Perguntas do paciente (13)
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Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da prof
Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da professora , mais houve uma mudança de auxiliar de sala e ela se apegou demais a que entrou. E de uns meses pra cá , chora quando a auxiliar falta porque diz não gostar da professora.
Semana passada a professora veio questionar o comportamento dela, isso dois dias em seguida .
Conversei com ela , ela chorou muito e não queria ir mais pra creche .
Eu não sei o que está acontecendo .
Ela não gosta da professora , ela deve ter falando com ela de forma grosseira.
Hoje fui deixa - lá , mesmo não sendo a professora do ocorrido , ela chorou muito . Eu não sei o que devo fazer !
Tenho medo dela criar certa resistência e não querer ir pra creche de forma alguma .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo pode acontecer nessa faixa etária, principalmente quando a criança cria um vínculo forte com uma pessoa específica da escola — nesse caso, a auxiliar.
Com quase 3 anos, muitas crianças ainda têm dificuldade para lidar com mudanças, ausência de figuras de segurança e situações que geram desconforto emocional. Quando elas se sentem inseguras ou se assustam com alguma interação, isso pode afetar diretamente a relação com a escola.
O fato dela chorar para ir, rejeitar especificamente a professora e ter mudado depois dessas conversas, merece atenção, sim.
Isso não significa necessariamente que houve algo grave, mas mostra que, para ela, alguma experiência foi vivida de forma negativa ou angustiante.
O mais importante agora é evitar minimizar o que ela sente ou forçá-la sem acolhimento. Tente validar: “Eu entendi que você ficou triste/chateada na escola. A mamãe está aqui para te ajudar.”
Também acho importante conversar com a escola de forma tranquila, tentando entender:
- Como ela fica durante o dia,
- Se houve alguma mudança na rotina ou na forma de manejo,
- Como acontecem os momentos de choro,
- Como está a relação dela com essa professora.
Nessa idade, a forma como o adulto fala, olha e conduz a criança faz muita diferença emocionalmente, mesmo quando não existe intenção de machucar.
Se esse comportamento persistir, aumentar ou começar a gerar sofrimento intenso diariamente, vale investigar mais de perto para entender o que ela está comunicando através dessa resistência.
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Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não t
Olá, minha filha tem TDAH diagnosticado desde 2024, a escola adapta as provas dela, porém, ela não tem Pei, e nunca me chamaram para fazer, estou na dúvida pq uma colega me informou que a escola chamou ela pra fazer do filho dela que tem TEA.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O PEI (Plano Educacional Individualizado) não é exclusivo para crianças com TEA.
Crianças com TDAH também podem precisar, principalmente quando existe impacto importante na atenção, organização, aprendizagem, comportamento ou desempenho escolar.
O fato da escola adaptar as provas já mostra que ela reconhece uma necessidade educacional específica da sua filha.
Nesse contexto, faz sentido sim conversar sobre a possibilidade de um PEI ou de um plano pedagógico mais estruturado.
Nem todas as escolas fazem isso automaticamente, e muitas famílias acabam precisando solicitar uma reunião para discutir adaptações, metas, estratégias e acompanhamentos mais individualizados.
O ideal é entender: quais adaptações já estão sendo feitas, quais dificuldades aparecem no dia a dia, se existe prejuízo acadêmico ou emocional e como a escola está acompanhando isso de forma contínua.
O PEI não é apenas um “documento”, mas uma ferramenta para organizar estratégias que realmente ajudem a criança no processo de aprendizagem e participação escolar.
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Minha filha de 2 anos e 9 meses entrou pra escola há quase 30 dias somente na parte da tarde, sempre
Minha filha de 2 anos e 9 meses entrou pra escola há quase 30 dias somente na parte da tarde, sempre ficou somente comigo em casa e com o pai também após ele chegar do serviço. E ela está com insegurança de ficar longe da professora da escola. Quando a professora precisa se ausentar, seja pra ir no banheiro, ir jogar um lixo fora, Todos os coleguinhas ficam sentados normalmente, mas ela grita, levanta, deixando até a cadeira cair e fala que a tia não pode sair e chora e vai atrás. Em casa ela não tem esse problema de ficar longe de nós, minha casa é grande e ela explora ela, apesar de que ela me chama mais vezes agora, são muitos mamãe. Não sei como ajudar e precisava de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bastante comum em crianças pequenas no início da adaptação escolar, principalmente quando passaram os primeiros anos quase exclusivamente no ambiente familiar.
Nessa idade, a professora acaba se tornando uma figura de referência e segurança emocional dentro da escola. Então, quando ela se afasta — mesmo que rapidamente — sua filha pode sentir como se estivesse “perdendo” essa base de segurança naquele momento.
