Perguntas do paciente (14)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Nessa situação o melhor a se fazer é buscar psicoterapia, é preciso entender os sentidos da depressão, ou seja, que elementos da sua vida o deprimem, que pessoas podem servir de rede de apoio, pensar num planejamento de formas de buscar ir atrás do que se deseja. A depressão não é um transtorno que vem do nada, sempre existem razões concretas e subjetivas que corroboram para o estado deprimido. Na psicoterapia torna-se possível explorar estas razões e eventualmente contorná-las. A internação deve ser pensada como último recurso, é preciso buscar socialização, inclusão e acolhimento em primeiro lugar. A psicoterapia pode ajudar com certeza.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Vivemos numa sociedade do espetáculo, imagens nos são apresentadas como ideais de vida a serem seguidos, buscamos alcançar metas estéticas, financeiras e culturais. Diria que é o "normal" tendo em vista o mundo em que vivemos, mas isso não significa que devemos viver dessa forma, em um processo psicoterapêutico a pergunta que viria seria: "Por que você precisa ser parecida com pessoas da revista?" ou "por que abrir mão de coisas importantes em nome de alcançar um ideal?"


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Deve-se buscar entender a razão de tais crises. Elas já surgiram antes? Em que momento da vida elas aparecem e sobre qual contexto? É preciso falar sobre seu sofrimento para poder lidar com ele, entender o que na sua vida contribui para estes estados de espirito. A medicação cumpre um bom papel de suprimir os sintomas mas as causas continuam presentes e sem elaboração. É preciso encontrar formas de falar sobre seu sofrimento e um processo psicoterapêutico é o ideal para isso.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    A maternidade é uma etapa transformadora na vida psíquica de qualquer mulher, é uma mudança significativa sua identidade passa a ter um elemento amais, além de ser mulher, filha, amiga, namorada; passa-se a ser mãe. Essa passagem deve ser elaborada, deve-se falar sobre medos, receios, sonhos, desejos e todas as contradições que envolvem o tornar-se mãe.
    A partir daí, num processo psicoterapêutico você poderá chegará a conclusão sobre quais são suas expectativas com a maternidade e como seguir a vida nesse novo momento. Ter medo ou não querer ser mãe são sentidos válidos e devem ser escutados e elaborados.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    A depressão tem uma peculiaridade em relação à tristeza, nela existe culpabilização por acontecimentos, decepções ou ao não alcançar determinados objetivos. O peso do fracasso cai inteiramente sobre o sujeito e por isso nos sentimos mal com quem somos.


  • Pode-se usar o mesmo teste projetivo para qualquer idade ?

    Pode-se usar o mesmo teste projetivo para qualquer idade ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Não, cada teste tem uma faixa etária específica recomendável. Por exemplo, não se pode avaliar uma criança de 2 anos com um teste HTP (House-Tree-Person). Esse teste é recomendável para idades mais avançadas, a partir dos 7 anos.


  • Os testes projetivos podem ser usados isoladamente na avaliação neuropsicológica?

    Os testes projetivos podem ser usados isoladamente na avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Não, nenhum recurso de avaliação neuropsicológica deve ser usado ou pensado de forma isolada. Toda avaliação deve ser um processo. Isso significa que deve haver uma lógica de investigação por trás que justifique e embase cada método avaliativo a ser utilizado.
    Um teste isolado não diz muita coisa. Já um processo avaliativo em etapas e com lógica interna é bem mais útil e interessante.


  • Qual a função dos testes projetivos na neuropsicologia?

    Qual a função dos testes projetivos na neuropsicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Na neuropsicologia, o foco principal da avaliação é o funcionamento cognitivo (memória, atenção, linguagem, funções executivas), os testes projetivos ajudam a compreender aspectos emocionais, de personalidade e a vivência subjetiva do paciente diante do déficit.

    Eles contribuem para integrar cognição e emoção, oferecendo dados qualitativos sobre organização do pensamento, regulação afetiva e estratégias de enfrentamento. No entanto, não substituem testes padronizados e devem ser usados como recurso auxiliar dentro da avaliação clínica.


  • Como diferenciar hiperfoco de interesses comuns? .

    Como diferenciar hiperfoco de interesses comuns? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    O terno "hiperfoco" deve ser pensado exclusivamente em pessoas com diagnósticos de TDAH e TEA. É um estado de concentração intensa e prolongada, muitas vezes difícil de interromper.
    Já interesses são ações engajadas em que a pessoa sente prazer e escolhe fazer, mas mantém controle sobre. E não há nenhum questão diagnóstica atrelada.


  • O que é memória processual (mecânica) em neuropsicologia?

    O que é memória processual (mecânica) em neuropsicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Na neuropsicologia, a memória processual (ou memória mecânica) é um tipo de memória implícita responsável pelo aprendizado e pela execução de habilidades e hábitos automáticos, especialmente motores e cognitivos.
    Ela permite que realizemos ações sem precisar pensar conscientemente em cada etapa.
    Exemplos: dirigir, andar de bicicleta e tocar um instrumento musical


  • Por que as crianças precisam de atenção plena? .

    Por que as crianças precisam de atenção plena? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Segundo a teoria de Donald Winnicott, as crianças precisam de atenção plena porque é através da presença sensível, estável e emocionalmente disponível do cuidador que o bebê pode existir, integrar-se e desenvolver um self saudável.
    Winnicott não usava o termo “atenção plena” no sentido contemporâneo de mindfulness, mas falava da “mãe suficientemente boa”, que oferece: Sustentação (holding), Espelhamento, Continuidade do ser e Regulação emocional.


  • . Quando uma crise de raiva pode indicar um problema de saúde mental?

    . Quando uma crise de raiva pode indicar um problema de saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Algo pode ser considerado patológico quando é percebido como excessivo. Sentir raiva em si é algo comum e esperado em determinadas situações, mas quando esta raiva é excessiva (desmedida em intensidade e duração, gera comportamentos agressivos e é difícil de ser remediada racionalmente) pode ser importante procurar algum profissional da área de saúde mental


  • A sensação de não ser amada sempre está relacionada a outra pessoa ?

    A sensação de não ser amada sempre está relacionada a outra pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Não necessariamente, é possível que essa sensação diga respeito a história de vida de cada sujeito. É importante investigar que amor é esse que se procura, se um dia já existiu, como pode ser possível demandar o amor e quais os sentidos que o sujeito dá a essa ausência que descreve.


  • Quais são os danos do uso excessivo de tecnologia digital causados em uma pessoa ?

    Quais são os danos do uso excessivo de tecnologia digital causados em uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Garcia

    Baseando-se na ideia de “Excesso de Conectividade” de Domenico Cosenza, os danos do uso excessivo de tecnologia digital não se limitam ao tempo de tela, mas dizem respeito a uma transformação na relação do sujeito com o desejo, o corpo, o outro e o próprio pensamento.
    Cosenza, a partir da psicanálise lacaniana, aponta que o excesso de conexão produz uma forma de hiperestimulação contínua, que pode gerar diversos efeitos subjetivos: Empobrecimento do laço social, Fragilidade de identidade, Dificuldade de simbolização e reflexão, Intensificação da angústia e compulsão, Relação alterada com o desejo


Perguntas frequentes

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