Perguntas do paciente (4)
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Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. A falta de apoio emocional, especialmente vinda da família, pode gerar uma sensação profunda de solidão e desamparo e isso, de fato, torna tudo mais difícil.
Nesse caso considero importante que você valide o que sente e que isso faz sentido, o sentimento de rejeição e a falta de apoio são experiencias que impactam profundamente, principalmente em relação a sua identidade. Construir uma rede de apoio fora da família com amigos, grupos e a comunidade podem oferecer o acolhimento que você precisa, muitas vezes criamos uma "família emocional" ao longo da vida.
Aprender a se acolher, reconhecer suas necessidades emocionais e se posicionar com limites pessoais podem ser formas de fortalecer sua autonomia. Cuidar da sua saúde mental com profissionais, buscar um espaço seguro para elaborar essas vivencias e desenvolver recursos internos para lidar com essas situações são parte importante do seu cuidado.
Por fim, você não precisa desistir para lidar com essa dor, mas também não precisa enfrentá-la sozinho. Buscar apoio é um passo importante e legítimo.
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sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve
sempre tive que pensar em tudo
como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática
por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões
por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"
" você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "
" o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "
isso é extremamente cansativo
tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir
fico exausto demaisRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é extremamente cansativo, e faz sentido que esteja se sentindo assim. Esse funcionamento costuma estar ligado a um estado de hipervigilância, em que o cérebro tenta antecipar tudo o tempo inteiro para evitar erros, riscos ou julgamentos. Com isso, aquilo que normalmente seria automático, como expressões, reações e decisões do dia a dia passa a ser controlado de forma consciente, como se você tivesse que “dirigir” cada detalhe do seu comportamento.
Geralmente, esse padrão se desenvolve quando, em algum momento da vida, foi necessário se adaptar muito ao ambiente, prestar atenção excessiva às próprias atitudes ou tentar evitar consequências negativas. O problema é que, embora isso possa ter sido útil antes, no presente se torna exaustivo, porque mantém você em um estado constante de tensão e autocorreção.
É importante entender que não se trata de incapacidade, mas de um excesso de controle tentando te proteger. Quanto mais você tenta regular cada detalhe, mais artificial e cansativo tudo fica. O caminho passa justamente por reduzir, aos poucos, essa necessidade de controle, permitindo mais espontaneidade e tolerando pequenas imperfeições nas suas reações. Práticas que ajudam a trazer a atenção para o momento presente, além de um acompanhamento psicológico, podem auxiliar bastante nesse processo.
Com o tempo e o apoio adequado, é possível que essas respostas voltem a se tornar mais naturais e menos desgastantes.
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Qual o papel do trauma no desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Qual o papel do trauma no desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há uma única causa para o TPB, de acordo com a teoria biossocial o transtorno resulta de uma maior sensibilidade biológica na experiencia de emoções e ambientes invalidantes, aqui o trauma pode ter um papel importante como desorganizador do desenvolvimento emocional levando a medo intenso de abandono, amplificar a vulnerabilidade emocional, causar dissociação como forma de defesa e dificultar a formação de um senso estável de si mesmo.
O TPD pode se desenvolver mesmo quando não há um trauma explicito pois a invalidação do ambiente pode acontecer de outras formas, principalmente quando ocorre de forma precoce, repetida e e em contexto de vínculos afetivos próximos, por isso cada caso deve ser compreendido de forma individualizada.
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Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) demora tanto para se acalmar apó
Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) demora tanto para se acalmar após uma briga?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algumas características comuns em pessoas com TPB que podem influenciar nesse caso são alta reatividade emocional, um retorno mais lento ao equilíbrio emocional e sensibilidade ao abandono pois discussões podem ser vividas como como uma ameaça de perda do vinculo.
Segundo a Teoria Biossocial isso ocorre devido a um sistema emocional que ativa mais rápido, mais forte e leva mais tempo a estabilizar, adicionado a experiencias de vida em que foi difícil lidar com essas emoções.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…