O fato dela não apresentar essa dificuldade em casa é importante, porque mostra que ela consegue explorar ambientes e se afastar das figuras de apego quando se sente segura naquele contexto. A escola ainda é um ambiente relativamente novo emocionalmente para ela.
Também é esperado que, após iniciar a escola, algumas crianças fiquem mais “grudadas” nos pais por um período. Isso não significa regressão necessariamente, mas uma necessidade maior de reafirmar vínculo e segurança enquanto passam por essa grande mudança.
Se os adultos ficam muito ansiosos ou tentam impedir qualquer choro, a criança pode entender inconscientemente que realmente existe algo perigoso naquela separação.
Com o tempo, tendência é que ela vá construindo segurança emocional também dentro da escola.
Mas, se isso aumentar muito, persistir por muitos meses ou começar a impactar alimentação, sono, socialização ou bem-estar de forma intensa, vale investigar mais profundamente com a orientação parental e/ou psicopedagogia
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Sou de salvador Bahia meu filho tem 7 anos estar no 1 ano fundamental...tem dificuldade de saber as
Sou de salvador Bahia meu filho tem 7 anos estar no 1 ano fundamental...tem dificuldade de saber as letras não sabe ler esquece rápido.preciso de ajuda.ele tem muita dificuldade na escola e tá atrasado com respeito a outras criança
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com 7 anos e já no 1º ano do Ensino Fundamental, o fato dele ainda apresentar muita dificuldade para reconhecer letras, não conseguir ler e esquecer rapidamente o que aprende merece uma investigação mais cuidadosa.
Isso não significa automaticamente que exista um transtorno, mas mostra que ele pode estar encontrando dificuldades importantes no processo de alfabetização e aprendizagem.
Alguns sinais que você descreveu chamam atenção: dificuldade para aprender letras, dificuldade de leitura, esquecer rápido o que foi ensinado, sofrimento escolar, sensação de estar muito atrasado em relação aos colegas.
O mais importante agora é evitar comparações constantes ou aumentar a pressão, porque isso costuma gerar ainda mais insegurança e bloqueio na aprendizagem.
O ideal é procurar uma avaliação especializada com psicopedagoga para entender:
- Como ele está processando a aprendizagem
- Se existe alguma dificuldade específica
- Como estão atenção, memória, linguagem e consciência fonológica
- Quais estratégias podem ajudá-lo de forma mais adequada
Quanto antes isso é compreendido, maiores costumam ser as chances de ajudar a criança com menos sofrimento emocional.
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ha bebe de 1 ano e 6 meses sabe o alfabeto, os números de 1 a 10, as formas geometricas, as vogais,
ha bebe de 1 ano e 6 meses sabe o alfabeto, os números de 1 a 10, as formas geometricas, as vogais, cores , as partes do corpo humano, quando pergunto fala os nomes dos personagens da história que leio para ela. Sempre estimulo usando brinquedos, peças de montar letras e numeros... Ela é bem sociável, adora passear, um doce de criança. Mesmo assim penso se tem algo haver com TEA.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve mostra uma criança com desenvolvimento muito bom e bastante estimulada cognitivamente, o que é algo positivo.
Nessa idade, algumas crianças realmente conseguem aprender letras, números, cores, formas e ampliar muito o vocabulário quando recebem bastante interação, leitura e estímulo no dia a dia.
O fato dela ser sociável, gostar de passear, interagir, compartilhar interesse e demonstrar vínculo afetivo são aspectos importantes do desenvolvimento social e emocional.
Conhecer alfabeto, números ou demonstrar interesse precoce por conteúdos não significa automaticamente TEA.
No autismo, o olhar não fica apenas nas habilidades cognitivas, mas principalmente na forma como a criança se comunica, interage socialmente, compartilha interesses, responde emocionalmente ao outro e se adapta ao ambiente.
Pelo que você descreveu aqui, isoladamente, não existe algo que permita concluir isso. O desenvolvimento parece rico, estimulado e dentro de um funcionamento social positivo.
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Gostaria de saber se é verdade que pessoas com rebaixamento intelectual leve têm condições intelectu
Gostaria de saber se é verdade que pessoas com rebaixamento intelectual leve têm condições intelectuais de entrar e terminar um curso universitário ? E, passarem em um concurso na área em que fizeram a faculdade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim! Pessoas com deficiência intelectual leve podem cursar faculdade, concluir ensino superior e até serem aprovadas em concursos, dependendo de vários fatores individuais.
