apenas como algo interno ao indivíduo, mas em relação às circunstâncias concretas, às relações com os outros e às possibilidades de escolha existentes em seu contexto.
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Qual o papel da consciência na compreensão dos fenômenos psicopatológicos?
Qual o papel da consciência na compreensão dos fenômenos psicopatológicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva existencialista de Sartre, a consciência é fundamental para compreender os fenômenos psicopatológicos, pois o sofrimento não é visto apenas como um conjunto de sintomas, mas como uma forma singular de a pessoa se relacionar consigo mesma, com os outros e com o mundo. A consciência é intencional, livre e está sempre projetando possibilidades. Assim, a psicopatologia é compreendida considerando a experiência vivida, os significados atribuídos, as escolhas, os limites e as possibilidades do indivíduo dentro de sua situação concreta.
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Perguntas frequentes
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Tomei Iumi por 2 anos e 2 meses, mas comecei a me sentir inchada ( por meses só descia 2 dias) e com
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