O funcionamento intelectual não depende apenas de um número de QI. Também entram aspectos como suporte recebido, oportunidades, adaptação, habilidades práticas, persistência, linguagem, autonomia, regulação emocional e estratégias de aprendizagem.
Existem pessoas com deficiência intelectual leve que conseguem desenvolver trajetórias acadêmicas e profissionais muito positivas, principalmente quando recebem apoio adequado e têm acesso a ambientes mais inclusivos.
Da mesma forma, ter um QI abaixo da média não significa incapacidade de aprender, evoluir ou construir uma vida acadêmica e profissional significativa.
Aprendizagem humana é muito mais complexa do que apenas um resultado de teste.
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Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?
Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os educadores têm um papel muito importante no uso seguro das redes sociais por adolescentes, não apenas orientando sobre riscos, mas também ajudando no desenvolvimento de pensamento crítico, responsabilidade e consciência digital.
Hoje, as redes sociais fazem parte da vida social dos adolescentes. Então o foco não costuma ser apenas “proibir”, mas ensinar limites, segurança, exposição saudável, respeito, privacidade e senso crítico diante do conteúdo consumido.
Mas é importante lembrar que esse cuidado não deve ser responsabilidade apenas da escola. Família e educadores precisam funcionar em parceria, porque adolescentes aprendem muito mais pelo modelo e pela qualidade das relações do que apenas por regras isoladas.
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Como lidar com a curiosidade extrema?
Como lidar com a curiosidade extrema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A curiosidade intensa costuma ser muito comum em crianças com indicadores de altas habilidades/superdotação.
Muitas vezes são crianças que fazem perguntas o tempo todo, querem entender “o porquê” das coisas, se aprofundam em temas específicos, observam detalhes que passam despercebidos e têm dificuldade em simplesmente aceitar respostas superficiais.
O mais importante não é “frear” essa curiosidade, mas ajudar a criança a aprender a organizar, sustentar e direcionar esse interesse de forma saudável.
Algumas estratégias que costumam ajudar:
- Acolher as perguntas sem ridicularizar,
- Estimular investigação e autonomia,
- Ensinar tolerância à frustração quando não houver resposta imediata,
- Oferecer desafios compatíveis com a idade,
- Equilibrar estímulo intelectual com brincadeira, movimento e convivência social.
Também é importante lembrar que curiosidade extrema, sozinha, não fecha nenhum diagnóstico. O ideal é sempre olhar o funcionamento global da criança: emocional, social, comportamental e acadêmico.
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Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na
Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na igreja fica mas tranquilo não sei o ,que fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato dele ficar mais agitado especificamente na escola é algo importante de observar, porque mostra que o comportamento pode estar muito relacionado ao contexto.
A sala de aula exige várias habilidades ao mesmo tempo, como atenção sustentada, controle do corpo, espera, organização, seguir regras coletivas, lidar com estímulos, permanecer sentado por períodos maiores.
Algumas crianças de 6 anos ainda têm bastante dificuldade nisso, principalmente em ambientes mais estimulantes e com muitas demandas simultâneas.
O fato dele conseguir ficar mais tranquilo em casa e na igreja mostra que ele consegue se regular melhor em contextos diferentes, o que ajuda bastante na compreensão do comportamento.
Mas vale observar se existe dificuldade apenas motora/agitação, se há impulsividade, dificuldade de atenção, frustração, dificuldade nas atividades ou necessidade constante de estímulo.
Também é importante entender como a escola está conduzindo isso, porque algumas crianças respondem muito ao ambiente, rotina e manejo dos adultos.
Se isso estiver gerando prejuízo importante na aprendizagem, socialização ou adaptação escolar, vale uma investigação com psicopedagoga para entender o que está por trás dessa dificuldade de autorregulação.
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Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fa
Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fala" alguma dica pra me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a criança escreve exatamente “como fala”, isso pode estar relacionado a dificuldades no processamento dos sons da fala, consciência fonológica e compreensão das regras da escrita.
Algumas trocas são mais esperadas no início da alfabetização, mas aos 9 anos vale olhar isso com mais atenção, principalmente se os erros são muito frequentes, ela tem dificuldade para memorizar a escrita correta das palavras, evita escrever, lê com dificuldade ou demonstra sofrimento nas atividades escolares.
O mais importante agora é evitar transformar o erro em motivo de vergonha ou excesso de cobrança, porque isso costuma aumentar a insegurança e o bloqueio na escrita.
Mas, pelo que você descreveu, acredito que valha uma investigação mais cuidadosa para entender se existe alguma dificuldade específica impactando a aprendizagem dela, principalmente porque a escrita já deveria estar mais consolidada nessa idade - é isso o que fazemos na avaliação psicopedagógica
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Como tratar uma criança com dificuldade de 4 anos com dificuldade de falar , ela já presenciou discu
Como tratar uma criança com dificuldade de 4 anos com dificuldade de falar , ela já presenciou discursões e também tem excesso de uso de celular ; isso pode estar contribuindo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, tanto o excesso de telas quanto um ambiente com muitas discussões, tensão ou estresse podem impactar o desenvolvimento da linguagem e do comportamento infantil — principalmente em crianças pequenas.
Com 4 anos, a linguagem ainda está em pleno desenvolvimento. E a criança aprende a falar não apenas “ouvindo palavras”, mas através de: interação, troca emocional, brincadeira, contato visual, conversas reais, leitura, imitação e experiências compartilhadas.
Quando existe uso excessivo de celular, muitas vezes acontece uma redução importante dessas interações. Além disso, algumas crianças acabam ficando mais irritadas, desatentas ou menos interessadas em comunicação social.
Já as discussões frequentes podem gerar insegurança emocional, ansiedade e maior dificuldade de organização emocional, o que também pode interferir na fala e no desenvolvimento.
Mas é importante dizer que dificuldade de fala não costuma ter uma única causa. Por isso, o ideal é uma avaliação psicopedagógica cuidadosa para entender:
* como está a compreensão da linguagem,
* articulação dos sons,
* interação social,
* comportamento,
* atenção,
* audição,
* e desenvolvimento global da criança.
E, principalmente, buscar avaliação com profissionais especializados, como psicopedagoga e acompanhamento do desenvolvimento infantil, para entender melhor as necessidades dessa criança.
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Meu filho tem dois anos, ele me bate e puxa os cabelos, as vezes morde e arranha meu rosto até sangr
Meu filho tem dois anos, ele me bate e puxa os cabelos, as vezes morde e arranha meu rosto até sangrar. Eu fico muito triste e na maior parte das vezes eu acolho e faço abordagens saudáveis. No último episódio ele me machucou a ponto de sangrar, eu perdi a linha e me irritei, dei uns gritos mostrando que me entristeceu tal atitude e empurrei para afastar. Me sinto muito mal e me questiono sobre o que falta na criação. Sou muito presente e me preocupo com tudo, quando não dou conta meu marido desempenha um papel de paciência que eu não consigo ter como nesse momento.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, é importante dizer que comportamentos agressivos podem acontecer nessa faixa etária, principalmente porque crianças de 2 anos ainda têm um cérebro muito imaturo para lidar com frustração, impulsos e emoções intensas.
Morder, bater, puxar cabelo ou arranhar não significa automaticamente falta de amor, “maldade” ou falha na criação. Muitas vezes é uma forma desorganizada de comunicar desconforto, raiva, excitação, limite ou necessidade de controle.
Mas isso não significa que os adultos precisam aceitar se machucar.
Acolher emocionalmente não é permitir agressão. É possível validar a emoção da criança e, ao mesmo tempo, interromper o comportamento com firmeza: “Eu não vou deixar você me machucar.”
Também é importante entender os contextos em que isso acontece: sono, cansaço, frustração, limites, excesso de estímulo, disputa por atenção, dificuldade de comunicação ou momentos específicos da rotina.
E sobre o que aconteceu com você: perder a paciência em um momento de dor, susto e exaustão não define quem você é como mãe. O mais importante é conseguir reparar depois, se reorganizar emocionalmente e pensar em estratégias para que esses episódios sejam conduzidos com mais segurança.
Uma coisa que costuma ajudar muito é tentar intervir mais cedo, antes da explosão escalar completamente. Muitas crianças dão sinais prévios de desorganização: tensão corporal, gritos, aumento da agitação, rigidez, oposição crescente.
Quanto antes o adulto consegue conter o ambiente e diminuir a escalada, menor costuma ser a intensidade da agressão.
Se esses episódios forem muito frequentes, intensos ou estiverem aumentando progressivamente, vale buscar uma avaliação mais cuidadosa para entender melhor o que está acontecendo emocionalmente e comportamentalmente com essa criança - é isso o que fazemos na Orientação Parental
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Ola meu nome é Isabelle,meu filho de 2 anos começou a ir para creçhe nois 3 primeiros dias ele gosto
Ola, meu filho de 2 anos começou a ir para creche nos 3 primeiros dias ele gostou,mais agora não que ir,chora e gruda em mim pra não ficar,e quando fica ele chora e logo depois vai dormi, isso é normal? devo tirar ele?me ajudem não sei o que fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ideal seria agendar uma conversa com orientação parental - assim é possível analisarmos o caso e criar estratégias para o dia a dia
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